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Crise nos termoplásticos faz onda demissionária voltar ao PIM

Após acumular nos últimos oito meses 3.696 demissões, o setor termoplástico do Polo Industrial de Manaus (PIM) volta a ser abalado por mais uma onda demissionária.
Duas das maiores empresas de injeção plástica, Masa da Amazônia e Tuttiplast, anunciaram nesta sexta-feira (5) corte de mão de obra como forma de aliviar a falta de demanda por produtos no setor. A Masa demitiu 215 funcionários, enquanto para a próxima segunda (8) a Tuttiplast prometeu cortar pelo menos 220 pessoas.
Com isso, de acordo com dados divulgados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Termoplásticos de Manaus (Sindplast), as demissões acumulada no setor durante o primeiro trimestre (1.300 ao total) já são 65,84% maiores que em igual momento do ano passado, quando a termoplastia amazonense dispensou 444 funcionários.
No entendimento do presidente do Sindplast, Francisco Brito, a atual crise por que passa o setor é decorrente do fato de quase 80% dos produtos comercializados terem sido importados nos dois últimos anos.
Segundo ele, há meses as fábricas vêm operando com capacidade fabril ociosa, devido principalmente à redução de pedidos e constantes perdas de fatias no mercado para produtos que entram no Brasil pagando menos impostos.
“Apesar do aumento do Imposto de Importação de 18% para 35% ter gerado um leve aquecimento na produção, o problema não foi resolvido. Ela carece de complementação, pois muitos fabricantes do bem final continuam importando indiscriminadamente, ‘sufocando’ a indústria componentista, nos segmentos de estamparia, injeção plástica e cabos elétricos”, disse Brito.
De acordo o Sindplast, das pouco mais de 13 mil pessoas que faziam parte do setor produtivo da indústria em 2012, restam agora 6.700 empregados, ou seja, uma redução de quase 95% na mão de obra.
Patrões também denunciam
Segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Materiais Plásticos do Amazonas (Simplast), Carlos Monteiro, as demissões são resultantes da entrada indiscriminada de produtos importados similares mais baratos que os produzidos no Polo Industrial de Manaus (PIM) e devido à falta de demanda em segmentos como os de eletroeletrônicos e duas rodas.
Monteiro fez questão de frisar que apesar do bem intencionado impulso de proteger a indústria nacional aumentando a alíquota de resinas importadas, o governo comete grave erro ao postergar discussões importantes como a aprovação dos Processos Produtivos Básicos (PPBs) para a indústria de splits e motocicletas.
“Resumidamente poderíamos dizer que em sua maioria (mas não todos), os fabricantes de condicionador de ar split estão montando produtos ‘nacionais’ com componentes importados e da mesma forma deixando de sustentar e gerar tecnologia, emprego e renda no território nacional. E pior: essas indústrias se valem de algumas ‘brechas’ do PPB para por no mercado nacional seus produtos”, declarou.
Dados divulgados pelo Simplast apontam ainda para uma ‘fuga’ de empresas termoplásticas do PIM. “Está havendo um esvaziamento do setor no PIM. Existem atualmente 80 empresas de injeção plástica atuando no Estado, das quais apenas duas grandes das oito que havia. Além disso, 95% das pequenas fecharam, não resistiram à falta de demanda”, concluiu.
Suframa
Para o titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, o atual momento de crise do setor realmente é preocupante, mas é uma questão estrutural, de mercado. Em nota encaminhada à reportagem, ele disse que a autarquia vem acompanhando de perto a questão.
“Muitos produtos que usam plástico estão reduzindo a quantidade do material a cada ano, como é o caso das TVs, por exemplo. A quantidade de plástico que hoje vai na moldura de uma TV nem se compara a que ia antigamente, nas TVs de tubo. E cada novo modelo que sai, sai com a borda mais fina. A tendência é que sequer tenham essa borda no futuro”, explicou.
Nogueira acrescentou ainda gargalos como a verticalização cada vez maior das empresas, que vêm assumindo a produção termoplástica em suas plantas e as mudanças previstas para este ano nos PPBs para garantir maior agregação de valor local.
“Estamos em pleno processo de discussão dos PPBs dos splits, das motos e deve iniciar, em breve, a de eletroeletrônicos. Nos splits, por exemplo, estamos sugerindo que, pelo menos, 50% seja local num primeiro momento, indo para 60% no ano seguinte, até chegar em 70% no terceiro ano. Mas mudanças não dependem só da Suframa. Temos que equilibrar muito bem as mudanças para que não afete nossa produtividade. De um modo geral, nossos números, até fevereiro, indicam que temos saldo positivo de empregos no PIM no primeiro bimestre do ano”, informa em nota.

HP confirma corte de 27 mil funcionários e divulga queda no lucro

Conforme rumores da semana passada, a HP anunciou a demissão de 27 mil funcionários em todo o mundo com objetivo de enxugar de US$ 3 bilhões a US$ 3,5 bilhões em gastos. As demissões equivalem a 8% do total do quadro de empregados e serão realizadas até o fim do ano fiscal 2014.

