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OAB consegue liminar que garante atendimento de advogados durante plantão da Polícia Federal

Na noite deste sábado, 3 de novembro, a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) conseguiu uma liminar na justiça que garante o atendimento de advogados durante os plantões da Policia Federal (PF). Com isso, os profissionais passam a ter acesso às dependências da instituição e aos seus clientes mesmo em regime de plantão.

A decisão do juiz Ricardo de Sales determina que a PF “não viole as prerrogativas dos advogados previstas na Lei nº 8.906/94, evitando que se venha a incorrer no tipo penal do artigo 3º, alínea “j”, da Lei 4.898/1965, não impeça o acesso dos advogados ao atendimento no setor de recepção da sede da Superintendência da PF em Manaus e assegure o direito dos advogados – com ou sem procuração – de se comunicarem com seus clientes que se encontrem presos na sede da Superintendência da PF em Manaus”.

O presidente da OAB-AM, Marco Aurélio Choy, comemorou a decisão e disse que esta é mais uma conquista da entidade em prol dos da classe de profissionais. “A partir de agora, os advogados deixam de ficar do lado de fora da PF e passam a ter suas prerrogativas respeitadas”, afirmou.

Entre os argumentos defendidos na liminar está a prerrogativa de que “para o pleno exercício da ampla defesa em processo penal se faz imprescindível ao defendente reunir-se com seu advogado para que este possa lhe transmitir todas as informações necessárias sobre o caso, de forma a se deduzir a melhor solução jurídica para o seu problema. Tantas quanto bastem, devem ser as reuniões”.

Leia aqui o Mandado de Segurança OAB Amazonas.

A ‘‘Esquerdite’’ tenta desmoralizar a Polícia Militar – Por Daniel Martins

A ‘‘esquerdite’’ mais um vez vem cometendo suas arbitrariedades, com discursos sem fundamento e sem noção, agora quiseram desmoralizar a Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Na terça-feira, o Facebook e o Twitter da Polícia Militar de São Paulo publicaram uma foto de uma bebê de quatro anos usando uma réplica do uniforme da PM. Ela segurava um cassetete e uma algema. As páginas da ‘‘esquerdite’’ na Internet fizeram um enorme estardalhaço. Uma criança estaria sendo usada para fazer a apologia da violência.

Daniel Martins - Blog do Daniel
Daniel Martins – Blogueiro, Colunista e trabalha com Marketing pessoal e político.

Minha gente, vamos deixar de hipocrisia, vamos deixar de ser falsos e um bando de pra nada. Quer dizer que colocar o filho de mulher pode? Colocar ele como um ‘‘viadinho’’ para dançar e filmar e colocar nas redes como vimos muitos por aí pode? Isso não é constrangimento? Isso não é vexame? Para gente, bando de pra nada que adoram acabar com a moral, com os bons costumes, bando de loucos sem um pingo de noção, abrem a boca para falar um monte de besteiras, mas usar as crianças para pedir dinheiro, pode?? Porque que o OAB que adora se meter e falar um monte de baboseira não cuida disso de perto? Há não, isso não, vamos desmoralizar a polícia, vamos falar um monte de besteira e fazer a sociedade ir contra a polícia, vamos fazer outro bando de sem noção sacanear a polícia militar nas redes sociais, tá bom, entendo que na polícia também tem policiais safados, que batem, que sacaneiam, que humilha pessoas, que aceita suborno, sabemos disso, mas na OAB não? Nas outras profissões não?

Posso vestir meu filho de bombeiro, médico e de qualquer outra profissão, mas de PM não? Porque? Uai, é uma profissão como as outras, e eles correm riscos maiores, há, mas é de polícia não pode e a revista NOVA ESCOLA estampar um menino vestido de princesa pode? A OAB não fala nada. Bando de pra nada, vão cuidar do que fazer, vão cuidar das milhares e milhares de crianças que estão sendo explorada, que estão sendo abusadas e não essas baboseira que vocês vem falar.

Cuidado papais e mamães, não vistam mais seus filhos de batman, pois eles da OAB vão prender vocês dizendo que isso é um vexame para a criança. Pois o super-herói, assim como a polícia intimidam eles porque prende bandidos.


Esse trecho abaixo é do Blog do Reinaldo Azevedo da Revista e Site Veja.

