Vereadores cassam mandato do prefeito de Londrina, Barbosa Neto

Ao todo, foram 13 votos favoráveis à cassação do prefeito do PDT.
Barbosa Neto foi investigado pela Câmara de Vereadores.

Os vereadores de Londrina, no norte do Paraná, cassaram o mandato do prefeito Homero Barbosa Neto (PDT). A sessão começou às 9h desta segunda-feira (30) e o voto que cassou o mandato do prefeito foi lido há poucos minutos. Com a cassação, Barbosa Neto perde o direito de concorrer à reeleição no pleito deste ano. O vice-prefeito, José Joaquim Ribeiro, deverá assumir o cargo.

Ao todo, 13 vereadores votaram a favor da cassação do prefeito. Outros dois foram contra e houve três abstenções. Um parlamentar estava ausente na sessão.

Barbosa Neto

A sessão que tirou o mandato de Barbosa Neto ficou marcada pelas sucessivas tentativas da defesa de postergar a votação. Inicialmente, os advogados do prefeito pediram para que todo o processo contra ele fosse lido no plenário da casa. Isso totalizaria mais de 2 mil páginas. Durante a tarde, eles conseguiram fazer com que apenas as denúncias contra o prefeito fossem lidas.

Às 20h08, Barbosa Neto iniciou a própria defesa. Ele falou por quase uma hora. Às 20h54, um dos advogados dele fez os argumentos jurídicos em favor de Barbosa Neto, diante dos vereadores. Ao fim da defesa, iniciou-se a votação que terminou com a cassação do mandato do prefeito.

A principal peça de argumentação que a defesa usou para tentar adiar o julgamento de Barbosa Neto foi que os vereadores não teriam dado tempo suficiente para que o prefeito pudesse se defender na Comissão Processante (CP) que o investigou.

Entenda as denúncias
A CP foi instaurada após denúncias de que seguranças terceirizados pela prefeitura trabalhavam na rádio de propriedade de Barbosa Neto. De acordo com o relatório da vereadora Sandra Graça (PP), eles eram pagos com dinheiro da prefeitura.

Veja como foi a votação que cassou o mandato do prefeito Barbosa Neto

Os dois vigias apontados na denúncia eram funcionários da Centronic, empresa de segurança de Curitiba, que já encerrou as atividades. No relatório, a vereadora afirma que o dinheiro público que empresa recebia era usado diretamente para pagar os seguranças que trabalharam na rádio. “Evidencia-se que os vigias (…) prestaram serviços à Rádio Brasil Sul, de propriedade do Prefeito Homero Barbosa Neto, porém, foram pagos pela Centronic com recursos públicos”, escreveu a relatora.

Para os integrantes da CP, o prefeito cometeu uma infração político-administrativa por não ter defendido verbas municipais. Por essa acusação, os vereadores poderiam cassar ou não o mandato de Barbosa Neto.

Fonte: G1.globo.com

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