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Parlamentares tucanos criticam FHC e o próprio PSDB

O clima de insatisfação entre parlamentares tucanos ficou mais evidente após o racha no partido antes do segundo turno da eleição governamental em São Paulo.

O deputado federal Fábio Sousa, do PSDB de Goiás, não gostou da declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no fim de semana.

FHC afirmou que “Bolsonaro vai prejudicar imagem do Brasil no exterior”, conforme noticiou a Renova Mídia.

O parlamentar Fábio Sousa escreveu no Twitter, com ironia:

Segundo O Antagonista, a deputada federal Shéridan Oliveira foi mais uma tucana a fazer duras críticas públicas ao seu partido.

“O PSDB passou 2017 mais preocupado com quem ocuparia a cadeira de presidente do partido do que como o partido ocuparia as eleições”, escreveu a parlamentar no Twitter.

 

Com Informações do Renova Mídia

O PSDB volta a entrar em crise – Por Daniel Martins

Eu já disse isso em outros textos e para amigos, o PSDB sempre entra em crise profunda em ano de véspera de eleição presidencial e esse ano não está sendo diferente, mais uma vez o PSDB tem crise porque todos querem chegar à presidência da República. Nessa brincadeira já perderam quatro eleições, Serra perdeu para Lula em 2002, Alckmin perdeu para Lula em 2006, Serra perdeu para Dilma em 2010 e Aécio perdeu para Dilma em 2014. Só que os Tucanos não aprendem e continuam se matando para ver quem chega lá.

Dessa vez a crise é maior ainda, pois tem Aécio Neves completamente sem moral e voltando ao senado e a ‘‘presidência’’ do partido quebrando a banca e sem falar nas farpas trocadas pelos prefeitos de Manaus, Arthur Neto e de São Paulo, João Doria, ambos buscando chegar à presidência da República e até ontem, tinha Geraldo Alckmin que disse que não virá mais, segundo as bocas pequenas e as informações mais próximas, Alckmin chegou a dizer que quer Doria como candidato ao governo de São Paulo e Arthur Neto a presidência, pois ele sabe que Neves e Serra estão completamente queimados.

Aí Doria fala de São Paulo e Arthur se ofende em Manaus e Arthur fala lá de Manaus e Doria se ofende em São Paulo, no final das contas não vão chegar a lugar nenhum, pois era para estarem unidos e ajudar o povo a se unir, mas eles rachados, passa uma péssima imagem e o povo vai acabar fazendo o que fez nas ultimas quatro eleições, votar em petralhas.

E isso tudo sem falar do Aécio, que mesmo afastado da presidência do PSDB desde maio, quando foi citado na delação premiada do Joesley Batista, chegou com os dois pés nos peitos de Tasso Jereissati e o destituiu da presidência do partido.

Aí vem o Alckmin e diz que isso não contribui para união do partido, lógico que não, isso faz ficar ainda pior, já que quando chegar às eleições da presidência da legenda em dezembro o senador Aécio Neves vai apoiar Marconi Perillo de Goiás e Alckmin queria Tasso Jereissati, que já lançou sua candidatura.

Aí para completar esse carnaval de desentendimentos o PSDB ainda tá rachado com o governo do Presidente Michel Temer; traduzindo, tem gente querendo ficar no governo e outros querendo desembarcar e isso lógico que desgasta e a imagem do partido e Aloysio Nunes disse hoje uma coisa que eu achei muito sábia e principalmente ele admitir isso ‘Desse jeito, vamos dar a Presidência a Lula’. Bingo ministro, o senhor disse exatamente o que eu venho dizendo há anos nos textos, que o PSDB recha e mais uma vez vão perder as eleições, pois um partido rachado ninguém quer e mais uma vez o PSDB será o principal cabo eleitoral do Lula e do PT, lamentável, mas essa é a realidade. Acordem Tucanos ou vão passar mais anos chorando, pois oposição vocês não sabem fazer e governo não sabem ganhar, tá feia a coisa.

 

Por Daniel Martins / Blog do Daniel

Aliados querem Aécio na Presidência do PSDB

Senador retomará comando da legenda para preparar eleição do substituto. Favoritos são Tasso, que defende rompimento, e Perillo, pró-Temer.

Pressionado por aliados, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve retomar temporariamente a Presidência do partido em agosto para coordenar a eleição e a transição de seu substituto definitivo no comando da legenda e, ao mesmo tempo, tentar evitar o rompimento dos tucanos com o presidente Michel Temer. Licenciado da direção da legenda desde 18 de maio, após ser atingido pela delação da JBS, ele trabalha ativamente nos bastidores para manter a sigla na base do governo.

No esforço para reverter votos de tucanos, Temer convidou Aécio para um jantar na noite de sábado. O encontro aconteceu no Palácio do Jaburu, onde o presidente mora com a família, e contou com os ministros tucanos Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Bruno Araújo (Cidades) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), do PMDB, e das respectivas esposas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi convidado, mas não compareceu.

Aécio tem ligado para deputados do PSDB em busca de reverter votos daqueles que são favoráveis à aceitação da denúncia por corrupção passiva contra Temer, apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A votação da denúncia no plenário da Câmara está marcada para esta quarta-feira. E, pelas previsões do líder do partido na Casa, Ricardo Tripoli (SP), a maioria dos 46 deputados tucanos deve votar pela aceitação da denúncia.

“A maioria deve votar para que a investigação seja aberta. Hoje, o placar está na faixa de 28 a 30 (deputados) a favor da denúncia e de 17 a 19, contra”, disse Tripoli. De acordo com um levantamento, 18 deputados do PSDB já declararam voto a favor da aceitação da denúncia e apenas seis se disseram contra. Dos outros 22 parlamentares, 19 não quiseram responder e três se disseram indecisos sobre como se posicionarão.

O líder do PSDB ressaltou que dificilmente a bancada fechará questão a favor ou contra a denúncia, como fizeram outros partidos da base aliada. Sigla de Temer, o PMDB fechou questão para barrar a abertura de investigação do presidente, assim como PSD, PP, PR, PRB e PTB, legendas que integram o chamado Centrão. “Vamos nos reunir nesta semana para discutir o assunto, mas fechar questão é difícil”, afirmou Tripoli.

Na votação da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), cinco dos sete deputados do PSDB que integram o colegiado votaram contra Temer. Os outros dois votaram a favor, entre eles, Paulo Abi-Ackel (MG). Aliado de Aécio, ele foi o responsável por apresentar parecer pela rejeição da denúncia contra o presidente, em substituição ao do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ). O relatório do peemedebista recomendava a aceitação da denúncia, mas foi rejeitado.

Sucessão

Aécio combinou com o presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), de se reunirem no início de agosto e decidirem juntos a data da convenção do partido para eleger uma nova executiva nacional. Segundo Tripoli, a previsão é de que essa eleição ocorra no fim de agosto. É durante esse intervalo que aliados pressionam Aécio a retomar a chefia do partido para comandar a transição. Segundo aliados, o senador já aceitou.

“É legítimo que a transição seja feita pelo próprio Aécio. Não tem nada que o impeça de conduzi-la”, afirmou o deputado Nilson Leitão (MT), vice-líder do PSDB na Câmara e segundo-secretário da legenda. “O partido não o afastou. Ele se licenciou. Estamos falando de uma transição. Não podemos sentenciá-lo.”

Hoje dois nomes são colocados pelos tucanos como candidatos à sucessão de Aécio: o próprio Tasso Jereissati e o governador de Goiás, Marconi Perillo. O senador cearense é favorável ao rompimento do partido com Temer. Já Perillo é favorável à permanência no governo.

 

Com Informações do Correio Braziliense

PSDB está mais perto de deixar o governo Temer, afirma Tasso Jereissati

Para presidente interino do partido, posição da maioria pelo desembarque está ‘cada vez mais clara’; presidente afastado da legenda, Aécio prega permanência.

O presidente interino do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse nesta quarta-feira que a posição do partido “é cada vez mais clara” pela saída do governo do presidente Michel Temer (PMDB). “O posicionamento é pelo desembarque, não é de oposição ao governo”, declarou.

Tasso defende a saída do PSDB da base aliada, mas a manutenção do apoio às reformas econômicas. Já o presidente afastado da legenda, Aécio Neves (MG), que retomou nesta terça-feira o mandato parlamentar, quer que a legenda mantenha a participação direta no governo, sem entregar os cargos que possui.

Independentemente do posicionamento de Aécio, Tasso considera que ele “terá que enfrentar o fato que é a posição da maioria”. “A posição do partido é cada vez mais clara. Não dá para controlar, as coisas vão acontecendo”, destacou. Ele disse que esta postura contrária ao governo está ficando evidente “pelos fatos”, citando como exemplo a posição dos deputados tucanos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, onde a denúncia contra Temer será analisada – ele avalia que a grande maioria já está se manifestando pelo recebimento da denúncia.

Tasso afirmou ainda que Aécio deve tomar uma decisão definitiva sobre quem ficará no comando da legenda até o final desta semana. “A decisão será dele porque é ele que tem o mandato de presidente”, disse.  Tasso e seus aliados cobram Aécio por uma decisão definitiva sobre o comando da legenda, para garantir maior legitimidade às decisões tomadas. O tucano admite que o presidente tem influência nas decisões, mas que a sua opinião não é um fator determinante. “Vai restar ao presidente chancelar a decisão da maioria.”

Aécio

Afastado de suas funções parlamentares por cerca de 45 dias após decisão judicial, Aécio retornou na terça-feira ao Congresso Nacional com um discurso no plenário de apoio ao governo. Ele defendeu que Temer “continua a liderar” as reformas em discussão no Congresso, e pediu unidade ao partido. “Unidade é uma coisa, unanimidade é impossível”, disse Tasso, em referência à fala de Aécio.

Embora correntes do partido defendam seu afastamento definitivo da presidência, Aécio quer ganhar tempo até passar a votação do recurso pedindo a cassação de seu mandato no Conselho de Ética do Senado, nesta quinta-feira, e a votação da denúncia contra Temer na Câmara para que a decisão seja tomada.

 

Com Informações do Estadão Conteúdo

Aécio é acusado de intervir em diretório do Acre

Assinatura eletrônica do mineiro consta em documento que afastou de comando regional deputado que é contra Temer e a favor de novo presidente para partido.

Embora o senador Aécio Neves (PSDB-MG) esteja licenciado do cargo de presidente nacional do PSDB, sua assinatura aparece como a responsável por intervir no diretório acriano da sigla, interrompendo o mandato de um deputado federal adversário para colocar no poder um aliado seu. É o que acusa o parlamentar Major Rocha (AC), agora ex-presidente local da legenda.

No dia 11 de junho, um domingo, quando o senador ainda estava impedido de exercer suas atividades parlamentares pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a Justiça Eleitoral recebeu uma alteração de todo o mandato da executiva do PSDB-AC. Foram destituídos Rocha e outros catorze dirigentes tucanos. Registrada no Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a mudança foi feita com o nome de Aécio, quando o presidente oficial da legenda já era o interino, o senador Tasso Jereissati (CE).

A assessoria de imprensa do tucano, no entanto, informou que ele está afastado das funções partidárias. Já Major Rocha integra o grupo conhecido como “cabeças pretas”, ala do PSDB na Câmara que pede o desembarque do partido da base aliada do governo Temer. Ele também tem sido uma das vozes tucanas que pedem a convocação de uma convenção nacional para eleger um novo presidente para substituir Aécio.

‘Golpe’

Por causa disso, o deputado acriano acusa o senador mineiro de ter dado um “golpe” para beneficiar o ex-deputado federal Marcio Bittar (PSDB-AC), que almeja ser candidato a senador pelo partido em 2018.

“O que vivenciamos no partido, infelizmente, foi uma tentativa de golpe. Veja que nos dias 13 e 19 alguém entrou no site do TRE e simplesmente apagou a atual Executiva. No dia 19, tentaram inscrever outra Executiva. O que mais me chamou atenção foi que quem fez isso, segundo o TRE, foi o Aécio, alguém que está afastado da presidência. Informei o presidente, Tasso Jereissati, que ficou preocupado e tentou resolver esse problema”, disse o deputado federal a um site local.

Rocha se negou a comentar o assunto, mas ameaçou entrar com um mandado de segurança na Justiça. A situação fez com que a cúpula tucana agisse para controlar a crise interna. O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Trípoli (SP), conseguiu evitar que o deputado levasse a situação à tribuna na semana passada.

Desempenho

Procurado, Márcio Bittar disse que o assunto é uma questão interna do PSDB e não tem relevância nacional. Ele argumentou que o mandato de Rocha tinha período de dois anos e expirou.

A justificativa oficial do partido para a interrupção do mandato de Major Rocha é o fraco desempenho do partido no Acre nas eleições de 2016. Isso porque, em janeiro de 2017, quando Aécio Neves aprovou a prorrogação do mandato de todas as Executivas, incluindo o seu, a direção do PSDB havia estabelecido metas de desempenho para o pleito terminado meses antes.

Pela resolução da legenda apenas os estados que tivessem atingido um desempenho mínimo poderiam ter os mandatos das Executivas prorrogados. Ao todo, seis não conseguiram atingir a meta de candidatos recomendada pela direção nacional. Os comandos dos cinco outros estados teriam conseguido negociar a extensão do mandato, e, portanto, somente o Acre teve sua Executiva destituída.

Procurado, João Almeida, diretor de Gestão Corporativa do PSDB, disse que foi ele quem usou login e senha de Aécio para alterar a composição da Diretório Estadual do Acre. Segundo ele, o login é cadastrado em nome do presidente do partido, por isso a assinatura de Aécio na movimentação realizada. Almeida ainda argumentou que o Acre não ultrapassou a linha de corte pelo desempenho nas eleições municipais do ano passado.

 

Com Informações do Estadão Conteúdo

Chegamos ao fundo do poço? – Por Daniel Martins

Será que chegamos ao fundo do poço? Essa é a pergunta de diversas pessoas essa semana pelo Brasil. Mas eu digo, não, ainda há mais por vir, BNDES ainda não foi investigado a fundo.

Michel Temer

Ele é o responsável pela retomada do crescimento desse país, verdade seja dita, foi Temer quem colocou o país nos trilhos novamente, afinal, vínhamos da pior resseção de todos os tempos, o desemprego aumentando, a inflação em alta, os juros absurdos e um descontrole total na economia, as exportação estavam em baixa e o país vinha em constantes ruinas dos governos Lula e Dilma.

Temer voltou a fazer o Brasil crescer, mesmo com sua popularidade baixa, o presidente vinha trabalhando bem, não fez promoção com seu nome como Lula, então não convenceu os brasileiros de que estava trabalhando, já que no Brasil, só se entende que esta trabalhando se estiver iludindo e fazendo propagandas milionárias. O Brasil já estava em crescimento, mas as delações dos irmãos Batistas acabaram com tudo isso. Temer fez errado, sim, logico que fez, mas agora cabe à justiça dizer se ele cometeu crime ou não, mas que agora as coisas pioraram, há isso sim, e as pessoas nas ruas pedindo a cabeça do presidente e sem saber quem vai entrar em seu lugar.

Manifestações pelo Brasil

Vi uma meia dúzia de pessoas irem às ruas e pedirem a cabeça do presidente, mas em São Paulo, chegou a 20 mil, isso dito pelos idealizadores, mas nós sabemos que eles jogam esses números para cima, mas foi só o povinho de sindicatos, sem terra, ptralhas, então para mim, não conta, pois essa trupe não representa o povo brasileiro.

Aécio Neves

O senador tucano enterrou a sua carreira politica, ele já não vinha bem nas ultimas pesquisas, agora então que acabou de vez.

Com Aécio Neves sendo pego pela Lava Jato, cala a boca de muitos imbecis que diziam que a lava jato teria partido, isso mostra que não e que tudo tem o seu tempo e que a PF sabe bem o que está fazendo.

Lula

O oportunista já começou fazendo propagando para o PT, já vem com discursos pedindo eleições diretas, pois ele acha que tem chances, mas eu acredito que a população dará uma resposta para ele, não agora, mas em 2018.

O oportunista que é a alma ‘‘mais honesta’’ desse mundo, até mais do que o pai de família que acorda cedo e vai trabalhar enquanto ele tá tomando cachaça, mas uma vez quer passar por cima da Constituição Federal, mas acredito que esse país não vai deixar que os ratos que já governaram e quebraram esse país volte a fazer isso.

Corruptos

Esses dias eu estava em um posto de gasolina abastecendo o carro quando vejo um cara falando, ‘‘aquele corrupto, vagabundo, safado, ladrão, esses corruptos todos tinham que estarem na cadeia, temos que fazer uma limpa nesse país, pois não da para viver com tantos corruptos espalhados por aí. ’’

Logo em seguida, o frentista diz para ele que o abastecimento ficou em R$ 130 reais e ele paga e pede um comprovante de R$ 150. Imagina você que se todos os corruptos merecem a cadeia como ele alardeou, ele estaria preso uma hora dessas.

Por isso eu digo, nós temos que mudar, mas é mudar aqui em baixo, parar de querer velar vantagem indevida nas coisas que estamos fazendo. Não podemos apresentar na empresa um comprovante do valor superior do que pagamos, não podemos fazer trafico de influencia, porque conhecemos o medico e passarmos na frente de pessoas que estão a meses na fila, não podemos furar fila nos bancos, não podemos ficar com o valor errado no troco e não podemos fazer errado e querer cobrar que eles em Brasília façam o certo, a diferença do cara do posto e o politico corrupto é, ele rouba apenas 20, 30 ou 50 reais a cada transação, pois ele não tem como roubar mais, mas se ele chegar a ter a oportunidade de roubar mais, ele irá roubar, pois é isso que os políticos estão fazendo.

Precisamos mudar o nosso comportamento, precisamos ser mais justos conosco, com nossos superiores, com nossos irmãos, precisamos ser honestos, honrados, precisamos ter dignidade, precisamos ser um povo que não faz errado, para que possamos cobrar que eles não façam errados, pois com que moral podemos cobrar, se nós também cometemos erros parecido, a diferença são as condições de valores.

Só lembrando, você que votou na Dilma, você votou no Temer, então, aguenta calado, pois foi escolha sua também, há, e se você votou na Dilma por conta do Lula, fica caladinho também em vez de dizer que não votou no Temer, pois foi o Lula quem indicou o Temer para ser vice da Dilma, traduzindo, você votou no Temer sim e para de reproduzir discurso de merda dizendo que não.

 

Por Daniel Martins / Blog do Daniel

Doria assume, faz aceno a vereadores e promete ‘dia de gari’

Prefeito pregou ‘respeito’ pelo Legislativo e falou em ‘humildade’ ao convocar vice e secretários a varrerem ruas no programa Cidade Linda

Ao tomar posse como prefeito de São Paulo neste domingo, João Doria (PSDB) fez um discurso breve, de pouco mais de cinco minutos, repleto de acenos aos vereadores paulistanos. O primeiro dos dez tópicos apresentados pelo tucano como bases de seu mandato foi o “respeito ao Legislativo”.

“O prefeito estará aqui todo mês, despachando na Câmara Municipal”, disse Doria, reverberando uma de suas promessas de campanha. Ao anunciar a intenção de manter harmonia com os legisladores municipais, o prefeito citou o petista Eduardo Suplicy, vereador mais votado na capital paulista e do Brasil, e o tucano Mário Covas Neto, o Zuzinha, com quem recentemente se indispôs ao preteri-lo na disputa à presidência da Câmara.

Assim como fez durante toda a campanha eleitoral, que o levou à vitória ainda no primeiro turno, feito inédito em São Paulo, Doria voltou a ressaltar que é um “gestor”. “Fomos eleitos defendendo a gestão, sou um gestor e farei gestão na prefeitura, respeitando os políticos, como meu pai, que foi deputado federal. No Executivo, serei um administrador da cidade”, disse o prefeito, que também pregou “respeito à eficiência e à inovação”.

Após enumerar os dez mandamentos de seu mandato na prefeitura de São Paulo, entre os quais “respeito ao Judiciário”, “respeito ao povo”, “respeito à transparência” e “respeito ao diálogo”, João Doria citou a midiática ação de lançamento do programa Cidade Linda, marcada para as 6h desta segunda-feira na Praça 14 Bis, na Bela Vista.

“Humildade para fazer o que vamos fazer amanhã. É por isso que eu, Bruno, os secretários e presidentes de empresas e autarquias vamos nos vestir, sim, de gari, às 6h da manhã e ali dar uma demonstração de igualdade e capacidade de trabalho. Começamos cedo, antes de o sol raiar, e assim faremos no programa Cidade Linda”, prometeu o tucano.

 

Com Informações do Portal Veja

Mariana Carvalho que se vende como ‘‘nova política” não passa de uma politiqueira – Por Daniel Martins

Mariana Carvalho não é a mudança e a renovação como vem alardeando há anos, ela não passa de uma patricinha sorridente do “meu pai-pai”, e faz parte da política velhaca que o povo de Rondônia, e em especial Porto Velho, não quer e nem aguenta mais. Omissa durante todo o período em que Williames Pimentel do PMDB de Porto Velho ou João Dória de seu Partido em SP, usaram e abusaram da pré-campanha, ela não permitiu que seu partido fizesse o mesmo, freando qualquer nome que fizesse sombra ao seu. Chegado agora o momento da Convenção, o PSDB da capital rondoniense não tem nome sedimentado senão o dela. Mas ela não quer a disputa. Está feliz demais com as pompas do Congresso Nacional onde é uma debutante entre de tios e avós, além dos finais de semanas em belas praias e boates que um levantamento nas companhias aéreas comprova em minutos.

Mas então o que quer a jovem deputada sorridente?

O que acontece hoje em Porto Velho é simples. O pai-guru da donzela quer aumentar seu cacife político e comandar o PSDB regional para ser maior em 2018, quando o PSDB virá para ser o novo comando nacional, conforme os acertos com Michel Temer pré-impeachment. Por esse objetivo lícito porém egocêntrico, a sua filha deputada se omite de embate em sua cidade, facilita a vida dos opositores, e nas conversas reservadas, tem seu nome posto para ser membro da Mesa diretora da Câmara na gestão do novo presidente, Rodrigo Maia. É o que informam em off mas isso é blefe, a Mesa não muda. Jogam com o tempo e a ignorância política vigente para segurar o bastão e criar mais um político na família, composto que já está, conforme bastidores, com a chapa de Mauro Nazif. Este site torce por Porto Velho e por isso torce para que Hildon Chaves perca a oportunidade e a família vá para o buraco que Mauro Nazif levará quem acredita que ele reverta 80% de rejeição em dois meses. Assim a cidade se livra de um Caralh, ops, Carvalho e outro MAU pra RO. Aguardemos o próximo round.

 

Daniel Martins / Blog do Daniel

Convenção do PSDB vira ato de lançamento de Alckmin para presidência em 2018

A cerimônia de escolha do novo comando do PSDB paulista, neste domingo (14), se transformou em um ato pelo lançamento da candidatura do governador Geraldo Alckmin à Presidência da República em 2018.

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB-SP), que comandará a sigla pelos próximos dois anos no Estado, disse que o Brasil está “doente” e precisa de “um médico para salvá-lo.” Alckmin é médico anestesista. “O governador como médico gosta de gente. Esse é o nosso governador que cuida de São Paulo”, iniciou Tobias.

geraldo“O país precisa de um médico, porque está doente, corrompido”, concluiu. Ele disse ainda que em 2018 quer “Geraldopresidente”.

O governador participou da convenção e fez um discurso de defesa de suas bandeiras e ações no Estado. Ele ainda fez ataques ao PT, numa fala com críticas aos escândalos de corrupção e à condução da economia.

“A política é uma atividade que se exerce essencialmente com ética. O PT pode ser tudo, menos um partido político, porque um partido político se faz com ética”, disse o governador. Alckmin afirmou ainda que é “triste” ver a atual situação econômica do país.

“Não é possível pagar com o futuro do Brasil as contas dos malfeitos da última década”, concluiu. A fala foi uma das mais duras já pronunciadas pelo governador contra o PT e suas administrações à frente do Planalto.

Aliados veem na mudança de tom mais uma sinalização clara de que Alckmin está disposto a fazer o enfrentamento político para ficar com a vaga de presidenciável tucano em 2018. Hoje, o governador desponta para o posto ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que concorreu no ano passado contra a presidente Dilma Rousseff e perdeu por uma margem apertada de votos.