Um tal Ariel de Castro Alves, coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos e membro da Comissão da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da OAB, resolveu exercer direito criativo e afirmou, o que é um espanto!, que a foto viola o Artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que pune com pena de seis meses a dois anos quem “submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a constrangimento”.

Mas onde está o vexame ou o constrangimento? O doutor tenta explicar:
“A criança é colocada em uma situação constrangedora, vexatória. Foi exposta com uma arma, ainda que não seja uma arma de fogo, mas armas usadas para reprimir, como o cassetete e a algema para prender”.
Achando que não havia falado bobagem o bastante, avançou:
“Por ela [a criança] ter sido colocada com símbolos de repressão e violência de uma polícia vista como repressiva, ela pode passar por situações de constrangimento na escola”.

Polícia vista como “repressiva” por quem? Notem que o fala do doutor Ariel associa necessariamente a PM ao mal. Ele deveria assinar um documento em cartório recusando, doravante, na sua vida privada, qualquer serviço que possa ser exercido por policiais militares. Se um dia notar que sua casa está sendo invadida, doutor Ariel deve ligar para Marcola, não para a PM “repressiva”, que recorre à “violência”.

 

Por Daniel MartinsBlog do Daniel

OAB-AM cria comissão para fiscalizar e combater crimes raciais

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Amazonas (OAB/AM) passou a integrar um pequeno grupo de estados brasileiros que possui uma comissão específica para promover as ações destinadas a garantir o acesso igualitário e a fiscalização do cumprimento das ‘Leis Raciais’ e das políticas públicas relacionadas ao tema, principalmente nas áreas de cultura, educação e segurança.

file_imgO presidente da recém-criada Comissão de Promoção da Igualdade Racial, Adjailson Figueira, diz que o Amazonas está atrasado no combate aos crimes raciais. O estado não possui pesquisas atualizadas sobre o tema, só alguns dados oficiais, que não refletem a realidade, e também não conta com órgãos especializados no atendimento às vítimas.

De acordo com Adjailson Figueira, a última pesquisa realizada sobre o assunto é de sua autoria e se restringe à cidade de Manaus. O estudo, organizado em 2010, identificou 136 casos de racismo na capital amazonense. A zona Norte liderou o ranking com 33% dos casos, seguida da zona Sul, com 32,1%. A zona Leste registrou 22% das ocorrências e a zona Oeste, 12,8%. A Comissão da OAB/AM, segundo ele, já começou a fazer um novo levantamento.

“Alguns estados brasileiros já implantaram delegacias especializadas, ao identificarem as dificuldades enfrentadas por parte das vítimas desse tipo de crime e a falta de capacitação técnica e estrutural de suas polícias para tratarem desses delitos”, afirma Figueira.

Ele cita o caso da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que funciona em São Paulo, desde 2006, e da Delegacia de Defesa e Proteção dos Direitos Humanos e Repressão às Condutas Discriminatórias, que funciona em Teresina/PI. Em 2011, o Estado do Rio de Janeiro também criou a Decradi.

“No Amazonas, os números de crimes raciais não são tão elevados, porque as vítimas não costumam registrar as ocorrências. Muitas preferem sofrer caladas”, avalia o presidente. “A incerteza nos resultados práticos das denúncias sempre foi e continua sendo um empecilho para as vítimas buscarem ajuda, assim como a falta de informação, de onde e como buscar apoio”, completa o advogado.

Neste contexto, conforme Figueira, a Comissão deve se tornar uma referência na defesa, promoção e garantia dos direitos raciais, resultando no aumento do número de pessoas encorajadas a buscar o apoio especializado da OAB/AM.

No momento, o grupo de trabalho da OAB está realizando um levantamento detalhado e atualizado das questões raciais do Estado, pois muitos dos dados oficiais, ele ressalta, não correspondem aos relatos das vítimas de racismo no Amazonas. Com essas informações, a Comissão planejará as ações para 2015.

 

Fundação Sarney enfrenta ação movida pela OAB do Maranhão

Além dos problemas apontados dos pelo Ministério Público, a fundação que preserva a memória e os objetos do ex-presidente e senador José Sarney ainda enfrenta na Justiça uma ação de inconstitucionalidade movida pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Maranhão.

