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OAB consegue liminar que garante atendimento de advogados durante plantão da Polícia Federal

Na noite deste sábado, 3 de novembro, a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) conseguiu uma liminar na justiça que garante o atendimento de advogados durante os plantões da Policia Federal (PF). Com isso, os profissionais passam a ter acesso às dependências da instituição e aos seus clientes mesmo em regime de plantão.

A decisão do juiz Ricardo de Sales determina que a PF “não viole as prerrogativas dos advogados previstas na Lei nº 8.906/94, evitando que se venha a incorrer no tipo penal do artigo 3º, alínea “j”, da Lei 4.898/1965, não impeça o acesso dos advogados ao atendimento no setor de recepção da sede da Superintendência da PF em Manaus e assegure o direito dos advogados – com ou sem procuração – de se comunicarem com seus clientes que se encontrem presos na sede da Superintendência da PF em Manaus”.

O presidente da OAB-AM, Marco Aurélio Choy, comemorou a decisão e disse que esta é mais uma conquista da entidade em prol dos da classe de profissionais. “A partir de agora, os advogados deixam de ficar do lado de fora da PF e passam a ter suas prerrogativas respeitadas”, afirmou.

Entre os argumentos defendidos na liminar está a prerrogativa de que “para o pleno exercício da ampla defesa em processo penal se faz imprescindível ao defendente reunir-se com seu advogado para que este possa lhe transmitir todas as informações necessárias sobre o caso, de forma a se deduzir a melhor solução jurídica para o seu problema. Tantas quanto bastem, devem ser as reuniões”.

Leia aqui o Mandado de Segurança OAB Amazonas.

Polícia Federal vai interrogar advogados do esfaqueador de Jair Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) vai interrogar nos próximas dias os advogados de Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado contra Jair Bolsonaro.

As informações são da revista Crusoé.

Pelo menos um deles tem na carteira de clientes integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

No primeiro inquérito, finalizado em 28 de setembro, a Polícia Federal concluiu que Adélio Bispo de Oliveira havia agido sozinho no dia do ataque. No entanto, um segundo inquérito foi aberto para investigar possíveis conexões do criminoso, pessoas que podem ter ajudado o agressor a planejar o crime.

De acordo com as informações dos jornalistas Rodrigo Rangel e Filipe Coutinho, da revista Crusoé, a relação entre o PCC e os advogados do esfaqueador de Bolsonaro foi o principal motivo pela prorrogação da investigação.

 

Com Informações do Renova Mídia

O plano da Polícia Federal para o dia da prisão de Lula

Preparativos envolvem 350 pessoas, avião e apoio da PM. Não haverá uso de algemas e PF trabalha com cinco possíveis locais para o cumprimento da pena

Condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região a doze anos e um mês de prisão, Lula será recolhido ao cárcere tão logo seu recurso contra a sentença seja julgado no TRF4, o que deve ocorrer a partir do próximo dia 23. A cadeia, se nenhuma reviravolta acontecer, é uma questão de dias.

Reportagem de VEJA desta semana mostra os preparativos da Polícia Federal para cumprir a ordem de prisão contra a maior estrela do petrolão. O trabalho para o “Dia D” da Lava-Jato – como tem sido chamado na corporação – é sigiloso e envolve 350 agentes, avião e apoio da Polícia Militar.

Ciente do peso da biografia do alvo, a PF quer evitar erros cometidos em ações anteriores, para não vitaminar o discurso de Lula segundo o qual ele tem sido vítima de uma caçada judicial. Já foi acordado, por exemplo, que não haverá o uso de algemas nem de camburão. A Polícia Federal espera deter o petista em sua casa em São Bernardo do Campo (SP) e listou cinco locais onde o ex-presidente pode começar a cumprir sua pena na Lava-Jato.

 

Com Informações do Portal Veja

Polícia Federal conclui perícia de áudio da conversa entre Joesley e Temer

Polícia Federal deve mandar ainda hoje o laudo para o ministro do STF Edson Fachin. Temer contesta autenticidade das gravações.

A Polícia Federal concluiu nesta sexta-feira o laudo da perícia das conversas gravadas secretamente pelo dono da JBS, Joesley Batista, em um encontro não oficial que ele teve com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, no dia 7 de março, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. O resultado da análise deve ser encaminhada ainda hoje ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte.

O laudo era a parte que faltava ao inquérito parcial enviado na última segunda-feira. Apesar de o relatório não estar completo, a PF entendeu que já há indícios de materialidade da prática de corrupção passiva pelo presidente e seu ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que está preso em Brasília. “Resultam incólumes as evidências que emanam do conjunto informativo formado nestes autos, a indicar, com vigor, a prática de corrupção passiva”, escreveu a PF.

O controverso diálogo foi entregue por Joesley como prova do que ele relatou na delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República e homologada pelo STF. O acordo gerou a investigação contra Temer por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa, e garantiu ao empresário o perdão por todos os crimes confessados até aquele momento.

No áudio, Joesley fala sobre iniciativas que estaria tomando em relação ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso em Curitiba desde outubro de 2016 e já foi condenado a quinze anos de prisão pelo juiz Sergio Moro. O executivo diz que havia “zerado as pendências” e que estava “de bem” com Cunha. Temer, então, responde: “É, tem que manter isso, viu?”.

Em declaração à PGR, o delator interpretou a frase como um sinal verde do presidente para que ele continuasse pagando o ex-parlamentar com o objetivo de evitar que ele colaborasse com a Justiça em uma eventual delação premiada. Temer negou essas acusações e contestou a integridade do áudio, que tem diversos trechos inaudíveis. Cunha afirmou que o seu silêncio nunca esteve à venda.

A perícia no áudio foi pedida a Fachin pela defesa de Temer e aceita pela procuradoria. Os advogados do peemedebista também contrataram o perito Ricardo Molina, que avaliou a gravação e concluiu não ser possível assegurar a sua autenticidade. “Não dá para dizer que é edição. Tem alguma falha sistêmica neste gravador. A questão é: dá pra garantir que é autêntica? Não”.

