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Camilo Santana faz elogios a Sergio Moro

Enquanto enfrenta uma onda de violência que já dura sete dias, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), disse que o ministro da Justiça, Sergio Moro, é um aliado contra o crime organizado.

Em entrevista exclusiva concedida por escrito ao “UOL“, Camilo Santana também disse que nenhum estado conseguirá resolver a questão das facções criminosas de maneira isolada.

Desde a noite da última quarta-feira (2), atos criminosos têm ocorrido em várias regiões do Ceará. As ações seriam uma represália ao anúncio feito pelo governo estadual de deixar de dividir os presos por facção nas cadeias cearenses.

Em razão da onda de crimes, Santana solicitou ao governo federal o envio de tropas da Força Nacional. Atualmente, são cerca de 500 agentes em ação no estado, após autorização de Sergio Moro.

Santana também elogia Moro por ter atendido seu pedido por vagas em presídios federais para os líderes de organizações criminosas.

O governador diz ainda que não houve atraso na ajuda solicitada ao governo federal. “[Moro agiu] absolutamente dentro do prazo”, afirmou.

Moro a favor do cidadão brasileiro ter uma arma em casa

Em sua primeira entrevista para um veículo impresso após ser escolhido ministro da Justiça, Sergio Moro comentou sobre as operações policiais e liberação do porte de arma.

Sergio Moro defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos, mas apenas em casos de crimes graves, que segundo ele seriam os crimes “com resultado de morte ou lesão corporal gravíssima, crimes de sangue”.

Já para o porte de arma, o futuro ministro diz que as falas do presidente eleito Jair Bolsonaro são “questão de plataforma eleitoral” e que a proposta seria de porte apenas em casa.

Moro explicou:

Havia uma política restritiva para a pessoa obter uma arma para guardar em casa e a promessa eleitoral é que isso seria flexibilizado.

E ressaltou:

A meu ver isso tem que ser cumprido, já que foi parte de uma promessa eleitoral. Mas é algo bem diferente de autorizar as pessoas a saírem armadas nas ruas.

O juiz ressaltou que não haverá porte para armas automáticas, como fuzis. “É uma situação diferente da que acontece nos Estados Unidos”, afirma.

 

Com Informações do Renova Mídia

Super Lava-Jato – Por Alexandre Garcia

Moro no Ministério da Justiça com autonomia e superpoderes vai significar uma super Lava-jato no poder executivo, o lugar de operação da corrupção nesses últimos anos, arraigada no estado brasileiro. O superministério com informações de movimentação financeira(COAF, do Ministério da Fazenda) e de órgãos de fiscalização interna do Executivo, mais o controle de crimes contra o consumidor, contra a livre concorrência, e a Polícia Federal e a Guarda Nacional. Sérgio Moro saiu de Curitiba quando a Lava-Jato por lá começa a se esgotar com a resolução dos processos.

Fica no lugar dele uma juíza que tem fama de estrita aplicadora da lei, tanto quanto Moro. E o espírito da Lava-Jato salta do Judiciário para entrar no Executivo, o que significa se entranhar pelo país, com o objetivo de combater, punir e desencorajar o crime de sangue ou o crime de dinheiro. Moro tem experiência e é um estudioso do colarinho-branco.
O modelo foi a operação Mãos Limpas da Itália, mas o Brasil já superou o pioneirismo italiano, condenando e prendendo empresários, como o maior do país, Odebrecht, e políticos, como o maior do país, Lula. Na Itália, os políticos reagiram, mudando as leis, anistiando, para enfraquecer o Judiciário. Aqui no Brasil, essa tem sido a reação ameaçada e esperada, mas há dois fatos que podem anular esse movimento: a grande renovação do Legislativo e a ida de Moro para o Executivo. Moro terá a oportunidade e a necessidade de negociar mudanças na legislação penal de que ele, como juiz de primeira instância, tantas vezes sentiu falta. Nem sempre a solução será endurecer as leis. Vejam que criaram o crime hediondo e os crimes hediondos continuaram. Mas há mil casos em que se nota como a lei tem sido boazinha com bandidos de chinelo ou de gravata e como juízes não têm saída a não ser cumprir a lei e passando por bonzinhos.

