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MST invade usina em Pernambuco

Movimento cobra desapropriação de terras e lança críticas ao governador Eduardo Campos

GOIANA – Cerca de 300 mulheres ligadas ao Movimento dos Sem Terra (MST) e à  Comissão Pastoral da Terra (CPT) invadiram, na manhã desta sexta-feira, 8, a Usina Maravilha, desativada, no município de Goiana, na zona da mata norte de Pernambuco, com quebra de cadeado e de vidraças da portaria, e em seguida saíram em caminhada pela BR-101, interrompendo o tráfego por 50 minutos. A ação, pela reforma agrária, integra a Jornada Nacional de Luta pelas Mulheres Sem Terra.

O objetivo é a realização de uma força tarefa pelos Incra de Pernambuco e da Paraíba e exigir prioridade do governador Eduardo Campos (PSB) para a reforma agrária. Os sem-terra acusam o governador de ter comprado terras para a fábrica da montadora da Fiat que se instala no município. “Se pode desapropriar para a Fiat, por que não pode desapropriar para a reforma agrária?”, indagou a integrante da direção estadual do MST, Maria Sueli da Silva. Os sem-terra também denunciam trabalho infantil em usinas do grupo.

A Usina Maravilha, falida, pertence ao grupo Cruangi. De acordo com Marluce Melo, da Comissão Pastoral da Terra, em 2009 a usina demitiu trabalhadores que até hoje esperam o pagamento dos seus direitos trabalhistas. “Reforma agrária já”, defendeu ela. A polícia militar só chegou no final da interrupção da já estrangulada BR-101 – devido a obras, com ponto de passagem de uma só pista -, e não interferiu no protesto.

O sindicato dos usineiros e governo estadual não se pronunciaram até o momento. Os sem-terra devem ir à prefeitura da cidade e ao Ministério Público ainda nesta sexta.

 

Fonte: Estadão

Manaus terá a maior usina solar da América Latina

Geração de energia terá potencial para atender quase 4 mil residências, mas fornecimento será adicionado na malha elétrica de Manaus.

Em dois anos, Manaus vai instalar a maior usina solar da América Latina, com potencial de 6MW e capacidade para capacidade para atender 3.757 residências, com um consumo médio de 154 kWh/mês. A usina será construída no entorno da Arena Amazônia (ex-Estádio Vivaldo Lima), bairro Flores, na Zona Centro-Oeste. O espaço inicialmente escolhido é a área onde funciona o cartódromo.

A geração de energia solar será adicionada na malha elétrica de Manaus, somando-se ao óleo combustível e diesel, à base hídrica (Hidrelétrica de Balbina), ao Linhão de Tucuruí (quando inaugurado) e ao gás natural (quando funcionar integralmente). Segundo Bittencourt, o grande benefício será ambiental.

“A vantagem é que a gente vai quebrar cada vez mais o uso da energia não-renovável e adicionar o uso renovável. Uma usina que poderia estar queimando combustível fóssil com 6 MW mais, vai estar deixando de queimar 6 MW menos”, disse Anderson Bittencourt, Bittencourt, vice-coordenador do Centro Estadual de Mudanças Climáticas (Ceclima), que tem como uma de suas funções contribuir para a formulação de políticas no setor de energias renováveis no Amazonas. O órgão é vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).

O projeto foi desenvolvido pelo governo do Amazonas a partir de estudos concluídos em dezembro de 2011 pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com recursos financiados a fundo perdido pelo Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KfK). Os recursos foram disponibilizados para as 12 cidades-sedes da Copa de 2014 e quatro capitais foram selecionadas.

Expansão

O projeto de energia solar em Manaus tem pretensões mais abrangentes. Sua proposta é expandir a construção de sistemas de geração de energia solar para 25 municípios do interior do Amazonas que estão fora do itinerário do Linhão de Tucuruí e da possibilidade de serem atendidos pelo Sistema Integrado Nacional por meio da usinas da calha do Madeira (Jirau e Santo Antônio).

“A usina em Manaus será uma vitrine da importância de a gente difundir e disseminar o uso da energia não só nas capitais mas em todo o interior. Ela também passará a ser um de itinerário turístico”, disse o vice-coordenador do Ceclima, vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).

Bittencourt aposta no interesse futuro da Eletrobras Amazonas Energia em recorrer aos estudos da UFSC, que possui um grupo de pesquisa em energia solar, que atestaram a viabilidade de geração de energia solar no interior do Amazonas.

Conforme Bittencourt, não se pode descartar o potencial brasileiro de hidroeletricidade, mas esta oferta já está sendo explorada com Belo Monte, Tucuruí e Itaipu. No interior do Amazonas, o sistema ideal seria Híbrido, que uniria os tipos Isolado e a Termoelétrica para que haja redução do consumo do combustível.