O inquérito vai basear a denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentará contra Temer. Se ela de fato ocorrer, o processo só seguirá adiante no STF se for aprovado por 342 dos 513 deputados. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já afirmou que está disposto a suspender o recesso parlamentar de julho para analisar a acusação. A expectativa hoje é que Temer tem forças para barrá-la no Legislativo.

 

Com Informações do Portal Veja

Rodrigo Janot denuncia Aécio ao STF por corrupção e obstrução de Justiça

Acusação, que será analisada pelo ministro Marco Aurélio Mello, é referente à gravação da PF que mostra o tucano negociando R$ 2 milhões com dono da JBS.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou nesta sexta-feira denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB) pelos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. Na denúncia, a PGR acusa o tucano de pedir 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, um dos delatores da JBS.

A irmã do parlamentar, Andrea Neves, o primo de Aécio, Frederico Pacheco, e Mendherson, ex-assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG), também foram denunciados. Todos foram citados na delação. De acordo com o procurador, o recebimento do valor teria sido intermediado por Frederico e Mendherson, que teriam entregue parte dos recursos a uma empresa ligada ao filho de Perrella. A denúncia está baseada em gravações feitas pela Polícia Federal.

A denúncia será analisada pelo ministro Marco Aurélio Mello e julgada pela Primeira Turma do Supremo, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux. A data ainda não foi definida.

A defesa do senador afastado têm alegado que o pedido de dinheiro a Joesley, feito em conversa gravada pelo delator, foi um empréstimo para renumerar advogados. Segundo ele, o empresário teria armado uma situação em que o empréstimo de 2 milhões pareceria um ato ilegal. O senador nega que tenha havido qualquer contrapartida pelo valor, descaracterizando atos de corrupção.

 

Com Informações do Portal Veja

Edson Fachin autoriza PF a interrogar Temer sobre delação da JBS

O relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta terça-feira que o presidente Michel Temer (PMDB) deve depor no inquérito a que responde no Supremo, aberto a partir das delações premiadas de executivos da JBS. Fachin decidiu que a oitiva de Temer deve ser por escrito e que o peemedebista terá um prazo de 24 horas para entregar as respostas após receber as perguntas da Polícia Federal, a serem enviadas também por escrito.

A legislação estabelece que “o presidente e o vice-presidente da República, os presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal poderão optar pela prestação de depoimento por escrito, caso em que as perguntas, formuladas pelas partes e deferidas pelo juiz, lhes serão transmitidas por ofício”.

Na quarta-feira passada, a defesa de Temer endereçou um recurso a Edson Fachin em que sugeriu que, antes do depoimento do presidente, fosse concluída a perícia sobre a gravação da conversa entre Joesley Batista, delator e dono da JBS, e o peemedebista, em que o político ouve o empresário afirmar que estava comprando dois juízes e um promotor e em que supostamente dá aval para que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba, seja remunerado para permanecer em silêncio. “Tem que manter isso, viu?”, disse Temer diante da afirmação de Joesley de que está “de bem” com o Cunha e com o operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro, preso em Brasília.

“Pretende-se, primeiramente, a suspensão do ato de oitiva do Senhor Presidente da República, até a ultimação das providências periciais”, disse o advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira no documento apresentado ao STF.

Segundo Mariz, tomar o depoimento do presidente antes da conclusão da perícia seria uma “providência inadequada e precipitada”, já que a própria Polícia Federal estimou em até trinta dias o prazo para concluir a análise de eventuais edições e trucagens na conversa entre o presidente e o empresário.

Além de Michel Temer, o inquérito 4483 do Supremo tem como alvo o deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Na conversa gravada por Joesley, Rocha Loures foi apontado por Temer como interlocutor para atender demandas do grupo J&F no governo, incluindo uma disputa contra a Petrobras no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em conversas gravadas entre o empresário e o parlamentar, ambos tratam da compra do silêncio de Cunha e Funaro e do pagamento de 500.000 reais semanais em troca da ajuda no Cade. Rocha Loures foi filmado pela Polícia Federal recebendo uma mala com o dinheiro em espécie em São Paulo, entregue pelo diretor de relações institucionais da JBS e também delator, Ricardo Saud.

O inquérito ainda tinha como investigado o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), mas Edson Fachin atendeu a pedidos das defesas do tucano e de Temer e separou as investigações sobre eles nesta terça-feira.

 

Com Informações do Portal Veja

Polícia Federal apreende documento com anotação ‘cx 2’ no apartamento de Aécio

No último dia 18, Polícia Federal deflagrou Operação Patmos, com base nas delações da JBS. Em razão do que foi informado nos depoimentos, STF afastou Aécio Neves do mandato de senador.

A Polícia Federal registrou ter encontrado no apartamento do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) no Rio de Janeiro documento com a anotação manuscrita “cx 2”. No registro, a PF não explica o que seria “cx 2”.

Em nota (leia a íntegra ao final desta reportagem), a defesa de Aécio declarou que o tucano lamenta que “citações sem qualquer informação real sobre a que se referem ou mesmo alguma contextualização que permitam o seu devido esclarecimento” sejam divulgadas por agentes públicos envolvidos nas investigações.

“Ainda assim, asseguramos que uma eventual referência a CX 2 não significa qualquer indício de ilegalidade”, diz a nota. Em um vídeo divulgado na terça (23) para se defender das acusações de delatores da JBS (entenda mais abaixo), Aécio já havia dito ser “vítima de armação”.

No último dia 18, a PF deflagrou a Operação Patmos, na qual cumrpiu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Aécio. Na ocasião, a irmã do senador, Andrea Neves, e um primo dele, Frederico Pacheco, foram presos.

A operação foi deflagrada com base nas delações de executivos da JBS no âmbito da Operação Lava Jato. Em razão do que foi informado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin afastou Aécio Neves do mandato parlamentar.