Chapa

A configuração da cúpula do PSDB paulista foi fechada num acordo costurado pelo Palácio dos Bandeirantes, que quis evitar que a disputa que se deu no diretório da capital se repetisse no Estado.

Pedro Tobias ficará com a presidência. O deputado federal Bruno Covas (PSDB-SP) será eleito secretário-geral da sigla e a tesouraria ficará nas mãos de Marcos Monteiro, atual secretário de Planejamento do governador.

 

Com Informações da Folhapress

FHC acena com apoio do PSDB a um eventual governo de Marina Silva

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acenou à candidata Marina Silva, do PSB, com um apoio que poderia dar governabilidade a ela em um eventual governo.

Na manhã deste sábado (30), antes da missa de sétimo dia do empresário Antônio Ermírio de Moraes, FHC disse à reportagem que o PSDB poderá entrar na base aliada do PSB, caso Marina seja eleita.

FHC-625x390“Deixemos ela ser eleita primeiramente, depois decidiremos”, falou, após ser questionado sobre o desempenho da candidata nas pesquisas.

Segundo a última pesquisa Datafolha, publicada na sexta-feira (29), Marina Silva aparece empatada com a presidente Dilma Rousseff, do PT, com 34% das intenções de voto. Em um possível segundo turno, a candidata pessebista venceria com dez pontos de vantagem, com 50% a 40%.

“As pesquisas mostram uma inegável tendência de crescimento da Marina, embora elas representem um quadro momentâneo sobre a eleição”, ponderou.

Desempenho da economia

FHC também comentou sobre o desempenho da economia brasileira no primeiro semestre. Com quedas de 0,2% e 0,6% do PIB (Produto Interno Bruto) nos primeiro e segundo trimestre, o país está tecnicamente em recessão.

“Era previsível o mau desempenho da economia. O governo atual fez a atividade descarrilar”, afirmou.

De acordo com ele, as políticas atuais estão equivocadas, mas não especificou quais decisões tomadas pelo governo levaram a tal quadro. “Mudaram nossa matriz macroeconômica com políticas equivocadas”, afirmou.

Por fim, o ex-presidente comentou a morte do empresário Antônio Ermírio de Moraes. “Infelizmente perdemos um líder do tipo que o Brasil precisa. Não se escondia e opinava sobre o que achava ser possível melhorar. Doou seu tempo a causas sociais, escreveu peças e artigos, sempre de interesse do Brasil”, concluiu Fernando Henrique.

 

Fonte: Portal do Amazonas

O público e o privado – Por Aécio Neves

O que o PT tem contra as estatais?

Depois de anos de discursos condenando as privatizações e se apresentando como defensor das empresas públicas, chega a ser cruel ver como a retórica se transformou em exercício prático de poder. Os estragos provocados pela interferência do governo são de tal ordem que não permitem outra conclusão: o governo mais estatizante pós ditadura militar é o que mais maltrata as empresas estatais.

Aécio Neves é Senador e Presidente Nacional do PSDB
Aécio Neves é Senador e Presidente Nacional do PSDB

Os bordões repetitivos do partido, usados à exaustão como arma eleitoral, nos quais difunde-se um país dividido entre nacionalistas e entreguistas, já não surtem mais efeito diante do quadro de destruição perpetrado na administração pública. A mão pesada do Estado está levando as estatais federais às cordas. A Eletrobras perdeu grande parte do seu valor. As ações da Petrobras desabaram.

O que está em risco é o patrimônio do povo brasileiro. É a riqueza pública que se esvai na incompetência e na ingerência política sem limites. Antes, assistíamos orgulhosos às conquistas da Petrobras, uma empresa respeitada globalmente. Hoje, o que se vê é a dilapidação da credibilidade conquistada em 61 anos de história.

Os exemplos da intromissão excessiva do governo nas instituições públicas transbordam por todos os lados. Servidores estão quebrando o silêncio. No IBGE, os funcionários reagiram e o governo recuou da decisão autoritária de não divulgar a Pnad Contínua. O Ipea e a Embrapa não ficaram imunes à intervenção política.

Neste fim de semana, voltaram a surgir graves evidências de que o indiscriminado e ostensivo aparelhamento chegou também aos fundos de pensão, que apresentaram prejuízo recorde em 2013.

Diante de tantas e novas denúncias, a caixa preta das operações conduzidas pelas direções desses fundos, nos últimos anos, precisa ser aberta, para que sejam esclarecidas suspeições diversas de operações no mercado financeiro, maquiagens contábeis e prejuízos astronômicos.

O certo é que o petismo leva para dentro das estatais o que há de mais atrasado em gestão, confundindo o interesse do Estado com o interesse das pessoas no poder. Quando as coisas dão errado, a saída é a de sempre –ninguém sabe nada e tenta-se transformar fatos graves e sucessivos em ações isoladas e episódicas.

Os brasileiros não se enganam mais, como bem mostram as pesquisas de opinião que apontam para um profundo desejo de mudança. O país exige não só competência gerencial, mas também transparência e ética na condução dos negócios públicos. O recado é claro, no que se refere às estatais: precisamos devolver as empresas públicas ao seu verdadeiro dono –o povo brasileiro.

 

Fonte: Portal do Amazonas

O Estadista – Por Daniel Martins

Fernando Henrique Cardoso ainda é o grande nome do PSDB para tirar os ‘‘petralhas’’ do poder.

Usando uma frase muito usada por Lula, ‘‘Nunca antes na historia desse país’’ o Brasil cresceu tanto, isso falando de 1994, quando ali surgia o ‘‘Plano Real. ’’

Passamos por uma fase que trocávamos mais de moeda do que de presidente, com medidas radicais para controlar a inflação e a hiperinflação que chegava aos 2.700%, sem falar também do confisco.

fernando-henrique-cardoso

Fernando Henrique Cardoso nos trouxe o Plano Real, que estabilizou a moeda, domou a hiperinflação e recuperou o crescimento econômico, passamos a ter moral lá fora e sermos visto com outros olhos lá fora.

FHC como é conhecido, nunca foi do povão, nunca foi de oba, oba, mas sem duvida, foi e sempre será um estadista, isso que o Brasil teve muito pouco. Depois dele, não tivemos outro, e nada me faz acreditar que Aécio Neves será esse novo estadista.

Depois de anos e anos, o PSDB vem com a imagem de FHC estampada em sua nova tentativa de tirar os ‘‘petralas’’ do governo e chegar a presidência, parece que agora os tucanos acordaram para a vida, Fernando Henrique Cardoso volta a ter vez e voz no partido, não que ele não falasse, ou até mesmo não aparecesse, mas os seus colegas de partido deixaram sua história política e econômica de lado, lembrando que até hoje ela é de muita importância para esse país.

Nos últimos 12 anos o PSDB só pegou pancada, não soube fazer oposição, e deixou Lula e sua trupe fazer o que bem quis no país, não conseguiu tirar Lula logo que explodiu o escândalo do mensalão, dos aloprados, sanguessugas e muitos outros que vieram.

Um partido incompetente e sem um pingo de moral oposicionista a um governo que muito rouba e que dá poucas explicações.  Também não teve forças quando era preciso, para cuidar do país, quando os ministros da Sra. Dilma Rousseff roubavam e eram chamados na Câmara e no Senado para prestares dos devidos esclarecimento e eram blindados pelo PT.

Mérito a quem tem mérito: Reconhecer a importância política e econômica de FHC, ainda que duas décadas depois, é um grande passo, assim podemos ver o quanto ele foi importante na economia brasileira que vinha de fortes criticas dos oposicionistas, que hoje são (situação), na época acusavam dizendo que era um golpe mortal para a economia do país, mas que economia era essa, que o país só vivia endividado? Mudava de moeda mais do que mudava de presidente, hoje em dia, se o atual governo libera o credito para que a dona de casa possa e o IPI é reduzido o ano inteiro, nada disso teria acontecido se não fosse à ousadia e a experiência de FHC.

O Plano Real de Fernando Henrique, que hoje  nos dar credito, casa, carro e até permite o atual governo comprar votos legalmente com suas ”bolsas” e muito mais, apesar de estarmos com uma economia bem comprometida e cheia de mentiras, estamos bem na frente do que éramos antes dele.

Precisamos de mais presidentes como FHC, que pensa na próxima geração e não na próxima eleição.

 

Por Daniel Martins / Blog do Daniel

Deputado federal Sérgio Guerra morre em São Paulo

Parlamentar pernambucano e ex-presidente nacional do PSDB estava internado no hospital Sírio Libanês em razão de um câncer no pulmão

O deputado federal Sérgio Guerra (PSDB-SP) morreu na manhã desta quinta-feira, 6, aos 66 anos. O ex-presidente nacional da legenda estava internado em São Paulo, no Hospital Sírio Libanês, onde tratava de um câncer de pulmão.

Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDBA morte do parlamentar foi informada pelo partido, por meio de seu perfil no Twitter, por volta das 10 horas. De acordo com a assessoria de imprensa da legenda, o velório e o enterro serão realizados em Recife. A data e o horário ainda não foram informados. Em nota, o PSDB informou que o parlamentar estava internado havia 15 dias e uma pneumonia agravou seu estado de saúde. Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital, Guerra morreu “em decorrência de complicações relacionadas a um quadro infeccioso”.

Desde o ano passado, o deputado exercia também o cargo de presidente do Instituto Teotônio Vilela, ligado ao partido. Natural de Recife, Sérgio Guerra era economista e estava em seu quarto mandato na Câmara.

A carreira política de Sérgio Guerra começou no PMDB. Depois, filiou-se ao PDT, ao PSB e, em 1999, migrou para o PSDB. Foi dirigente do movimento estudantil pernambucano e, entre 2003 e 2011, ocupou uma vaga no Senado. Ainda pelo PSB, foi secretário de Indústria, Comércio e Turismo do Estado de Pernambuco, durante o governo de Miguel Arraes.

Guerra foi eleito presidente nacional do PSDB em 2007, sucedendo Tasso Jereissati. Deixou a presidência em 2013 e foi substituído pelo senador Aécio Neves (MG). Na política pernambucana, o parlamentar foi o principal responsável pela aproximação do PSBD com o governador Eduardo Campos (PSB) no Estado.

 

Fonte: Estadão / Colaboraram Lilian Venturini e Agência Estado

PSDB aciona Procuradoria-Geral da República por viagem de Dilma a Lisboa

Para lider do partido na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), parada da comitiva em Portugal foi ‘um ato de deleite privado pago com o dinheiro dos impostos que sustentam o patrimônio público’

Brasília – O PSDB na Câmara dos Deputados protocolou nesta terça-feira, 28, representações contra a presidente Dilma Rousseff na Procuradoria-Geral da República e no Conselho de Ética da Presidência em razão da passagem de sua comitiva por Lisboa, no último sábado, mesmo sem compromissos oficiais. Nos documentos, o líder do partido na Casa, Carlos Sampaio (SP), argumenta que a permanência de Dilma e de seus ministros e assessores na capital portuguesa não teve “nenhum interesse público” e pode ter sido “um ato de deleite privado pago com o dinheiro dos impostos que sustentam o patrimônio público”. Os tucanos pedem que a PGR apure se Dilma cometeu ato de improbidade administrativa e de crime contra a administração pública.

PSDBO Estado revelou, no fim de semana, que a presidente, após ter participado do Fórum Econômico Mundial, na Suíça, passou o último sábado, 25, em Lisboa, antes de prosseguir viagem no dia seguinte para inaugurar um porto erguido com financiamento brasileiro em Cuba. A comitiva presidencial ocupou 45 quartos em Portugal, a um custo estimado de R$ 70 mil, sendo que a suíte ocupada por Dilma tem preço tabelado equivalente a R$ 26 mil.

A escala por Portugal não foi divulgada inicialmente pelo Palácio do Planalto, que só se manifestou após a notícia ter vindo a público. A justificativa do governo é que a parada em Lisboa foi “uma escala técnica obrigatória”. O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, chegou a afirmar na segunda-feira, 27, que a decisão só foi tomada “no dia da partida” da Suíça, no sábado passado. O Estado revelou nesta terça, no entanto, que o governo português foi comunicado da pernoite de Dilma no país dois dias antes, na quinta-feira (23).

“Diante disso, a se confirmarem essas informações, a Presidente da República não apenas fez uma escala injustificada em Lisboa, mas deliberou por transformar essa escala ociosa em uma alucinante cena de ostentação supérflua custeada pela pelo patrimônio público brasileiro”, escreve Sampaio na representação.

O pedido de investigação por suposto ato de improbidade administrativa encaminhado à PGR também é estendido aos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado; ao assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, à ministra-chefe da Secretaria de Comunicação, Helena Chagas, ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, José Elito, e ao comandante da Aeronáutica, Juniti Saito. Os tucanos também requerem que o procurador-geral, Rodrigo Janot, analise se houve crime de falsidade ideológica praticado pela ministra Helena Chagas.

Comissão de Ética. O líder tucano também protocolou nesta terça representação contra Dilma na Comissão de Ética da Presidência da República, na qual indica que a passagem da presidente por Portugal pode ter infringido o Código de Conduta da Alta Administração Federal, que estabelece “regras éticas de conduta das autoridades da alta Administração Pública Federal”. Na representação, Carlos Sampaio também pede a avaliação dos procedimentos a serem adotados e o envio de sugestões, à presidente, “de aprimoramento do Código de Conduta”.

MPE abre inquérito para investigar denúncia contra Kassab e Controlar

Promotores vão apurar acusação feita por testemunha protegida de que ex-prefeito paulistano recebeu uma ‘fortuna’ de empresa que faz inspeção veicular na capital

SÃO PAULO – A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social, braço do Ministério Público Estadual (MPE) que investiga improbidade, vai abrir um inquérito civil para apurar as acusações feitas por uma testemunha protegida que afirma ter ouvido do auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, apontado como chefe da máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS) em São Paulo, que o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD) recebeu “uma verdadeira fortuna” da Controlar, empresa contratada na gestão dele para fazer a inspeção veicular na capital. O caso foi revelado ontem pelo estadão.com.br. Ambos negam a afirmação.

Gilberto Kassab
Gilberto Kassab

Além de Kassab e da Controlar, o inquérito vai investigar também o empresário Marco Aurélio Garcia, irmão do secretário de Desenvolvimento Ecônomico do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Rodrigo Garcia. Segundo a testemunha, Ronilson disse que Marco Aurélio ajudou o ex-prefeito a transportar o dinheiro que estaria guardado em seu apartamento em um avião para o Mato Grosso. Todos afirmam que as acusações são “fantasiosas”.

Em um segundo inquérito, o MPE vai investigar as acusações feitas contra o ex-secretário municipal de Finanças Mauro Ricardo. A testemunha relatou em depoimento no dia 19 de dezembro que Ricardo pediu a Ronilson que fosse feita uma redução de alíquota de ISS para a Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) em troca de favores. O ex-secretário e a BM&FBovespa negam as acusações.

Fiscal diz que se ligou a Kassab em 2004

Em conversa gravada, Ronilson Rodrigues afirma que voltou à Prefeitura em 2009, a pedido de secretário que frequentaria ‘ninho’

O auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues disse em uma conversa gravada com outros dois acusados de desviar impostos em São Paulo que passou a integrar o grupo político de Gilberto Kassab (PSD) nas eleições municipais de 2004, quando o ex-prefeito foi eleito vice na chapa de José Serra (PSDB). Em 2006, o tucano deixou o cargo para disputar o governo paulista e Kassab assumiu a Prefeitura.

KassabNo diálogo, ao qual o Estado teve acesso, Rodrigues relata o episódio na mesa de um bar no Tatuapé, na zona leste, para os fiscais Luis Alexandre Cardoso Magalhães e Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral, acusados de integrar a quadrilha. Ele diz aos colegas que não seria capaz de trai-los.

Rodrigues afirma que ele e o auditor Arnaldo Augusto Pereira, também investigado por enriquecimento ilícito, foram apresentados ao comitê da campanha de José Serra na Vila Mariana, zona sul, por um homem que havia coordenado na década de 1990 a campanha de Kassab a vereador na zona leste.

“Ele apresenta nós (sic) para o comitê da Vila Mariana e o Kassab põe nós dois (Rodrigues e Pereira) junto com um cara que fazia a campanha do Serra em 2004: o Felipe Soutello. Fizemos uma reunião e falamos das ações”, disse Rodrigues. “Quando o Serra assume, só o Arnaldo ganhou cargo”, afirmou.

Apontado como chefe da quadrilha acusada de desfalcar a Prefeitura em R$ 500 milhões, Rodrigues relatou ainda que seguiu para Santo André com Pereira, que havia sido nomeado em 2009 secretário de Planejamento de Aidan Ravin (PTB), então prefeito da cidade. E disse que só voltou à capital a pedido de Walter Aluisio Morais Rodrigues, secretário municipal de Finanças entre 2008 e 2011, na gestão Kassab.

“Eu não ia para Santo André (mas foi por fidelidade a Pereira). Em quatro meses o Walter me liga para retornar como subsecretário. Eu nunca traí ninguém. Isso não é da minha índole”, desabafou Rodrigues. Magalhães gravou a conversa.

Conforme o Estado revelou ontem, Walter Aluisio frequentava o escritório alugado pela quadrilha no centro da capital, chamado de “ninho”, segundo o depoimento de uma testemunha protegida pelo Ministério Público Estadual (MPE), dado em 6 de novembro. Ela também disse que o secretário adjunto à época, Silvio Dias, frequentava o lugar. Por fim, afirmou que havia troca de favores entre Rodrigues e a dupla.

Em um telefonema gravado pelo Ministério Público, Rodrigues reclama à auditora Paula Sayuri Nagamati que estava sendo investigado pela Controladoria-Geral do Município e afirma que “o secretário e o prefeito com quem trabalhei” também deveriam prestar esclarecimentos porque “tinham ciência de tudo”.

A assessoria de Kassab foi procurada, mas ele não quis se manifestar. O ex-prefeito já disse que as afirmações contra ele são “falsas”. Walter Aluisio e Silvio Dias não foram localizados ontem pela reportagem.

Vereadores. Foi a mesma testemunha que incluiu os vereadores Nelo Rodolfo (PMDB) e Paulo Fiorilo (PT) na lista de parlamentares que receberiam dinheiro da quadrilha, conforme o Estado revelou. Os outros são Aurélio Miguel (PR) e Antonio Donato (PT), que deixou o governo Haddad após as denúncias. Ambos negam os fatos.

Fiorilo voltou a afirmar que conhecia Rodrigues, mas nunca recebeu “recursos dos servidores investigados para sua campanha, conforme pode ser observado na prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”. Já a assessoria de Imprensa de Rodolfo informou que “todas as doações à sua campanha foram declaradas à Justiça Eleitoral, que aprovou as contas sem ressalvas”. / ARTUR RODRIGUES, BRUNO RIBEIRO, DIEGO ZANCHETTA e FABIO LEITE

CRONOLOGIA
Caso motivou saída de Donato

30 de outubro
Quatro suspeitos de operar esquema de propina relacionado ao cálculo do ISS são presos. Luis Magalhães firma acordo de delação premiada.

1º de novembro
O Estado revela que os pagamentos eram feitos em dinheiro, no 11.º andar da Prefeitura. Só 10% do ISS devido era recolhido aos cofres públicos.

3 de novembro
Transcrições obtidas pelo Estado mostram que Ronilson Bezerra Rodrigues procurou o então secretário Antonio Donato (PT).

6 de novembro
A coluna Direto da Fonte informa que, em depoimento ao MP, a fiscal Paula Sayuri afirmou que Antonio Donato recebeu dinheiro do esquema.

11 de novembro
Estado adianta que quatro vereadores são citados na fraude: Aurélio Miguel (PR), Donato (PT), Paulo Fiorilo (PT) e Nelo
Rodolfo (PMDB).

13 de novembro
Donato deixa a Secretaria de Governo, no dia em que novamente é citado por fiscais.

14 de novembro
Barcellos diz ao Ministério Público Estadual (MPE) que tanto sua permanência quanto a do fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues na gestão Fernando Haddad (PT) foram uma recompensa pelas remessas de dinheiro feitas ao então vereador Antonio Donato, ex-secretário de Governo. Ele também afirmou que Rodrigues fazia pagamentos ao vereador Aurélio Miguel (PR).

15 de novembroUma testemunha do MPE afirma que o núcleo da Secretaria Municipal de Finanças da gestão de Gilberto Kassab (PSD) frequentava o escritório mantido pela quadrilha de fiscais apelidado de “ninho da corrupção”. O depoimento revela a ligação do líder do grupo, Ronilson Bezerra Rodrigues, com o ex-secretário Walter Aluísio Morais Rodrigues, e seu adjunto, Silvio Dias.

 

Fonte: Estadão

PSDB-AM homenageia seu presidente de honra, Artur Neto, pelos seus 35 anos de vida pública

MANAUS – O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB-AM) reúne seus filiados no Amazonas, nesta sexta-feira (8/11), durante Encontro Estadual, para comemorar os 35 anos de vida pública do seu presidente de honra, Arthur Virgílio Neto, e receber a visita do presidente Nacional do partido, senador Aécio Neves (PSDB-MG), na capital do Amazonas.O objetivo do encontro é reunir lideranças de todo o Estado, novos filiados e discutir temas que irão direcionar as propostas do partido às eleições de 2014, além de comemorar os 35 anos de vida pública de Arthur Neto.

Prefeito de Manaus Arthur Neto (PSDB-AM) e o senador e Presidente nacional do PSDB Aécio Neves
Prefeito de Manaus Arthur Neto (PSDB-AM) e o senador e Presidente nacional do PSDB Aécio Neves

Atualmente, o partido possui 13 mil filiados em todo o Estado e tem como presidente estadual a figura pública de Arthur Virgílio Bisneto, deputado estadual e 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM). Para os representantes do PSDB, a homenagem ao prefeito é um momento especialpara o partido. “Temos o orgulho de ter Arthur Neto como o nosso grande líder. Sua formação diplomática concedeu a ele as características que desenvolve como pessoa. Em nosso país, poucos são os representantes com tamanha honradez, probidade e poder da palavra”, afirma Arthur Bisneto.

Vários vereadores e prefeitos do interior do Estado, tanto do PSDB como de outros partidos aliados já confirmaram presença no evento. Os deputados federais Márcio Bittar (PSDB-AC), Nilson Pinto (PSDB-PA) e o governador de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB-RR), também vão participar da comemoração partidária.

O senador Aécio Neves chegará à capital às 15h e seguirá para a empresa Moto Honda da Amazônia, localizada na rua Juruá, nº 160, Distrito Industrial de Manaus (PIM). Às 20h, Aécio irá prestigiar o Encontro Estadual no Dulcila, onde irá conceder entrevistas à imprensa.

No dia seguinte, dia 9 (sábado), Aécio Neves, que irá pernoitar na capital do Amazonas, visitará o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, obra recém-inaugurada pelo prefeito de Manaus, Arthur Neto, e seguirá para visitar o Encontro das Águas. Os horários da programação de sábado (9) serão divulgados até quinta-feira, dia 7.

Aécio diz a tucanos rigorosamente o que escrevi nesta manhã. Só que alguns deles ficaram furiosos comigo. E agora? – Por Reinaldo Azevedo

Então… Vejam vocês. Reinaldo Azevedo, eu mesmo, o que não é nem fofo nem beagle, escreveu nesta manhã um texto sobre o PSDB. Demonstrava a tolice de alguns tucanos que só conseguem ser notícia hostilizando outros tucanos. Mais precisamente: alguns iluminados por ali afirmam que o fato de José Serra fazer palestras e dizer o que pensa a quem pergunta atrapalha Aécio Neves. Como as impressões das pessoas que desprezam os fatos me interessam muito pouco, perguntei o óbvio: como é que Serra poderia prejudicar Aécio? Cadê os fatos?  Fiquei cá a meditar, imaginando diálogos.

— Alô. Deputado Paulinho da Força? Tudo bem? É Aécio.
— Olá, senador.
— Vamos conversar sobre sucessão?
— Ah, não! Só faço isso depois que o Serra parar de dar palestras e de escrever artigos.

Ou ainda:
— Deputado Roberto Freire? É Aécio.
— Olá, Aécio.
— Precisamos falar sobre a eleição do ano que vem.
— Só depois que o Serra tiver cassada a sua voz. Antes disso, não dá.

