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Onda de investimentos no Brasil após vitória de Jair Bolsonaro

Cientista político aponta “onda de investimentos” no País após vitória de Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2018.

Murillo de Aragão, da Arko Advice, publicou neste sábado (3) no Twitter que a eleição de Jair Bolsonaro “detona onda de investimentos diretos” no país.

Murrilo é mestre em Ciência Política e doutor em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB). Trabalha como professor na Columbia University, segundo informações do seu perfil no Twitter.

Nesta manhã, o cientista político alertou que a eleição de Bolsonaro detonou uma onda de investimentos que já chega aos 3 bilhões de reais. Ele cita algumas empresas que aumentaram o investimento no Brasil nos últimos dias, entre elas a Dunlop, Nívea, Leroy Merlin, Condor e Havan.

Em setembro deste ano, conforme noticiou a Renova Mídia, os investidores já viam com bons olhos uma possível vitória de Bolsonaro nas eleições.

A indicação por Jair Bolsonaro de Paulo Guedes como ministro da Fazenda e depositário da ortodoxia econômica parece melhor a cada dia, aos olhos do mercado.

Sob a tutela de Guedes, Bolsonaro prometeu reforma nas aposentadorias e no mês passado chegou a mencionar a possibilidade do Cálice Sagrado de Wall Street —a privatização da Petrobras. Um investidor me disse, empolgado, que o Brasil pode ter seu primeiro presidente verdadeiramente liberal em pelo menos meio século.

Com informações do Renova Mídia

Investimento em Portos é o pior dos últimos 4 anos

O ano de 2012 fechou com baixos investimentos nos portos brasileiros. Do total de R$ 1,4 bilhão previsto para ser aplicado pelas Companhias Docas – sociedades de economia mista responsáveis pela administração dos terminais – apenas R$ 394 milhões foram pagos, o que significou somente 27,5% da verba autorizada.

Dentre as oito companhias existentes nos estados do país, a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) fechou o ano com o segundo maior orçamento autorizado, de R$ 375 milhões, mas ficou em último lugar quando considerados os valores efetivamente realizados. Apenas 1,3% do total foi pago, isto é, R$ 4,8 milhões.

Porto
PortoMilhões 

O valor autorizado em 2012 estava destinado ao desenvolvimento de 17 ações, que incluem estudos, reformas e obras. Dentre elas, quatro tiveram algum valor realizado. A ação de implantação de píeres de atracação para terminais de passageiros no Porto do Rio de Janeiro foi a qual obteve o maior valor autorizado, de R$ 210 milhões, porém nada foi empregado. Outra iniciativa de alto valor autorizado, R$ 98,9 milhões, que também ficou zerada em execução é destinada ao reforço estrutural do cais de Gamboa, do mesmo porto.

Já os investimentos em São Paulo tiveram melhor desempenho, mas ainda distantes de alcançar o total da verba destinada às melhorias. À Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) foi autorizado o maior orçamento, de R$ 377 milhões, mas apenas 30,8% foi realizado, o equivalente a R$ 116 milhões. Do total autorizado para as ações portuárias do estado, pouco menos da metade estava destinado à adequação do cais para terminal de passageiros do Porto de Santos. Contudo, foram empregados apenas R$ 35,6 milhões dos R$ 119,9 milhões autorizados para a atividade, o que equivale a 29,7%.

Este cenário de investimentos em portos nacionais é o pior dos últimos quatro anos, conforme levantamento realizado pelo Contas Abertas com dados do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O pesquisador da área de infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos Campos, explica que o quadro é reflexo de um período de estagnação do setor e responsabiliza a gestão das Companhias pelo baixo ritmo dos investimentos.

Segundo ele, as Companhias Docas possuem um histórico de dívidas trabalhistas, com pagamento de pessoal, e administradores despreparados para o exercício dos cargos. “Há muita influência política na escolha dos diretores, o que acarreta, geralmente, cargos importantes em mãos de pessoas não capacitadas. Isso tem deteriorado ainda mais a situação das companhias,” disse o pesquisador.

Ainda de acordo com Campos, cerca de 90% da exportação e importação das mercadorias do país são feitas pelos portos, em termos de peso, o que significa 700 milhões de toneladas anuais. Portanto, é de suma importância investimentos pesados no setor, o que não ocorre, segundo ele, por diversos motivos, como o funcionamento dos portos em horários limitados e não nas 24 horas.