Moro, um símbolo, servindo como âncora, pode unir o Ministério Público, a Polícia Federal, os juízes de primeira instância, os deputados e senadores aliados do governo e os aliados do país, juntando os três poderes no objetivo de combater o crime que ceifa mais de 60 mil vidas de brasileiros por ano e a corrupção que ceifa o dinheiro público que falta para a saúde, educação, saneamento, infraestrutura. O eleitor que reagiu nas urnas, com voto anticorrupção, precisa continuar atento, porque vai haver reação dos que ainda vão ser descobertos, dos que já são investigados, dos que já são processados, dos que já foram condenados. Eles ainda têm poderes e muitos têm mandado para fazer e desfazer leis.

Moro poderá propor leis, terá a política de combate ao crime, a política penitenciária, a possibilidade de dar mais estrutura à Polícia Federal, buscar mais acordos internacionais para pegar o pessoal dos paraísos fiscais. E é bom lembrar que o Supremo não pode pensar que está em outro país, um país sem homicídios em massa, um país sem uma gigantesca corrupção institucionalizada. O Supremo tem que se sentir parte desse movimento anticorrupção, que foi expresso nas eleições de outubro. O primeiro dos direitos deve ser o direito do povo brasileiro de não ser assaltado, não ser morto, não ser roubado.

Moro recebeu mais apoio nas redes sociais do que Lula

Foi apertado, mas o juiz recebeu mais apoio nas redes sociais

Na discussão de quem “venceu” no depoimento prestado esta semana em Curitiba, Sergio Moro se destacou mais que o ex-presidente… Pelo menos nas redes sociais.

O coletivo Casa de Amendoeira analisou mais de 300 mil menções ao depoimento de Lula ao longo da última quarta-feira (10). A tag #MoroOrgulhoBrasileiro foi utilizada cerca de 165 mil vezes, enquanto #MoroPersegueLula 146,6 mil e #LulaEuConfio 118,6 mil.

Até o início do depoimento, o tema esteve no top trends mundial do Twitter. Pela manhã, as postagens de apoio a Moro lideraram, com os petistas crescendo durante a oitiva e liderando até o fim do dia.

Com o cair da noite, durantes as manifestações em Curitiba, o grupo de apoio ao juiz iniciou um novo tuitaço com #AvanteMoro (43,7 mil menções).

Pode-se dizer que o juiz recebeu mais apoiou nas redes do que Lula. 56% das menções a Moro eram de apoio, enquanto Lula era apoiado em quatro a cada dez postagens (45%).

Outro dado interessante é por gênero. Os homens foram os maiores defensores do ex-presidente (64%) durante o tuitaço, enquanto as mulheres preferiram o magistrado (57%).

A análise foi feita pela jornalista e socióloga Claudia Montenegro com a ferramenta Stilingue

 

Com Informações do Portal Veja

Defesa de Lula tenta adiar depoimento ao juiz Sérgio Moro

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu por meio de habeas corpus a imediata suspensão do processo criminal em que ele é réu por corrupção e lavagem de dinheiro no caso tríplex – imóvel no Guarujá, litoral de São Paulo, que o Ministério Público Federal diz pertencer a Lula, o que sempre foi negado por ele. A defesa alega ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), sediado em Porto Alegre, que não dispõe de tempo suficiente para analisar o conteúdo de uma “supermídia” com 5,42 gigabytes com documentos que a Petrobras anexou aos autos – estima-se que o arquivo tenha 100.000 páginas.

O ex-presidente vai ser interrogado nesta quarta-feira pelo juiz federal Sergio Moro. Na ação, ele é acusado de ter recebido 3,7 milhões de reais em propinas da OAS que, em troca, teria fechado três contratos com a estatal petrolífera, supostamente por ingerência do petista. Se a Corte federal acolher a liminar, o interrogatório de Lula terá de ser adiado.

A defesa quer que “seja concedido prazo razoável para a análise dos documentos, além da apresentação da íntegra da relação antes requerida e deferida pelo Juízo, com a eventual renovação dos atos processuais subsequentes que tenham sido prejudicados pela decisão ilegal”.

