Três deputados apresentam defesa prévia sobre suposto envolvimento com Cachoeira

Três deputados acusados de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira apresentaram suas defesas prévias à Corregedoria da Câmara.

Sandes Júnior, do PP de Goiás, argumenta que o pedido de investigação do Psol contra ele não tem fundamento legal, uma vez que ele não é investigado pela Polícia Federal.

No documento de defesa de sete páginas, Sandes Júnior também explica que os diálogos divulgados em que ele e Cachoeira discutem o recebimento de cheques referem-se ao fim de um contrato de trabalho com a Rádio Positiva contra a qual Cachoeira tinha uma ação judicial.

“Ele (Cachoeira) entrou na Justiça contra essa empresa e depois entrou com acordo e retirou. No mesmo período, eu me desliguei dessa empresa amigavelmente e peguei dez cheques de R$ 5 mil. A história toda é isso aí. Aí ele me liga perguntando ‘estou te ouvindo em outra rádio, como é que foi o acerto?’, peguei dez cheques de R$ 5 mil, e ele brincando disse ‘olha, você tem que repartir comigo até porque você recebeu porque eu desisti da ação’. Só que no jornal sai só um pedacinho. O contexto completo é esse. Não existe negócio nenhum. Não tenho negócio nenhum com ele”

Carlos Alberto Leréia, do PSDB de Goiás, e Rubens Otoni, do PT de Goiás, também apresentaram suas defesas. Os relatores dos processos na comissão de sindicância terão, a partir de agora, 45 dias para apresentar parecer. Essa análise pode recomendar o arquivamento da investigação, a representação ao Conselho de Ética ou a censura ao parlamentar.

Segundo o corregedor da Câmara, deputado Eduardo da Fonte, do PP pernambucano, o Supremo Tribunal Federal já informou que não há nada até o momento contra os três deputados. Nesta quarta, a Comissão de Sindicância se reuniu para aprovar pedidos de informações à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República.

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