Mais um:
— Senador Agripino, é Aécio, seu colega de Senado.
— Tudo bem?
— De presidente para presidente, precisamos conversar…
— Aécio, antes de vocês oficializarem a sua candidatura, não dá.

Reinaldo Azevedo - Blogueiro e Colunista - VEJA
Reinaldo Azevedo – Blogueiro e Colunista – VEJA

De novo, pergunto: de que modo a liberdade de Serra para falar incomoda as articulações de Aécio? Nem mesmo existe um partido dividido. Pois é: não obstante essas obviedades, começaram a vir as pancadas na área de comentários.

A fala de Aécio
O senador Aécio Neves falou a respeito nesta terça. Disse:
“Deixem o Serra trabalhar em paz, são absolutamente legítimas as viagens que o Serra faz; é positivo para todos nós que ele possa ser mais uma voz permanente de oposição ao governo, não há nenhuma tensão entre nós. Esse problema interno é um problema que não existe.”

Vale dizer: o conteúdo das observações de Aécio coincide com o que escrevi aqui. Os que vieram me xingar, acuando-me — como é mesmo? — de “agente serrista” deveriam, agora, voltar suas baterias contra o presidente do PSDB e provável candidato do partido à Presidência. Estamos dizendo a mesma coisa. Ou não?

Aécio não é burro. Sabe que essa fofocalhada concorre contra a sua candidatura. Se Serra não tem, hoje, forças no partido que possam sustentar um eventual confronto com o Aécio na disputa pela vaga, há de ter alguma coisa que é do interesse do provável candidato. Ou já teria sido chutado do partido. Mas se fez um esforço para que fique. E qualquer pessoa com um mínimo de juízo sabe o que tem: VOTO! Quantos? Não sei. Podem ser essenciais para garantir a passagem do nome tucano para o segundo turno. Os que hoje ficam fazendo essa pressão cretina contra o político paulista estão atentando, na prática, contra a eventual candidatura de Aécio.

Não! Ninguém precisa se desculpar comigo, agora que Aécio desautorizou a pressão. Basta ter um pouco mais de bom senso na hora de acessar a página de comentários e apertar a tecla “Enter”.

Aécio é presidente do partido, além de pré-candidato. Não basta só dar essa declaração. É preciso chamar os seus aliados que decidiram se comportar como Torquemadas e Savonarolas e ordenar que fechem o bico. Para o bem de Serra? Não! para o bem de seu futuro eleitoral.

A máquina e objetividade
Como poucos, sei o que é ser alvo do ódio de uma máquina gigantesca e maligna de difamação, financiada por dinheiro publico, com pistoleiros contratados a peso de ouro para fazer o serviço sujo. A existência desse aparato já é um bom motivo para que se torça pela derrota do PT. Dilma não só manteve intocado esse esquema doloso, permitindo que logotipos de estatais respeitadas pelos brasileiros se associem às piores baixarias, como, em muitos aspectos, o incrementou.

Só que há sete anos mantenho esta página distinguindo o que é torcida do que é fato, o que é gosto pessoal do que é realidade. O texto que escrevi nesta manhã aponta o que, obviamente, era e é um mau caminho para os tucanos. Acho que a democracia brasileira sairá ganhando se o PT for derrotado. Uma razão a mais para que se diga tudo o que tem de ser dito sobre os desacertos tucanos.

 

Por Reinaldo Azevedo

 

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Tenho uma ideia para os tucanos – Por Reinaldo Azevedo

Tenho uma ideia para os tucanos: que tal enfrentar os adversários em vez de fazer futrica contra aliados? Não se zanguem: e só uma sugestão…

Na minha coluna desta sexta, na Folha, aponto a tibieza e as irresoluções dos potenciais adversários de Dilma em 2014 e escrevo: “Por que os não-petistas que escolheram Dilma em 2010 deveriam escolher um tucano em 2014? Essa pergunta precisa de resposta”. Muito bem! Abro o Estadão desta sexta e dou de cara com a seguinte manchete de página: “Serra ajuda a aproximar PPS de Campos”.

Reinaldo Azevedo - Blogueiro e Colunista - VEJA
Reinaldo Azevedo – Blogueiro e Colunista – VEJA

Não vou aqui duvidar da apuração de ninguém. Quem escreveu certamente ouviu pessoas da política. Passaram-lhe informações ou opiniões que lhe permitiram fazer tal afirmação. Eu falo pouco com políticos, como eles sabem. Escrevo sobre o assunto neste blog, hospedado na VEJA.com, e na Folha, mas, como costumo dizer sempre, a minha fonte é mais a lógica do que os operadores da área. Políticos falam com jornalistas na esperança de ver a sua versão triunfar. Quem acaba sendo mais convincente ou verossímil ganha. Verossimilhança, como é sabido, é critério eficiente para a arte dramática, para a ficção. As ciências sociais só fazem sentido porque entre o verossímil e o verdadeiro existe a realidade.

Alguém realmente acha que o deputado Roberto Freire (SP), presidente do PPS, e o governador Eduardo Campos, que preside o PSB, precisam de José Serra como intermediário para conversar? Alguém realmente acha que esses dois políticos pernambucanos precisam do auxílio de um tucano de São Paulo para tratar da eleição de 2014? Ah, tenham paciência! Não fosse, então, Serra, eles não se falariam?

Um dia antes de anunciar a aliança com o PSB, Marina Silva tinha praticamente agendado um encontro com o comando do PPS, que queria lhe oferecer a sigla — que já havia apostado que o próprio Serra poderia ser o nome da legenda caso deixasse o PSDB. Já faz algum tempo que os tucanos não são tratados como a primeira opção do PPS. Podem vir a ser, mas, creio, isso tem de ser conversado.

Assim…

Assim, de onde nasce essa história de que Roberto Freire precisa que Serra seja o intermediário de um eventual entendimento seu com Eduardo Campos? A hipótese, com todo o respeito, chega a ser ridícula. Digo de onde nasce: DA INCAPACIDADE DE ALGUNS TUCANOS DE PARAR DE FAZER FUTRICA. Creio que nunca se viu nada parecido na política. A determinação com que alguns deles se entregam à fofoca é espantosa e chega a ser quase comovente na sua tosca ingenuidade.

Vamos fazer um teste? Leiam o noticiário que diz respeito aos tucanos — inclusive as colunas de notas que tratam dos bastidores da política —, excluam os textos que façam referência ao embate (ou não embate) entre José Serra e Aécio Neves e vejam o que sobra. Quase nada! Faço aqui um convite aos tucanos: QUE TAL GERAR NOTÍCIAS QUE ESTEJAM RELACIONADAS AO PAÍS E QUE, COMO É O ÓBVIO E O NATURAL NA POLÍTICA, CONTESTEM OS ADVERSÁRIOS? Não lhes parece bacana?

Essa conversa mole só prospera porque plantada num deserto de ideias, o que é lamentável para o país, uma vez que se trata do maior partido de oposição.

De resto, há dados de uma objetividade escandalosa. Aécio não tem o controle de praticamente 100% do partido? Tem. Não será o candidato se quiser? Será. Não é, inclusive, o senhor do tempo, podendo antecipar decisões?  Sim! “Ah, é que ele gostaria de contar com o apoio do Serra…” Bem, se gostaria, parece que algo não anda muito bem nas conversas. Com absoluta certeza, a plantação de que este tenta empurrar o PPS para o colo de Campos não ajuda muito — e o hortelão dessa notícia não foi, quero crer, um “serrista”.

Os tucanos deveriam acordar de manhã e se impor algumas missões:
a: prometo não plantar nenhuma notícia contra outro tucano;
b: prometo dizer por que nós somos melhores do que o PT;
c: prometo tentar convencer os brasileiros não petistas a votar na gente;
d: prometo deixar claro o que não funciona no governo Dilma;
e: prometo tentar arrumar novos aliados em vez de perder os que já temos;
f: prometo tentar ser notícia no embate com petistas, não com tucanos.

Evidentemente, essas minhas sugestões procedimentais têm como alvo a conquista da Presidência da República. Se o objetivo, no entanto, for outro e se limitar à tomada do aparelho partidário, com a eliminação de qualquer contestação, bem, nesse caso, os tucanos estão no caminho certo.

Tendo a achar que o eleitorado de oposição merece um pouco mais de consideração.

 

Por Reinaldo Azevedo

 

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Aécio afirma ser contra mandato no BC

Proposta rechaçada por tucano foi ressuscitada pelo presidente do Senado, que pretende colocar a matéria em votação até dezembro

O presidente do PSDB e provável candidato à Presidência, senador Aécio Neves, afirmou nessa terça-feira, 29, que não considera necessária a aprovação de uma lei para fixar mandatos para diretores e presidente do Banco Central. O assunto foi retomado na sexta-feira, quando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu a votação até o final do ano de um projeto que garantiria a autonomia funcional ao banco.

Senador AÉCIO NEVES - (PSDB-MG)
Senador AÉCIO NEVES – (PSDB-MG)

“Eu acho que ela (a autonomia funcional) não precisa de um regramento legal. Ela pode ser exercida, como em parte vem sendo feita hoje, pelo governo”, disse o tucano, antes de evento no Senado em comemoração aos 25 anos da Constituição. Para Aécio, a autonomia do Banco Central tem de ser preservada e a condução da política monetária pela instituição pode ser feita “independente de mudança na legislação”.

A proposta de Renan Calheiros é votar um substitutivo do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) que prevê mandato de seis anos para a diretoria do BC, com a possibilidade de apenas uma recondução. A nomeação deles é feita pelo presidente da República, mas precisa passar por sabatina no Senado em votação secreta. A demissão de quaisquer desses dirigentes também tem o mesmo padrão, sendo necessário um pedido do presidente devidamente justificado. A perda do cargo só ocorrerá em duas hipóteses: gestão que acarrete grave prejuízo à economia nacional ou descumprimento de metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.

Além do bombardeio de críticas nos últimos dias contra Renan Calheiros de aliados no Congresso sobre a surpreendente retomada do debate, o vice-presidente da República, Michel Temer, foi o primeiro integrante do governo Dilma a falar sobre o assunto. Sem querer melindrar o correligionário, Temer disse que pretende conversar com o presidente do Senado sobre o projeto. “É um assunto delicado, que precisa ser muito bem examinado. O Banco Central está agindo corretamente e competentemente”, comentou Temer, que também participou da solenidade no Senado.

A despeito das queixas, o presidente do Senado sinaliza que quer votar a matéria mesmo sem acordo com o governo. Renan disse que pretende colocar o seu “protagonismo” para apreciar a matéria, que considera como um assunto “prioritário”. A reportagem apurou que a decisão de dar impulso ao assunto ocorreu numa conversa entre ele e o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) na semana passada. “Eu vou colocar o protagonismo do presidente do Senado para que nós possamos amadurecer essa matéria e votá-la”, disse ele, ao lembrar que a proposta é uma das suas bandeiras de campanha para voltar ao comando do Congresso.

‘Sem tempo’. Questionado pelo Estado, Renan respondeu que ainda não tinha conversado com a presidente Dilma Rousseff sobre a votação da proposta. Mas, mesmo sendo um aliado próximo de Dilma, ele fez uma autoanálise sobre sua atitude. “No parlamento, toda vez que você defende uma posição, você não tem tempo de comunicar as pessoas. Isso não significa dizer que aquelas ideias não vão para frente”, afirmou.

Arthur Neto receberá homenagem em Encontro Estadual do PSDB-AM

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB-AM) realizará no próximo dia 8 de novembro, às 19h, no DulcilasFestas e Convenções, Avenida Coronel Teixeira, 5982, Ponta Negra, o Encontro Estadual da legenda, que irá homenagear o seu presidente de honra, Arthur Virgílio Neto, pelos 35 anos de vida pública. O encontro contará com a presença do presidente Nacional da legenda, senador Aécio Neves, que visitará a capital do Amazonas nos dias 8 e 9 de novembro.

Arthur Virgílio Neto - Prefeito de Manaus
Arthur Virgílio Neto – Prefeito de Manaus

O evento vai reunir os filiados e amigos do presidente de honra do partido. De acordo com o presidente regional da sigla, deputado estadual Arthur Bisneto (PSDB), o evento representa uma vitória para o partido no Amazonas que tem o orgulho de ter como representante a figura pública de Arthur Neto. “É um orgulho receber o senador Aécio Neves nesse encontro que irá homenagear o prefeito Arthur, que há 35 anos luta pelo progresso do nosso Estado”, afirmou.

José Serra avisa ao PPS que fica no PSDB

Partido de Roberto Freire esperava lançar ex-governador como candidato à Presidência; prazo para políticos mudarem de legenda em tempo de disputar 2014 termina sábado

jose-serra-1O ex-governador José Serra decidiu que permanecerá no PSDB. A decisão foi comunicada por ele a amigos e interlocutores do partido na tarde dessa segunda-feira, 30, quase no limite do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que políticos mudem de legenda em tempo de disputar a eleição de 2014.

Se quisesse trocar de partido, Serra teria que avisar o PSDB até quinta-feira, 3, dois dias antes da data que marca a contagem de 1 ano para a eleição. “Ele me ligou e disse que ficaria. Acho que é um erro para as oposições, mas espero que ele seja feliz”, disse ao Estado o deputado federal Roberto Freire, presidente nacional do PPS.

A sigla esperava lançar o ex-governador como candidato ao Palácio do Planalto. O assunto foi tema de uma conversa nessa segunda no Palácio dos Bandeirantes entre o senador Aécio Neves, provável candidato tucano à Presidência, e o governador Geraldo Alckmin.

 

Fonte: Estadão

Lupi: ‘Meu problema não é com o Aécio, é com o PSDB’

Presidente nacional do PDT admite possibilidade de apoiar nas eleições presidenciais de 2014 Eduardo Campos, do PSB, mas descarta aliança com PSDB, presidido por Aécio Neves

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que o partido só decidirá em 2014 qual rumo irá tomar na sucessão presidencial, mas adiantou que a sigla sempre se colocará “à esquerda” do atual governo, embora a tendência natural de hoje seja de permanecer ao lado da presidente Dilma Rousseff. Neste campo, Lupi admitiu que a sigla pode eventualmente apoiar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), mas rechaçou a ideia de fazer aliança com o PSDB. “Meu problema não é com o Aécio (Neves), é com o PSDB”, disse.

08_MHG_pais_lupi2Para Lupi, o partido de Aécio representa atualmente as ideias da direita, o que seria incompatível com as bandeiras do PDT. “É como gostar do padre e não conseguir entrar na igreja”, comparou o ex-ministro do Trabalho. Lupi disse que mantém uma amizade de 20 anos com o senador tucano, fez elogios à capacidade de gestor de Aécio, mas deixou claro que não cogita nenhuma aproximação com o PSDB. Lupi também descartou qualquer aliança com o PPS, se o candidato da legenda for o ex-governador de São Paulo José Serra. “Serra está à direita, da direita, da direita.”

O dirigente do PDT disse ser aliado de longa data do PSB em Pernambuco e que mantém contato permanente com Campos. “É o nosso campo”, definiu. Já com Dilma, Lupi destacou que mantém conversas permanentes. “Mas quem a gente ama, necessariamente não casa”, declarou. De acordo com Lupi, a prioridade do PDT é ter candidato próprio e o mais cotado seria o senador Cristovam Buarque (DF).

“Hoje estamos no governo, mas só o tempo vai dizer (se manterão a aliança em 2014)”, ressaltou o ministro do Trabalho, Manoel Dias. Para o atual titular da pasta que foi ocupada por Lupi, ainda é cedo para dizer que o modelo petista de administração está saturado. “Quem vai dizer é o povo”, desconversou.

Quanto à possível candidatura da ex-senadora Marina Silva, Lupi revelou que não mantém contato com os “marineiros”, mas se mostrou solidário às dificuldades que Marina enfrenta junto à Justiça Eleitoral para viabilizar a Rede Sustentabilidade. O cacique do PDT disse que há pouco rigor com alguns, principalmente as siglas criadas por escritórios de advocacia e sem bandeira política, e muito rigor com outros.

Neste fim de semana, o partido promove em Brasília seu quinto congresso onde a pauta, segundo Lupi, não será 2014, mas sim as demandas sociais e a busca da “sintonia com as ruas”. O dirigente disse que a população deu o seu recado nas manifestações de junho, reconheceu que a mobilização se arrefeceu e criticou as siglas que tentam se apropriar de um movimento que começou de forma espontânea. “Tem gente que usa até o Papa na televisão”, alfinetou Lupi, numa referência ao programa partidário do PMDB exibido nessa quinta-feira, 22.

A Esperteza do PT e a Lerdeza PSDB – Por Daniel Martins

Dilma Rousseff está trabalhando pesado em sua campanha para reeleição.

Mesmo a presidente tendo dito que não está, estamos vendo sua movimentação e também que ela está intensificando as viagens onde o PSDB tem maior numero de votos e de onde sairá um de seus oponentes, Aécio Neves ou José Serra.

Dilma nos últimos 20 dias fez quatro viagens ao Estado de São Paulo e, está tentando conquistar a base aliada de Alckmin, a presidente esteve em São Bernardo do Campo, onde o PT tem força política e é a terra do ex-presidente Lula, para assim cortejar e alegrar os olhos dos prefeitos da base do governador tucano com seus investimentos. E foi lá no interior paulista que ela anunciou um investimento bilionário em obras do PAC nas cidades do ABC. E mesmo assim ela quer dizer que não está em campanha.

PT e PSDB já com os olhos em 2014
PT e PSDB já com os olhos em 2014

Dilma não está indo de graça nesses lugares, tem interesses e, dos grandes. Em São Paulo, ela leva atira colo Alexandre Padilha, ministro da saúde que vai disputar o Palácio dos Bandeirantes, sem falar que com a queda da popularidade de Alckmin o PT poderá ter forças, é o que acredita a presidente e Padilha.

Já em Minhas, Dilma passeia e faz novas promessas, anunciou recursos para a cidade de São João del-Rei e um “kit de R$ 1 milhão” para prefeituras da região. A presidente também anunciou R$ 41 milhões para a cidade mineira, recursos do PAC Cidades Históricas, isso claro, deixa qualquer prefeito meia boca de queixo no chão.

Dilma Rousseff e o PT estão correndo na frente, e correndo logo nos estados de onde sairá um tucano. Ela diz que não, mas está na cara que é politicagens e campanha antecipada e também uma forma de agradar a base de seus rivais um ano antes das eleições. Ainda em Minas, depois de um repórter lembrar que a presidente é mineira assim como Aécio, ela fez referencias ao ex-presidente Tancredo Neves, como diria, nas barbas do senador mineiro.

Já Aécio Neves, que provavelmente virá a ser o candidato do PSDB a disputar a Presidência em 2014 contra a petista, está acompanhando de perto a movimentação dela em Minas e não se agrada e nem se cala, O senador mineiro criticou Dilma duramente na última vez que ela esteve em seu Estado, há 13 dias, em Varginha, ao dizer que ela repete promessas antigas sem concretizá-las. E hoje o Senador que é o presidente nacional do PSDB, anunciou sua agenda de atividades pelo partido e começará esta semana, por São Paulo, a série de encontros da legenda é para construção de propostas a serem defendidas pelos tucanos para as eleições do ano que vem.

Mas a coisa ainda está complicada para o lado do tucano, pois Marina cresce nas pesquisas e Serra está a um ponto a sua frente e, o PSDB ainda não deu uma posição concreta para ele, de um lado do PSDB dizem que vem Serra, e ou do outro lado dizem que quem vem é o presidente do Partido, Aécio.

Mais agora vamos falar sério, quem vota em hipótese? Eu não, e nem você, o PSDB está com José Serra e Aécio Neves e não definiu ainda quem virá a concorrer, enquanto isso, Dilma já corre fazendo campanha e ganhando espaço e daqui a pouco popularidade, Marina Silva que não é boba em nada, vem na mesma pisada e ganhando espaço e pontos nas pesquisas. Em minha opinião Marina Silva não ganha a eleição e nem vai para segundo turno, mas tira votos dos tucanos que estão perdidos e ‘lerdando’ em suas escolhas, já era para o PSDB ter definido quem vem, pois eles estão querendo manter Serra na legenda em ver de dar um chute no velho tucano que muito já fez pelo partido e isso leva todos os tucanos para o buraco e o povo continua sem candidato até ultima hora, toda vez é assim, o PSDB fica sem saber quem vai e quando anunciam de fato e de verdade o cara já vem fraco de tanta frescura que já rolou em nome do candidato com os concorrentes do próprio partido.

 

Por Daniel MartinsBlog do Daniel

PSDB precisa de unidade interna e de Marina – Por João Bosco Rabello

Eleitor não vota em hipótese, lembra uma velha raposa política, a propósito da dúvida gerada pelo PSDB em torno da candidatura do partido à presidência da República em 2014. A hipótese é o ex-governador José Serra desde que voltou a se movimentar no cenário e teve seu nome incluído, a pedido, nas pesquisas e saiu-se com 14% das intenções de voto contra 13% de seu rival, o senador Aécio Neves.

Números mudam, mas o dano da reprodução no PSDB do cenário de 2010 é incalculável, considerando os dados da pesquisa mais recente. Enquanto os tucanos plantam no eleitor a incerteza entre Aécio e Serra,  Dilma Rousseff e Marina Silva, as duas mais bem avaliadas na pesquisa, vão consolidando posições e polarizando a eleição, nessa fase da campanha.

Menos mal para os concorrentes de Dilma que teoricamente a candidatura de Marina Silva seja uma garantia de segundo turno, mas isso não assegura a vitória para a oposição. Ao contrário, como mostram os números da pesquisa, a vantagem seria da Presidente, especialmente se Marina não conseguir consolidar seu partido, a Rede, em tempo hábil, o que parece bastante provável.

Talvez o dado mais importante da pesquisa, na avaliação de cenários, são os resultados mostrados na simulação de segundo turno, onde a presidente vence com folgada margem. Tomando por base o cenário em que Serra foi incluído, no confronto com Aécio, ela avança de 32 para 53 (21 pontos) e ele de 10 para 29 (19 pontos). No confronto com Serra Dilma avança de 32 para 52 (20 pontos) e Serra de 14 para 31 (17 pontos). Apenas Marina leva vantagem nessa comparação, pois avança 18 pontos (de 23 para 41) enquanto Dilma avança 14 (de 32 para 46).

Um cenário atípico, frisa a mesma fonte, em que um candidato a reeleição, cujo governo tem uma avaliação de 35, alcança um desempenho de 52 em simulação de segundo turno. Só explicável pela fragilidade dos candidatos de oposição, avalia, que acreditam  que um governo apenas regular não os acompanhará num confronto direto. O problema é que a Presidente caiu, mas eles não subiram – e, agora, ela se recupera enquanto eles caem.

O mais perverso para a oposição, é que a recuperação de Dilma deve ser comemorada intramuros, se considerado que o contrário, a continuação de seu declínio, inevitavelmente traria de volta o ex-presidente Lula, cuja avaliação hoje indica vitória no primeiro turno. Por esse raciocínio, para a preservação do equilíbrio da disputa em 2014 é essencial o alento da Presidente nas pesquisas.

Poucos apostam na consolidação da Rede, de Marina, a tempo de disputar a próxima eleição. Ainda que consiga em cima da hora cumprir os prazos legais, não haverá tempo para arregimentar candidatos às eleições para deputado federal e estadual, governadores e senadores. Sobre isso, diz o especialista nessa matéria, o Secretário-Geral do PSD, Saulo Queiroz, responsável pelo êxito da formação do partido:

“A integração na campanha dos políticos tradicionais, vinculados a partidos, muitos com mandatos de prefeito e vereador, é muito importante para o sucesso. Quanto menor o município, mais vital se torna, principalmente naqueles com menos de 20 mil eleitores, que representam mais de 80% do total de 5.400. Eu tenho convicção que se a eleição de 89 não tivesse sido solteira, mas realizada em conjunto com as eleições estaduais, dificilmente teríamos um segundo turno com Collor e Lula. Por outro lado, salvo se algum partido de porte se juntar à sua candidatura, Marina terá exíguo tempo no horário gratuito, o que limita a difusão de imagem e programa”.

De qualquer forma, tudo leva a crer que a ex-senadora manterá em seu torno os 20% de apoio que vem desde a eleição passada, o que a torna peça decisiva para um segundo turno.