Na diligência, a PF descreve ter apreendido “diversos documentos acondicionados em saco plástico transparente dentre eles 01 papel azul com senhas, diversos comprovantes de depósitos e anotações manuscritas, dentre elas a inscrição ‘cx 2′”.

O senador afastado passou a ser investigado por acertar com Joesley Batista, dono da JBS, o pagamento de R$ 2 milhões.

Joesley entregou ao Ministério Público gravação de uma conversa com Aécio na qual eles combinam como será feito o repasse. Ao empresário, Aécio disse que precisava do dinheiro para pagar advogados que o defendem na Lava Jato.

Diligência da PF

No apartamento de Aécio, localizado na avenida Vieira Souto, em Ipanema, a PF também apreendeu diversas obras de arte, entre elas 15 quadros e 1 estátua.

Foram, ainda, apreendidos um aparelho bloqueador de sinal telefônico, dois celulares, três pen drives, um caderno espiral e uma fita de vídeo com dedicatória do empresário Alexandre Accioly.

Há também, conforme a descrição da PF, “folhas impressas contendo planilhas com ‘indicações para cargos federais’ com remuneração e direcionamento em qual partido político pertence ou foi indicado”.

Também foi encontrada uma pasta contendo cópias da agenda de 2016 com agendamentos que incluem Joesley Batista e um pendrive em formato do símbolo do time de futebol do Flamengo.

Íntegra

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela defesa de Aécio Neves:

A defesa do senador Aécio Neves lamenta que citações sem qualquer informação real sobre a que se referem ou mesmo alguma contextualização que permitam o seu devido esclarecimento estejam sendo divulgadas para a imprensa por agentes públicos envolvidos na investigação em curso.

Ainda assim, asseguramos que uma eventual referência a CX 2 não significa qualquer indício de ilegalidade. O senador Aécio reitera que em toda sua vida pública, nas campanhas de que participou, agiu de acordo com o que determina a lei.

O senador está à disposição da Justiça para ser ouvido e esclarecer o que for necessário.

Alberto Zacharias Toron

Advogado

 

Com Informações do G1

Polícia Federal cumpre mandados de prisão contra ex-governadores do DF

Agnelo Queiroz, José Arruda e Tadeu Filipelli, assessor de , estariam por trás de desvios de 900 milhões de reais das obras do estádio Mané Garrincha.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a Operação Panatenaico, que investiga uma organização criminosa suspeita de desviar até 900 milhões de reais em recursos das obras do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, para a Copa do Mundo de 2014, informou a PF em comunicado.

Entre os alvos de operação estão, segundo a PF, agentes públicos e ex-agentes públicos, construtoras e operadores das propinas ao longo de três gestões do governo do Distrito Federal. São alvos de mandados de prisão como parte da operação os ex-governadores do DF Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR) e o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), que atualmente é assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB). Segundo o Bom Dia Brasil, da TV Globo, os três já foram presos.

Orçadas inicialmente em 600 milhões de reais, as obras de reforma no estádio de Brasília para o Mundial custaram 1,575 bilhão de reais, fazendo da arena a mais cara da Copa do Mundo de 2014, de acordo com a PF.

Em razão da obra de o Mané Garrincha ter sido realizada sem prévios estudos de viabilidade econômica, a Terracap, companhia estatal do DF com 49% de participação da União, encontra-se em estado de iminente insolvência. O nome da operação diz respeito ao Stadium Panatenaico, “sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos jogos olímpicos”, segundo a Polícia Federal.

Para recolher elementos que detalhem como operou o esquema criminoso que superfaturou a obra e lesou os cofres do GDF e da União, os cerca 80 policias envolvidos na operação foram divididos em 16 equipes. Devem ser cumpridos, no total, 15 mandados de busca de apreensão, 10 mandados de prisão temporária além de 3 conduções coercitivas.

 

Com Informações do Portal Veja

Cachoeira comandou sequestro em 2009, diz PF

Gravações telefônicas entre o contraventor e um araponga indicam elaboração de plano contra suposto autor de fraude em caça-níqueis.

O contraventor Carlinhos Cachoeira teria comandado um sequestro em 2009, contra um suposto autor de fraude em máquinas caça-níqueis, de acordo com gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal. As conversas, exibidas neste domingo, 12, pelo Fantástico, foram obtidas em investigação anterior à Operação Monte Carlo, que recentemente revelou detalhes sobre o esquema de jogo ilegal supostamente comandado por Cachoeira e apontou o envolvimento de políticos.

Na conversa revelada agora, Cachoeira conversa com Idalberto Araújo, o Dadá, apontado como seu araponga, sobre a desconfiança de fraudes em caça-níqueis. De acordo com a PF, Elion Alvez Moreira foi feito refém pelo grupo do contraventor para confessar a fraude. ” O celular dele tá aqui com a gente, entendeu? Então ele tá sem comunicação com o time dele”, disse Dadá. “Pega ele e leva ele pra outro canto. Até ele contar”, responde Cachoeira.

Ao Fantástico, no entanto, o advogado de Elion afirmou não ter havido o sequestro e que a PF fez interpretação equivocada dos fatos. Dadá não se pronunciou sobre a reportagem. Cachoeira está preso desde fevereiro e sua defesa nega as acusações de fraude e afirma que as provas usadas contra ele foram obtidas de forma ilegal.

Fonte: Estadão

 

CPI revela que Delta enviou cerca de R$ 85 milhões a paraíso fiscal

Documentos sigilosos, já em poder da CPI do Cachoeira, apontam que a construtora Delta, pivô do escândalo, transferiu, apenas no ano passado, R$ 85,34 milhões para contas nas Ilhas Cayman, famoso paraíso fiscal no Caribe, ao sul de Cuba. Os dados apontam três grandes remessas. O primeiro repasse ocorreu em 28 de março do ano passado. A empreiteira enviou R$ 40 milhões para uma conta do Banco Safra. Em 23 de dezembro de 2011, foram realizadas duas operações. A primeira, no valor de R$ 44,73 milhões e a segunda, de R$ 609 mil. No relatório, as somas estão contabilizadas em dólar e foram convertidas em real segundo a cotação de ontem divulgada pelo Banco Central.