Atualmente, a maior usina solar do Brasil fica em Tauá, no sertão do Ceará, de propriedade do empresário Eike Batista. Ela tem potencial de 1 MW.

Hidrelétricas

Para Anderson, mais do que hidrelétricas, o Estado do Amazonas precisa de usinas solares. “Para a escala de demanda das cidades e comunidades do Amazonas, não precisamos de hidrelétricas. Precisamos de usinas solares e de usinas baseadas em biomassa. Existem características de determinadas regiões que não cabe uma hidrelétrica e é preciso buscar alternativas”, conta Bittencourt, vice-coordenador do Centro Estadual de Mudanças Climáticas (Ceclima), que tem como uma de suas funções contribuir para a formulação de políticas no setor de energias renováveis no Amazonas.

Conforme Bittencourt, não se pode descartar o potencial brasileiro de hidroeletricidade, mas esta oferta já está sendo explorada com Belo Monte, Tucuruí e Itaipu. No interior do Amazonas, o sistema ideal seria Híbrido, que uniria os tipos Isolado e a Termoelétrica para que haja redução do consumo do combustível

Municípios

Segundo a SDS, os municípios do Amazonas aptos a receber energia solar são Eirunepé, São Gabriel da Cachoeira, Carauari, Benjamim Constant, Tapauá, Envira, Fonte Boa, Jutaí, São Paulo de Olivença, Pauini, Uarini, Ipixuna, Itamarati, Barcelos, Beruri, Tonantins, Alvarães, Santo Antônio do Içá, Canutama, Maraã, Santa Isabel do Rio Negro, Japurá, Juruá e Atalaia do Norte. Conforme Anderson Bittencourt, a demanda de potencial destes locais estão abaixo de 6 MW.

PIM

A usina de energia solar em Manaus terá aproximadamente25.650 módulos fotovoltaicos (p-Si), 570 inversores, numa área total ocupada pela estrutura metálica de 44.913,15 metros quadrados.

Para a implantação, estima-se um investimento de R$ 40 milhões, que será dividido entre a Eletrobrás Amazonas Energia, Governo do Amazonas e investidores privados (cuja identificação não foi revelada). O planejamento prévio pretende montar os módulos no teto e a área inferior poderá ser transformado em estacionamento.

Os equipamentos serão importados, mas já existe plano para a liberação de incentivos fiscais que facilitem a fabricação de módulos e baterias no Pólo Industrial de Manaus Atualmente, o PIM possui tecnologia para fabricar inversores e controladores. “Vai ser criado um plano de atração de investimento das empresas para o PIM. Isso é um marco no Brasil. Não existe pólo industrial renovável no Brasil. Não existe sequer uma empresa no país produzindo módulos solares. Não precisamos mais precisar comprar na Alemanha, Índia ou China”, contou.

Sistemas

Os sistemas fotovoltaicos que existem são os Conectados à Rede, os Isolados, os Híbridos e as Usinas. Em Manaus, a energia gerada será por Usina Solar, que produz uma grande quantidade de eletricidade em um único ponto.

A energia da Usina não vai sair de uma rede para ser distribuída a uma determinada residência. Ela será adicionada ao sistema elétrico já existente.

Anderson Bittencourt diz que a Eletrobras apontou que em 2011 cerca 100 mil domicílios no Amazonas ainda não têm acesso à eletricidade

Miniusinas

A Eletrobras Amazonas Energia diz não existe projeto em andamento para os 25 municípios aptos a receber energia solar, mas informa que atende, desde julho de 2011, 12 comunidades isoladas com o projeto “12 Miniusinas com Minirredes e Sistema de Faturamento Pré-pago”, por meio do Programa Luz Para Todos, nos municípios de Novo Airão, Autazes, Barcelos, Beruri, Eirunepé e Maués. Este formado é considerado único o Brasil.

A empresa aguarda aprovação da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para que 95 novas miniusinas do mesmo modelo sejam instaladas em outras localidades do Amazonas.

A concessionária também vai iniciar no município de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) um sistema piloto de painéis solares em algumas residências. Adotando um sistema híbrido, o consumidor parintinense poderá utilizar energia fotovoltaica em determinado período do dia. Em um outro momento, ele utilizará a energia vinda das redes de distribuição de energia da Eletrobras.

A Eletrobras informa que já vem sendo desenvolvida a produção de energia elétrica a partir do etanol da mandioca, único no país. Uma usina instalada na Vila de Lindóia, município de Itacoatiara (176 quilômetros de Manaus), passará a produzir, ainda em fase experimental, o etanol da mandioca para alimentar geradores de energia que irão atender moradores daquela localidade.Posteriormente, a empresa planeja levar o mesmo formato de fonte de geração de energia elétrica para outros municípios do Amazonas e de outros Estados do Brasil.