Razão pela qual é estranha a indiferença da oposição com suas dificuldades para a formação da Rede.  A essa altura, deveria estar suprindo a falta de estrutura da Rede nos municípios e até mesmo atuando junto aos cartórios para viabilizá-la.

Salvo uma migração grande para o candidato do PSB, Eduardo Campos,  sem a candidatura Marina e, se Serra não for candidato,  a possibilidade de segundo turno é quase nenhuma. Por isso, a unidade interna do PSDB, mais que importante é estratégica e decisiva para o partido.

Apesar de repetir o enredo de 2010, o cenário de conflito entre Serra e Aécio hoje é diferente da eleição anterior. Lá, as pesquisas indicavam que ambos tinham chance contra uma candidata considerada um poste.

Hoje, a candidata é a presidente da República,não mais uma ilustre desconhecida, em busca da reeleição com todos os instrumentos de governo que fazem a diferença.

A estratégia mais indicada para os tucanos, pela leitura da pesquisa, é a soma dos votos dos eleitorados de São Paulo e Minas, os dois maiores, para garantir o segundo turno.

O que implica na união entre Serra e Aécio – este, com 13% que, somados aos 14% registrados por  Serra, representam 28%.

Blog-Bosco

Escândalo do cartel do Metrô antecipa guerra de 2014 entre tucanos e petistas

Investigação que apura denúncia de pagamento de propina ao PSDB em São Paulo deu início a uma guerra de CPIs com o objetivo de desgastar Alckmin e atingir também o governo federal

SÃO PAULO e BRASÍLIA – A investigação sobre formação de cartel em licitações do Metrô paulista e a suspeita de pagamento de propina a tucanos detonou uma guerra entre o PT e o PSDB com foco nas eleições de 2014. Os dois partidos mobilizaram suas estruturas no Congresso e em São Paulo para se atacar mutuamente e tentar atingir os projetos de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e da presidente Dilma Rousseff (PT).

PT e PSDB já com os olhos em 2014
PT e PSDB já com os olhos em 2014

Enquanto os petistas trabalham para instalar duas CPIs – uma na Câmara dos Deputados e outra na Assembleia Legislativa paulista – com o objetivo de desestabilizar o governo Alckmin, a estratégia do PSDB é nacionalizar a crise e jogar o foco para contratos do metrô feitos em Estados governados pelo PT e com o governo federal, sendo a maioria firmada com a multinacional Siemens.

A Siemens denunciou o esquema de cartéis em sete Estados ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), na forma de um acordo de leniência – a empresa, envolvida em infração à ordem econômica, se compromete a confessar o ilícito e apresentar provas do esquema de corrupção e, em troca, se livra de ação penal.

Deputados do PSDB protocolaram ontem um requerimento na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara para ouvir o presidente do Cade, Vinícius Marques de Carvalho, e representantes das empresas que teriam formado o cartel. Querem que eles falem se o esquema chegou a governos do PT e de partidos aliados da Bahia, Distrito Federal, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Foco ampliado. Dirigentes do PSDB tiveram acesso ao acordo de leniência que está no Cade e se municiaram com trechos do documento que levantam suspeitas sobre contratos feitos sob gestões petistas.

A estratégia foi desenhada no começo da semana pelo núcleo político do Palácio dos Bandeirantes e colocada em campo na quarta-feira.

Em discurso na Câmara Municipal paulistana, o vereador Floriano Pesaro, líder do PSDB, deu o tom: “A Siemens, que acusa o governo de São Paulo de conivência com o cartel formada por ela e por outras empresas, também tem contratos com metrôs de outros Estados. E também está sendo investigada fora de São Paulo”. O vereador foi além. “O Ministério Público Federal da Bahia, governada pelo PT, investiga irregularidades cometidas por empresas nas licitações do metrô de Salvador.”

“O PT quer usar o episódio como instrumento de perseguição política. Se houver CPI, ela terá que ser de abrangência nacional”, emendou Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara.

Carimbo. “Não há dúvidas de que a testa do governador Geraldo Alckmin foi carimbada. Ele já não é mais aquele político impoluto que se apresentava ao eleitor”, disse o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que trabalha na Câmara pela abertura de uma CPI do cartel paulista.

Segundo Zarattini, o PT vai centrar seus esforços em Brasília porque sabe das dificuldades para a abertura de CPIs em São Paulo. O deputado Paulo Teixeira foi escalado pela liderança do PT na Câmara para reunir as 171 assinaturas necessárias para a instalação da CPI. O deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino (PT) conseguiu 26 das 32 assinaturas necessárias para instalar uma CPI, mas os seis nomes restantes teriam de vir da base de Alckmin.

 

FONTE: ESTADÃO PEDRO VENCESLAU, RICARDO CHAPOLA, JOÃO DOMINGOS e DAIENE CARDOSO 

Petista busca apoio de tucanos contra suspensão de novos tribunais

Vice-presidente da Câmara, André Vargas (PR), recorre a governadores dos Estados onde TRFs devem ser construídos contra liminar de Joaquim Barbosa

Brasília – O vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), inicia nesta terça-feira, 30, um périplo pelo Paraná, Minas Gerais e Bahia em busca de apoio dos governadores desses Estados contra a liminar proferida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que suspendeu a criação de quatro Tribunais Regionais Federais (TRFs).

PT e PSDB já com os olhos em 2014
PT e PSDB

O primeiro encontro ocorre nesta terça com o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Nesta quarta, 31, o petista deve se reunir com outro tucano, o governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia. No mesmo dia, a previsão é que vá à Bahia onde falará pessoalmente com o governador petista Jaques Wagner.

Os três Estados e mais o Amazonas foram atingidos diretamente com a decisão de Barbosa proferida no último dia 17 após a Associação Nacional de Procuradores Federais (Anpaf) ingressar no STF com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a criação dos tribunais aprovada por meio de uma Emendas Constitucional pelo Congresso. Com a determinação do presidente do Supremo, a criação dos TRFs nos Estados ficou suspensa até que seja julgado o mérito da ADI.

“Estamos articulando um manifesto para ser realizado no Congresso junto com os governadores e os parlamentares atingidos pela decisão. Queremos o fim da liminar”, afirmou Vargas. “Ele (Joaquim Barbosa) vem militando contra a criação dos tribunais, que podem desafogar os processos a segunda instância”, acrescentou.

Na liminar proferida, Barbosa questiona entre outros pontos os possíveis gastos com a criação das instituições. “A União também terá que despender recursos. Ao contrário do que estabelece a crença popular, a realização de gastos imprevistos ou determinados por fatores externos não é produtiva em termos econômicos, tampouco no plano social”, diz o ministro em trecho de sua decisão.

 

Portas do PPS continuam abertas para Serra, diz Freire

Presidente da legenda afirma que há consenso com o PMN, com quem negocia fusão para formar a MD

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), afirmou que as portas da legenda continuam abertas para que o ex-governador José Serra (PSDB) dispute novamente a Presidência da República. Freire afirma que há consenso com o PMN, com quem o PPS negocia uma fusão para formar a MD, sobre a necessidade de uma união das oposições contra o PT, mas com multiplicidade de candidaturas.

jose-serra-1A possibilidade de Serra deixar o PSDB para tentar ser candidato à Presidência pela terceira vez é levantada diante do controle exercido hoje no tucanato pelo senador Aécio Neves (MG), que assumiu o comando da legenda há dois meses. Freire observa que Serra tem o hábito de protelar suas decisões, mas acredita que neste caso uma definição está próxima, ainda que pelo calendário oficial o ex-governador possa trocar de legenda até o início de outubro.

“O tempo dele não é apenas o legal, mas o tempo político, até porque é preciso que consiga arregimentar aliados. Ele não pode ser o liderado, ele, neste processo, está liderando e, portanto, não pode ser último a decidir. Acho que essa decisão será tomada em breve, mas o Serra é o Serra e tem o seu próprio tempo de avaliação”, diz Freire.

O processo de fusão entre PPS e PMN refluiu devido a problemas em negociações nos estados e à decisão do partido de Freire de só formalizar a união após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma consulta sobre fusão de partidos. O PPS quer esperar para saber se a MD poderá receber parlamentares de outros partidos sem que estes percam o mandato ou se a janela para troca estaria aberta apenas para a saída de insatisfeitos com a fusão.

As conversas foram retomadas nas últimas semanas. Freire acredita que a decisão do TSE pode ser proferida no início de agosto e aí não haveria mais dúvidas para a fusão. Ele afirma que a união poderá até acontecer antes caso PPS e PMN decidam conjuntamente que não vale a pena esperar pelo posicionamento da justiça eleitoral.

Serra: Atrás de uma vaga na urna eletrônica

Tucano tenta viabilizar nova candidatura ao Planalto, mas PSDB lhe dá duas opções: Câmara ou Senado

A queda da popularidade de Dilma Rousseff após as manifestações de junho reacendeu o desejo de José Serra de disputar a Presidência da República, algo que ele já tentou sem sucesso em 2002 e 2010. O ex-governador paulista, no entanto, recebeu do PSDB, seu partido, sinais de que só há espaço para ele em 2014 em dois cenários: disputar uma vaga na Câmara dos Deputados ou no Senado.

A saída mais provável caso queira tocar seu projeto presidencial é a filiação ao PPS do deputado Roberto Freire, que já abriu publicamente as portas da legenda para o tucano.

Nesse cenário, a prioridade de Serra passaria a ser uma aliança com o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab, o que daria à sua candidatura maior poder de fogo – leia-se tempo de TV. A união de PPS com PSD renderia 1 minuto e 55 segundos na propaganda eleitoral. O PSDB do senador Aécio Neves tem, sozinho, 1 minuto e 43 segundos; o PT, 2 minutos e 49 segundos; e o PP, um dos partidos mais procurados por causa de seu tempo de TV, 1 minuto e 19 segundos.

“Ele (Serra) está animado. Com a crise econômica e os protestos, o nome dele reúne o que se tem melhor: um economista que é um bom executivo”, diz Roberto Freire.

Remanescentes do grupo “serrista” e amigos dele ouvidos pelo Estado dizem que o ex-governador não conseguiria levar muitos tucanos consigo. O fracasso da fusão entre o PPS e o PMN frustrou a construção de uma “janela da infidelidade” oposicionista. Assim como ocorreu com o PSD de Kassab no lado governista, o movimento permitiria uma migração de parlamentares insatisfeitos com o governo Dilma.

Ex-presidente do PSDB – cargo hoje ocupado por Aécio -, o deputado Sérgio Guerra duvida, porém, que Serra venha a deixar o partido. “Nunca trabalhei com esse hipótese e continuo não trabalhando”, afirma.

O ex-governador tem uma reunião marcada com dirigentes do PSDB paulista amanhã. Uma pesquisa encomendada pelo partido no fim de junho tem sido usada por Serra como argumento de que ele ainda é uma forte alternativa. De acordo com aliados, ele aparece bem no Sul e no Centro-Oeste.

Líderes tucanos, porém, dizem que a chance de ele conseguir emplacar uma prévia interna contra Aécio é zero. O sonho dos tucanos paulistas é que o ex-governador aceite disputar uma vaga de deputado federal. Com isso, o partido resolveria dois problemas: elegeria uma grande bancada na Câmara e deixaria a vaga no Senado para um partido aliado na chapa do governador Geraldo Alckmin, que disputará a reeleição.

Uma terceira via para Serra seria se filiar ao PSD. Kassab ganhou projeção após ser alçado à condição de prefeito por Serra, de quem era vice. Depois, conseguiu se manter no cargo vencendo uma eleição contra Marta Suplicy (PT) na qual utilizou todo o staff de Serra. Na sucessão municipal de 2012, Kassab apoiou o ex-governador na sua tentativa frustrada de voltar à Prefeitura.

Hoje, porém, Kassab diz informalmente nas rodas políticas que já pagou a dívida com seu padrinho político. Sinaliza, com isso, que pretende manter um pé no governo Dilma.

Até hoje, Kassab não declarou apoio formal à petista, mas seu partido conta com um ministério – nas mãos de Guilherme Afif Domingos – e costuma se alinhar à base governista.

O ex-prefeito já deu declarações públicas, feitas antes dos protestos de junho, que indicavam apoio à reeleição de Dilma.

Ex- líder do PSD na Câmara, o deputado Guilherme Campos diz que Serra é um nome “forte” na política e que não se assustaria se Kassab apoiasse Serra em uma eventual candidatura à Presidência. “Kassab e Serra sempre tiveram conversas”, disse. Ele alimenta a especulação ao afirmar que o PSD é um partido independente. “Apesar de estar alojado no governo Dilma, o partido não compõe a base aliada.”

Outros parlamentares do PSD dizem nos bastidores que a aproximação de Serra com o partido interessa apenas ao tucano, tanto nas disputas internas tucanas como fora delas. Tucanos também avaliam que Serra tem mais a ganhar do que Kassab numa eventual parceria para a eleição de 2014.

Entre os petistas, a candidatura de Serra é tratada como um fato concreto, seja pelo PPS, seja pelo PSD. A tese é que ela seria boa para toda a oposição, pois forçaria um segundo turno.

Ritual. Um tucano que é amigo de Serra lembra que a indecisão do ex-governador faz parte de um “ritual” repetido em todas as eleições, independentemente do cenário ser favorável ou não. Depois de uma temporada de isolamento, ele ressurge nos bastidores para testar opções de tabuleiro. E só decide aos “45 minutos do segundo tempo”.

Na terça-feira passada, Serra fez uma aparição relâmpago em Brasília, onde se encontrou com os senadores Pedro Taques (PDT-MT) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Taques disse que foi uma conversa informal, na qual trataram apenas sobre os protestos, a situação econômica e a queda de popularidade de Dilma.

Ontem, via Twitter, após informar aos seus seguidores de que conversou com os parlamentares, o ex-governador disse que falta liderança no País. “No Brasil de hoje falta liderança e sobram desperdícios, de recursos, de talentos e de tempo”, escreveu.

O nome de Serra não tem aparecido nas recentes pesquisas estimuladas – quando o entrevistado escolhe entre nomes definidos. No levantamento do instituto MDA divulgado anteontem pela Confederação Nacional dos Transportes, ele aparece com 1,2% na pergunta espontânea, quando o entrevistado não é submetido a uma lista prévia.

 

Fonte: Estadão

Tucano é investigado por doação à empresa da ‘Máfia do Asfalto’

Gestão do ex-prefeito de Votuporanga Carlão Pignatari, hoje deputado estadual, comprou área onde a Demop se instalou

O Ministério Público Estadual abriu dois inquéritos civis para investigar o deputado Carlão Pignatari (PSDB) e o prefeito de Votuporanga (SP), Júnior Marão (PSDB), por suposto ato de improbidade administrativa em um processo de desapropriação de área pública que foi doada para a empreiteira Demop Participações. A empresa é apontada como carro-chefe da Máfia do Asfalto, organização criminosa que teria fraudado licitações de R$ 1 bilhão com emendas parlamentares em 78 municípios.

Segundo a investigação, em 31 de outubro de 2008, a gestão Pignatari na Prefeitura de Votuporanga comprou por R$ 500 mil imóvel da empresa Comercial Agrícola Converd e Prestação de Serviços, às margens da Rodovia Péricles Belini. A operação foi realizada por meio de desapropriação. Em 16 de julho de 2009, a administração de Marão, sucessor e aliado de Pignatari, entregou a área, por doação, à Demop, que no local instalou sua sede.

A transação reforça suspeita de elo entre o deputado e o empresário Olívio Scamatti, controlador da Demop – que está preso desde abril, quando a Polícia Federal, a Procuradoria da República e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram a Operação Fratelli – força-tarefa que desmontou esquema de propinas envolvendo empresários e prefeitos. Interceptações telefônicas mostram ligações dos investigados com deputados federais e estaduais.

A suspeita é que Carlão seria o verdadeiro proprietário da Demop. Ele nega, mas reconhece antigos laços de amizade com Scamatti. A Demop era uma empresa pequena quando Carlão se elegeu prefeito pela primeira vez, há 12 anos. Seu capital social saltou de R$ 100 mil, em 1999, quando foi fundada, para R$ 10 milhões em fevereiro de 2009. O tucano foi prefeito entre 2001 e 2008.

Depois de Carlão deixar a prefeitura, Scamatti admitiu na Demop Fernando César Matavelli, que fora secretário de Obras do tucano. O ex-prefeito elegeu-se deputado estadual em 2011.

A investigação do Ministério Público alcança desde o primeiro dia de mandato do tucano como chefe do executivo de Votuporanga. O promotor Cleber Takashi Murakawa abriu dois inquéritos civis – investigação que pode resultar em ação com amparo na Lei de Improbidade.

Um inquérito tem a gestão Carlão Pignatari como alvo. O promotor deu prazo de 30 dias para o município enviar ao Ministério Público cópia integral do eventual processo de licitação da doação da área.

O promotor requereu a relação cronológica de imóveis doados em favor de particulares – pessoas físicas e jurídicas – a partir de 2001, com especificação do número da matrícula, a qualificação do donatário, o valor de avaliação do bem, especificação do eventual processo de licitação e autorização legislativa. Murakawa solicitou ao Cartório Eleitoral a “certidão de exercício de mandato efetivo de prefeito pelo investigado Carlos Eduardo Pignatari”.

O outro inquérito mira a gestão “do investigado Nasser Marão Filho (Júnior Marão)”. O promotor quer a lista dos imóveis doados a partir de 2009.

Outro lado. A assessoria do deputado Carlão Pignatari (PSDB) afirmou que ele não recebeu nenhuma notificação e, portanto, não tinha conhecimento do assunto.

De sua parte, a Prefeitura de Votuporanga disse, em nota, não haver “nenhuma irregularidade com a doação da área às margens da Rodovia Péricles Belini”. O processo “cumpriu todos os procedimentos legais, inclusive atendendo às exigências da Lei 8.666, de 1993, que institui normas para licitações.”

 

Partidos de oposição dizem não ter sido convidados por Dilma

Presidente chamou senador do PSOL para audiência nesta segunda.
Representantes de PSDB, DEM e PPS afirmam que não foram chamados.

Líderes de partidos de oposição (PSDB, DEM, PPS) consultados pelo G1 disseram nesta segunda-feira (1) não terem sido convidados para encontro com a presidente Dilma Rousseff.

Dilma Rousseff
Dilma Rousseff

Na semana passada, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmaram que Dilma iria chamar representantes da oposição para debater a reforma política.

A agenda oficial da presidente prevê para a tarde desta segunda uma audiência com o senador Randolfe Rodrigues (AP), do PSOL, um dos partidos de oposição ao governo no Congresso. Depois do encontro, a presidente promoverá uma reunião ministerial.

G1 perguntou à assessoria da Presidência se os demais partidos de oposição foram convidados, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

O presidente nacional do PSOL, deputado Ivan Valente (SP), divulgou nota informando que o partido não participaria do encontro com a presidente, mas a assessoria de Randolfeinformou que ele participará na condição de senador e não como representante da legenda.

Valente afirmou que recusou o convite porque não houve tempo para reunir a comissão executiva do PSOL a fim de deliberar sobre o assunto. De acordo com o deputado, o objetivo do PSOL “é apresentar uma plataforma de prioridades à Presidência da República”.

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), disse que não recebeu convite para encontro com a presidente. “É tanto boato, é tanta informação truncada sobre esse propalado encontro que parece que o governo não quer realizá-lo”, disse.

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), afirmou que, se convidado, vai discutir o assunto com a executiva do partido. Ele negou que o partido tenha recebido convite.

“Eu não sei quem espalha essas coisas [de que existe um convite]. Não recebi convite nenhum. Isso é conversa. Isso é um assunto que não é meu. […] Se porventura ela convidar, vamos discutir com a executiva [do partido] para decidir o que vamos fazer, se vamos nos reunir ou se não vamos”, declarou o senador tucano.

O deputado Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS, também afirmou não ter sido convidado. “O governo está pensando que a oposição é o quê? Com um tratamento desses, evidentemente a oposição não pode ir. Não podemos ir conversar com quem trata as instituições republicanas com desrespeito”, declarou.

Reforma política
Na última quinta-feira (27), nota assinada por PSDB, DEM e PPS classificou de “manobra diversionista” a proposta feita pelo governo de realizar o plebiscito. Os presidentes dos partidos, Aécio Neves (PSDB), José Agripino (DEM), e Roberto Freire (PPS), informaram, por meio da nota, que são favoráveis a uma consulta popular sobre a reforma, mas defenderam que seja feita um referendo.

Pelo plebiscito, o eleitor é consultado sobre os vários pontos da reforma política, vota em relação a cada um e depois, de posse do resultado, o Congresso elabora a legislação. Pelo referendo, o Congresso debate previamente a reforma política, elabora a lei, e o eleitor vota, dizendo se é a favor ou contra o novo conjunto de normas.

“Legislação complexa, como a da reforma política, exige maior discernimento, o que só um referendo pode propiciar”, diz o texto da nota. Para os presidentes, a iniciativa do plebiscito “é destinada a encobrir a incapacidade do governo de responder às cobranças dos brasileiros, criando subterfúgio para deslocar a discussão dos problemas reais do país”.

 

Fonte: G1

Resultados de pesquisas são ‘recado’ para todos os políticos, diz Aécio

Pesquisas Datafolha apontaram queda na aprovação de governantes.
‘Temos que ter humildade para reconhecer esse recado’, disse tucano.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse nesta segunda-feira (1) em São Paulo que a queda na popularidade de governantes demonstrada em recentes pesquisas de opinião e os  protestos que tomaram as ruas do país nas últimas semanas são um “recado” para toda a classe política.

Pesquisas do instituto Datafolha divulgadas no final de semana indicaram queda da aprovação da presidente Dilma Rousseff, dos governadores Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e dos prefeitos Fernando Haddad (PT-SP) e Eduardo Paes (PMDB-RJ).

Aécio Neves - Presidente Nacional do PSDB
Aécio Neves – Presidente Nacional do PSDB

“Não foi um sinal apenas para um partido político. Sobre aquele que está no poder central, que mantém 70% do que é arrecadado sob seu controle, há uma cobrança maior. Temos que ter humildade para reconhecer esse recado, que é a toda a classe política”, afirmou Aécio Neves em evento do qual participou no Instituto Fernando Henrique Cardoso, no centro de São Paulo, sobre os 19 anos do Plano Real.

Ele disse que os partidos de oposição não foram convidados a conversar com a presidente Dilma Rousseff sobre a proposta de reforma política.

“As oposições apresentaram uma agenda ao governo, e o governo sequer se dispôs a comentá-la, o que mostra que não há disposição de conversa com as oposições”, afirmou.

Aécio disse que as oposições estavam dispostas a aceitar o convite da presidente, mas têm dúvida sobre o conteúdo da conversa.

“Se for para discutir a pauta que interessa ao Brasil, acho que poderíamos aceitar. Se for para tirar mais uma fotografia  ao lado da presidente, acho que ela certamente tem coisas mais relevantes a fazer”, afirmou.

O presidente do PSDB  disse que diante do clamor popular a presidente deveria  cortar cargos em comissão, reduzir  o número de ministérios e  suspender o “mirabolante e patético”  programa do trem bala.

“Quem sabe a presidente da República vem a público dizer que espera que o Supremo Tribunal Federal conclua rapidamente o processo do mensalão”, afirmou.  “Eu vejo a presidente da República tratar lateralmente essas questões”, disse.

Reforma política
Mais tarde, após participar de encontro com a Sociedade Rural Brasileira, Aécio disse que deve ser responsabilidade do Congresso discutir os temas da reforma política e voltou a defender a defender a ideia de referendo. Aécio disse que é um direito da presidente enviar a proposta de plebiscito ao Congresso, mas fez ressalvas.

“Acho é que existe uma base no Congresso suficientemente ampla, uma base governista, e nós não seríamos objeção a isso, capaz de votar em um espaço de tempo curto pelo menos parte dessas propostas. Não conheço as propostas da presidente até porque nestes dois anos e meio o Brasil não teve o privilégio de conhecê-las. O que não podemos é,  neste momento de dificuldades,  tirar o foco da agenda real dos problemas brasileiros para apenas uma agenda política.   Na minha avaliação, é responsabildiade do Congresso discuti-la e gostaria de vê-la aprovada em um referendo”, afirmou.