Acervo da "Fundação Sarney", criado pelo governo do Maranhão para preservar a memória do senador José Sarney (PMDB-AP), tem obras com o político e aliados retratados como religiosos
Acervo da “Fundação Sarney”, criado pelo governo do Maranhão para preservar a memória do senador José Sarney (PMDB-AP), tem obras com o político e aliados retratados como religiosos

Para a entidade, um dos pontos inconstitucionais da lei que criou a nova fundação pública é o direito “vitalício e hereditário”, conferido a Sarney, de indicar membros do conselho curador.

“A última vez que uma lei assim foi feita foi no Império [1822-1889]”, afirma o advogado da OAB Rodrigo Lago, especialista em direito constitucional e autor da ação.

Segundo Lago, pelo estatuto da atual fundação, decisões importantes da instituição -como a alienação de bens- exigem consenso do conselho curador.

Como Sarney indica dois membros e, após sua morte, seus herdeiros ficarão encarregados de fazer as indicações, o senador terá poder eterno sobre a fundação, afirma. A ação aguarda julgamento na Justiça do Estado.

CARGOS E MAUSOLÉU

Com a criação do novo órgão, o número de funcionários da fundação passou de 22 para 44. Os gastos com pessoal, aponta o Ministério Público, subiram de R$ 196 mil anuais para R$ 560 mil -um aumento de 187%.

O Convento das Mercês foi o local escolhido por Sarney para abrigar seu mausoléu. O monumento havia sido construído no jardim, mas, em meio às críticas, foi retirado ainda em 2010.

Bacharéis consideram exame da OAB mais fácil que o anterior

Segundo OAB, mais de 124 mil pessoas estavam inscritas para o teste.
Questões de ética foram consideradas fáceis pela maioria dos candidatos.

Bacharéis que prestaram a 1ª fase do 10º Exame de Ordem Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), neste domingo (28), disseram que a prova estava mais fácil do que a edição anterior. O teste, que teve duração de cinco horas, foi encerrado às 18h. No entanto, alguns candidatos reclamaram que havia enunciados difíceis de serem entendidos.

As questões sobre ética foram consideradas fáceis pela maioria dos bacharéis. Direito do Trabalho, Direito Penal e Direito Constitucional foram citados pelos candidatos como os conteúdos mais difíceis.

Fernanda Wakim, 23 anos, estudou até 12 horas por dia para o exame e diz que teve “muito apoio psicológico” do namorado, Felipe Grecco, 24 anos que foi buscá-la após a prova. “Achei mais fácil do que a última, em que saí desolada e teve pouca aprovação. Ética foi o tema mais fácil.  Em Direito Penal, a prova estava mal escrita, com questões difíceis de entender. Em três que não entendi só deixei uma interrogação e desisti”, afirma.

Luciana Nunes, 24 anos, fez o exame da OAB neste domingo (28) em SP (Foto: Rodrigo Ortega/G1)Luciana Nunes, 24 anos, fez o exame da OAB neste
domingo (28) em SP (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

“O exame estava mais fácil que a última prova, que eu prestei e foi bem mais complicada. Direito Constitucional estava mais difícil, em minha opinião. Ética foi mais fácil, apesar de eu ter achado algumas questões com esse tema um pouco complicadas. Eu fiz cursinho, estudei durante quatro horas por dia nos últimos meses para esta primeira fase e por isso estou saindo mais confiante”, diz Luciana Nunes, de 24 anos. Ela faz o exame pela terceira vez e saiu quase uma hora antes do horário marcado para o encerramento da prova, às 18h.

Priscila (Foto: Rodrigo Ortega/G1)Priscila (esq) e Rosângela (dir.) fizeram a prova
neste domingo (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

A jovem Priscila do Rosário, 23 anos, prestou o exame pela segunda vez. “Não estava difícil o exame, mas Direito do Trabalho estava confuso, as questões tinham várias interpretações, dava dúvida.” A reclamação dela também foi feita por outras pessoas que prestaram a prova. A amiga Rosângela Hafez, 40 anos, concorda que a prova não estava difícil. “Foi mais fácil do que a do ano passado. Estou confiante.”