CPI investiga peculiaridade: Cachoeira tinha 49% de empresa da Coreia do Norte que explorava loteria gaúcha

Os dados revelam ainda vultosas quantias de dinheiro remetidas pela quadrilha comandada por pelo bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a instituições bancárias no exterior. Só o contraventor enviou mais de R$ 1,5 milhão para diferentes contas bancárias. Nesses casos, o relatório não informa, porém, em qual país cada uma delas está localizada nem para quê o montante foi usado.

Fonte: Correiobraziliense

 

Policiais federais de todos os Estados aderem à greve

Em greve nacional a partir desta terça-feira, 7, os policiais federais dos 26 Estados do País e do Distrito Federal pedem por reestruturação da carreira e reajuste do piso salarial da categoria.

O País conta com aproximadamente 9 mil agentes federais, entre policiais, escrivães e papiloscopistas. A categoria deve suspender o trabalho de 70% de todo o efetivo, o que pode causar a adesão de 5 e 6 mil trabalhadores.

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Marcos Wink explica que as reivindicações vão além de reajuste salarial. Para ele, desde 1996 – quando a categoria passou a exercer cargos de nível superior – a legislação que trata das atribuições dos policiais federais de todo o País não sofreu correções em relação ao desempenho do cargo de nível médio. “É preciso que o papel reconheça aquilo que é feito no dia a dia e que não está lá”, diz.

Na pauta de protesto há o pedido da reestruturação da carreira. Wink afirma que um policial federal com 15 anos de carreira já alcança o topo da função e não há motivações para a permanência na academia. “Não houve até hoje reajuste legal nas nossas atribuições”, argumenta o presidente da federação.

Cada um dos Estados deve avaliar a relevância de seus serviços e determinar quais não podem ser interrompidos. Não serão interrompidas as emissões de passaportes de emergência, investigações importantes, a segurança de testemunhas assim como a custódia de presos. “Todo o serviço vai sofrer restrições, mas haverão exceções porque o nosso objetivo não é parar tudo e sim conseguir conversar e negociar a situação atual(sic)“, diz Wink.

O governo federal ainda não se manifestou sobre a greve nacional. Wink afirma que nenhuma reunião de negociação está agendada e que a categoria aguarda a solução do problema.

Fonte: Estadão

Governo do DF espionou rivais, indica PF

Relatório da Polícia Federal aponta “fortes indícios” de interceptação ilegal de e-mails para obter informações “privilegiadas/antecipadas, de interesse do governo do Distrito Federal”, na gestão do petista Agnelo Queiroz.

O relatório, baseado em grampos autorizados durante a investigação que levou à prisão de Carlinhos Cachoeira, é o primeiro documento da PF que liga o governo do Distrito Federal à espionagem de adversários políticos.

O relatório elenca cerca de 30 conversas em janeiro e fevereiro. O suposto esquema de arapongagem é indicado por diálogos entre o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá (ligado a Cachoeira e, segundo o relatório, próximo ao governo local), o agente aposentado da PF Joaquim Thomé e Marcello Lopes, o Marcellão, ex-assessor de Agnelo.

Nos áudios, eles citam uma pessoa chamada de “chefe” e “Claudinho”, que a polícia suspeita ser o ex-chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro –que deixou o cargo após ser apontado como o contato do grupo de Cachoeira na cúpula do governo.

O relatório sugere aprofundar investigações sobre o esquema. Segundo a PF, Thomé passava e-mails a Dadá, que os repassava a Marcellão, que os entregava a Monteiro.

Num diálogo, o agente aposentado diz estar “vendendo serviço” ao governo. Em outro, Dadá diz a Thomé: “O governador vai cumprir. Ele não vai falhar não, entendeu?” A PF usa essa conversa como exemplo de que o destino das mensagens obtidas ilegalmente seria “Claudinho”.

O alvo das interceptações seria o blogueiro Edson Sombra, que já levantou várias suspeitas contra Agnelo.

Em abril, a Folha revelara que policiais da Casa Militar usaram a estrutura estatal para acessar dados do deputado federal Fernando Francischini (PEN-PR). O governo do Distrito Federal nega o acesso irregular aos dados.

A CPI do Cachoeira deve ouvir hoje Joaquim Thomé e Andressa Mendonça, a namorada de Cachoeira.

OUTRO LADO

Ugo Braga, porta-voz do governador Agnelo Queiroz, disse que ele “desconhece ato de ex-integrantes de seu governo para interceptar e-mails” e “condena veementemente esse tipo de prática”, dizendo que há apuração sobre isso no próprio governo.
O ex-chefe da gabinete Cláudio Monteiro diz ser vítima de “armação”. “Nunca recebi material ilegal”, diz.

Leonardo Gagno, advogado de Dadá, diz que as conversas não tratam de e-mails, mas de textos da internet. O defensor de Marcello Lopes, Jorge Jaeger, diz que ele não é investigado e o de Joaquim Thomé, Jorge Willians, chama o caso de hollywoodiano.

Fonte: folha 

Celso Russomanno é citado em diálogo de membros da quadrilha de Cachoeira

Em conversa flagrada pela PF, integrantes do grupo do contraventor dizem que R$ 7 milhões em uma conta do grupo seriam do candidato à prefeitura de São Paulo.

Ex-deputado federal e candidato à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno (PRB) é citado em um diálogo entre integrantes da quadrilha comandada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, como sendo detentor de R$ 7 milhões em uma conta operada pela organização criminosa.

Celso Russomanno

A conversa foi interceptada pela Polícia Federal (PF), com autorização da Justiça. Nela, Alex Antonio Trindade, apontado pela PF como o membro do grupo responsável pela remessa de grandes valores para fora do país, afirma a um interlocutor identificado apenas como Fábio que ele tinha um contrato assinado como Russomanno e sabia que o montante em questão estava disponível, sendo R$ 4 milhões em um cofre e os outros R$ 3 milhões na conta, prontos para “serem transferidos”.