Aécio disse ver um o governo federal  pressionado. “[É] um governo que um dia lança a proposta de uma constituinte específica e no dia seguinte volta atrás porque além de inconstitucional era extremamente arriscada à ordem juridica. Busca agora através de um plebiscito que não se sabe ainda sobre que temas ocorreria”, afirmou.

Aécio disse concordar com o fim da reeleição e aumento da duração do mandato de quatro para cinco anos.  “Apresentei em 1989 um projeto que ainda está na Câmara dos deputados nesta direção. Me parece mais adequado, não há pressão da reeleição e utilização do Estado para garantir mais um mandato para quem está no poder. Eu acho que é  mais republicano um mandato de cinco anos sem direito à reeleição.  Agora é preciso que a maioria governista também compreenda  que ele é importante”, afirmou.

‘Padrão Felipão’
O tucano reagiu com bom humor quando questionado sobre a declaração da presidente Dilma Rousseff que disse nesta segunda-feira que seu governo é “padrão Felipão”. “É um governo que acostumou-se a pegar carona nas boas coisas, agora no êxito da seleção. O que eu acho é que é um governo paquidérmico, um governo que não cabe dentro de si. Se o Felipão tivesse um governo padrão PT não poderia escalar 11. Ia escalar 39 jogadores”, afirmou.

Provável candidato do PSDB à presidência da República em 2014, o senador teve um encontro fechado no início da noite com integrantes da Sociedade Rural Brasileira (SBR) na sede da entidade, no Centro de São Paulo. Durante o evento foi possível ouvir do lado de fora da sala  Aécio comentar os recentes protestos ocorridos no pais.

“A população na rua está dizendo que as coisas não vão bem. Precisamos de uma agenda nova para o Brasil e isso depende de pessoas com coragem. Eu tenho coragem”, afirmou.  Questionado por jornalistas ao final do evento, Aécio afirmou que falou na condição de presidente do PSDB, principal partido de oposição.

 

Fonte: G1

Aécio Neves cobra Dilma Rousseff

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O senador Aécio Neves voltou à tribuna do Senado para cobrar da presidente Dilma Rousseff a adoção de ações efetivas para atender às reivindicações da população brasileira na saúde, transporte, segurança e educação.

Aécio, que lembrou os dez anos em que o governo do PT manteve paralisada no Congresso as propostas para a reforma política, afirmou que a presidente Dilma deve cortar a metade o número de ministérios e de cargos de confiança e dobrar os investimentos em favor da população.

 

 

PSDB tenta ‘descobrir a melhor vanguarda’

Para FHC, o partido, com 25 anos, tem de entender que as ruas foram tomadas pelo povo não operário e classe média; ‘O PSDB os representa’

Ao completar 25 anos, o PSDB, principal partido de oposição, tenta aproveitar o momento de desgate do governo e encontrar uma bandeira para demandas levantadas nas recentes manifestações pelo País. Ainda perdidos sobre o rumo a seguir, os tucanos dizem querer evitar o oportunismo político, mas criticam a gestão Dilma Rousseff e ensaiam discurso com termos como “gestão” e “eficiência” dos serviços públicos, em resposta às cobranças surgidas nos protestos.

FHC e Aécio Neves na Sala São Paulo durante festa de aniversário de 80 anos do ex-presidente em 2011
FHC e Aécio Neves na Sala São Paulo durante festa de aniversário de 80 anos do ex-presidente em 2011

“Cabe ao PSDB entender que há coisa nova hoje. Quem está na rua hoje não são os sindicatos ou os trabalhadores, mas um misto de povo não operário e classe média. Basicamente, são eles que o partido representa”, disse ao Estado o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que em março declarou que o PSDB precisava de um “banho de povo”.

Fora do poder desde 2002 e com três derrotas para o PT na tentativa de voltar ao Planalto, o PSDB se prepara para lançar o senador Aécio Neves (MG) candidato a presidente. Em busca de uma plataforma, iniciou o resgate de bandeiras do partido da Era FHC, entre elas o controle da inflação e as privatizações.

As manifestações dos últimos dias, porém, levaram líderes do PSDB a buscar um ajuste no discurso e a criar uma narrativa palatável para a população. “O PSDB tem de ser liberal do ponto de vista do comportamento, encampando teses novas, e social do ponto de vista do que o Estado tem de fazer, seguindo a visão de um Estado social não corporativo. O desafio é vestir essa roupa e propagar essa ideia. Um partido, ou mesmo seu líder, não tem de seguir a tradição, mas descobrir qual é a melhor vanguarda”, disse FHC.

A conjuntura política tornou mais urgente a necessidade de encontrar um discurso, dizem os tucanos, e de fortalecer a legenda como opção em 2014, revertendo o distanciamento “das ruas”. Segundo dados do Ibope, em dezembro de 1998, na Era FHC, a legenda vivenciou o auge de popularidade, com 10% da preferência dos eleitores. Esse porcentual caiu para a metade em 2012.

“Os partidos não estão mais em sintonia (com as demandas da sociedade). Temos de criar uma agenda para frente”, disse o deputado Sérgio Guerra (PE). Para os tucanos, os índices de abstenção em 2012 já davam sinais da insatisfação da população. O 2.º turno na capital paulista teve a maior abstenção desde 1992:19,99%.

“Estamos atentos aos problemas vividos pelo Brasil real, muito diferente do que nos é vendido pela propaganda do governo. Queremos apresentar ao País um modelo de gestão comprometido com a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros”, disse Aécio ao Estado ao adotar o discurso da gestão.

“Do Plano Real para cá, o Brasil prosperou muito, mas o Estado não correspondeu em melhorias de serviço para suprir demandas da sociedade”, disse o presidente do PSDB-SP, Duarte Nogueira. O governador de Minas, Antonio Anastasia, também destacou a questão. “Importante reconhecer que há uma série de deficiências e precariedades no funcionamento e na prestação de serviços públicos”, disse o tucano ao falar do “momento em que o País vive uma crise de legitimidade das instituições”.

Reformas. Para o ex-governador Alberto Goldman, é necessária a agenda de reformas. “O PSDB deve colocar o seu objetivo – consolidar e radicalizar a democracia no País – como sua tarefa principal, através de profundas reformas.” Para o governador do Paraná, Beto Richa, o partido precisa aumentar a interlocução com os movimentos sociais e “abrir canais para discussão de assuntos aparentemente embaraçosos junto a entidades, sindicatos, universidades, escolas.”

O ex-deputado Arnaldo Madeira admite a dificuldade de atender aos anseios das ruas. “Não se tem formulação sobre o que se quer nem lideranças que expressem esse descontentamento. Sobra para todos.”

 

Expectativa de Renan é que Câmara vote novo FPE até terça-feira

Senado aprovou versão de projeto com regras atualizadas de distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados; prazo determinado pelo STF termina dia 3 de julho.

Brasília – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse na manhã desta quarta-feira, 19, esperar que a Câmara dos Deputados vote as novas regras de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) até a próxima terça, 25. Nessa terça, 18, os senadores aprovaram um novo texto com pequenas alterações ao projeto votado na Casa em abril, mas derrubado pelos deputados semana passada.

Presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), durante encontro em seu gabinete
Presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), durante encontro em seu gabinete

Relator da proposta, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) mudou alguns pontos do projeto para viabilizar um consenso entre os deputados e diminuir os impasses que impediram a votação. A Câmara precisa aprovar as novas regras semana que vem para que o Legislativo não descumpra o prazo fixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), até 3 de julho, para a definição de critérios de rateio do fundo.

Pinheiro retirou a obrigatoriedade para o Congresso definir novos critérios de distribuição em 2017, o que estava previsto no texto anterior. Foi mantido o atual modelo até 2015. No ano seguinte, contudo, a arrecadação extra do fundo será dividida com base em dois novos critérios: tamanho da população e renda domiciliar per capita.

Em comparação à outra proposta, o senador ampliou o limite mínimo do fator populacional, que passou de 1% para 1,2% sobre a população total do País. O novo texto prevê ainda um redutor nas parcelas dos Estados com renda domiciliar per capita superior a 72% da renda média nacional, e não 70%.

Para o presidente do Senado, as alterações feitas por Walter Pinheiro são suficientes e devem garantir a aprovação da Câmara. “Não é fácil avançar em matéria federativa, mas o Senado votou. A expectativa que temos é que, no mais tardar até terça-feira, a Câmara possa votar também”, disse Renan.

O FPE é composto por parte da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e representa uma das maiores fontes de recursos de alguns Estados. Em 2012, o fundo distribuiu cerca de R$ 62 bilhões. Do total, 85% foi para os Estados do Nordeste, Norte e Centro Oeste, e o restante para o Sul e Sudeste. Em 2010, o Supremo considerou que as regras atuais de distribuição não promovem o equilíbrio socioeconômico entre as regiões e determinou a revisão dos critérios.

 

Projeto sobre novos partidos voltará ao STF, afirma Eduardo Campos

Para o governador de Pernambuco, mesmo que o STF libere a votação do texto pelo Senado, caberá à Justiça dar a palavra final.

O presidente nacional do PSB, o governador Eduardo Campos (PE), afirmou nesta sexta-feira, 14, acreditar que o projeto que inibe a criação de novos partidos voltará a ser discutido na Justiça mesmo que seja aprovado no Congresso. Para o socialista, mesmo que o Supremo Tribunal Federal (STF) libere a votação do texto – suspensa por liminar do ministro Gilmar Mendes – pelo Senado, caberá à Justiça dar a palavra final sobre a constitucionalidade do texto.

Eduardo Campos
Eduardo Campos

Campos disse que recebe “com tranquilidade” a decisão do STF de liberar a tramitação do projeto porque “decisão da Suprema Corte temos que ter, na democracia, o entendimento que cabe acatar”. Mas avaliou que “muitos” ministros do Supremo já “deixaram claro que uma coisa é interromper um processo de votação que estava em curso no Senado e outra coisa é o mérito da matéria”.

Cotado para disputar a Presidência em 2014, o governador de Pernambuco é, ao lado dos partidos de oposição, um dos críticos da proposta. O entendimento é de que o governo está por trás do projeto para inviabilizar o surgimento de novas candidaturas que possam disputar o pleito contra a presidente Dilma Rousseff, provável candidata à reeleição, como a de Marina Silva, que tenta viabilizar a criação da Rede Sustentabilidade.

“Ao cabo da votação, continua o debate sobre a constitucionalidade, a meu ver. Então, esse assunto deverá voltar ao STF tão logo o Congresso Nacional conclua a votação no Senado”, observou Campos em entrevista concedida pouco antes de participar, junto com o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB) e os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Antônio Andrade (Agricultura), de evento empresarial em Araxá, na região do Alto Paranaíba.

Tucanos e petistas articulam saída para crise

A Prefeitura de São Paulo, administrada pelo PT, e o governo do Estado, do PSDB, estreitaram as pontes hoje para tentar buscar uma solução para a crise criada com as manifestações sobre o aumento da tarifa de ônibus. Por orientação do prefeito Fernando Haddad (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), o secretário municipal de Governo, Antonio Donato, e o estadual da Casa Civil, Edson Aparecido, conversaram por telefone para buscar uma saída conjunta que passe por um armísticio com o Movimento Passe Livre, que convocou as manifestações de ontem.

Os secretários falaram pela manhã sobre a possibilidade de o Ministério Público Estadual intermediar uma negociação com o movimento – hoje à tarde a Promotoria de Habitação e Urbanismo fez uma reunião com integrantes do Passe Livre e propôs um cessar-fogo em troca da suspensão temporária do aumento da tarifa. Para os secretários, o MP deve atuar como interlocutor dos governos e firmar acordo para que eventuais novas paralisações não atrapalhem o trânsito nem deem espaço para cenas de violência entre a Polícia Militar e os jovens. Não está em pauta, entretanto, reverter o aumento da passagem, que passará de R$ 3 a R$ 3,20.

Alckmin e Haddad estão em Paris, onde participam de eventos sobre a candidatura da cidade de São Paulo para sediar a Expo 2020. Desde que o petista assumiu o cargo, no começo do ano,  mantém contato próximo com Alckmin. Segundo interlocutores de ambos os lados, os elogios são mútuos, a ponto de tucanos dizerem que a relação hoje com a Prefeitura é melhor que no governo de Gilberto Kassab (PSD), que era aliado do PSDB.

A aproximação tem uma razão política. Para os tucanos, é bom manter a porta aberta com o PT no Estado, apostando principalmente no eleitor que, em 2014, pode votar em Dilma Rousseff e em Alckmin, ambos candidatos à reeleição –  seria uma aposta na chapa informal “Dilmin”, Dilma e Alckmin, a exemplo do “Lulécio”, Lula e Aécio Neves, que ocorreu na eleição de 2006 em Minas. Do lado petista, as parcerias com o governo do Estado ajudariam Haddad a fazer uma boa administração e se reeleger em 2016.

 Blog Julia Duailibi

‘Só isso não resolve’, afirma Campos sobre estímulo ao consumo

Governador de PE diz que economia enfrenta também problemas de ‘questões internas’; ele citou exemplo de FHC na eleição de 2002

Recife – O governador de Pernambuco e provável candidato do PSB à Presidência em 2014, Eduardo Campos, disse ontem que a política do governo federal de estímulo ao consumo – com a abertura de novas linhas de crédito para compra de eletrodomésticos – “ajuda mais que atrapalha”, mas ainda é insuficiente. “Só isso não resolve.”

Governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB)
Governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB)

Recorrendo ao seu mote, Campos afirmou que os economistas que estão no Ministério da Fazenda “sabem que é preciso mais”. “É preciso alavancar a formação bruta do capital, alavancar investimentos públicos e privados, intensificar exportações para isso melhorar a produtividade, investir em inovação”, disse. “O que acontece é que as políticas na direção do consumo terminam sendo mais rápidas, saem do papel com maior rapidez, quando o investimento, que é o que mais precisamos neste momento, é mais complicado.”

‘Questões internas’. Numa crítica velada ao governo federal, ele disse que “a economia vive circunstâncias próprias de uma crise internacional, mas de questões internas também”. Observou que muitas medidas foram tomadas, mas não surtiram o efeito esperado e todos agora devem ajudar.

FHC. Campos citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como protagonista de “um bom momento da história do País” a ser seguido, ao comentar que “o viés eleitoral acelerado que se vive hoje atrapalha inclusive a juntar forças”.

“Vi durante a campanha de 2002 o presidente Fernando Henrique chamar ao palácio todos os candidatos a presidente da República para discutir a questão do Brasil naquela hora, quando havia uma crise cambial batendo às portas, havia necessidade do Fundo Monetário Internacional (FMI).”

Questionado sobre a declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para quem seria natural a oposição torcer por “uma quedinha” na popularidade da presidente Dilma, Campos declarou: “É importante que a gente aprenda com estes bons momentos da história onde as pessoas podem deixar as ambições de lado e pensar no futuro do País”.

Ele defendeu “uma posição responsável” de governistas e oposicionistas para ajudar a animar a economia . “Quem pensa em ganhar eleição, tem de ganhar pelos méritos e não pelos deméritos de alguém.”

Com Alckmin ‘em alta’, PT busca saída

Nos bastidores, tucanos temem candidatura de ministro da Justiça; ontem, governador rebateu críticas de Cardozo e diz que é parceiro da União

Com um rival do PT ainda indefinido, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que pretende disputar a reeleição em 2014, afirmou ontem que vai “arregaçar as mangas e trabalhar até o fim do mandato”, evitando comemorar a liderança isolada na última pesquisa Datafolha. Tucanos e petistas interpretaram as críticas do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, à postura de Alckmin no combate à violência como sinal de articulação para viabilizar o próprio nome no PT.

PTNo domingo, em entrevista ao Estado, Cardozo afirmou que Alckmin “politiza a questão da segurança” ao dizer que a violência em São Paulo é agravada por falhas na fiscalização de fronteiras. Ontem, o tucano evitou polêmica com o ministro. “Nosso trabalho é permanentemente de parceria”, disse Alckmin em Paris, ao ser perguntado sobre as declarações de Cardozo. O governador participa de evento para defender a candidatura da capital paulista à Expo 2020.

Presidente do PSDB paulista, o deputado Duarte Nogueira respondeu ao petista. “Em vez de olhar para fora, Cardozo deveria olhar para dentro, para os problemas do seu ministério.”

Nos bastidores do PSDB, Cardozo é visto como o mais competitivo entre as opções do PT – mais do que Alexandre Padilha, considerado fraco em sua gestão no Ministério da Saúde, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que tem como passivo o baixo crescimento da economia no governo Dilma Rousseff.

Os tucanos avaliam que o ministro da Justiça colocaria a questão da segurança pública, calcanhar de Aquiles de Alckmin, como principal tema da eleição. O PSDB mostra as estatísticas do Estado como entre as melhores do País, mas sabe que num debate o estrago pode ser grande, principalmente quando se terá do outro lado alguém dizendo ter credenciais para tratar do assunto.

Outro ponto é o fato de Cardozo ter um perfil mais palatável para a classe média paulista, considerada conservadora. Procurador e professor universitário, Cardozo poderia ser vendido como uma novidade eleitoral, assim como foi o hoje prefeito Fernando Haddad em 2012.

O problema de Cardozo está dentro do PT. O ministro não é do grupo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prefere Padilha. Cardozo chegou a ser bombardeado pelo ex-presidente, principalmente nas investigações sobre o mensalão no Congresso, em 2005, quando o ministro era deputado e fez questionamentos duros à ação do PT no escândalo.

Enquanto isso, o presidente do PT paulista, deputado estadual Edinho Silva, cobrou ontem mais atenção do governo federal para a escolha do candidato do partido. “O fato de não definirmos um candidato logo imobiliza a construção política da campanha em São Paulo e atrapalha até a montagem do palanque de Dilma no principal colégio eleitoral”, diz Edinho Silva. “A única chance que temos de disputar com a máquina do governo é nossa capacidade de organização, mas não conseguiremos construir uma política de alianças sem nome.”

 

Fonte: COLABOROU LÚCIA MÜZELL, ESPECIAL PARA O ESTÃDO

Bancada do PSDB quer ‘panos quentes’ para caso Afif

A bancada de deputados estaduais do PSDB na Assembleia quer colocar panos
quentes na discussão sobre o processo de perda de mandato do vice-governador
Guilherme Afif Domingos (PSD) que tramita na Assembleia Legislativa. Afif se
tornou alvo de um processo depois que resolveu assumir a Secretaria da Micro e
Pequena Empresa, acumulando o cargo com o de vice-governador.

Em reunião da bancada antes do feriado, houve avaliação consensual entre os
tucanos de que o PSDB não deveria arcar com o ônus de tentar tirar o cargo de
Afif. Segundo os parlamentares, “ninguém quer caça às bruxas”, e o ex-prefeito
Gilberto Kassab, próximo a Afif, ainda é visto como potencial aliado dos tucanos
em 2014, quando o governador Geraldo Alckmin tentará se reeleger – a tendência
hoje, no entanto, é Kassab apoiar o PT.

O deputado estadual Cauê Macris, relator do processo de perda do mandato, acabou decidindo não se manifestar sobre o mérito da questão, medida que pode ser interpretada como senha para abandonar o caso. Assim, o parlamentar jogará para o colegiado da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a decisão sobre seguir em frente com o processo, evitando relacionar o caso ao PSDB. Ele deveria apresentar um parecer até o final desta semana.

Apesar das críticas a Afif no Palácio dos Bandeirantes, a orientação tem sido de evitar o desgaste com o assunto e deixar o ônus da decisão de acumular cargos com o próprio vice.

Na semana que vem, Alckmin faz sua primeira viagem para o exterior, desde que o vice virou ministro. Em tese, Afif terá de assumir o governo do Estado para cumprir com a missão constitucional para a qual foi eleito.

Blog Julia Duailibi

Arthur Virgílio defende união do PSDB em torno de um projeto nacional com olhar voltado à periferia do Brasil

Defendendo a união do partido e uma visão mais ampla sobre os problemas da
periferia do Brasil, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto,
representou os prefeitos tucanos durante a décima primeira convenção
nacional do Partido da Social Democracia Brasileira, na manhã deste sábado,
18, em Brasília.

ENCONTRO PREFEITOSArthur foi um dos oradores convocados para falar aos  520 delegados e quase
dois mil militantes que compareceram ao evento, que elegeu o senador
mineiro Aécio Neves como novo presidente do PSDB. A convenção contou com a
presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quatro governadores
e centenas de prefeitos e parlamentares federais e estaduais de todo o País.

Segundo Arthur, o PSDB é um dos mais importantes partidos do País,
disputando as últimas cinco eleições presidenciais, vencendo duas e indo
para o segundo turno nas outras três. Mas, para Arthur, é hora de o PSDB se
unir e voltar a ganhar a ‘medalha de ouro’. Para isso, segundo ele, os
tucanos têm que deixar de lado dois pontos: as disputas internas e a
centralização da legenda no Sudeste do País.

“O PSDB tem que se colocar no tamanho que o Brasil precisa. Ser a
alternativa qualificada que é necessária para fazer o melhor para o País.
Escolher o desagradável frente ao desastroso. O desagradável, das reformas
e das mudanças amargas, mas necessárias, frente ao desastroso que é fingir
que nada acontece e empurrar o Pais para o retorno da inflação e do
crescimento pífio”, disse ele.

Para Arthur, a economia brasileira corre riscos se algumas medidas sérias
não forem tomadas para que o crescimento volte a ocorrer de forma
sustentada. “Eu volto a acreditar na utopia de um país melhor e o PSDB tem
que saber que para conseguir vencer tem que entender o país. Conseguir
entender que a periferia do país precisa se desenvolver e precisa

Aécio põe aliados de Serra e Alckmin em direção do PSDB para ter apoio paulista

Senador, que assumirá presidência do partido no sábado e é provável candidato à Presidência, negociou composição da sigla com governador de SP

Em uma tentativa de atrair integrantes do PSDB paulista, o senador Aécio Neves (MG) entregará postos-chave da Executiva do partido para nomes indicados pelo governador Geraldo Alckmin e pelo ex-governador José Serra. Mas o senador tucano introduziu uma “trava de segurança” no acordo, segundo integrantes do partido ouvidos pelo Estado: em caso de afastamento ou ausência da presidência do partido, ele escolherá entre os integrantes do colegiado seu substituto.

Aécio Neves
Aécio Neves

Após negociação costurada com Alckmin, Aécio aceitou integrar à nova direção dois paulistas ligados a Serra: o deputado Mendes Thame, que será o novo secretário-geral, e o ex-governador Alberto Goldman, que continuará na vice-presidência – o cargo, porém, passará por reformulação. A informação foi revelada ontem no blog de João Bosco Rabello.

Outro serrista que deve ter participação na direção é o vereador Andrea Matarazzo. A nova direção será eleita em convenção no sábado, quando Aécio se elegerá presidente do PSDB, no lugar do deputado Sergio Guerra (PE).

O objetivo da composição foi fazer um gesto aos paulistas no momento em que Aécio precisa do apoio dos tucanos do maior colégio eleitoral do País para levar em frente o projeto de ser candidato à Presidência em 2014. Também ajuda a estancar a movimentação de Serra, que ameaça deixar o PSDB alegando não ter espaço na sigla. Por fim, o acordo também dá legitimidade e um discurso de unidade a Aécio para conduzir o PSDB.

Os acertos para a composição da Executiva ocorreram após telefonemas entre Alckmin e Aécio nos últimos dias. O senador também veio a São Paulo no começo da semana para se encontrar com Serra e discutir a questão partidária. O governador enviou ainda emissários para conversar com Serra sobre a composição da nova direção.

Na convenção de sábado, será apresentado o novo estatuto do partido, que cria um colegiado de seis vice-presidentes. Hoje, o 1.º vice-presidente, que é Goldman, assume o partido na ausência do presidente. Mas agora haverá uma mudança: Aécio poderá escolher entre os vices quem o substituirá em caso de ausência. O colegiado de vices contará ainda com o ex-senador Tasso Jereissati (CE) e o deputado Bruno Araújo (PE) – as outras vagas não foram definidas.

Guerra, atual presidente do PSDB, assumirá o Instituto Teotônio Vilela (ITV), comandado atualmente por Tasso.

