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Saiba como limpar o nome no SPC/Serasa

Não é raro encontrar pessoas que conseguiram limpar seus nomes de forma muito simples. Isso é importante porque a restrição do nome em órgãos como SPC e Serasa pode causar dificuldades na hora de solicitar cartão e empréstimo. Descubra como limpar o nome!

Um dos benefícios que se tem ao limpar o nome é que a partir disso é possível aumentar o score financeiro e isso possibilita não apenas solicitar o cartão de crédito novo ou ter acesso a créditos, como também aumentar o limite dessas opções.

As pessoas costumam ter o nome sujo em órgãos de defesa ao crédito, como o SPC, o Serasa e a Receita Federal. No entanto, é a própria Serasa que auxilia as pessoas a limpar o nome de forma simplificada para que elas mudem de situação.

Por que limpar o nome

Ao limpar o seu nome, o cliente pode ter vários benefícios financeiros, sendo que também fica com a consciência limpa, já que não vai ficar em débito com ninguém e pode deitar a cabeça no travesseiro para dormir tranquilo.

Só que os principais motivos que levam as pessoas com nome sujo a iniciarem um processo de tirada da restrição do nome é o fato de estar bem posicionado no mercado financeiro, seja como bom pagador ou como alguém confiável para os bancos.

Outro ponto é a questão do crédito, já que com um nome limpo, o cliente poderá usufruir de cartões, crediários, financiamentos, empréstimos e tudo mais que pode ser importante para a realização de sonhos e projetos pessoais.

A situação do CPF

O 1º passo para quem vai limpar o nome e tirar a restrição é saber qual é a atual situação financeira. E como fazer isso? Ao consultar o CPF online e gratuitamente nos órgãos de defesa ao crédito.

O próprio Serasa e SPC permitem essa pesquisa de forma simples na internet. Ao consultar o CPF, o cliente fica sabendo se está com o nome sujo e por que (qual o nome da empresa na qual ele está com débitos).

Então, sabendo disso, o cliente tem várias possibilidades de regularizar a situação. E é muito importante consultar o CPF porque muitas vezes as pessoas têm débitos e não percebem, mas na hora de conseguir crédito… Não dá certo. Afinal, a pesquisa é grátis e online.

Limpar o nome online

Após consultar o CPF e conferir corretamente os débitos (se é que eles existem), o cliente pode negociar isso para limpar o nome. Então, uma das possibilidades é através do Serasa Limpa Nome.

E tudo acontece de forma gradual: 1º o consumidor consulta o CPF, depois vê onde está com problemas e na própria plataforma já dá para renegociar isso, já que a Serasa trabalha com várias instituições parceiras.

Entre elas: Santander; Recovery; Itaú; Porto Seguro; Ipanema Credt; Net, Claro e Embratel; Cred System e Tricard. Esse é o jeito mais simples de limpar o nome hoje em dia. Após isso, basta conferir todas as ofertas disponíveis e escolher a melhor opção.

Prazos para limpar o nome

Após a negociação e o pagamento do boleto que será gerado para a quitação, a empresa tem alguns dias úteis para retirar a dívida do seu CPF. O cliente ainda receberá um recibo da quitação do seu débito.

Instituto pega dados do TSE e vende na internet informação de eleitores mortos

Pacotes dão acesso a busca em ‘cadastro do TSE’ com dados de 13,4 milhões de falecidos

Com pacotes que custam de R$ 27 a R$ 291, uma entidade do setor funerário vende pela internet acesso a dados compilados pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre eleitores falecidos. O fato demonstra que o acordo do tribunal com a Serasa – anulado na sexta-feira, após publicação de reportagem pelo Estado – não foi o único a envolver a liberação de informações sob a guarda da Justiça Eleitoral.

CARMEN LUCIA/TSEOs dados dos eleitores mortos podem ser pesquisados no site falecidosnobrasil.org.br, administrado pelo Instituto Bem Viver e pela Associação Brasileira de Empresas do Setor de Informações Funerárias. São mais de 13,4 milhões de registros de falecidos.

Quando se faz uma busca por nome ou sobrenome em determinada cidade, a lista de resultados informa a existência de dois cadastros, um do CNF (Cadastro Nacional de Falecidos, organizado pelo próprio site) e outro do TSE. Quando o interessado clica no link “Cadastro do TSE”, é informado de que estão “disponíveis” dados como título de eleitor do falecido, zona e seção eleitoral. Mas os dados não são revelados.

Na página de resultados há um link para a “busca avançada” – que só pode ser feita mediante assinatura paga. A reportagem comprou um pacote disponível na internet. Abre-se então a possibilidade de pesquisa por título de eleitor, nome do falecido, nome do pai ou da mãe, cidade ou Estado. A listagem de eleitores mortos só é oferecida pelo próprio site do instituto – não há como ter acesso aos dados pelo site do TSE.

Rotina desde 2008. Maurício Costa, responsável pelo Instituto Bem Viver e pelo site, disse que recebe os dados do TSE, uma vez por ano, desde 2008. A assessoria de imprensa do tribunal não se pronunciou sobre a declaração de Costa, apesar de ter sido procurada pelo Estado no final da tarde de quinta-feira e em repetidas ocasiões na sexta-feira.

A assessoria afirmou apenas que a informação sobre a morte do eleitor não faz parte do chamado cadastro eleitoral, que reúne as informações pessoais do cidadão, e que, portanto, não estaria coberta pelo sigilo.

Advogados ouvidos pela reportagem contestaram essa interpretação e viram no caso semelhanças com o episódio da Serasa. Segundo Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, o TSE não pode colocar a lista à disposição de uma entidade privada, “principalmente se há interesse econômico envolvido”. “Somente órgãos públicos podem deter essa relação.” Mariz disse ainda que “os mortos têm direito à preservação de sua memória”, e que a divulgação de seus dados representa “uma violação”.