O candidato do PRB está tecnicamente empatado com José Serra (PSDB) à frente das pesquisas de intenção de voto.

As investigações mostram a proximidade de Alex Antonio Trindade com Gleyb Ferreira da Cruz, homem de confiança de Cachoeira encarregado de coordenar as transferências de recursos do bando de instituições financeiras, brasileiras e internacionais, para empresas de fachada e beneficiários da quadrilha. Gleyb foi preso durante a Operação Monte Carlo, assim como o bicheiro, mas foi solto em junho.

Fonte: Correiobraziliense

Erenice atuou para empregar familiares, diz PF

E-mails da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra mostram que ela fez pedidos para conseguir empregar no governo parentes seus ou pessoas ligadas a eles.

As mensagens, mandadas quando ela chefiava a pasta, foram apreendidas pela Polícia Federal durante a investigação sobre tráfico de influência, arquivada neste mês.

Erenice Guerra

Em e-mail para uma sobrinha, a então ministra demonstra preocupação em esconder a ajuda aos parentes. “Meu amigo já arrumou algo para você. Fundamental: [escreve em maiúsculas] nunca, jamais, em hipótese nenhuma fale sobre seu parentesco comigo. Isso só atrapalha.”

Em outra troca de mensagens, Saulo Guerra, filho de Erenice, pede nova função para a noiva: “Seria legal se pudéssemos aumentar o DAS [cargo em comissão] dela, principalmente antes de nos casarmos no civil e lá no Ministério [da Pesca] parece que não tem muita perspectiva”.

Erenice responde: “Filho, outro dia entreguei o currículo dela para o Rogério Santana [então presidente da Telebrás] e ele ficou de achar um lugar para ela lá com ele”.

“Os familiares de Erenice a tinham como detentora de prestígio suficiente para auxiliá-los”, escreveu a PF. O Ministério Público Federal não viu irregularidade nos pedidos da ex-ministra.

Erenice também fez relatos a Lula e a Dilma Rousseff sobre a crise que os Correios enfrentavam na ocasião, e colocou a responsabilidade no loteamento de cargos da empresa pelo PMDB. (Andreza Matais e Filipe Coutinho)

Fonte: Folha.com

Durante tumulto, carro levando Cachoeira bate em outro veículo da PF

Bicheiro saiu do prédio da Justiça Federal deitado e com o rosto coberto. 
Duas testemunhas da Monte Carlo prestaram depoimento nesta terça-feira.

A saída do contraventor Carlinhos Cachoeira do prédio da Justiça Federal, em Goiânia, na noite desta terça-feira (24), após quase dez horas de sessão, causou muito tumulto. O carro que saiu transportando o bicheiro bateu em outro veículo da Polícia Federal, que estava estacionado. Populares e profissionais da imprensa, que acompanhavam de fora a movimentação, se assustaram com o impacto. Cachoeira saiu deitado e com o rosto encoberto.

O juiz Alderico Rocha, que comanda as audiências do processo referente à Operação Monte Carlo na 11ª Vara da Justiça Federal de Goiânia, atendeu ao pedido dos advogados dos réus e suspendeu a audiência desta terça-feira. A sessão está prevista para ser retomada às 9h de quarta-feira (25). A Monte Carlo é a operação que levou à prisão de Carlinhos Cachoeira, acusado de exploração de jogo ilegal em Goiás.

No carro da PF, Cachoeira saiu deitado e com o rosto encoberto

Andressa Mendonça saiu momentos depois do marido. Sobre o encontro de 15 minutos que teve com ele após o final da audiência, ela comentou que foi uma “conversa informal” e se limitou a dizer que falaram “coisas de casal”. Ao G1, ela afirmou que “foi importante” ficar alguns minutos a sós com o marido.

Nesta terça, somente duas testemunhas de acusação foram ouvidas – dois agentes da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Escutas telefônicas
O advogado do ex-vereador Wladimir Garcez, Ney Moura Teles, afirmou, em entrevista coletiva na noite desta terça, que as escutas realizadas pela Polícia Federal dentro da Operação Monte Carlo, são ilegais: “Elas são totalmente mal feitas, mal produzidas, feitas de uma forma fora da lei e, por isso, não têm valor nenhum”.

De acordo com ele, a Polícia Federal poupou pessoas de foro privilegiado para legitimar as investigações. “Excluíram interceptações de pessoas que tinham foro político privilegiado, mesmo sabendo da participação dessas pessoas no que eles chamam ‘com indícios de crime’, tudo isso para ocultar essa qualificação e para legitimar essa investigação”, alegou Teles.

O advogado defendeu a tese de que as interceptações telefônicas feitas pela PF tenham sido forjadas. De acordo com o defensor, as perguntas técnicas feitas ao agente Luiz Carlos Pimentel, o segundo a depor, foram para reforçar a ideia da ilegalidade das escutas.

“É o meio de provar que esses agentes não têm formação técnica para fazerem o trabalho que fizeram. Existe uma portaria da Polícia Federal que diz que as interceptações têm que ser acompanhadas por peritos com formação em fonética. A voz das pessoas não pode ser analisada e identificada por uma pessoa sem essa formação”, argumentou Teles.

A advogada de Cachoeira, Dora Cavalcanti, considerou “profundamente esclarecedores” os depoimentos prestados nesta terça. Para ela, a fala de Pimentel comprovou a “ilegalidade das interceptações telefônicas”. “Está corroborado que a atividade de interceptação ao longo de todo esse tempo não respeitou a lei específica”, defendeu.

Depoimentos
Estavam previstos nesta terça os depoimentos de quatro testemunhas de acusação e mais dez testemunhas indicadas pelos réus. Os procuradores do caso pediram a dispensa de duas testemunhas, mas a defesa afirmou que ainda quer ouvir as duas pessoas apontadas pelo MPF.