Fonte: Acritica.com

Irã diz que seguirá enriquecendo urânio e anuncia nova central nuclear

Vestígios de urânio a mais de 20% inquietaram comunidade internacional.
Nova usina na cidade de Bushehr, no sul, é prevista para o início de 2014.

O Irã rejeitou neste domingo (27) abandonar o enriquecimento de urânio a 20%, exigido pelas grandes potências mundiais para resolver a crise provocada pelo programa nuclear iraniano, e anunciou no mesmo dia a construção de uma nova usina nuclear.

“Não há razão para ceder no enriquecimento a 20% porque produzimos combustível a 20% para nossas necessidades, nem mais, nem menos”, declarou Fereydoon Abbassi Davani, chefe do programa nuclear iraniano.

O enriquecimento de urânio a 20% provoca inquietações na comunidade internacional sobre a finalidade do programa nuclear iraniano, que, segundo Teerã, é estritamente pacífico. Por sua vez, as potências ocidentais suspeitam que tem um objetivo militar, para dotar o país de uma bomba atômica.

o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad é visto na usina de enriquecimento de urânio Natanz, 270 km ao sul de Teerã

Enriquecido a 5%, o urânio serve de combustível para as centrais nucleares. A 20%, alimenta os reatores de pesquisa. Mas acima de 90% pode servir para fabricar uma bomba atômica.

Abbassi Davani lembrou que o Irã havia começado em 2010 a enriquecer urânio a 20% para produzir combustível para seu reator de pesquisas nucleares de Teerã, depois do fracasso das negociações com as grandes potências sobre a entrega deste combustível em troca de uma parte das reservas de urânio fracamente enriquecido.

“Precisamos controlar todo o ciclo do combustível de urânio”, explicou Abbassi Davani.

As grandes potências do grupo “5+1” (Estados Unidos, Rússia, China, França, Grã-Bretanha, além de Alemanha) exigiram nesta semana do Irã, em negociações realizadas em Bagdá, que não enriquecesse urânio para além de 5%, e transferisse para fora do país suas reservas atuais de cerca de 100 quilos de urânio a 20%.

Esta medida é um dos principais gestos pedidos ao Irã para dissipar dúvidas sobre seu programa nuclear, condenado por seis resoluções do Conselho de Segurança da ONU, quatro delas com sanções.

Exportações
Teerã sempre afirmou que seu direito de enriquecer urânio no âmbito do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) era um assunto de soberania “não negociável”.

Além disso, o chefe do programa nuclear iraniano se referiu neste domingo à possibilidade de que Teerã comece a exportar urânio a 20%, uma ameaça que não é nova, mas que aparece como uma provocação no contexto atual.

Este endurecimento da posição do Irã ocorre pouco depois de a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciar na sexta-feira a descoberta de restos de urânio enriquecido a 27% na usina nuclear subterrânea de Fordo, ao sul de Teerã.

O Irã se referiu a um problema técnico, uma explicação plausível, segundo especialistas ocidentais, embora a AIEA tenha pedido informações adicionais.

Nova central
Também neste domingo, a República Islâmica anunciou que construirá uma nova central na cidade de Bushehr, no sul, no início de 2014.

“O Irã construirá uma usina nuclear de 1.000 megawatts em Bushehr no próximo ano”, disse Abbassi Davani, citado pela televisão estatal.

A central será levantada em Bushehr ao lado da atual central construída pela Rússia. Abbassi Davani não informou se a nova central também contará com a cooperação da Rússia.

A televisão estatal fez o anúncio poucos dias depois das negociações em Bagdá entre o Irã e as grandes potências.

Estas negociações refletiram as notáveis divergências entre ambas as partes, que, no entanto, concordaram em realizar uma nova rodada de negociações em Moscou nos dias 18 e 19 de junho.

Fonte: G1.globo.com

Aneel aprova aumento de capacidade e antecipação da Usina Jirau

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (24/4) a ampliação da capacidade instalada da Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira (RO), de 3,3 mil megawatts para 3,75 mil megawatts, com a inclusão de seis novas unidades geradoras.

A diretoria da Aneel também aprovou a antecipação da conclusão da usina para março de 2015, a previsão era para outubro de 2016. O relator da proposta, diretor Edvaldo Santana, determinou, no entanto, que deve ser respeitado o cronograma de entrada em operação das turbinas, para não haver sobrecarga na transmissão da energia da hidrelétrica.

Fonte: Correiobraziliense.com.br

Trabalhadores de Belo Monte em greve pela terceira vez

Esta será a terceira paralisação dos canteiros de obras da usina em menos de seis meses.