‘Tranquilo’. Com essa composição, Aécio acredita que terá um ambiente “tranquilo” dentro do partido. Nos bastidores, aliados de Serra vinham reclamando da falta de espaço para o ex-governador na direção do PSDB. Diziam que os “mineiros” não estavam dispostos a negociar e que a atitude levaria à saída de Serra do partido. Em 2011, aliados de Aécio isolaram Serra na direção partidária. Foi criado um posto figurativo para o paulista, o de presidente do Conselho Político do partido.

Ontem, Alckmin contou que irá à convenção do partido acompanhado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de Serra. Disse que os paulistas estarão “muito bem representados” na nova executiva.

O governador referiu-se a Aécio como “nosso” candidato a presidente do PSDB e afirmou que o mineiro tem “liderança para comandar o partido”.

Já em relação à candidatura presidencial, o apoio de Alckmin não é assertivo: “Temos vários bons candidatos. Essa decisão deve ser no final do ano”.

 

Alckmin diz que irá a convenção do PSDB com FHC e Serra

Reunião no sábado marcará eleição de Aécio Neves como presidente do partido, considerada uma etapa prévia à candidatura ao Planalto em 2014

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quinta-feira, 16, que irá à convenção nacional do partido, no sábado (18) em Brasília, ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-governador José Serra, e que os paulistas estarão “muito bem representados” na nova executiva da sigla. O senador mineiro Aécio Neves, que pretende disputar o Palácio do Planalto em 2014, será eleito presidente nacional do PSDB no evento, em uma etapa para construir a candidatura à Presidência da República.

José Serra e Geraldo Alckmin
José Serra e Geraldo Alckmin

“São Paulo, com certeza, vai estar bem representada na vice-presidência, na secretaria-geral, na secretaria do partido, entre os membros da Executiva. O Brasil é um país continental, são 27 Estados, então você vai procurar compor uma direção nacional, que todas as regiões estejam representadas”, disse o governador após participar de um evento na capital paulista.

Apesar de o nome de Aécio enfrentar resistência de parte do PSDB em São Paulo, principalmente do grupo ligado a Serra, Alckmin fez questão de dizer que o senador é o “nosso” candidato a presidente do PSDB e que ele tem “toda a liderança para comandar o partido”.

Os paulistas devem manter a vice-presidência com o ex-governador Alberto Goldman, um dos tucanos mais próximos de Serra, que tem dito que Aécio ainda precisa construir sua candidatura ao Planalto. O PSDB de São Paulo também espera ocupar a secretaria-geral, cargo responsável por cuidar da máquina partidária propriamente dita. O deputado Mendes Thame é o mais cotado para esse posto.

Ao ser questionado sobre a presença de Serra na convenção de sábado, Alckmin afirmou que o partido está providenciando uma “condução” para que eles e FHC viajem juntos para Brasília.

Embora Aécio já tenha sido anunciado como pré-candidato da sigla à Presidência por lideranças do PSDB, Alckmin disse que a escolha do senador para comandar o partido não significa que ele vá ser o candidato do PSDB à Presidência: “Nós temos vários bons candidatos, mas essa decisão deve ser no final do ano”.

 

Fonte: Estadão

Tucano rebate Lula e diz que PT não convive com contraditório

O presidente do PSDB paulista, deputado Duarte Nogueira, divulgou uma nota hoje na qual rebate as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem não existe político “irretocável“. “O ex-presidente disse que ‘político ético, de comportamento irretocável, não existe’. Por esta afirmação, relembro Mario Covas (‘asseguro, sem vacilação, que é possível conciliar política e ética, política e honra, política e mudança’)”, disse o tucano.

“Em pouco mais de uma semana, o ex-presidente Lula tenta dar sinais de lucidez com sinal trocado. Há cerca de dez dias, ele disse que o PT precisava recuperar princípios e valores. Só é possível achar aquilo que se perde, e não o que se abandona. E o PT abandonou seus princípios e valores”, completou.

Nogueira também criticou os ataques de Lula à imprensa,  que seriam, segundo ele, uma demonstração de que o ex-presidente e o PT  ”não conseguem conviver com o contraditório”.

Blog Julia Duailibi

Dois cargos, um salário

downloadO vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), convidado pela presidente Dilma Rousseff para ser ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, abrirá mão de um dos salários a que terá direito, já que não renunciará à vice-governadoria.

Como Afif trabalhará em Brasília e não deve assumir o governo do Estado quando Geraldo Alckmin viajar – o vice pretende viajar também, fazendo com que assuma o governo do Estado o próximo na linha de sucessão, o presidente da Assembleia, Samuel Moreira (PSDB) -, a tendência é que ele opte pelo salário em Brasília.

O salário bruto no governo paulista é de R$ 19.629. Já o salário de ministro é mais atrativo: R$ 26.723,13.

Blog Julia Duailibi

PSDB e suas crises – Por Daniel Martins

O Governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, diz que o PSDB não está em crise, mas nós que acompanhamos politica diariamente estamos vendo uma crise e das grandes, daquelas que faz a legenda perder as eleições.

PSDBCom a crise na cúpula municipal de São Paulo, fez Serra perder as eleições na capital paulista, sem falar nas guerras que estavam nas campanhas rumo ao Palácio do Planalto, que fez Alckmin e Serra perderem para Lula e Dilma.

Nós que acreditamos que o Brasil possa voltar para o eixo com um governo tucano, esperamos que essa crise não atrapalhe na campanha, O PSDB passou por recente crise na eleição da Executiva municipal. Há também desconfianças quanto ao empenho do PSDB paulista em eventual candidatura do senador mineiro Aécio Neves à Presidência em 2014.

Ao discursar na convenção que elegeu neste domingo (5) a nova Executiva paulista do PSDB, o governador Geraldo Alckmin afirmou que estão errados os que veem um partido desunido.

“Estamos unidos, aqueles que pregarem desunião vão errar redondamente”, discursou no início do evento.

Esperamos um partido unido e com bom desempenho, pois Dilma terá o maior tempo de TV da historia desse país, se o PSDB tiver desse jeito que está agora, que onde Aécio entra Serra não vai, vamos ver mais uma queda do tucano.

 

Por Daniel MartinsBlog do Daniel

Em convenção, Alckmin nega que PSDB esteja desunido

Ao discursar na convenção que elegeu neste domingo (5) a nova Executiva paulista do PSDB, o governador Geraldo Alckmin afirmou que estão errados os que veem um partido desunido.

“Estamos unidos, aqueles que pregarem desunião vão errar redondamente”, discursou no início do evento.

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo

O PSDB passou por recente crise na eleição da Executiva municipal. Há também desconfianças quanto ao empenho do PSDB paulista em eventual candidatura do senador mineiro Aécio Neves à Presidência em 2014.

Em meados de abril, o vereador serrista Andrea Matarazzo foi na disputa municipal, apesar do apoio declarado de Alckmin. Serristas consideraram que ele não se empenhou o suficiente.

Para evitar desfecho semelhante na eleição deste domingo da diretoria estadual, Alckmin precisou atuar.

Agiu para que o atual presidente do diretório, deputado Pedro Tobias, não tentasse disputar novo mandato.

No lugar dele, foi eleito para a presidência da sigla o deputado federal Duarte Nogueira. Ele agrada tanto serristas quanto alckmistas.

Ao discursar, Tobias criticou indiretamente o ex-governador José Serra, cuja saída do PSDB foi cogitada após a derrota de Matarazzo na disputa municipal.

“Não é porque perdeu uma batalha que vamos abandonar o partido, quem acha isso nunca foi do partido”, afirmou, pouco antes de Serra chegar ao evento.

Logo depois da fala de Tobias, também em discurso, Serra afirmou que pretende continuar na vida pública.

“Já tive muito cargo na minha vida e espero ainda ter mais.”

Ele, no entanto, deixou a Assembleia sem dar entrevistas.

FHC contraria Aécio e afirma que ainda ‘é cedo para julgar reeleição’

Senador tucano havia dito em entrevista ao ‘Estado’ que presidentes deveriam ter apenas um mandato único de cinco anos

Beneficiário da emenda que criou a reeleição presidencial em 1997 – e que lhe abriu caminho para continuar no Palácio do Planalto entre 1998 e 2002 – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que não concorda com a tese do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que na semana passada disse ao Estado ser favorável à adoção de um mandato presidencial único de cinco anos.

Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso

“Não é a minha opinião”, afirmou FHC em entrevista publicada ontem pelo Valor Econômico, sobre a ideia de Aécio – que o próprio ex-presidente apontou como seu nome predileto para a disputa presidencial de 2014. Segundo o ex-presidente, “é cedo para julgar (a experiência brasileira), mas há exemplos no mundo todo de que havendo uma interrupção aos quatro anos é razoável”.

Depois de ponderar que tanto Aécio quanto o ex-governador José Serra defendem há tempos o mandato único, FHC prosseguiu: “Quatro anos é muito pouco tempo para você fazer alguma coisa de mais duradouro. Seis anos é razoável, mas pode ser que seja errado para uma pessoa que não esteja fazendo o que o País quer”, disse.

FHC lembrou ainda que “nos EUA (a reeleição) funcionou e mesmo no Brasil mostrou ter certa eficiência”. E completou: “Não vejo razão para ele (Aécio) estar dizendo isso agora”.

Além de Serra e Aécio, o governador Geraldo Alckmin e o presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra, também já disseram ser a favor do fim da reeleição. “Eu sou contra a reeleição. Acho que é uma experiência que deu errado. Penso diferente de Fernando Henrique nessa questão”, afirmou Guerra.

Presidenciável. A diferença de opinião entre Aécio e FHC não impede que o ex-presidente seja o principal defensor no PSDB do nome do senador para a disputa presidencial de 2014. De acordo com tucanos, Fernando Henrique chegou a fazer essa defesa ao próprio Serra ao tentar convencê-lo a apoiar a indicação do senador como candidato. Na conversa, segundo os tucanos, FHC teria lembrado que Serra sempre teve o apoio do partido para suas candidaturas – a presidente, a governador e a prefeito. Desta vez, teria dito o ex-presidente, Serra deveria retribuir a ajuda que recebera do PSDB e garantir a união em torno de Aécio.

Em discurso ontem, no Senado, o vice-presidente da Casa, Jorge Viana (PT-AC), ironizou a opinião de Aécio – defendida também pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE), contrária à reeleição. “Hoje, eu vejo o candidato a presidente, meu colega Aécio Neves, o pretenso candidato Eduardo Campos, presidente do PSB, dizendo que querem o fim da reeleição. Eles não se entendem. Talvez estejam mirando 2018. Já estão jogando a toalha sobre 2014”, disse Viana – que, em seguida, elogiou a posição de FHC favorável à reeleição presidencial.

Após ação de Alckmin, tucano desiste de disputar reeleição

Depois de pressionado pelo governador Geraldo Alckmin, o presidente do PSDB-SP, Pedro Tobias, retirou a candidatura à reeleição no partido. O deputado Duarte Nogueira, que conta com o apoio de Alckmin e de José Serra, deverá ser o novo presidente da legenda em São Paulo. O anúncio de Tobias foi feito por meio de uma carta enviada a filiados na tarde de hoje. Amanhã, ele deve se encontrar Nogueira para discutir os outros cargos da direção estadual do partido, que será eleita no próximo dia 5.

Leia abaixo a carta.

Caro (a)

geraldoHá dois anos aceitei o desafio de presidir o PSDB de São Paulo com o objetivo maior de atender os seus anseios, militante do PSDB, e contribuir para trazer ao centro das discussões o reflexo de sua vontade. Penso que, passado este período, cumpri meu compromisso com a militância que me elegeu e a quem devo satisfação das ações feitas e das decisões tomadas a partir de agora. 

Me orgulho de, neste mandato, ter dado transparência às decisões do partido abrindo as portas das reuniões da Executiva aos militantes que delas quisessem participar e democratizando as decisões partidárias. Restabelecemos o poder das coordenadorias regionais e conseguimos uma vitória expressiva nas últimas eleições aumentando o número de eleitores administrados pelo partido, além de termos elegido o maior número de prefeitos e de vereadores no Estado.

Tivemos a iniciativa e a coragem de instituir as prévias, em especial na cidade de São Paulo, para que se devolvesse o poder de escolha de nossos representantes a quem de direito: os militantes do PSDB, cujos esforços e comprometimento com o partido não devem ser reconhecidos e estimulados apenas durante o período eleitoral. Reconhecemos nesta iniciativa um marco na história do partido em São Paulo.

Realizamos o Congresso Estadual do PSDB-SP e, após três meses de trabalho incansável e de escuta ativa da vontade de nossos filiados, concluímos uma série de propostas, feitas e votadas pela militância, para que sejam encaminhas e discutidas em âmbito nacional.

Desde o dia de minha posse como presidente do Diretório Estadual de São Paulo assumi o compromisso de que a eleição do próximo condutor do partido seria feita de forma direta, por você. Trabalhei incansavelmente neste sentido, colocando a proposta em análise e votação no nosso Congresso. Apesar de aprovada, inclusive com moção para que fosse realizada a partir da eleição de 5 de maio, o Diretório Nacional entendeu que não seria este o momento ideal para que implantássemos a iniciativa.

Entendo que a política partidária é mais que disputar, ganhar ou perder. É preciso entender os sinais provenientes de todas as forças e decidir com desprendimento e levando em consideração as consequências para a coletividade. Que pese todo o apoio que recebi e recebo de nossa militância, decidi abrir mão da reeleição, deixando espaço para a composição e o entendimento.  

Me retiro da condição de dirigente na qual a militância me colocou para retomar a batalha ombro a ombro, lado a lado com você, sem perder jamais o objetivo maior de trabalhar por uma sociedade mais justa, democrática e por um PSDB ainda maior.

Obrigado, companheiro (a). A luta continua!

Dep. Pedro Tobias

Presidente do PSDB-SP 

 Blog Julia Duailibi

Em grampo, deputado do PT pede ajuda a pivô da ‘Máfia do Asfalto’

Vander Loubet (MS) fez um apelo ‘desesperado’ a Olívio Scamatti, acusado de chefiar esquema de fraudes em licitações

“Vê se você resolve, eu tô no desespero”, disse o deputado Vander Loubet (PT-MS) em telefonema ao empreiteiro Olívio Scamatti, preso pela Operação Fratelli, da Polícia Federal e do Ministério Público, sob acusação de chefiar organização criminosa que fraudou licitações em 78 municípios do interior de São Paulo com recursos de emendas parlamentares. A frequência e o conteúdo das conversas fazem com que a PF e a Procuradoria avaliem que, dos detentores de foro privilegiado citados na investigação, o caso de Loubet é o mais grave.

Vander Loubet (MS)
Vander Loubet (MS)

Para os investigadores, o apelo de Loubet mostra o poderio de seu interlocutor. Embora use linguagem cifrada e evite nomes, o petista diz na ligação ao controlador do Grupo Demop – principal beneficiário do esquema de corrupção que se espalhou pela região noroeste do Estado – que vai se encontrar com “o governador daquele Estado”.

O contato entre o deputado e Scamatti foi interceptado pela PF no dia 12 de março, às 12h51. “(o governador) Chega hoje à noite e tá querendo conversar amanhã de manhã com nós, se você puder vir e, mais do que isso, o nosso amigo lá do Rio vai vir aqui também, vai almoçar comigo e se você estiver aqui pra tentar matar aquele negócio, que eu tô precisando resolver com ele aquilo, sabe, o diretor lá. Eu queria dar uma prensa naquele negócio lá, sabe?”

Parlamentares. Loubet é um dos deputados federais do PT e do PSDB citados na investigação que desarticulou a “Máfia do Asfalto”, instalada em gestões municipais. São apontados Cândido Vaccarezza e José Mentor, ambos petistas por São Paulo, e Edson Aparecido (PSDB), atual secretário-chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Ao fazer o apelo “desesperado” a Scamatti, o petista Loubet diz: “Eu sei a situação, eu não sou de ligar, mas eu tô desesperado, rapaz, sabe o negócio lá… já venho empurrando, empurrando”. O empreiteiro responde secamente: “Pode deixar”.

Em ligação de 19 de fevereiro, às 12h17, o deputado e Scamatti falam sobre “liberação do transporte de asfalto”. O petista diz que “vai estar amanhã com o ‘cara'” e pergunta ao dono da Demop se “tem alguma coisa que ele (Scamatti) queira que veja com ‘ele'”. Cauteloso, Loubet não cita nomes. O empreiteiro responde que “precisa ver aquele negócio do processo lá que não anda, está travado com o pessoal dele”. O petista diz “pra deixar que vai dar uma chorada pra ele amanhã”.

Por meio de sua assessoria, o deputado disse que “é complicado se manifestar sem ter acesso à integra dos autos da investigação”. Ele admitiu que conhece o empreiteiro, mas afirmou que “não tem nenhum tipo de relação política ou comercial com ele”. Vander Loubet lembrou que Scamatti é de São Paulo e ele, de Mato Grosso do Sul. “Não recebi doação do grupo empresarial Scamatti.”

 

Fonte: Estadão

Alckmin pede a Tobias que retire candidatura

O governador Geraldo Alckmin telefonou ontem à noite para o presidente do PSDB paulista, deputado estadual Pedro Tobias, e pediu a ele a retirada da sua candidatura à reeleição do partido, no começo do mês que vem. Alckmin também ameaçou não ir a convenção estadual do PSDB, caso Tobias mantenha a intenção de concorrer.

Conforme este (blog Julia Duailibe)  antecipou na semana passada, o grupo de Tobias promoveu uma alteração nas regras da eleição para presidente do PSDB-SP, ampliando o col

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo
Geraldo Alckmin, governador de São Paulo

égio eleitoral de 105 para mais de 4 mil pessoas. Assim, aumentou o peso da militância na definição do novo presidente, diluindo o poder de influência dos caciques da legenda, entre eles, Alckmin.

Na conversa de ontem, feita durante reunião da executiva estadual, Alckmin disse que a decisão de Tobias de concorrer à reeleição atrapalhava a relação do governador com José Serra, num momento em que o ex-governador ameaça deixar o PSDB rumo ao MD (Mobilização Democrática), de Roberto Freire. Isso porque o grupo que apoia Tobias no projeto de reeleição já havia imposto um revés aos serristas, ao derrotar o vereador Andrea Matarazzo, ligado a Serra, na disputa pelo diretório municipal há uma semana. Alckmin e Serra defendiam a eleição de Matarazzo, como defendem agora a indicação do deputado federal Duarte Nogueira para a presidência do partido em São Paulo.

Apesar de Alckmin ter divulgado apoio a Matarazzo, a derrota foi interpretada por serristas como uma omissão do governador, que, na avaliação deles, poderia ter retaliado os secretários que apoiaram a outra candidatura, a de Milton Flávio. Tucanos também afirmaram que o episódio ajudou a isolar ainda mais Serra no partido.

Alckmin, candidato à reeleição, quer evitar a saída de Serra do PSDB, o que poderia causar um racha mais profundo no partido em São Paulo, dificultando sua situação na eleição do ano que vem. Com o telefonema, o governador resolveu entrar em campo para não ficar, de novo, com a responsabilidade pela derrota dos serristas na eleição do PSDB paulista.

Em uma conversa dura, o governador também voltou a reclamar com Tobias sobre encontro feito em São Paulo com o senador Aécio Neves (MG) há cerca de um mês. O presidente do PSDB paulista convidou o senador para falar no congresso do PSDB paulista, que contrariou o grupo de Serra, que interpretou o evento como uma provocação – o ex-governador nem foi ao encontro. Na ocasião, Aécio foi recebido pelos tucanos paulistas como o presidenciável do partido. Alckmin havia pedido a Tobias para adiar o encontro.

Empresário usou gabinete tucano, diz PF

Em grampo, Scamatti, acusado de chefiar ‘Máfia do Asfalto’, pede que mulher pegue documentos de sua empresa no escritório de Edson Aparecido

Escutas telefônicas da Polícia Federal revelam que o empresário Olívio Scamatti, acusado formalmente de ser o chefe da chamada “Máfia do Asfalto” – quadrilha que fraudava licitações com verbas de emendas parlamentares em prefeituras do interior paulista -, pediu a uma interlocutora que buscasse documentos de uma das empresas do Grupo Scamatti no gabinete do então deputado federal e atual secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, Edson Aparecido (PSDB).

O empresário tinha urgência para cadastrar a empreiteira em um programa do Ministério das Cidades porque planejava começar a construir casas populares financiadas pela Caixa Econômica Federal. A construtora Scamatti & Seller Investimentos faz habitações populares no programa Minha Casa, Minha Vida em cidades do noroeste paulista.

Na Operação Fratelli, que prendeu Scamatti, foram conduzidos coercitivamente para prestar depoimentos gerentes e superintendentes da regional de São José do Rio Preto da Caixa Econômica Federal. O Ministério Público deve denunciar funcionários da Superintendência que estão sendo investigados por passar informações privilegiadas para integrantes da organização. A suspeita é que técnicos do banco estatal tenham sido coagidos para atestarem medições que não correspondiam à realidade.

A Procuradoria da República denunciou 19 pessoas por corrupção, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Estima-se em cerca de R$ 1 bilhão o montante desviado em licitações forjadas. Deputados do PT por São Paulo são citados nos autos, entre eles Cândido Vaccarezza, José Mentor e Arlindo Chinaglia.

Ajuda. Em um diálogo de 13 de agosto de 2010, às 10h40, Scamatti fala com uma mulher identificada como Rosângela. O empreiteiro apresenta-se a ela como amigo de “Félix, de Votuporanga (SP)”. Scamatti diz à mulher que ambos já haviam se encontrado no Ministério do Turismo. Ele, então, pede ajuda: o empreiteiro só iria a Brasília na semana seguinte, mas um fato surgira e queria saber se Rosângela poderia ajudá-lo. Depois, diz, “acertaria com ela”.

Um analista da polícia resumiu a sequência do diálogo: “Rosângela pergunta qual cidade que é e Olívio diz que é particular dele. Rosângela pergunta o que é e Olívio diz que está fazendo o cadastro de sua empresa no Ministério das Cidades a respeito de um programa de qualidade que o ministério tem, pois Olívio vai fazer casas pela Caixa Econômica Federal. Olívio diz que precisa protocolar esses documentos no ministério e precisa de uma certa urgência para sair isso aí. Olívio pergunta se Rosângela tem como ver isso para ele. Rosângela diz que tem, e pergunta onde estão os documentos. Olívio diz que estão chegando agora de manhã no gabinete do deputado Edson Aparecido, no nono andar. Olívio pergunta se Rosângela pode pegar os documentos lá, que ele liga avisando que ela vai pegar”.

Os autos apontam que, pelo combinado, um funcionário do gabinete de Aparecido ligaria para a mulher tão logo os documentos chegassem. “Olívio diz que vai pedir para ela (terceira pessoa, do gabinete) ligar para Rosângela assim que os documentos chegarem, o que deve ocorrer antes do meio-dia, pois foram postados via Sedex 10. Fica combinado que a terceira pessoa vai ligar para Rosângela assim que os documentos chegarem ao gabinete do deputado Edson Aparecido e, depois, os levará ao Ministério das Cidades, onde executará o procedimento para o protocolo da documentação.”

Edson Aparecido não é investigado, mas caiu indiretamente no grampo da PF falando com Scamatti. Em um diálogo, ele alerta o empreiteiro para possível investigação do Ministério Público envolvendo uma obra da Demop. Em 2010, Aparecido recebeu R$ 170 mil em doações eleitorais da Scamvias, construtora dos Scamatti. Em 2006, ele recebeu R$ 91,6 mil da Demop com a mesma finalidade.

TRE-SP cassa tempo de propaganda partidária do PSDB

PSDBO Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu, em sessão realizada na quinta-feira, 18, cassar cinco minutos na televisão e dez minutos no rádio do tempo relativo às inserções estaduais da propaganda partidária do PSDB. A representação foi proposta pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).
Por votação unânime, os juízes entenderam que duas inserções na televisão e quatro no rádio, em 29 de março de 2010, tinham “nítido caráter de campanha eleitoral” para o ex-governador José Serra. De acordo com a assessoria do TRE-SP, a perda do tempo deve ocorrer no segundo semestre deste ano, quando haverá novamente o horário destinado a esse tipo de propaganda. A assessoria do PSDB informou que o partido está ciente da decisão e vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

 

Senador Aécio Neves cobra unidade ao PSDB mineiro

Enquanto se prepara para assumir a presidência nacional do PSDB e começar a viajar pelo país, o senador Aécio Neves se ocupa também de fortalecer o partido em casa. Ontem, ele se reuniu com pré-candidatos ao governo de Minas Gerais e cobrou deles que mantenham a unidade.