Segundo os advogados de Lula – os criminalistas Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira -, os documentos da Petrobras foram solicitados desde 10 de outubro de 2016, mas “foram levados – em parte – ao processo somente nos dias 28 de abril e 2 de maio de 2017, por meio digital”.

“A mídia apresentada perfaz 5,42 gigabytes e foi levada aos autos sem índice e de forma desorganizada. Há cerca de 5.000 documentos (técnicos, negociais e jurídicos) e são estimadas cerca de 100.000 páginas. É materialmente impossível a defesa analisar toda essa documentação até o próximo dia 10, quando haverá o interrogatório do ex-presidente e será aberto o prazo para requerimento de novas provas (Código de Processo Penal, artigo 402)”, escreveram. Segundo os advogados de Lula, “sequer a impressão foi concluída a despeito da contratação de uma gráfica para essa finalidade”.

“Mas o juízo da 13.ª Vara Federal de Curitiba negou prazo adicional por nós requerido e também negou a entrega do restante da documentação não apresentada, contrariando sua própria decisão anterior e o compromisso assumido pela Petrobrás em audiência de disponibilizar tudo o que havia sido solicitado”, argumenta a defesa do petista.

“A negativa do juiz causa inequívoco prejuízo à defesa de Lula, pois a acusação faz referência a três contratos firmados entre a Petrobrás e a OAS e ao processo de contratação que o antecedeu, mas somente algumas peças foram anexadas à denúncia após terem sido selecionadas pelo Ministério Público Federal.”

Os advogados de Lula sustentam que “a decisão fere a garantia da paridade de armas, pois, além de os documentos negados serem do conhecimento da acusação, que fez diversas requisições diretamente à Petrobrás e foi atendida, a petrolífera pediu e obteve no processo a função de assistente de acusação”.

 

Com Informações do Estadão Conteúdo

‘Se eu voltar, vou fazer o mesmo’, diz Lula

Em entrevista a uma TV da Turquia, ex-presidente disse que Moro não pode se comportar como um ‘ungido que resolverá todos os problemas da humanidade’

Réu em cinco ações penais diferentes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a atacar, em entrevista a uma TV turca, os procuradores que o denunciaram por envolvimento em esquemas de corrupção no Brasil. Perguntado sobre como reage diante de tantas acusações, Lula respondeu que as recebeu com “muita tranquilidade” e que a intenção delas, na verdade, era “criminalizar o seu governo, e tudo o que ele fez nele”.

“Fico indignado como ser humano, tranquilo como político, sabedor das coisas que fiz. E eles têm que saber que, se eu voltar, vou fazer o mesmo. Vou fazer mais e melhor”, afirmou ele na entrevista que foi ao ar na noite desta quarta-feira pela TRT World. Na conversa, o petista também defendeu que o Brasil realizasse novas eleições diretas para a Presidência.

Em seus ataques, Lula disparou mais especificamente contra os procuradores do Distrito Federal que o denunciaram por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa na compra dos 36 caças suecos na Operação Zelotes – a denúncia foi aceita na última sexta pela Justiça do DF. “Ou ele [o procurador] é analfabeto ou ele tem má fé ou é mau caráter. Ele não pode ser um cidadão normal. Porque ele sabe que a presidente era a Dilma. Para dizer uma sandice dessa, ele tem que dizer que eu corrompi a Aeronáutica, que eu corrompi o governo da Dilma, que eu corrompi o Congresso ou que eu corrompi o governo sueco”, disse.

Em tom mais ameno, o ex-presidente também criticou o juiz Sergio Moro, que já instaurou duas ações contra ele na Lava Jato. “Eu não quero atrapalhar o juiz Moro de fazer o trabalho dele. Agora o que ele não pode é se comportar como um ungido para resolver o problema da humanidade desrespeitando critérios jurídicos, democráticos e de direitos humanos. Quero que ele faça as coisas dentro da lei e não se determine rei dos reis”, afirmou.

 

Com Informações do Portal Veja