Daniel (Foto: Rodrigo Ortega/G1)Daniel Barbosa e a amiga, Raíssa Freitas
(Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Daniel Barbosa, 23 anos, tenta pela segunda vez e diz que o exame “não foi dos mais difíceis.” Ele cita ética como um tema fácil e Direito Tributário e do Trabalho como difíceis. Amiga de Daniel, Raíssa Freitas, de 23 anos, tenta pela terceira vez passar no exame. “Em Direito do Trabalho, esperava que caíssem coisas atuais, como a PEC das domésticas, mas não caiu”.

Olga Keller, 47 anos, após exame da OAB (Foto: Rodrigo Ortega/G1)Olga Keller, 47 anos, após exame da OAB (Foto:
Rodrigo Ortega/G1)

Olga Keller, de 47 anos, faz o exame pela quarta vez, mas não tentou a prova anterior. “Direito Tributário foi a parte mais difícil, mas confesso que estudei pouco. Mas Direito Civil achei fácil. Saí de casa confiante e vou voltar um pouco menos. Em geral, foi difícil”, diz.

A turma de amigos Karina Marcato, Marcelo Lima, Thiago Cratão e Natália Rente diz com unanimidade que a prova estava mais fácil que a anterior. “Em relação à outra, essa prova estava mais interpretativa, às vezes difícil de entender”, diz Karina. No ranking deles, as questões mais fáceis eram de Direito Tributário e ética, e as mais difíceis de Direito Constitucional e do Trabalho.

Amigos fazem prova da OAB (Foto: Rodrigo Ortega/G1)Após prova, grupo de amigos diz que teste foi mais
fácil que o anterior (Foto: Rodrigo Ortega/G1)

Primeira fase
De acordo com a OAB, mais de 124 mil candidados estavam inscritos para o teste. A prova teve 80 questões de múltipla escolha. Os candidatos precisam acertar 40 questões para passar para a segunda fase, que está marcada para o dia 16 de junho.

O Exame de Ordem é obrigatório para obter a carteira da OAB, necessária ao exercício da profissão de advogado.

O gabarito preliminar do exame deve sair ainda neste domingo, segundo o edital. O resultado preliminar com os nomes de quem passou para a segunda fase será divulgado no dia 8 de maio. De 8 a 11 de maio, os candidatos que não foram aprovados para a segunda fase podem entrar com recurso no site da OAB.

O resultado final, que inclui a análise dos recursos, será divulgado no dia 28 de maio.

A prova prático-profissional (segunda fase) será realizada no dia 16 de junho, das 13h às 18h (horário de Brasília). O resultado preliminar dos aprovados sairá no dia 9 de julho. O resultado final, após análise de recursos, será divulgado no dia 26 de julho.

OAB critica declarações de Barbosa sobre criação de tribunais

Em nota, Ordem dos Advogados do Brasil classifica como impertinente e ofensiva a fala do presidente do STF de que a aprovação de TRFs foi ‘sorrateira’

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota em que chama de “impertinentes e ofensivas” as declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, sobre a criação de novos tribunais regionais federais (TRFs). Em reunião com dirigentes de associações de juízes nessa segunda-feira, 8, Barbosa afirmou que a aprovação dos quatro tribunais ocorreu de forma “sorrateira” e “à base de cochichos”.

Joaquim Barbosa
Joaquim Barbosa

Durante a reunião, Joaquim Barbosa disse, em tom de ironia, que as novas sedes, aprovadas pela Câmara na semana passada, seriam instaladas “em resorts”. Em resposta, a OAB afirma que a criação dos tribunais tramitou normalmente no Congresso e foi debatida publicamente.

“Ao aprovar a PEC 544/2002, após a realização de audiências públicas e intenso debate parlamentar, o Congresso Nacional exerceu, com ponderáveis e justas razões, o poder constituinte derivado, que lhe é exclusivo e indelegável”, diz trecho da nota, aprovada na noite dessa segunda-feira.

Abaixo, a íntegra da nota:

” O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, durante sessão ordinária realizada nesta data (08/04), tomou conhecimento de declarações do Sr. ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, acerca da Proposta de Emenda Constitucional nº 544, do ano de 2002, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, que institui quatro novos Tribunais Regionais Federais.