Alguns advogados questionaram o depoimento dos dois policiais federais, que afirmaram que agentes ainda analisam material apreendido na Operação Monte Carlo. Para os advogados, o fato prejudicaria a continuidade do processo.

“Esses elementos que estão sendo produzidos não vão acrescentar em nada aos fatos. Sobre esses elementos, e sobre os fatos descritos na denúncia, a defesa teve total acesso. Os elementos colhidos a partir de buscas e apreensões poderão ser utilizados, em princípio, como elemento de suporte para oferecimento de novas denúncias”, disse o procurador Daniel Resende.

Suposta infiltração
O agente federal Luiz Carlos Pimentel, que atua na área de inteligência da Polícia Federal e foi um dos coordenadores da Operação Monte Carlo, negou durante depoimento de três horas que o delegado da PF Fernando Byron tivesse sido infiltrado pela PF no grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Segundo a denúncia do MPF, o delegado Byron repassava dados sigilosos de investigações para o grupo do contraventor “recebendo valores para tanto”. Perguntado pela advogada Dora Cavalcanti sobre se havia possibilidade de Byron ter sido infiltrado para favorecer a investigação, Pimentel afirmou que não há “nenhum indício” nesse sentido.

“A infiltração requer autorização judicial. […] Em momento algum cogitou-se uma infiltração. Não tivemos nenhum indício, nenhuma coisa que pudesse levar a essa conclusão”, afirmou Pimentel.

O agente Pimentel foi repreendido ao menos quatro vezes pelo juiz por chamar o grupo de “organização criminosa”. O juiz pediu para que a testemunha citasse os nomes dos réus. O juiz Alderico também pediu por diversas vezes que o agente fosse “mais direto” em suas respostas.

Mais adiante, o juiz pediu que o policial não se estendesse nas respostas durante o depoimento. “Pimentel, você não sabendo, tem de dizer que não sei. O Pimentel, se deixa ele segue falando. Quanto mais fala, mais da margem a questionamento”, disse o juiz. “Mais seis testemunhas hoje”, disse depois.

Fonte: G1.globo

PF aponta superfaturamento na obra da ferrovia Norte-Sul

Vinte e cinco anos atrás, uma concorrência de cartas marcadas tornou a ferrovia Norte-Sul um ícone da malversação de negócios públicos no governo José Sarney.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reabilitou a obra, mas uma investigação da Polícia Federal mostra que pouco mudou desde então.

Laudos periciais obtidos pela Folha apontam indícios de que houve conluio entre as construtoras encarregadas da obra, cobrança de propina e um sobrepreço de mais de R$ 100 milhões no trecho da ferrovia que cruza Goiás.

Os documentos ajudam a entender o que levou o ex-presidente da estatal responsável pela ferrovia, a Valec, a ser preso no dia 5 de julho.

Acusado de enriquecimento ilícito, José Francisco das Neves, o Juquinha, foi solto na última semana, após a Justiça avaliar que ele não oferece risco para a investigação.

Na noite de anteontem, a 11ª Vara Federal de Goiânia decidiu sequestrar bens da família dele –inclusive os comprados antes de supostos desvios na Norte-Sul e adquiridos de forma legal.

O dinheiro pode ser usado para ressarcir os cofres públicos –para o Ministério Público Federal, seria a primeira decisão com base na nova lei sobre lavagem de dinheiro.

Os peritos da PF analisaram o trecho da Norte-Sul entre Palmas (TO) e Anápolis (GO), contratado por R$ 622 milhões. Comparando os preços das construtoras e os do mercado, acharam diferença superior a R$ 100 milhões.

No lote 2, um trecho de 52 km entre Ouro Verde de Goiás e Pátio de Jaraguá, a polícia encontrou sobrepreço de R$ 25,5 milhões –20%.

A concorrência foi vencida pela Camargo Corrêa, mas a empreiteira deixou a obra. Ela foi entregue à Constran em 2009, mas o contrato venceu e a obra está parada.

No lote 3, com 71 km entre Pátio de Jaraguá e Pátio de Santa Isabel, a PF apontou sobrepreço de R$ 22 milhões, ou 13,5%. A obra foi concluída pela Andrade Gutierrez.

Nos 105 km entre Pátio de Santa Isabel e Pátio de Uruaçu, o lote 4, o sobrepreço apontado foi de R$ 48,5 milhões –ou 25% a mais. A Constran também abandonou o lote, entregue em 2009 à SPA Engenharia. O contrato venceu, e a obra parou.

Lançada em 1986, a Norte-Sul foi interrompida depois que a Folha apontou fraude na concorrência da obra. Uma nova licitação foi feita em 2004, no governo Lula.

Orçada em R$ 6 bilhões e dividida em vários contratos, a obra só prossegue porque as empresas aceitaram construir sem receber todo o valor contratado (parte é retida enquanto se discute o preço).

A PF reuniu indícios de que parte do dinheiro foi desviada para pagar propina.

A polícia considera revelador um diálogo telefônico gravado em outubro de 2011, entre o advogado de Juquinha e um ex-diretor da Valec, Luiz Carlos Machado de Oliveira.

O advogado pergunta a Oliveira se ele conversou “com a Galvão sobre aquele assunto”, ouvindo como resposta: “Conversei. Eles dizem que vão acertar na semana que vem, assim que receberem”.

Dez dias depois, a Queiroz Galvão recebeu R$ 4 milhões da Valec por conta de um túnel na Norte-Sul. Para a polícia, há suspeita de propina.

A investigação aponta sobrepreço de R$ 5 milhões no lote da Queiroz Galvão (de Anápolis a Campo Limpo).

Para a PF, um dos motivos para o superfaturamento foi o conluio entre as empresas. Laudo observa que 17 empreiteiras se interessaram, mas só 7 ficaram na disputa, exatamente o número de lotes.