Altamira (PA)– Os operários da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, prometem parar as atividades nos cinco canteiros da obra instalados às margens do Rio Xingu a partir de amanhã (23). A decisão foi tomada na semana passada em assembleia. Esta será a terceira paralisação dos canteiros de obras da usina em menos de seis meses. Os funcionários da obra, a maior do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), pedem, entre outras reivindicações, a redução do intervalo entre as chamadas baixadas e reajuste do valor do vale-alimentação.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav), Giovani Resende Silva, os operários ainda tinham esperança de Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) apresentar uma nova proposta. Baixada é o período de folga que o consórcio dá aos trabalhadores para visitar a família. Atualmente, para cada período de seis meses de trabalho, os funcionários de Belo Monte ganham nove dias de licença.

O consórcio acenou apenas com a possibilidade de ampliar o período da folga para 19 dias, com a antecipação de dez dias das férias. Segundo o sindicato, uma proposta que não pode ser aceita porque as férias “já são direito assegurado por lei”. Os trabalhadores também reivindicam aumento do vale alimentação de R$ 95 para R$ 300 por mês, mas a empresa propõe apenas um reajuste de R$ 15, aumentado o benefício para R$110.

A greve dos trabalhadores de Belo Monte será a terceira em menos de seis meses. No fim de fevereiro, os operários decidiram apoiar a paralisação dos trabalhadores das usinas que estão sendo erguidas no Rio Madeira, em Rodônia (Jirau e Santo Antônio). Antes, em novembro, a greve foi motivada por protestos contra as condições de trabalho e dos alojamentos. Os operários chegaram a bloquear um trecho da Rodovia Transamazônica.

 Fonte: Portalamazonia.com.br

Não há previsão de Força Nacional deixar obras em Jirau, diz Cardozo

A informação foi divulgada após reunião do ministro com o governador de Rondônia, Confúcio Moura, e com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo informou que não há previsão para que a Força Nacional deixe de atuar nas obras da Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira. A informação foi divulgada após reunião do ministro com o governador de Rondônia, Confúcio Moura, e com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Cardozo também afirmou que vários órgãos de segurança do governo estão empenhados na investigação sobre o incêndio ocorrido semana passada nos alojamentos dos trabalhadores da hidrelétrica. Entre esses órgãos estão o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as polícias Federal e Rodoviária Federal.

“Todos estão trabalhando na perspectiva de identificar as causas. Quando se faz uma atividade dessa natureza, não se pode discutir publicamente. O que eu posso dizer é que existe um grande afinamento”, disse o ministro.

Segundo Cardozo, a presidenta Dilma Rousseff está sendo permanentemente informada sobre as condições de segurança nas obras, que seguem suas orientações.

“Ela determina a mim, ao ministro da Defesa [Celso Amorim] e ao ministro responsável pelo Gabinete de Segurança Institucional [José Elito] que tomemos as medidas necessárias para que nós possamos garantir sempre a segurança do país”, disse o ministro.

José Eduardo Cardozo reconheceu que há impactos indesejáveis resultantes de um empreendimento do porte de Jirau. Ele assegurou, no entanto, que o governo federal mantém diálogo com o governo estadual para equacionar esses problemas em relação à população local.

De acordo com o ministro, há um grupo de trabalho formado por integrantes do estado e representantes das Polícia Federal e Rodoviária Federal, além das Forças Armadas, para traçar um plano de segurança, tanto para as obras, quanto para a região do entorno da obra. Cardozo não informou o valor desses investimentos em segurança.

Usina SANTO ANTÔNIO – Paredão de concreto trepida e assusta barrageiros

A Usina Hidrelétrica de Santo Antônio localizada a cerca de 5 km de Porto Velho está tremendo e o Rio Madeira está revolto, assustando quem trabalha na obra. O Rondoniaovivo ouviu relatos de barrageiros, inclusive de pessoas que já trabalharam em outras usinas, e é quase uma unanimidade a opinião de que o projeto não dimensionou adequadamente a força do rio. Uma trepidação pode ser sentida em alguns pontos do paredão de concreto.

Segundo especialistas, algumas usinas realmente tremem, mas em uma escala quase imperceptível. O concreto de Santo Antônio está vibrando acima do normal, pelo menos em relação a outras barragens que conheço, disse uma das pessoas consultadas pelo site.

Outra questão preocupante é como o Rio Madeira está revolto abaixo da barragem. O fenômeno do desbarrancamento é o sinal mais visível, mas quem observa a saída de água das comportas, mesmo de longe, verifica a força da água. A empresa criou até mesmo uma zona de segurança e evita que embarcações cheguem mais próximo, já que recentemente um barco quase afundou pela violência das águas. “Parece um mar revolto”, comparou.