Tais declarações proferidas em reunião com os presidentes de três associações de magistrados (AMB, Ajufe e Anamatra) reiteram críticas exacerbadas do senhor ministro à criação dos referidos Tribunais. Causam espécie, notadamente, os seguintes trechos de tal pronunciamento: “Os Tribunais vão servir para dar emprego para advogados …”; “e vão ser criados em resorts, em alguma grande praia…”; “foi uma negociação na surdina, sorrateira”.

O Conselho Federal da OAB entende do seu dever refutar e repudiar tais declarações, por inexatas, impertinentes e ofensivas à valorosa classe dos advogados. A bem da verdade, a Emenda Constitucional em questão tramita no Congresso Nacional desde o ano de 2002, tendo observado o processo legislativo próprio, revestido da mais ampla publicidade. Além disso, resultou de antiga e legítima aspiração dos jurisdicionados em nosso País e contou com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil. Ao aprovar a PEC 544/2002, após a realização de audiências públicas e intenso debate parlamentar, o Congresso Nacional exerceu, com ponderáveis e justas razões, o poder constituinte derivado, que lhe é exclusivo e indelegável.

Não faz sentido nem corresponde à relevância do tema supor que a criação de novos Tribunais Regionais Federais objetive criar empregos, muito menos para os advogados. Em momento algum cuidou-se de favorecimento à classe dos advogados ou de interesses que não fossem os do aprimoramento da Justiça Federal no Brasil.

O assunto merece ser tratado em outros termos, respeitando-se a independência dos poderes e a dignidade dos órgãos e associações que pugnam pela melhor realização da Justiça no País.”

CNJ eleva gastos e reproduz vícios dos tribunais

Conselho sofre com processos lentos, pressões políticas, inchaço da máquina, despesas crescentes e pequenos, mas simbólicos, malfeitos

BRASÍLIA – Criado para combater vícios da magistratura e melhorar a gestão do Judiciário, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) começa a reproduzir os mesmos problemas dos tribunais brasileiros. São processos que andam a passos lentos, pressões políticas, inchaço da máquina, aumento de gastos com passagens aéreas, contas de telefone e diárias, além de pequenos, mas simbólicos, malfeitos, como o uso de carro oficial por ex-conselheiros.

JustiçaDados pedidos pelo Estado com base na Lei de Acesso à Informação mostram, por exemplo, aumentos progressivos nos gastos com diárias, passagens, auxílio-moradia e ajuda de custo, como pagamento de despesas de mudança. Com pagamentos de mudanças de servidores ou juízes convocados para trabalhar em Brasília, o CNJ gastou mais de R$ 1 milhão em 2012.

Com auxílio-moradia para servidores convocados ou juízes auxiliares, as despesas subiram de R$ 355 mil em 2008 para R$ 900 mil no ano passado. Em valores corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no período, o gasto mais do que dobrou.

Os gastos com diárias praticamente quintuplicaram em quatro anos. Em 2011, o conselho despendeu R$ 5,2 milhões com o pagamento para servidores, conselheiros e juízes auxiliares que viajaram para participar de seminários, reuniões, workshops, projetos ou para tocar as dezenas de programas do conselho.

Viagens. As despesas com passagens de avião também aumentaram progressivamente em razão da ampliação de programas. Em 2008, foram gastos R$ 901 mil com viagens aéreas. O valor subiu para R$ 2,3 milhões no ano passado. Mesmo quando corrigido pelo IPCA, o valor de 2008 é a metade do gasto de 2012.

Reservadamente, conforme assessores, o presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa, critica a quantidade de programas e projetos abertos no conselho e que demandam gastos com passagens e diárias. De acordo com esses assessores, Barbosa considera que os conselheiros se valem desses programas para se autopromoverem.

A lista de programas inclui ações voltadas, por exemplo, para doação de órgãos, combate ao crack e gestão socioambiental. O site do CNJ já indica a quantidade de projetos em curso no órgão. O link “Programas de A a Z” mostra que há programas na área fundiária, de saúde, meio ambiente, direitos humanos, capacitação e execução penal.

Alguns deles geraram impactos positivos e serviram para suprir lacunas nem sempre supridas pelo Executivo. No entanto, estão em compasso de espera. Um dos programas foi voltado para dar efetividade à Lei Maria da Penha. Assim que entrou em vigor, a lei foi contestada inclusive em decisões judiciais.