Participaram da reunião o governador Antonio Anastasia (PSDB) –que não poderá disputar mais um mandato– o deputado federal e presidente do PSDB em Minas, Marcus Pestana, e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Dinis Pinheiro. O único participante do encontro que não é do PSDB foi o vice-governador, Alberto Pinto Coelho, do PP.

Aécio Neves
Aécio Neves

Aécio disse que o momento é de união e também de “uma nova estratégia”. “Os nomes que se dispõem a enfrentar a sucessão do governador Anastasia devem caminhar juntos pelo Estado, mostrando o que foi feito ao longo desses anos, refrescando a memória dos mineiros em relação a todos os avanços que nós tivemos”, disse o senador. “No momento certo vai surgir o candidato.”

O PSDB está no governo de Minas desde 2002. Foram dois mandatos de Aécio e dois de Anastasia. O atual governador assumiu o governo em 2010, quando Aécio deixou o cargo para disputar uma vaga do Senado.

OUTROS PARTIDOS

O ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, é o nome mais provável do PT a disputar o governo em 2014. Pesquisas não publicadas citadas por petistas mostram, segundo eles, uma ampla liderança de Pimentel nas intenções de voto. Se sua candidatura ao Planalto se concretizar, Aécio precisará ter um candidato competitivo em seu território de maior influência política.

O prefeito Marcio Lacerda (PSB), que frequentemente tem sido cogitado como possível candidato ao governo, teria na avaliação de tucanos e de líderes do PSB boas chances de ser eleito.

Ao falar de sua agenda nacional e de sua estratégia para disputar as eleições presidenciais de 2014, Aécio deu a entender que sua estratégia passa, primeiro, por sua eleição como presidente nacional do PSDB. Ele tem evitado dizer que é candidato à sucessão da presidente Dilma Rousseff.

“Eu assumirei o partido, provavelmente, agora no dia 18, 19 de maio e vamos construir nossa estratégia de conversar com a sociedade”, disse ele ao sair de um hotel em Belo Horizonte, onde se encontrou com o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

“O ano de 2013 será dedicado a andarmos pelo país, a conversarmos com as pessoas, a ouvirmos as pessoas e acredito que no final do ano, no amanhecer de 2014, aí sim, será hora de buscarmos aliados”, disse a ele ao ser perguntado sobre como pretende atrair partidos que estão hoje na base do governo Dilma.

“Acredito que há uma possibilidade grande de termos ao nosso lado várias forças políticas, inclusive algumas que estão hoje na base de sustentação do governo porque chegarão a conclusão de que o Brasil merece um governo muito mais eficaz, com mais compromisso com a ética, mais ousado no campo da gestão é que permita o Brasil a crescer muito mais do que vem crescendo”, disse o tucano.

Pesquisa Datafolha de março mostrou que Dilma tinha 58% das intenções de voto; a ex-senadora Marina Silva tinha 16%; Aécio, 10%; e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, 6%.

FHC fala em governar ‘sem jeitinho’; Alckmin faz contraponto a gestão Dilma

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aparece hoje à noite nas inserções a que o PSDB paulista tem direito no rádio e na televisão falando que o seu partido governa “do jeito certo, sem jeitinho”.  ”O jeito certo, não tem jeitinho.Tem trabalho. É jeito do Montoro, do Covas, do Serra e do Geraldo Alckmin, governador que planeja e tem coragem de enfrentar os problemas e faz da honestidade uma marca de seu governo.Está sempre pensando nas pessoas. Trata os idosos com carinho e o respeito que eles merecem. Esse é o jeito do PSDB”, afirmou o tucano.

Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso

FHC fala da criação do PSDB há 25 anos. “O Brasil era bem diferente. Tinha acabado de sair da ditadura. A economia estava arrasada, e a inflação consumia os salário do trabalhador. Era preciso reconstruir o País, mas não de qualquer jeito. Era preciso fazer do jeito certo. Nascia assim o PSDB”, declarou.

O ex-presidente falou também de bandeiras de sua gestão, como o Plano Real e o combate à inflação. “O resultado está aí, nas ruas. Um País com moeda forte, respeitado no mundo”, declarou.

O vídeo é a estreia do novo marqueteiro do partido, Mauricio Queiroz, da White Propaganda. O senador Aécio Neves (MG), presidenciável da legenda, que aparecerá em outras inserções regionais do PSDB pelo País, não está nos filmes do PSDB-SP. De acordo com o partido, nos Estados em que há pré-candidato à reeleição, como no caso de São Paulo, com Alckmin, o tempo na TV foi usado para mostrar as administrações locais.

O governador aparece em outras inserções falando sobre marcas de sua gestão. “São Paulo está fazendo o maior investimento em transporte público da América Latina”, afirma o tucano, que em outro vídeo fala da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, criada pelo Estado. “Esse é o nosso trabalho. Agir e inovar o tempo todo para cuidar bem de você”, declarou. Em outra inserção, sobre habitação, Alckmin fala em resolver o “sonho de milhares de famílias”. “Estamos fazendo aqui em São Paulo o maior projeto urbanístico com inclusão social do Brasil”, declarou, num contraponto ao programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida.

 

Blog Julia Duailibi

Alckmin e FHC estrelam comercial do PSDB; Aécio fica fora

O governador paulista, Geraldo Alckmin, será a principal estrela dos programas partidários do PSDB paulista, que vão ao ar no rádio e na televisão a partir de sexta-feira. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também aparecerá nos comerciais de 2,5 minutos, que serão exibidos em todo o Estado, também nos dias 15, 17 e 19.

O senador Aécio Neves (MG), presidenciável do partido, ficará de fora do programa paulista. O PSDB nacional negociou a aparição do senador em alguns programas estaduais, como forma dele se tornar mais conhecido. Em São Paulo, porém,  não houve a formalização de pedido para que Aécio aparecesse na propaganda local. Entre os Estados em que o mineiro aparecerá, estão Rio de Janeiro e Paraíba. Em Minas, seu berço eleitoral, o PSDB perdeu o comercial regional numa ação na Justiça na eleição passada.

O fortalecimento da imagem em São Paulo é um dos passos que Aécio pretende dar na campanha rumo ao Palácio do Planalto. O mineiro veio ao Estado nas últimas duas semanas, participar de eventos ao lado de Alckmin. Também busca a unidade partidária paulista em torno do seu nome. Hoje, a maior parte dos líderes tucanos de São Paulo, como Alckmin, FHC e Aloysio, já aceita o nome do mineiro como candidato a presidente pelo PSDB.

Aécio, no entanto, ficará fora da telinha paulista. Os comerciais que serão exibidos pelo partido abordarão feitos da gestão Alckmin e os 25 anos de aniversário da legenda. Quem os fez foi o publicitário Maurício Queiroz, da White Propaganda, responsável pela campanha do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) em 2010.

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Alckmin e FHC estrelam comercial do PSDB; Aécio fica fora

O governador paulista, Geraldo Alckmin, será a principal estrela dos programas partidários do PSDB paulista, que vão ao ar no rádio e na televisão a partir de sexta-feira. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também aparecerá nos comerciais de 2,5 minutos, que serão exibidos em todo o Estado, também nos dias 15, 17 e 19.

O senador Aécio Neves (MG), presidenciável do partido, ficará de fora do programa paulista. O PSDB nacional negociou a aparição do senador em alguns programas estaduais, como forma dele se tornar mais conhecido. Em São Paulo, porém,  não houve a formalização de pedido para que Aécio aparecesse na propaganda local. Entre os Estados em que o mineiro aparecerá, estão Rio de Janeiro e Paraíba. Em Minas, seu berço eleitoral, o PSDB perdeu o comercial regional numa ação na Justiça na eleição passada.

O fortalecimento da imagem em São Paulo é um dos passos que Aécio pretende dar na campanha rumo ao Palácio do Planalto. O mineiro veio ao Estado nas últimas duas semanas, participar de eventos ao lado de Alckmin. Também busca a unidade partidária paulista em torno do seu nome. Hoje, a maior parte dos líderes tucanos de São Paulo, como Alckmin, FHC e Aloysio, já aceita o nome do mineiro como candidato a presidente pelo PSDB.

Aécio, no entanto, ficará fora da telinha paulista. Os comerciais que serão exibidos pelo partido abordarão feitos da gestão Alckmin e os 25 anos de aniversário da legenda. Quem os fez foi o publicitário Maurício Queiroz, da White Propaganda, responsável pela campanha do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) em 2010.

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Aécio Neves tentará convencer Arthur Neto a permanêncer no PSDB

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) está disposto a tentar convencer o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, a não deixar o partido. De acordo com o colunista Ilimar Franco, do Jornal O Globo,  de São Paulo, os dois acertaram um encontro para a segunda quinzena de abril, quando irão discutir a atitude do diretório paulista – mais precisamente do governador Geraldo Alckmin – em relação aos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus.

Aécio Neves e Arthur Neto
Aécio Neves e Arthur Neto

Artur Neto tem entrado em conflito com Alckmin por ele ter entrado com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra os benefícios concedidos pelo governo federal à Zona Franca. A proposta do paulista é equalizar o ICMS, o que seria um “golpe de morte” para a ZFM, de acordo com o prefeito. Para Aécio, este “é um assunto complicado e que não há consenso entre os governadores”. Mas a manobra tem sido usada pelo prefeito para justificar sua possível saída do PSDB e se evidenciar na mídia.

Por conta do conflito, o tucano do Amazonas ameaçou deixar a legenda. “Simplesmente vou mandar uma carta e sair do partido. Não vou dar a menor confiança, não tenho tempo a perder com eles se não mostrarem solidariedade neste momento”, disse ele, numa entrevista recente concedida ao portal D24am,  Mas o mineiro reitera sua importância para a sigla e diz que quer vê-lo em seu novo projeto político.

 

Campos e tucanos fazem aproximação estratégica

Flerte com governador de Pernambuco, que tenta se viabilizar para disputar o Palácio do Planalto no ano que vem, interessa a Aécio, a Alckmin e a Serra.

 

O projeto presidencial do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), passou a ser do interesse de outros três protagonistas políticos, todos eles tucanos. O senador Aécio Neves (MG), o governador Geraldo Alckmin (SP) e o ex-governador José Serra (SP) se beneficiam das articulações do pernambucano para disputar a Presidência da República em 2014.

Campos e NevesO PSDB vê como positiva a candidatura de Campos, que conta com o entusiasmo até do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, hoje o principal articulador político da campanha de Aécio à Presidência.

A direção do partido avalia que a entrada do governador de Pernambuco na disputa pode ser determinante para forçar o 2.º turno entre Aécio e a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). Segundo pesquisa Ibope, divulgada pelo Estado no fim de semana passado, quando Campos não está na disputa, Dilma se fortalece e tende a receber a maior parte dos votos que antes estavam com o governador.

Para os tucanos que patrocinam a candidatura de Aécio, o potencial de estrago de Campos num voo solo é menor do que aliado ao projeto governista. Isso porque, avaliam, o político do PSB não tem estrutura para manter uma candidatura competitiva.

O governador de Pernambuco, porém, está trabalhando para criar essa estrutura. Desde o ano passado, ele adotou um discurso para o empresariado do eixo Rio-São Paulo, onde estão os potenciais financiadores de campanha. Teve encontros com executivos de grandes empresas e integrantes do mercado financeiro. Também ampliou os contatos políticos de olho na montagem de palanques nos Estados.

A direção do PSDB sabe que esse é um movimento perigoso, já que a campanha de Campos pode empolgar – e ele, por sua vez, tirar votos do partido. Em 2006, ele se lançou candidato em Pernambuco e conseguiu se eleger num cenário em que havia disputa entre o partido oposicionista no Estado, o PT, e o governista, o PFL.

Alckmin também tem interesse na aproximação com o PSB. O governador mantém boa relação com o colega pernambucano e, no ano passado, ajudou a eleger o principal prefeito paulista do partido de Campos, Jonas Donizette, em Campinas. O PSB compõe a base governista de Alckmin. Tem sob seu comando a Secretaria de Turismo do Estado.

Agora, o governador tucano quer garantir o apoio do PSB para a sua reeleição no ano que vem. Conversou recentemente com os líderes do partido em São Paulo, dos quais ouviu que o apoio é possível, mas depende de palanque para Campos em São Paulo. O PSB nacional precisa de entrada entre os paulistas, ao mesmo tempo em que Alckmin quer evitar que o aliado lance um candidato próprio. Os tucanos não descartam conceder apoio branco a Campos, com o governo paulista dando uma mãozinha para ele no Estado.

Além de Aécio e Alckmin, Serra ensaia aproximação estratégica com Campos. Há cerca de dez dias o ex-governador reuniu-se com o pernambucano e depois o elogiou, dizendo que a sua candidatura era “boa” para o País.

No momento em que há uma disputa por espaço na direção do PSDB com o grupo de Aécio, o encontro foi interpretado internamente como um recado, já que Serra poderia migrar para o PPS, onde apoiaria a campanha de Campos. O encontro vazou para a imprensa dias antes de o PSDB paulista receber Aécio como presidenciável do partido e aumentou a preocupação interna sobre a saída de Serra da sigla.

Interesse. Para o governador de Pernambuco a aproximação com os tucanos também é positiva. Se resolver ser candidato, Campos não quer ser um nome antigoverno. Mas, pelo menos agora, o flerte com o partido da oposição cumpre o seu papel. Ameaça o PT e aumenta o seu passe, numa eventual negociação com o Planalto para retirar a sua candidatura em 2014. Também dá a ele musculatura política no Sudeste, berço eleitoral do PSDB, caso entre na corrida.

Nos últimos meses, o governador se encontrou com economistas ligados aos tucanos. Recebeu no Palácio do Campo das Princesas representantes da Casa das Garças, centro de estudos em política econômica formado por economistas da era FHC.

Também ponderou o discurso sobre o PSDB e tem destacado a contribuição do governo FHC. “Isso não quer dizer que não tenhamos críticas, mas não estávamos certos lá atrás quando dissemos que o Plano Real era um fiasco”, afirmou em fevereiro, em viagem ao agreste de Pernambuco. “A esquerda brasileira errou e é preciso ter humildade para reconhecer.”

 

Fonte: Estadão

O Prefeito Arthur Neto dá ultimato ao PSDB

Prefeito Arthur Neto
Prefeito Arthur Neto

O prefeito de Manaus, Arthur Neto, disso ontem à direção do partido dele, o PSDB, que abandona a legenda caso os senadores tucanos prejudiquem a Zona Franca de Manaus durante a votação da resolução que visa equalizar as alíquotas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo Arthur, essa mudança fere a ZFM e prejudica bastante a capital do Amazonas. “Informei à presidência do partido que saio do PSDB se nossos senadores votarem prejudicando a Zona Franca de Manaus. Se todos os senadores do Brasil votarem a favor da Zona Franca e os de São Paulo votarem pela mudança saio também. Manaus é uma importante prefeitura para o PSDB, logo, o PSDB tem que saber o quanto o Polo Industrial é importante para Manaus ”, disse Arthur.

A votação do projeto está marcada para o dia 26 de março. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado debate o assunto hoje. “É hora de acabar com essa brincadeira de ameaçar o modelo. Ele contribui muito para a Amazônia e para o Brasil e merece ser respeitado”, comentou o prefeito.

FHC aponta ‘usurpação’ de projeto tucano por governos do PT

Ex-presidente participou de evento do PSDB em Belo Horizonte.
Líder do governo diz que aplaude ‘disposição’ de FHC de fazer comparação.

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso disse nesta segunda (25), durante evento do PSDB intitulado “Minas Pensa o Brasil”, em Belo Horizonte, que houve uma “usurpação de projeto” no país.

 Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso

Questionado sobre o projeto tucano para o Brasil, FHC atacou o PT e destacou que o atual governo usurpou projetos do PSDB. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff foi “ingrata” ao dizer que o PT construiu e não herdou nada do PSDB: “O que a gente pode fazer quando a pessoa é ingrata? Nada. Cospe no prato que comeu”.

No último dia 20, na festa de comemoração dos dez anos do PT no governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o PSDB ficou sem discurso e sem propostas porque, no governo, o PT fez “mais e melhor”. No mesmo evento, a presidente Dilma Rousseff disse que os governos petistas não herdaram nada do PSDB. “Nós não herdamos nada […]. Nós construímos”, afirmou na ocasião.

Nesta segunda, FHC declarou que o atual governo é que ficou sem projeto em razão do que chamou de “usurpação” do projeto tucano.

“Quem não tem projeto é o governo. Vocês têm que entender que o que aconteceu no Brasil foi uma usurpação de projeto. Só que, como ele é usurpado, ele é mal feito. Não têm coragem realmente de dizer que vai privatizar. O projeto que eles tinham, eles engavetaram. Eles tinham duas grandes metas: uma ligada ao socialismo, e outra ligada à ética. De socialismo, nunca mais ninguém falou. E, ética, meu Deus. Não sou eu quem vai falar a respeito do que está acontecendo no Brasil. Não têm palavra. Estão tentando utilizar os programas que eram nossos e mudam o nome”, disse.

Líder do governo responde
O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que a fala do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “confirma aquilo que os candidatos do PSDB tentaram esconder nas últimas eleições”.

Segundo Chinaglia, a gestão FHC foi marcada por um “programa agressivo de privatizações de áreas estratégicas do país”.

Para o líder do governo, as rodovias federais pedagiadas oneram “infinitamente menos” os usuários do que as que existem no resto do país, “especialmente as rodovias estaduais de São Paulo”, estado administrado pelo PSDB.

“Me parece que ele, de certa maneira, está estabelecendo comparações. Aplaudo a disposição dele de retomar a comparação. Com certeza, o povo brasileiro vem comparando as realizações dos governos do PSDB e do PT. Queremos continuar essa comparação”, declarou Chinaglia.

Aécio
FHC voltou a defender o senador Aécio Neves (MG) como candidato do PSDB para as eleições presidenciais de 2014 em razão da necessidade de “renovação”.

“Isso não é uma coisa que signifique que só um possa ser. Tem mais de um que pode ser. Nesse momento, por uma questão de conjuntura, eu acho que a pessoa que tem maiores possibilidades, no meu julgamento, é o senador Aécio Neves”, avaliou.

Para ele, o momento atual é de “renovação”. “Eu acho que a gente tem que estar sempre preparado para ventos novos. Então, eu acho que é uma candidatura mais dinâmica, mais jovem”, disse.

 

* Colaborou Fabiano Costa, do G1, em Brasília

PSDB vai pedir que Procuradoria apure uso eleitoral de pronunciamento de Dilma

O PSDB pretende ingressar nesta terça-feira (29) com uma representação na Procuradoria-Geral da República contra a presidente Dilma Rousseff.

PSDBO partido de oposição acusa a presidente de usar o pronunciamento que fez em rede nacional de TV e rádio no qual anunciou a redução na conta de luz para “autopromoção”.

PSDB acusa Dilma de usar pronunciamento para fazer campanha

“Na ocasião, a presidente se valeu de uma prerrogativa do cargo não para tratar apenas de assuntos de interesse do país, mas fazer sua autopromoção e atacar aqueles que ousam discordar de seu governo”, afirma nota divulgada nesta segunda-feira pelo partido.

A expectativa do PSDB é que o Ministério Público Federal abra investigação sobre o uso indevido da cadeia nacional de rádio e televisão convocada no último dia 23 de janeiro.

Em nota divulgada no dia 24, o presidente tucano, Sérgio Guerra, afirmou que a petista cometeu “a mais agressiva utilização do poder público” para lançar sua candidatura à reeleição.

Segundo ele, Dilma faltou com a verdade ao longo dos mais de oito minutos de fala, ultrapassou “um limite perigoso para a sobrevivência da jovem democracia brasileira” e dividiu o Brasil entre “nós e eles”.

Em sua fala, a presidente qualificou os críticos de pessimistas. “Os últimos anos o time vencedor tem sido dos que têm fé e apostam no Brasil. Por temos vencido o pessimismo e os pessimistas, estamos vivendo um dos melhores momentos da nossa história”, disse Dilma (veja no vídeo abaixo).

“O país assistiu à mais agressiva utilização do poder público em favor de uma candidatura e de um partido político”, disse Guerra. “A redução do valor das contas de luz, já prometida em rede nacional há quatro meses e alardeada em milionária campanha televisiva paga pelos contribuintes”, completou.

CAMPANHA

Em um arquivo enviado à imprensa na semana passada, o PSDB aponta elementos que, segundo o partido, configuram semelhanças entre o pronunciamento do dia 23 com os filmes exibidos na campanha eleitoral e nos horários reservados à propaganda eleitoral.

Entre os elementos citados pelo partido está o uso de roupas em tom vermelho –cor do PT–, o uso de grafismo próprio de campanha e a ausência do brasão da república, substituído pela logomarca oficial do governo federal.

PSDB distribui cargos para fragilizar palanques de Dilma pelos Estados

O comando do PSDB já colocou em curso uma silenciosa operação para tentar desidratar o palanque de Dilma Rousseff em 2014.

Governadores tucanos têm assediado partidos da base federal com promessas de cargos e ampliação de espaço nas administrações locais.

No Paraná, PSC, PP e PMDB vêm sendo contemplados com secretarias. Em São Paulo, Geraldo Alckmin negocia com PP, PRB e até PMDB, parceiro de Dilma.

A estratégia se repete em outros Estados liderados pela sigla oposicionista, como Minas Gerais, Alagoas, Goiás, Roraima e Pará.

No mapa tático há um objetivo não declarado: chegar ao segundo trimestre do ano eleitoral com canais suficientes para multiplicar ao máximo o número da candidaturas presidenciais, roubar para si aliados hoje na órbita federal e, onde isso não for possível, obter desses partidos o compromisso de não apoiar nem PSDB nem PT na corrida nacional.

Quanto mais postulantes houver, maiores as chances de segundo turno, e quanto mais partidos deixarem a coalizão federal, menos tempo de TV terá a petista.

Dilma, aliás, que fez sua primeira campanha eleitoral com um grande arco de alianças em 2010, pode não repetir a façanha de um palanque tão vasto em 2014.

QUANTIDADE

O PSDB torce por um múltiplo cardápio de candidatos: o governador Eduardo Campos (PSB-PE), a ex-ministra Marina Silva e os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Cristovam Buarque (PDT-DF) –além de, claro, o tucano Aécio Neves (MG).

O próprio Planalto já detectou a operação dedicada a “quebrar” o palanque da presidente. As costuras de Aécio entraram no radar do Palácio quando o senador passou a estreitar laços com o presidente do PDT, Carlos Lupi. Este, aliás, defende que sua sigla lance um nome próprio na disputa do ano que vem.

Segundo a Folha apurou, os tucanos iniciam 2013 dispostos a estruturar as bases da campanha presidencial do senador mineiro.

O CANTO DOS TUCANOS
Aécio Neves: O senador, atualmente o mais provável candidato tucano à Presidência da República, é o pai da operação. Hoje, corteja PDT, PTB, PSB e PV
Geraldo Alckmin:O governador de São Paulo oferece espaço ao PP de Paulo Maluf e a Celso Russomanno (PRB), candidato a prefeito derrotado na capital paulista

 

A partir de fevereiro, passarão a fazer pesquisas periódicas de opinião para montar a narrativa eleitoral.

E já iniciaram as buscas por um “João Santana tucano”, em referência ao marqueteiro do PT, vitorioso nas últimas três eleições presidenciais.

No comando dessa operação para desidratar o palanque petista está o próprio Aécio. Até agora submerso, ele tem liderado o assédio à base da presidente recomendando calma aos tucanos mais ansiosos.

Diz isso citando o avô Tancredo Neves: “As pessoas só se movem da base no momento em que o poder futuro é mais atraente que o poder presente”.