Com o plano estratégico, a HP espera simplificar os processos de negócio e entregar melhores resultados. A economia será investida em inovação nas áreas de computação em nuvem, big data e segurança. A companhia não descarta, entretanto, outros segmentos para receber aportes financeiros.

“Algumas dessas ações são difíceis, pois envolvem a perda de trabalhos. Elas são necessárias, contudo, para melhorar a execução e garantir a saúde da companhia em longo prazo”, justificou a CEO da HP, Meg Withman, em comunicado. O impacto deve ser sentido já no ano fiscal vigente 2012.

Balanço

A empresa também divulgou os resultados do segundo trimestre do ano fiscal 2012, encerrado em 30 de abril. A HP amargou queda de 31% no lucro do período em comparação com o mesmo exercício fiscal do ano anterior, totalizando US$ 2,3 bilhões. A receita teve declínio de 3% e chegou a US$ 31,6 bilhões.

A área de computadores pessoais (PSG) permaneceu estável. A receita de produtos para a área comercial aumentou 3%, enquanto para consumidores finais teve queda de 4%. A venda de computadores de mesa registrou elevação de 5%, enquanto a unidade de notebooks viu seu desempenho 6% inferior.

O segmento de serviços, por sua vez, teve receita 1% inferior na comparação em relação ao mesmo exercício fiscal do ano anterior. A área de impressoras e servidores também registraram resultado negativo, de 10% e 6%, respectivamente, na mesma comparação.

A performance positiva ficou por conta do segmento de software, com elevação de 22%, impulsionada por serviços de software, com alta de 72%. Licenças (7%) e suporte (17%) também registram alta.

Fonte: Tiinside.com.br

Governo federal vai publicar na internet salários e vantagens de todos os funcionários públicos

O decreto que regulamenta a Lei de Acesso à Informação, assinado ontem (16) pela presidente Dilma Rousseff e publicado hoje no Diário Oficial da União, obriga órgãos e empresas do governo federal a publicar na internet os salários e vantagens de todos os funcionários públicos concursados e detentores de cargos de confiança.

A aplicação desta regra pelo Poder Executivo deve constranger o Legislativo e o Judiciário a fazer o mesmo, acabando na prática com o sigilo da remuneração nos órgãos públicos. Governos estaduais e prefeituras, se não seguirem pelo mesmo caminho, poderão ser alvo de ações na Justiça.

Veja abaixo o trecho do decreto que cita a remuneração aberta.

CAPÍTULO III
DA TRANSPARÊNCIA ATIVA

ART. 7º – É dever dos órgãos promover, independente (sic) de requerimento, a divulgação em seus sítios de internet de informações de interesse coletivo ou geral por eles produzidas ou custodiadas (….)

Deverão ser divulgadas informações sobre: (…)

VI – remuneração e subsídio recebidos por ocupante de cargo, posto, graduação, função e emprego público, incluindo auxílios, ajudas de custo, jetons e quaisquer outras vantagens pecuniárias, bem como proventos de aposentadoria e pensões daqueles que estiverem na ativa, de maneira individualizada, conforme ato do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Fonte: Estadao.com.br

PREFEITURA DA CAPITAL MANTINHA FOLHA PARALELA PARA PAGAR GRATIFICAÇÕES ILEGAIS, DIZ MPF

A prefeitura de Porto Velho recebeu uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para que providencie o ressarcimento ao erário de mais de 600 mil reais. Os valores são referentes a pagamentos irregulares de gratificações a funcionários da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) no período de 2005 a 2007. Estas gratificações eram pagas com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o MPF, os pagamentos eram feitos sem que houvesse lei específica regulamentando as gratificações e em contracheques separados (folhas paralelas). Além disto, não havia as retenções na fonte dos valores referentes a contribuições previdenciárias e impostos.

O MPF argumenta que a Constituição Federal determina que a remuneração dos servidores públicos só poderá ser fixada ou alterada por lei específica. Mas em 2007, o Conselho Municipal de Saúde (CMS) publicou uma resolução estabelecendo gratificações a profissionais da Semusa. Segundo o MPF, não existe embasamento legal que atribua ao CMS a competência de instituir e majorar gratificações, criar e extinguir cargos, bem como normatizar e alterar valores pagos a título de gratificações. A resolução do Conselho também não estabeleceu a quantidade de gratificações a serem pagas aos profissionais, e os valores de cada gratificação, deixando a fixação ao inteiro arbítrio do gestor. A mesma resolução estabeleceu o pagamento de gratificação ao secretário do CMS, contrariando a Lei Complementar nº 76/1997 do Município de Porto Velho.

A prefeitura tem dez dias para responder se providenciará o ressarcimento dos valores e também se adotará outras treze providências recomendadas pelo MPF, tais como suspender pagamento de gratificações que não tenham amparo legal, emitir contracheque único e não mais adotar folhas paralelas de pagamento de pessoal, fazer as retenções na fonte referentes a previdência social e impostos, providenciar uma auditoria para levantar eventuais pagamentos irregulares feitos no período de 2007 a 2012.

Fonte: Rondoniagora.com.br