Os mutirões carcerários também sofreram uma paralisia. Há mais de três meses o CNJ não faz uma inspeção em presídio, mesmo com a crise que atingiu o sistema carcerário de Santa Catarina no início do ano.

Aos gastos elevados, verificados pelo CNJ em vários tribunais do País, somam-se duas novas suspeitas. Na semana passada, o Estado revelou o pedido feito pelo então conselheiro Tourinho Neto para que um colega julgasse rapidamente um processo de interesse de sua filha.

E partiu de um conselheiro a denúncia em plenário de que o CNJ estaria protegendo poderosos e punindo apenas juízes sem ligações políticas.

“Quem tem poder alto tem dificuldade de ser punido nesse plenário”, afirmou o conselheiro Jefferson Kravchychyn, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em sessão no início do mês.

 

Fonte: Estadão

Servidora diz à PF ter visto presidente da OAB – RO entregando propina a juíz

Servidora que fez a denúncia está no programa de proteção à testemunha.

Num depoimento prestado à Polícia Federal, a servidora Débora Moreira Leite Ferreira, do Tribunal Regional do Trabalho da 14a Região (Rondônia e Acre), afirma ter visto o advogado Hélio Vieira, presidente da Seccional -Rondônia da Ordem dos Advogados do Brasil, entregar uma caixa com maços de dinheiro ao juiz Domingos Sávio, que está afastado do TRT por ordem do Conselho Nacional de Justiça.

Por meio do inquérito 765/DF, a Polícia Federal apura o chamado escândalo dos precatórios, que envolve juízes, servidores, pelo menos um desembargador e membros da advocacia .

Entre os magistrados investigados – afastados pelo CNJ – estão o próprio Domingos Sávio e o desembargador Vulmar Coelho.

O caso envolve pagamento de propina a magistrados, ameaças de morte a juízes, além de fraude no recebimento de precatórios que deveriam ser pagos a servidores públicos e acabaram desviados no TRT14.
Débora, que está no programa de proteção à testemunha, também foi ameaçada de morte, assim como juízes que se recusaram a participar do esquema.

Fonte: Tudorondonia

Justiça suspeita de estelionato esquema de compra de pais europeus

Promotor acredita que brasileiros no exterior foram vítimas de quadrilha. Nessa quarta-feira (11/7), a Justiça determinou a prisão do advogado Igor Santos da Silva, filho de Paulo Alves Ferreira da Silva, já detido pelo esquema de compra de pais europeus adotivos para mudança de cidadania.

A Justiça determinou a prisão de mais um advogado por suspeita de envolvimento no esquema das adoções fraudulentas. A comarca de Rubiataba, no interior de Goiás, acatou nesta quarta-feira (11/7) o pedido apresentado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público goiano contra o advogado Igor Santos Ferreira da Silva. Até o fechamento desta edição, ele estava foragido. O acusado é filho de Paulo Alves Ferreira da Silva, que foi preso na última segunda-feira. Segundo as investigações, a dupla liderava o esquema de pagamento a estrangeiros, que adotavam cidadãos brasileiros interessados em regularizar a situação no exterior. Nos últimos dias, o promotor de Justiça Marcos Rios conversou com pelo menos três brasileiros que vivem na Inglaterra e na Itália e que pagaram para conseguir a cidadania europeia. Ele está convicto de que esses cidadãos agiram de boa-fé e que foram ludibriados por uma quadrilha de estelionatários.

No pedido de detenção contra Igor apresentado à Justiça, o promotor diz que o advogado pediu mais dinheiro às vítimas depois que as sentenças liberando as adoções foram canceladas. “Ao saber da cassação das sentenças, os interessados entraram em contato com seus advogados, que informaram se tratar de um mal-entendido e que, tão logo houvesse a mudança de juiz nesta comarca, o problema seria resolvido”, diz o promotor no documento em que pede a prisão preventiva do advogado. Os brasileiros irregulares em Londres contaram que, na semana passada, o advogado exigiu mais R$ 2 mil para resolver o impasse. Um dos elementos que levaram a Justiça a acatar o pedido de prisão foram os depósitos realizados diretamente na conta de Igor.

Fonte: Correiobraziliense