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MERLOT – Por Luíza Fernandes

A Merlot é uma das castas viníferas mais cultivadas no mundo. Isto se justifica por sua boa adaptabilidade em solos rochosos, áridos e argilosos. O clima também não é problema pra essa cepa, pois produz boas safras em climas quentes, frios ou úmidos.

De acordo com estudos, a Merlot é descendente das Cabernet Sauvignon e Franc, e também da Carménère. Há relatos que seu nome tem origem do pássaro “Merle”, comum na Europa, que se alimentava da uva na época da colheita, o que gerava transtorno aos produtores, ou simplesmente por causa da sua cor Negro-azulado, bem parecido ao da uva. Assim o diminutivo de “Merle” ficou “Merlot”.

Chegou na França pelo Oriente Médio, tendo seu primeiro registro em 1784, na região de Bordeaux, sendo a uva mais cultivada nessa região (56%).
Por ser suave, a Merlot se torna propícia para produção de corte ou varietais. Apesar de toda versatilidade, há divergências sobre seu cultivo e tempo de maturação. Há os que defendem sua colheita tardia, para conservar sua maturação fenólica mais concentrada. Outros acreditam que isso prejudicam sua acidez, deixando o vinho mais encorpados, com menos frescor e elegância, então, esses preferem a colheita precoce.

Vinho suave e elegante, mas dependendo do local de cultivo, suas características são bem distintas. Assim sendo, regiões bem frias como França, Itália e Chile, os vinhos são mais estruturados e com forte presença de taninos. Já em regiões quentes, no Novo Mundo, são mais frutados e menor quantidade de taninos.
•Curiosidades:

1)por ser meia-irmã da Carmenère, nos anos ‘90 houve uma confusão nos vinhedos chilenos, pois as duas uvas eram plantadas juntas. Mistério desfeito em 1994 através de um estudo genético (mais isso é outra história para uma outra postagem 😉)
2) Essa cepa produz vinhos caríssimos e famosos como Cheval Blanc, Le Pin e o lendário Chateau Petrus da pequena Pomerol de propriedade de Christian Moueix

Leia mais em: Uva Merlot: conheça mais sobre os vinhos dessa variedade
Tudo o que você precisa saber sobre a uva Merlot.

 

Por Luíza Fernandes
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Dia mundial do Enoturismo 🍇🍷 – Por Luíza Fernandes

Comemorado no 2º domingo de novembro, o enoturismo era comemorado apenas na Europa, agora espalha por outros países, que sorte a nossa apaixonados pelo mundo de Baco.

Luíza Fernandes

O Uruguai já está na sua 5ª edição e foi o primeiro país sul americano festejar a data. A cada ano, mais Bodegas (vinícolas) abrem suas portas para receber e muito bem os visitantes.
E onde fazer esse turismo no Brasil? O enoturismo se destaca no Vale dos vinhedos, Rio Grande do Sul, mas também no Nordeste e parte do Sudeste. A região de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, abriga mais de 30 vinícolas com experiências únicas com atrações o ano inteiro. 🍷
Se me permitem uma dica, marquem no máximo 2 vinícolas por dia, uma pela manhã e outra já incluindo o almoço para você aproveitar e relaxar como deve ser.

Programa-se e leia mais em:
Enoturismo no Brasil: erga sua taça e brinde nos melhores roteiros do vinho | Qual Viagem

Uruguai celebra o Dia Mundial do Enoturismo.

 

ABCdoABC

 

Por Luíza Fernandes
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TORRONTÉS… A uva mais emblemática dos vinhos brancos da Argentina – Por Luíza Fernandes

Na viticultora Argentina, o nome “Torrontés” começou a ser utilizada em meados do séc. XIX, o registro mais antigo corresponde ao estudo de Damian Hudson, em 1860.

Parente da uva Moscatel, a Torrontés surgiu do cruzamento as uvas Moscatel de Alexandria e Pais, essa última também chamada de Missíon ou de Criolla.

No início, a Torrontés conviveu misturada com outras cepas, e ninguém notava que era de um vinhedo diferente.

Fontes examinadas, até agora, estima-se que essa cepa nasceu em Mendoza. Uma das hipóteses pode ter sido os jesuítas, que introduziram o cultivo da uva da Itália e eles mantiveram por quase todo séc. XVIII.

Torrontés não significa apenas uma variedade de uva e sim, uma família onde encontram-se 3 cepas; Torrontés Sanjuanino, Riojano e Mendocino. Mas é a Riojano mais cultivada e também mais apropriada para produção do vinho. Uva bem redonda, com bagos de tamanho grande e pele fina, de cor verde amarelada. Essa uva próspera melhor em altíssima altitudes, mais específico no Vale de Cafayate, na borda das Cordilheira dos Andes. Também cultivada no Chile (Riojano), mas para produção de Pisco (aguardente).

 

Por Luíza Fernandes

Leia mais em: Uva Torrontés: Sinônimo de Bons Vinhos Argentinos.

Wines of Argentina

Tintos e Tantos

Tipos rolhas, vantagens e desvantagens – Por Luíza Fernandes 🍾🥂🍷

🍾CORTIÇA
As qualidades naturais da rolha de cortiça (vem da casca do Sobreiro) são muita: elasticidade, aderência e permeabilidade. São 3 tipos, a rolha maciça, feita de cortiça maciça, e a de melhor qualidade. Aglomerado de cortiça, feita de cortiça moída e cola, a partir da sobra das rolhas maciças. E as de espumantes, feita em duas partes e forma de cogumelos. E o mais importante, são usadas para vinhos de longa guarda.

Luíza Fernandes – Aprendendo com o mundo dos vinhos 🍇

🍾SINTÉTICA
Para ajudar a solucionar alguns problemas, a tecnologia avançou e veio o plástico. Chegaram nos anos ‘90 com um pouco de susto e insulto também. São mais baratas, podem ser coloridas, vinhos podem ser guardador em pé, mas o principal, não transmite o **TCA. Sua durabilidade ainda não comprovado, não permitem serem usadas em vinhos de longa guarda.

🍾ROSCA (Screwcap)
Trata-se de uma tampa metálica de tosca coberta internamente por um plástico inerte. Trazem baixo custo e são fáceis de manusear, não precisa de saca rolhas. As garrafas também podem ficar de pé, são recicláveis e mais importante, livre do **TCA. Bastante aceita em vinhos brancos e de consumo jovem em geral…

🍾VIDRO
Usada principalmente por muitos produtores de vinho alemão e austríaco, é outro vedante considerado eficaz, mas a desvantagem e seu elevado preço.

TCA (tricloroanisol) um defeito que ocorre nas rolhas de cortiça. Quando atacam o vinho são chamados de “bouchonné”, um aroma desagradável de mofo.

Leia mais em ‘O vinho uma paixão para todos’ de #alfredoterzano e @marianagiljuncal
www.vinhoetempero.com.br

Rolhas de vinho: da cortiça às rolhas sintéticas