Vergonha de ser Honesto – Por Rachel Sheherazade

A revolta dos familiares é, também, a revolta dos brasileiros.

As leis que aí estão não saciam mais nossa sede de justiça. Mesmo condenando culpados, a sensação de impunidade continua. É que as penas nunca são cumpridas como definidas na sentença.

Cheia de brechas e artifícios, a Lei de Execução Penal privilegia condenados com saídas temporárias, regressões de penas…

Se há uma balança nas mãos de Têmis, a deusa da Justiça, parece que ela pende sempre em favor de uma das partes: os culpados.

E, hoje, soa tão atual o desabafo de Rui Barbosa: “De tanto ver triunfar nulidades; de tanto ver prosperar desonra, de tanto ver crescer injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto.”

 

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