OUTRO LADO

A Valec, estatal responsável pela ferrovia Norte-Sul, disse que pretende renegociar os contratos com as empresas nos casos em que for comprovado o sobrepreço. Se não for possível, a empresa diz que recorrerá à Justiça.

O advogado Heli Dourado, que representa o ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, disse que a Polícia Federal usou “premissas erradas” ao analisar os preços cobrados nos lotes da obra.

Dourado nega que estivesse discutindo propina na conversa com o ex-diretor da Valec Luiz Carlos Machado gravada pela PF. O advogado diz que apenas pedira ajuda para cobrar da construtora Queiroz Galvão um pagamento por serviços que prestara.

“Eu não estava conseguindo falar com o diretor da Queiroz Galvão e sabia que eles iam lá acertar coisas. Por isso, pedi para ele falar para a pessoa me pagar”, disse. Machado confirmou a versão.

A Queiroz Galvão não fez comentários, argumentando que desconhece a investigação da PF. A Andrade Gutierrez, responsável pelo lote 3, limitou-se a dizer que as obras foram concluídas sem que a Valec fizesse ressalvas.

A Camargo Corrêa, responsável pelo lote 2 até 2009, afirmou que “não procedem as acusações de sobrepreço”. A Constran, que abandonou o lote 4, informou que a Valec convocou outra empresa para concluir as obras.

Fonte: Folha de São Paulo

 

Atuação da PF é essencial – Por Artur Bisneto

A ação da Polícia Federal é essencial no combate às drogas no Amazonas. A falta de fiscalização, por si só, já facilita a ação de traficantes na região. Os milhares de quilômetros de rios estão abertos para o tráfico. É nesse caso, a principal ação está na atuação dos nossos policiais federais nas fronteiras.

Artur Bisneto – Deputado Estadual e presidente regional do PSDB no Amazonas.

De acordo com a própria PF, o Rio Solimões é o principal portal de ingresso do crack – substância entorpecente produzida a partir da pasta base de cocaína (PBC), produzida nas zonas do Alto Huallaga e Caballococha, no Perú e Putumaio, na Colômbia. Nessa área, o município de Tabatinga é o maior centro urbano da região do Alto Solimões e precisa de total atenção. Precisamos dá mais atenção as nossas fronteiras. Ressalte-se que 99% de toda a Pasta Base de Cocaína produzida a nível mundial têm origem na Bolívia, Colômbia e Perú, países com os quais o Brasil compartilha 8.062 km de fronteiras.

É preciso agir em conjunto com os órgãos públicos e envolver a sociedade. Só este ano, por exemplo, a PF realizou a maior incineração de drogas da história do Amazonas. Ao todo, foram incineradas 2,5 toneladas de drogas. Isso se deu, graças ao trabalho realizado pela PF.

Com base nessas informações temos que tratar o assunto com mais seriedade. Se houver uma ação, envolvendo todos os órgãos públicos, podemos contornar a situação em nosso Estado. Ainda temos tempo. A droga é um problema de todos. Precisamos alertar a população contra esse mal, estimular atividades visando o tratamento e reinserção social de usuários e dependentes de drogas.

 

CPI reacende embate entre PF e MPF

Crise tem como pano de fundo a tramitação da PEC 37, que tira poderes dos procuradores e dá às políticas exclusividade para investigar.

A CPI do Cachoeira reacendeu uma batalha travada há anos nos bastidores entre procuradores e policiais no País. O motivo é a tramitação, em passo acelerado, da PEC 37, proposta de emenda constitucional que tira poderes do Ministério Público e dá exclusividade de investigações às Polícias Federal e Civil. Hoje, o MP pode conduzir investigações e não aceita em nenhuma hipótese perder o controle hierárquico dos inquéritos.

Os dois lados radicalizaram nos ataques e o conflito já ameaça o resultado das investigações. A crise atingiu grau elevado nos últimos dias com declarações dos delegados das operações Vegas e Monte Carlo, que acusaram o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e sua mulher, Cláudia Sampaio, de “segurarem”, em 2009, o primeiro inquérito com provas que ligavam o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) à quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira.

“O MP fica com esse discurso totalitário, imperial, mas o fato é que mal realiza suas tarefas e não tem preparo técnico-científico para comandar investigações nem treinamento para enfrentar bandidos na rua”, disse o delegado Marcos Leôncio Ribeiro, presidente da Associação Nacional dos Delegados Federais. “O monopólio da investigação pela polícia afronta o estado de direito”, rebateu o procurador Alexandre Camanho de Assis, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República.

Camanho acha que a PEC cria insegurança jurídica, prejudica o combate ao crime organizado no País e facilita a impunidade. “É público e notório que a polícia é a principal acusada por violações aos direitos fundamentais de investigados no País, como retratam relatórios das Nações Unidas sobre direitos humanos, especialmente nos tópicos ‘tortura’ e ‘execuções extrajudiciais’”, disse ele, em nota enviada à comissão que analisa a PEC.

Luz amarela. O confronto acendeu a luz amarela no Ministério da Justiça, que chegou a articular uma reunião emergencial entre o chefe do MP e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, para restabelecer a harmonia entre as duas instituições. Mas os dois lados entenderam que, sem uma manifestação do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), o gesto seria inútil e poderia até produzir efeito contrário, uma vez que as posições nas duas corporações são inconciliáveis.

Gurgel é adepto da tese segundo a qual “quem pode o mais, pode o menos”. Portanto, se o MP é titular da ação penal e responsável pelo controle externo da PF, para ele cabe sim ao órgão comandar investigações diretamente. Daiello discorda, mas acha que a questão será solucionada nos foros adequados: o Congresso, que analisa a PEC 37, e no STF, onde tramita uma ação de inconstitucionalidade, movida pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia (Adepol), contra o poder do MP de dirigir inquéritos criminais.