Colaborou CATIA SEABRA, de Brasília

PSDB acusa Dilma de usar máquina federal de olho na sua reeleição

Após pronunciamento da presidente em cadeia nacional de rádio e TV, tucanos afirmam que o governo do PT ultrapassou ‘limite perigoso para a sobrevivência da jovem democracia brasileira’

SÃO PAULO – O PSDB criticou duramente, em nota oficial distribuída na tarde desta quinta-feira, o pronunciamento oficial da presidente Dilma Rousseff, em cadeia nacional de rádio e TV na noite de quarta-feira, 23, no qual ela anunciou a redução nas tarifas de energia elétrica e acusou os que fazem ”previsões alarmistas”. Assinada pelo presidente nacional da legenda, Sergio Guerra, a nota dos tucanos acusa o governo do PT de “ultrapassar o limite perigoso para a sobrevivência da jovem democracia brasileira”. E tece a seguinte avaliação sobre a fala de Dilma: “Durante os oito minutos de divulgação obrigatório por parte das emissoras de rádio e TV brasileiras, a presidente Dilma faltou com a verdade, fez ataques a seus adversários, criticou a imprensa e desqualificou os brasileiros que ousam discordar de seu governo.”

PSDBPara os tucanos, em vez de a presidente assumir sua responsabilidade de gestora do País e fazer o governo produzir, o que se viu no pronunciamento foi “o lançamento prematuro de uma campanha à reeleição, às custas do uso da máquina federal e das prerrogativas do cargo presidencial”. No comunicado, o PSDB faz um alerta aos brasileiros para o fato de se utilizar a cadeia nacional de rádio e TV “para promoção pessoal e política da presidente”, destacando que isso “fere frontalmente os fundamentos do estado democrático.”

O PSDB avaliou ainda que o pronunciamento foi “a mais agressiva utilização do poder público em favor de uma candidatura e de um partido político”, feito “mais uma vez, sob o pretexto de anunciar a redução do valor das contas de luz, já prometida em rede nacional há quatro meses e alardeada em milionária campanha televisiva paga pelos contribuintes”. E continua nas críticas: “O caráter político-partidário do pronunciamento oficial da presidente pode ser constatado inclusive pela substituição do brasão da República pela marca publicitária do atual governo na vinheta de abertura da “peça publicitária” veiculada em cadeia nacional.”

Para os tucanos, a presidente Dilma Rousseff deveria ser a primeira a reconhecer-se como presidente de todos os brasileiros. “Agora os divide em dois grupos: o ”nós” e o ”eles”, os ”vencedores e os ”derrotados”, os ”do contra” e os ”a favor”, é como se estivesse fazendo um discurso numa reunião interna do PT, em meio ao agitar das bandeiras e ao som da charanga do partido”, disse o comunicado, concluindo: “O conceito de República foi abandonado”.

Além da manifestação do presidente nacional do PSDB contra o pronunciamento de quarta-feira da presidente Dilma Rousseff, outros integrantes da legenda também se alinharam em discursos nessa linha. O secretário de Energia de São Paulo, José Aníbal (PSDB), por exemplo, disse mais cedo nesta quinta-feira que o que surpreendeu “foi a politização absoluta do anúncio feito em cadeia nacional”. Segundo o tucano, “a presidente usou espaço na televisão para fazer picuinha política, o que é inaceitável”.

Tucanos descartam apoio a Randolfe ao Senado, diz Alvaro Dias

Para líder do PSDB, candidatura do senador do PSOL à presidência da Casa é isolada

BRASÍLIA – O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disse nesta quarta-feira que a candidatura do senador do PSOL Randolfe Rodrigues (AP) à presidência do Senado é “isolada” e não deverá ter o apoio dos tucanos. Na terça-feira, Randolfe aproveitou a divulgação de um manifesto que compara a volta do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), ao comando da Casa a práticas políticas da República Velha (1889-1930), quando os eleitores votavam em candidatos predefinidos, para se lançar na disputa. 

“Acho a atitude do Randolfe isolada”, criticou o líder tucano. O PSDB trabalha com duas alternativas para a sucessão de José Sarney (PMDB-AP), marcada para o dia 1º de fevereiro em votação secreta. A primeira delas é o lançamento de um nome de dentro do próprio PMDB para se contrapor a Renan Calheiros, como os senadores Pedro Simon (RS), Jarbas Vasconcelos (PE) ou Ricardo Ferraço (ES). Seria uma forma de respeitar a tradição do Senado de eleger presidente um representante da maior bancada. Outro caminho é apoiar o senador do PDT Pedro Taques (MT) à disputa.

Para o tucano, a alternativa de encontrar um nome para fazer frente a Renan Calheiros “não se esgotou”. Segundo ele, por essa razão o lançamento da candidatura de Randolfe Rodrigues é “um pouco precipitado” e foge ao acordo estabelecido entre os senadores ditos independentes – um grupo de parlamentares da base e da oposição que se reúnem desde o ano passado com uma plataforma de moralização do Senado.

Reservadamente, senadores do PSDB não perdoam o colega do PSOL por ter feito, na opinião deles, um acordo de última hora com o relator da CPI do Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG), para retirar o nome do vereador do partido Elias Vaz da lista de sugestões de indiciamento. O relatório de Cunha, entretanto, acabou sendo derrotado e a comissão encerrou os trabalhos em dezembro passado com um texto de duas páginas que não propõe qualquer punição aos envolvidos.

O líder do PSDB rechaça qualquer especulação de que o partido vá fechar questão em torno da candidatura de Renan Calheiros porque o PMDB teria ajudado a derrotar o relatório de Odair Cunha que pedia o indiciamento do governador do partido Marconi Perillo (GO). Segundo ele, uma decisão da bancada será acertada numa reunião marcada para a véspera da eleição para presidente do Senado.

Alvaro Dias adianta que ele pelo menos não apoiará o nome de Renan. “Essa unidade em torno dessa tese eu posso assegurar que não tem. Pelo menos em meu nome eu posso falar”, disse. O líder tucano disse que pediu para a assessoria técnica do partido elaborar uma pauta para a eleição da Mesa Diretora que deverá ser entregue aos candidatos. Entre os temas, estão a apreciação dos vetos presidenciais, a reforma administrativa e o aumento da independência do Congresso em relação às medidas provisórias editadas pelo Executivo.

Derrota cria nova polarização entre São Paulo e Minas

Revés na capital projeta Alckmin como a maior liderança do PSDB-SP; governador agora divide influência com Aécio, nome natural para 2014

SÃO PAULO – A derrota do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, cria uma nova polarização no principal partido de oposição, protagonizada pelo governador paulista, Geraldo Alckmin, e o senador mineiro Aécio Neves, ambos potenciais presidenciáveis.

O enfraquecimento político de Serra, que nos últimos anos disputou espaço na legenda com Aécio, projeta Alckmin, ex-adversário de Serra em São Paulo, como a maior liderança do PSDB paulista. O governador passa agora a dividir a influência na legenda com Aécio, considerado o candidato natural para concorrer à Presidência em 2014.

A tendência é que Alckmin dispute a reeleição daqui a dois anos. Nesse cenário, poderia apoiar a candidatura de Aécio ou trabalhar por uma aliança em torno do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidenciável do PSB. A aliança nacional com os socialistas interessa aos aliados de Alckmin, que querem o apoio do PSB em São Paulo. O paulista pretende esperar 2018 para concorrer ao Planalto.

Com a derrota, os tucanos avaliam não haver mais espaço para Serra concorrer à Presidência – mesmo que ele queira, hipótese que alguns aliados também não descartam. A tese defendida no PSDB, que já começara a se esboçar nesta eleição municipal em São Paulo, é a de renovação. Para os tucanos, seria natural agora Serra disputar o Senado em 2014 e abrir espaço para outra geração, com Aécio, Alckmin e o governador do Paraná, Beto Richa.

Apesar do clima pró-mudança, o tucano não deve sair da cena política. Pode repetir o roteiro de 2010, quando perdeu a eleição presidencial e tentou aumentar a influência no partido, pleiteando a presidência do PSDB.

Em maio, o PSDB terá de escolher um novo presidente. O estatuto do partido não permite mais a reeleição de Sérgio Guerra (PE). O grupo de Aécio, com quem Serra é rompido politicamente, já trabalha para fazer a indicação, que poderia ser o próprio senador ou um aliado, como o secretário-geral da legenda, deputado Rodrigo de Castro.

No domingo, questionado se a presidência do PSDB seria uma opção para Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse: “Ele é que tem de decidir, é uma questão muito pessoal. Agora, a presidência do PSDB não está em aberto, temos um presidente em exercício, e isso não está em discussão agora”.

Para o deputado Walter Feldman, um dos coordenadores da campanha tucana, “Serra tem muita bagagem e muita experiência para não encontrar um novo projeto”. “O partido tem de se abrir a todas as lideranças, inclusive a ele”, afirmou o senador Álvaro Dias (PR).

Renovação. Vice-presidente do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman afirma que é cedo falar sobre o futuro de Serra, que foi alvo de especulações sobre uma eventual saída do PSDB após a derrota na disputa presidencial de 2010. Para o tucano, o partido não errou ao não apostar na renovação. “Uma série de condições nos levou à derrota. Qualquer candidato do PSDB teria a mesma dificuldade que Serra.”

Porta-voz do antipetismo, Serra foi candidato à Presidência duas vezes, ministro, prefeito e governador. Disputou a Prefeitura de São Paulo pela quarta vez – venceu em 2004, quando derrotou o PT, de Marta Suplicy. O tucano entrou na disputa após apelo da direção do PSDB, que alegava não ter candidato competitivo e preferiu não arriscar um nome novo – Alckmin foi defensor da tese de lançar Serra, temendo o impacto de uma derrota na sua reeleição. Para Serra, a disputa era uma maneira de tentar reverter o isolamento no partido.

Setores do PSDB defendiam a renovação. Desde 1996, os candidatos a prefeito da sigla são Serra e Alckmin. A legenda chegou a organizar prévia para escolher o candidato a prefeito, com Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Tripoli. Mas, durante o processo, Serra decidiu disputar. Matarazzo e Covas desistiram em favor do ex-governador, que acabou vencendo a prévia com 52% dos votos.

Serra ouviu críticas sobre a decisão de concorrer. O próprio marqueteiro, Luiz Gonzalez, avaliava que a eleição era difícil. Antes de entrar na corrida, o tucano comparava a eleição municipal a um funeral político, já que seu objetivo era concorrer à Presidência novamente em 2014. Em caso de vitória, seria um velório com direito a festa. Em caso de derrota, um funeral de indigente.

PSDB acusa Dilma de uso da máquina pública para atacar adversários

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), acusou neste sábado (8) a presidente Dilma Rousseff de utilizar a máquina pública para atacar os adversários.

Para o tucano, o pronunciamento feito pela presidente na véspera do feriado do Dia da Independência, ocorrido ontem (7), “ganhou contornos inusitados”.

“Se não bastassem as dificuldades de o PT conviver com o contraditório, seus principais representantes no governo federal agora se valem da máquina pública para atacar adversários, tentar reduzir o desgaste sofrido pelo avanço das condenações no julgamento do mensalão”, afirma em nota o tucano.

Na última quinta-feira (6), Dilma aproveitou o pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV para anunciar medidas econômicas, exaltar decisões do governo e criticar a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Sem citar FHC, Dilma afirmou que o “antigo e questionável modelo de privatizações das ferrovias torrou o patrimônio público para pagar dívida e ainda terminou por gerar monopólios, privilégios, frete elevado e baixa eficiência”.

Em defesa da gestão de FHC, Sérgio Guerra subiu o tom contra a petista.

“A presidente Dilma se valeu da prerrogativa de convocar uma cadeia nacional de rádio e TV para atacar a política de privatizações adotada pelo governo tucano do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como se seu governo não tivesse aderido à mesma tese para garantir a retomada do crescimento da economia brasileira e obras indispensáveis para a infraestrutura do país”, diz a nota de Sérgio Guerra.

No pronunciamento, a principal medida anunciada por Dilma foi a redução de 16,2% na tarifa de energia dos consumidores residências e de até 28% para os consumidores industriais.

Fonte: Uol

PT e PSDB medem forças em ‘cidades bilionárias’ já com os olhos em 2014

Eleições 2012.. Concentrando quase 40% de todos os recursos municipais do País, 47 prefeituras com orçamentos iguais ou superiores a R$ 1 bi viram alvo dos partidos; petistas são hoje os que mais controlam Executivos locais do chamado ‘clube do bilhão’.

Com 37 % dos recursos disponíveis para os mais de 5.500 municípios brasileiros, 47 cidades (menos de 1% do total) integram um seleto grupo no País, o de prefeituras com orçamento anual igual ou superior a R$ 1 bilhão. Não por acaso, as disputas por uma cadeira de prefeito nesse “clube do bilhão” devem ser as mais acirradas na campanha deste ano.

O partido que comanda mais prefeituras no “clube” é o PT, com 11 prefeitos. Em seguida aparece o PSDB, com sete chefes de Executivo. PMDB e PDT vêm logo em seguida, com seis cada.

PT e PSDB já com os olhos em 2014

Como já dispõem de mais prefeituras bilionárias, tucanos e petistas, adversários no plano nacional, devem protagonizar também os principais embates. O PT está em campo com 36 candidatos próprios nessas cidades, enquanto o PSDB reúne um time de 27. Contando todos os partidos, 300 pessoas buscam uma das 47 “prefeituras bilionárias”.

Vencer nos municípios com alto orçamento terá forte influência também nas eleições presidenciais e de governadores em 2014, avaliam os partidos. Daí a importância dada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sucessão paulistana. Ele quer emplacar seu afilhado político Fernando Haddad, que tenta polarizar com o candidato tucano, José Serra.

Se levadas em conta apenas as capitais bilionárias, tucanos e petistas terão embate direto, além de São Paulo, em Belém, São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Vitória, Porto Alegre, Campo Grande e Cuiabá.

Estudo. Neste ano, as 47 cidades mais ricas têm receitas orçamentárias somadas de R$ 164,3 bilhões, quase 37% do total disponíveis para todas as cidades do Brasil. Os recursos estão sendo divididos por 56,6 milhões de pessoas, 29,56% dos brasileiros (não foram incluídas no cálculo Brasília e Fernando de Noronha, onde não haverá eleições).

A receita per capita nessas cidades é de R$ 2.905,64, o que significa uma diferença de 35,6% em relação aos R$ 2.141,63 de 2010. O mesmo indicador para o conjunto das cidades naquele ano foi de R$ 1.699,55.

Os dados sobre os cofres das cidades são do estudo denominado Os Municípios Bilionários em 2012, da ONG Transparência Municipal.

“O que se verifica nestes locais é a concentração do PIB, da renda, da receita e até de parte da população”, afirma o economista e geógrafo François Bremaeker, autor do estudo. Os números foram obtidos a partir de dados acumulados pela Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda e, em alguns casos, das próprias prefeituras. Informações do IBGE também foram utilizadas. Em alguns casos foram feitas estimativas.

De acordo com o trabalho, em apenas quatro anos 16 municípios ascenderam ao clube. Desse conjunto, só três – Florianópolis (SC), Aracaju (SE) e Cuiabá (MT) – são capitais estaduais. Em 2009, início da gestão dos atuais prefeitos, apenas 31 tinham receitas de pelo menos R$ 1 bilhão por ano. Piracicaba (SP), Porto Velho (RO), Serra (ES) e Guarujá (SP) deverão chegar ao patamar bilionário em 2013.

Copa. Além de sua influência nas eleições de 2014, em decorrência da capacidade de investimentos, alguns dos municípios mais ricos têm um atrativo extra: serão sedes da Copa do Mundo, no mesmo ano da sucessão presidencial. Isso garantirá o recebimento de mais investimentos nos próximos dois anos.

“No Rio de Janeiro, já devem estar pesando os recursos para a Copa e também para a Olimpíada”, afirma o pesquisador da Transparência Municipal.

Quando é considerada só a receita de impostos, os 47 municípios com orçamentos acima de R$ 1 bilhão em 2012 concentram 62% dos recursos – R$ 75,473 bilhões. Serão R$ 802,25 por habitante em 2012, contra R$ 632,22 em 2010 – 52,48% acima da conta per capita para todas as cidades brasileiras, onde chegou a apenas R$ 300,38 naquele ano.

Nos últimos dois anos, as receitas de tributos per capita subiram 27%, sem descontar a inflação. Já na conta de receitas de transferências constitucionais (dinheiro repassado de Estados e da União), a conta muda. As 47 prefeituras bilionárias recebem apenas 27% do montante de recursos recebidos dessa forma por todas as cidades do País.

“Principalmente por causa do Fundo de Participação dos Municípios, pelo qual os municípios pequenos recebem um valor per capita bem maior”, afirma Bremaeker. “Digamos que o fundo per capita das cidades pequenas seja R$ 3.500, enquanto cidades como Rio e São Paulo têm R$ 70 por habitante. O que vai pesar para os grandes é o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).”

No ranking dos orçamentos, as oito primeiras colocações estão com capitais estaduais – São Paulo (R$ 38,7 bilhões) e Rio de Janeiro(R$ 20,5 bilhões) na liderança. Na divisão per capita, porém, a primeira colocação do País pertence a Cubatão, na Baixada Santista, com R$ 9.628,24 – curiosamente, um município pobre.

Fonte: Estadão

Com Serra preso a SP, Aécio alça voo

Aconselhado por FHC a ‘esquecer’ o ex-governador paulista, presidenciável mineiro vai iniciar estratégia mais ofensiva contra Planalto.

Bastou o ex-governador José Serra ganhar a prévia do PSDB para prefeito de São Paulo, com perspectiva de vitória que, ao menos em tese, o amarra à Prefeitura pelos próximos quatro anos, para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ocupar o espaço de pré-candidato tucano à Presidência da República em 2014.

Aécio dirigia um Land Rover da Rádio Arco-Íris quando foi parado em blitz no Rio de Janeiro

Aconselhado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a “esquecer o Serra” e viajar pelo Brasil, Aécio marcou o início desta nova fase na quarta-feira, com um discurso de críticas e cobranças duras à presidente Dilma Rousseff.

Ele promete não dar sossego ao Palácio do Planalto, intensificando os ataques mais diretos ao desempenho da presidente. “Estamos fazendo alertas claros. Vamos visitar obras inacabadas e vamos, sim, mensalmente, apresentar um balanço das obras do PAC”, disse o senador, decidido a aumentar a vigilância sobre o governo para apontar casos de má gestão, obras paradas e desperdício do dinheiro público.

O resultado da fiscalização intensa vai virar discurso, mas a plateia de Aécio não se limitará aos senadores. Na semana passada, ele esteve em Rio Branco, no Acre, e a agenda de viagens Brasil afora já inclui visitas a Mato Grosso, Tocantins e Mato Grosso do Sul neste mês, além de um giro pelo Nordeste em maio.

A subida de tom do mineiro na oposição ao Planalto agradou até ao expoente da ala serrista no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), que definiu o discurso como uma “bela tijolada” contra o governo Dilma.

O PT também passou recibo. Nenhum aliado do Planalto contestou as críticas de Aécio. Mas o silêncio dos petistas foi de caso pensado. Eles se recusaram a comentar o discurso do tucano por considerar que não fora o senador, e sim o presidenciável do PSDB, quem subira à tribuna. Os partidários de Dilma se calaram para não amplificar a voz de um possível adversário na corrida presidencial de 2014.

Estratégia. O presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado Marcus Pestana, destaca que Aécio aguardou que Serra definisse seu caminho para se movimentar de forma mais ostensiva como presidenciável. Diz que o senador vai “calibrar” suas manifestações e incursões pelo Brasil e fará um “périplo com foco na temática municipalista”, e não em um eventual programa de candidato a presidente. A ideia é discutir questões locais como infraestrutura urbana, saneamento, moradia e pacto federativo.

“Ele terá prudência no calendário, com o cuidado de não ir tão rápido que pareça provocação, nem tão devagar que pareça covardia”, explica Pestana, certo de que o senador cumprirá seu papel em ritmo crescente, mas dosado e deixando para mais adiante a montagem da tática de campanha.

Os aecistas não cultivam a ilusão de que viagens resolvem o problema da comunicação de um candidato a presidente, mas julgam que elas são positivas porque aumentam o grau de conhecimento junto ao eleitorado. “O desafio da comunicação de massa só se resolve com instrumentos de comunicação de massa. Por isso, não podemos deixar a decisão para 2014”, diz Pestana, defensor de prévia para escolher o candidato ao Planalto no primeiro semestre do ano que vem.

“Em 2013, temos de concentrar os instrumentos do partido, o horário partidário e os comerciais de 30 segundos no rádio e na TV, em uma cara só, seja ela de quem for”, propõe o deputado, ao lembrar que a lista de presidenciáveis do PSDB inclui os governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR), além do líder no Senado Álvaro Dias (PR) e do próprio Aécio.

Para Aécio, o mais importante das visitas aos Estados é começar a costura política das alianças que poderão lhe dar suporte em 2014, sempre investindo em sua rede de relações pessoais, que passa pelo PSB, PMDB, PP e o novo PSD. Não por acaso, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) foi um dos que recepcionaram Aécio em Rio Branco, dias atrás.

O próximo momento decisivo para Aécio será o da sucessão do Congresso, que vai acirrar a tensão entre o PT e o PMDB. Sabedor da insatisfação de peemedebistas com o PT e a presidente, o tucano tem procurado se aproximar de líderes regionais e governadores do partido. Só com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes, foram mais de uma dezena de encontros ao longo do ano passado, boa parte deles em jantares informais, nas residências oficiais de um e outro.

Pré-candidatura de Mariana Carvalho – Por Daniel Martins

Vendo o nome de Mariana Carvalho nas prévias do PSDB, já da para acreditar em um futuro muito bom para Porto Velho, por acompanhar de perto o mandato da vereadora e ter visto bons resultados, acredito que com ela na prefeitura, Porto Velho possa se tornar á cidade que dará orgulho aos habitantes.

Mariana foi á vereadora mais atuante da câmara municipal, com sua juventude, levou boas e novas idéias para aquela casa, ela é muito popular por andar onde o problema está e ir buscar a solução, mas cada pessoa deveria conhecer mais o trabalho da vereadora indo à câmara municipal, pois lá iam ver de perto sua luta por uma cidade cada dia melhor.

Mariana carvalho – Vereadora e pré-candidata a prefeita

Sabemos que uma única vereadora não faz uma cidade, pois depende do executivo que é o prefeito, e com um prefeito sem atitudes, sem preparo e sem querer como Roberto Sobrinho fica mais difícil de fazer algo, porem Marina Carvalho é incansável na busca de uma Porto Velho que tenha coleta de lixo, água encanada, ruas asfaltada e pelo menos o mínimo de dignidade para seus moradores.

A executiva nacional do PSDB, também quer ela como candidata a prefeita.

Filiada desde os dezesseis anos no PSDB, Mariana Carvalho que hoje está com 25, é presidente da ala jovem da sigla partidária em Rondônia e diretora de articulação parlamentar da Juventude do PSDB Nacional. Foi responsável em Porto Velho pela realização dos cursos de formação políticas, para jovens realizados pelo Instituto Teotônio Vilela. Devido a sua atuação, consolidou sua liderança nas hostes do partido, sendo eleita vereadora em 2008.

 

Daniel Martins – Blogueiro

José Serra vence prévia do PSDB em São Paulo com 52,1% dos votos

Ex-governador será o candidato do partido para concorrer à Prefeitura da capital paulista.

SÃO PAULO – O ex-governador José Serra venceu a prévia do PSDB de São Paulo, com 52,1% dos votos, e será o candidato do partido para concorrer à Prefeitura da capital paulista neste ano. Serra teve 3.176 votos. Os outros concorrentes, o secretário José Aníbal e o deputado federal Ricardo Tripoli, receberam respectivamente 1.902 e 1.018 votos. No total, 6.229 filiados tucanos participaram do processo, iniciado às 9 horas deste domingo, 25, nos 58 diretórios zonais do PSDB.

Ao votar no diretório zonal do Butantã, o governador Geraldo Alckmin afirmou que a prévia tucana não irá dividir o partido e que o processo legitima o candidato que vencer a disputa. Alckmin, que declarou ter votado em Serra, disse que foi um ato de humildade do ex-governador se submeter ao processo de prévia da sigla.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também declarou apoio a Serra, ao votar por volta das 12h no diretório regional de Perdizes, que foi montado em um estacionamento na esquina das avenidas Glete e Barão de Limeira. “Todos candidatos são preparados, mas eu tenho uma longa história política com o Serra”, justificou o ex-presidente. Até então, ele não havia declarado em quem votaria no processo interno do partido.