“Discordo de qualquer divulgação de dados pessoais sem anuência das partes e sem controle judicial externo”, afirmou o criminalista Rodrigo Bandieri. “Quando o dado é entregue a destino diverso do que deveria, pode até ser alvo de quadrilhas especializadas.” Para o advogado Celso Vilardi, mesmo que a lista de óbitos não esteja legalmente coberta por sigilo, é “descabida” sua liberação a terceiros.

Guarda. Maurício Costa mora em Santa Catarina, mas a associação de “informações funerárias” que comanda fica em Brasília, a cerca de 500 metros da antiga sede do TSE. Ele disse ao Estado que seu site não tem fins lucrativos, e que a opção de busca paga só foi incluída na internet há duas semanas. “Prestamos um serviço de utilidade pública”, afirmou.

Segundo Costa, que foi candidato a deputado federal pelo PPS em 2010, o TSE não exigiu dele a celebração de nenhum acordo ou convênio para liberar os dados. Não houve registro do fato no Diário Oficial da União. “Apenas faço um requerimento e recebo as informações”, explicou.

A lista de eleitores mortos é centralizada pelo TSE, mas o envio dos dados é de responsabilidade dos cartórios. Cabe aos oficiais de Registro Civil encaminhar à Justiça Eleitoral, uma vez por mês, a relação dos óbitos de cidadãos alistáveis, para o cancelamento das inscrições.

Segundo a Arpen, entidade representativa dos cartórios, os dados são fornecidos ao TSE “com o único intuito de estabelecer parâmetros para a elaboração de políticas públicas, e não para ser objeto de negociação, permuta ou comercialização.”

 

Fonte: Estadão 

Presidente do TSE suspende contrato que repassava dado de eleitor à Serasa

Cármen Lúcia afirma que compartilhamento de informações revelado ontem pelo ‘Estado’ não é aceitável e determina que termo de cooperação seja analisado em plenário

O repasse de dados de 141 milhões de eleitores pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a Serasa Experian será cancelado. Nesta quarta-feira, 7, após o Estado revelar que informações pessoais de eleitores brasileiros seriam passadas a uma empresa privada, a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, defendeu a suspensão imediata do acordo e a análise da legalidade da medida pelo plenário da corte. A decisão de suspender temporariamente o convênio foi confirmada nesta quinta-feira, 8, pelo diretor-geral do tribunal, Anderson Vidal Corrêa, e vale até que a corte se pronuncie sobre o caso.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia

Ministros que integram o TSE já adiantaram que o repasse de dados é ilegal e será anulado. A presidente do tribunal afirmou que desconhecia o acordo, mas antecipou que o repasse dos dados dos eleitores para empresa privada é um equívoco. “Realmente, isso não é aceitável”, reagiu Cármen Lúcia. “Compartilhamento de informações não aceitamos de jeito nenhum”, acrescentou.

O vice-presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello, afirmou que os dados dos eleitores são protegidos por lei e só poderiam ser abertos se houvesse uma decisão judicial nesse sentido. “Tempos muito estranhos nós estamos vivendo no Brasil”, enfatizou. “O TSE é depositário de dados cobertos pelo sigilo. E esse sigilo só pode ser afastado mediante ordem judicial para efeito de investigação criminal ou instrução de inquérito. Fiquei pasmo com a notícia, liguei imediatamente para a presidente, que também estava surpreendida”, disse.

No passado, o Ministério da Justiça e a Polícia Federal firmaram um acordo com a Justiça Eleitoral para garantir a segurança nas eleições. E naquela ocasião, o repasse dos dados sigilosos foi vetado. Agora, o TSE firmou acordo para passar os mesmos dados para uma empresa privada que gerencia um banco de dados sobre a situação de crédito dos consumidores do País. “O repasse foi a uma pessoa jurídica de direito privado, o que mais estarrece”, disse Marco Aurélio Mello.

Conforme o tribunal eleitoral, as informações ainda não foram repassadas à Serasa. Publicado no Diário Oficial da União no último dia 23, o acordo de cooperação técnica entre o TSE e a Serasa foi conduzido no tribunal pela corregedoria durante as administrações das ministras Nancy Andrighi e Laurita Vaz.

Cármen Lúcia informou que conversou nesta quarta-feira por telefone com a atual corregedora-geral do TSE assim que soube do acordo. Nancy Andrighi deixou o cargo em abril. “Ela (Laurita) me garantiu que não houve (repasse), não se iniciou a execução do contrato e eu sugeri que se suspendesse até que o plenário verifique o caso”, contou a presidente do TSE.

Um dos que assinaram o acordo, o diretor-geral do tribunal, Anderson Vidal Corrêa, negou que esteja abrindo dados sigilosos. Como contrapartida do repasse dos dados, funcionários do tribunal receberiam da Serasa certificados digitais, espécie de CPF eletrônico que permite acesso a processos judiciais.

Para Cármen Lúcia, é estranho que o assunto não tenha sido levado ao plenário do tribunal antes da formalização do acordo entre o TSE e a Serasa. “Quando há uma situação dessa natureza, se faz um processo e se leva ao plenário. Não sei por que desta vez isso não foi feito e levaram direto ao diretor como se fosse uma situação definida.”

Corregedoria. A ministra Laurita Vaz informou, por intermédio da assessoria de imprensa, que está analisando os termos do acordo. Segundo a assessoria, ela deverá se posicionar sobre o compartilhamento das informações nos próximos dias. A ministra Nancy não se pronunciou.