A PEC 37 tem apoio da Ordem dos Advogados do Brasil e conta a seu favor parecer da Advocacia-Geral da União, que reflete a posição institucional do governo sobre o tema. “Revela-se fora de dúvida que o ordenamento constitucional não reservou o poder investigatório criminal ao MP, razão pela qual as normas que disciplinam tal atividade devem ser declaradas inconstitucionais”, diz o parecer da AGU, assinado em 2007 pelo então advogado-geral José Antônio Dias Toffoli.

Fonte: Estadao.com.br

CPI do Cachoeira aprova requerimento de quebra de sigilo de operações da PF

Parlamentares se reúnem para votar mais de 200 pedidos; governadores podem ser convocados.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, aprovou nesta quinta-feira, 16, a quebra do sigilo dos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo, que originaram as suspeitas sobre as atividades do empresário.

Os requerimentos foram apresentados pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR) e os deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Mendonça Prado (DEM-SE) e serão enviados ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os parlamentares que compõem a comissão iniciaram reunião administrativa na manhã desta quarta para votar mais de 200 requerimentos apresentados. O presidente da CPI, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), adiantou que o grupo deve dar prioridade ao pedidos de quebra de sigilo fiscal e telefônico de empresas com as quais o empresário teria ligação.

Entre os requerimentos também estão pedidos de convocação dos governadores de Goiás (Marconi Perillo, do PSDB), Rio de Janeiro (Sérgio Cabral, do PMDB) e Distrito Federal (Agnelo Queiroz, do PT) para que deponham na CPI. Eles são suspeitos de ter ligações com o contraventor.

Cachoeira, acusado por corrupção e lavagem de dinheiro, dará depoimento na próxima terça-feira. O contraventor permanece preso desde 29 de fevereiro. Na terça passada, a votação do pedido de liberdade por meio de habeas corpus feito por sua defesa foi suspensa na Quinta Turma do STJ.

Fonte: Estadao.com.br

Assessor de Agnelo deixa cargo após ser citado em grampo da PF

Claudio Monteiro nega ter favorecido grupo ligado a Carlinhos Cachoeira.
Gravação feita em 2011 foi revelada pelo Jornal Nacional nesta terça-feira..

O chefe de gabinete do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, Claudio Monteiro, anunciou sua saída do cargo na noite desta terça-feira (10). O anúncio ocorre depois de o Jornal Nacional, da TV Globo, revelar trechos de gravações feitas pela Polícia Federal que apontam a suposta ligação de Monteiro com o grupo de Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar esquema de jogo ilegal em Goiás.

Monteiro disse que ligou para o governador logo após a exibição da reportagem do Jornal Nacional e que Agnelo aceitou sua saída. Segundo Monteiro, o governador teria deixado aberta a possibilidade de ele retornar ao cargo após o fim das investigações, uma vez provada sua inocência no caso.

“A pior coisa que tem é você ser premido pelo cargo e impossibilitado de tomar um conjunto de providências. Eu tinha dois cargos que acumulava aqui – chefe de gabinete e secretário-executivo da Copa. Meu nome foi levado a isso por pessoas com quem não tenho contato”, disse ao G1.

Na gravação, dois integrantes da quadrilha discutem o pagamento de uma mesada para ter benefícios em contratos milionários no setor de limpeza pública. Monteiro nega ter favorecido o grupo.

Ele disse que pretende processar a PF e as pessoas que o citaram na gravação. “Ou a Polícia Federal apurou e aquilo não foi praticado ou apurou e não tomou providencia, o que é prevaricação.”

A gravação mostra o diálogo entre o então diretor da Construtora Delta na região Centro-Oeste, Claudio Abreu, para Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, um dos principais auxiliares de Carlinhos Cachoeira.

Segundo a polícia, os dois falam sobre a nomeação de um aliado da quadrilha na direção do Serviço de Limpeza Urbana de Brasília (SLU), área de interesse da Delta. Eles citam dois nomes: Marcelão, que seria o ex-assessor da Casa Militar do GDF, Marcello Lopes, e Claudio Monteiro.

O trecho indica a suposta indicação de João Monteiro para a direção do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do Distrito Federal. Segundo a investigação, Dadá e Claudio Abreu acertam o pagamento de R$ 20 mil mais uma mesada mensal de R$ 5 mil a Claudio Monteiro pela indicação do nome de interesse do grupo para o cargo no SLU.

“Não tenho nenhuma participação na indicação de João Monteiro para o SLU. Mesmo tendo o mesmo sobrenome, não é meu parente”, disse Claudio Monteiro.

A PF não comprovou se o chefe de gabinete do GDF recebeu o dinheiro. A apuração da polícia indica que a quadrilha esperava que João Monteiro facilitasse negócios da Delta na coleta de lixo do DF. João Monteiro foi exonerado do SLU no fim de março.

Claudio Monteiro admitiu ter recebido no final do ano de 2011 o diretor da Delta, mas negou envolvimento com irregularidades. “Eu recebi pessoas para tratar sobre o aterro, o lixão. Recebi um diretor regional de uma empresa conceituada, não recebi qualquer um, não. Na função de servidor público, recebi um diretor de uma empresa. Não recebi nenhum bandido, nenhum malfeitor”, afirmou.

Contratos
Atualmente, a Delta tem dois contratos na área de limpeza pública do DF, no valor total de R$ 470 milhões. Os contratos foram fechados antes de Agnelo assumir o GDF.

O ex-diretor do SLU, João Monteiro, disse que nunca teve contato com a quadrilha nem facilitou negócios para a empresa Delta. A Delta declarou não ter qualquer relação imprópria com João Monteiro e reafirmou que afastou Claudio Abreu por causa das ligações com Cachoeira.

Marcello Lopes não comentou as denúncias. O advogado de Idalberto Matias de Araújo disse que só vai se pronunciar quando tiver acesso ao inquérito.

Claudio Monteiro disse que vai à Justiça pedir reparação. “Abri mão de meus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Agora espero resposta da Justiça”, disse. “Livre da função, eu posso buscar as barras da Justiça para processar quem eu acho que deve ser processado, para que provem as acusações que fizeram contra mim.”