Vale e Petrobras assinam acordo em Sergipe

Após meses de negociação, a Petrobras e a Vale assinam nesta segunda-feira acordo para que a mineradora dê continuidade à exploração de potássio em Sergipe, reduzindo a necessidade de importação pelo Brasil de uma das matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.

Dona da concessão, a Petrobras cedeu à Vale o direito continuar explorando a mina de Taquari-Vassouras por mais 30 anos, o que fazia desde 1992, e avançar com o projeto Carnalita, que pretende adicionar 1,2 milhão de toneladas à produção de potássio em Sergipe.

A área para realizar o projeto Carnalita, uma extensão de Taquari-Vassouras, esbarrava na existência de petróleo na mesma região. Uma intervenção da presidente Dilma Rousseff, no ano passado, facilitou as conversas entre as duas gigantes brasileiras, que chegaram a um acordo sob a batuta da nova presidente da Petrobras, Graça Foster, e do presidente da Vale, Murilo Ferreira, que em maio completa um ano no cargo.

“Essa oferta [de potássio] permitirá ao Brasil economizar cerca de US$ 17 bilhões em divisas ao longo de 29 anos”, informou a Vale em nota nesta segunda-feira.

A assinatura do acordo terá a presença da presidente Dilma Rousseff, do governador de Sergipe, Marcelo Déda, e dos presidentes da Vale e da Petrobras.

A carnalita é um minério do qual é extraído o cloreto de potássio. Segundo a Vale, o Projeto Carnalita está em fase de detalhamento de engenharia e será aprovado pelo Conselho de Administração ainda neste ano.

“Quando entrar em operação, será a maior planta de extração de potássio do Brasil”, informou a Vale.

Atualmente, o país importa 70% dos fertilizantes que utiliza e atinge 90% na importação de potássio. O cloreto de potássio, classificado como fertilizante mineral simples, é usualmente misturado ao fósforo e ao nitrogênio na produção do fertilizante composto (NPK).

Hoje, a Vale produz em Taquari-Vassouras cerca de 600 mil toneladas anuais de cloreto de potássio a partir dos sais de silvinita, cuja exploração é feita de forma subterrânea. Já a carnalita será produzida a partir da injeção de água quente em poços onde serão dissolvidos os sais. A salmoura (mistura da carnalita com outros sais) será então retirada do subsolo e processada na superfície.

Fonte: Folha.com

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