Campos também ergue a questão da não adequação dos contratos de arrendamento de instalações portuárias conforme determina a lei 8.630/93 (Lei dos Portos). São 98 terminais portuários com contratos vencidos ou a vencer, arrendados a iniciativa privada antes de 1993. “O governo precisa decidir se vai relicitar ou, como manda a lei, prorrogar esses contratos”, analisa ele.

Por último, o pesquisador conta sobre a dificuldade da realização de investimentos privados. “Para fazer investimentos privados em novos terminais, só se o empreendedor comprovar que a sua carga própria viabiliza o negócio, visto que praticamente não há possibilidade de trabalhar com cargas de terceiros.”

A concessão de portos, que já está prevista pelo Governo Federal, é, segundo Campos, uma das formas de acelerar o desenvolvimento do setor portuário no país. “O governo faria apenas a licitação e a empresa vencedora ficaria responsável por todo investimento e administraçao. A ideia é que isso seria mais eficiente”, conclui Campos.

No Programa de Investimentos em Logística, inclui-se um pacote de concessões que visa incentivar investimentos na infraestrutura do país. A primeira parte do programa, que tratou de concessão de ferrovias e rodovias, foi lançada pela presidente em agosto. O investimento anunciado chegará a R$ 133 bilhões em 25 anos.

A Secretaria de Portos da Presidência da República responsável por sete das oito Companhias Docas não respondeu ao questionamento do Contas Abertas quanto ao baixo rendimento das companhias. Já o Ministério dos Transportes, responsável pela Companhia Docas de Maranhão (CODOMAR), que aplicou apenas 8,1% (R$ 31,4 mil) dos R$ 390 mil autorizados, se limitou a dizer que a empresa implementou programa de austeridade.

MP dos Portos

No final do ano passado, a Presidência da República anunciou pacote de medidas que vai influenciar na nova regulamentação da MP (Medida Provisória) dos Portos.

De acordo com reportagem publicada pelo periódico Valor Econômico na quinta-feira passada, o governo não irá alterar a regulamentação anterior em questões avaliadas pelo pesquisador Carlos Campos como essenciais: a liberação de novos terminais privativos sem a exigência de carga própria e a relicitação de terminais públicos arrendados à iniciativa privada.

Porém, dentro do pacote de medidas, estão previstas alterações na administração dos portos. Os diretores das Companhias Docas poderão perder os cargos caso não cumpram as metas de gestão estabelecidas.

Fonte: Contas Abertas

Prefeito Artur Neto defende mais investimentos para Manaus

O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) participou, na tarde desta segunda-feira, 28 de janeiro, da abertura do encontro com Prefeitos e Prefeitas, em Brasília. Entre quase três mil prefeitos e vices presentes no evento, Arthur foi um dos 20 convidados a ficar no palco do evento com a presidente Dilma Rousseff (PT) e ministros de Estado.

No evento, a presidente Dilma anunciou investimentos de R$ 68 bilhões em diversas áreas nos municípios do País, principalmente em infraestrutura, educação básica e ações sociais. “O Brasil é rico e os municípios têm que receber investimentos para melhorar a vida dos brasileiros. Vamos fazer o possível para oferecer melhores condições de financiamentos para os prefeitos conseguirem desenvolver suas cidades”, disse a presidente.

ENCONTRO PREFEITOS
Artur Neto – Prefeito de Manaus

Segundo Arthur, o anúncio é muito bem vindo visto que o momento é complicado para os municípios de todo o País. “É preciso que haja parcerias para fazer o País crescer. Mais investimentos ajudam as cidades e são as cidades que ajudam a economia do País a crescer. Mas é preciso que estas promessas se tornem realidades para que possamos avançar”, declarou o prefeito.

Nesta terça-feira, o prefeito participa de vários eventos para discutir investimentos para Manaus. Ainda na semana, terá encontro com os ministros da Previdência Social, Garibaldi Alves, com o ministro da Pesca, Marcelo Crivela, e com o da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante. “Espero que os investimentos de R$ 68 bilhões anunciados pela presidente Dilma  resulte em grandes coisas para Manaus e para todo o Brasil. Nessas reuniões, vamos buscar outras fontes de recursos para melhorar a capacidade de investimentos da prefeitura”, disse Arthur.

Oito secretários municipais também estão na capital federal e participarão de diversas reuniões para discutir contratos e convênios para atração de investimentos para Manaus.

Presença

A presença de Arthur causou frisson na saída do evento. Prefeitos de várias cidades do País e parlamentares fizeram questão de cumprimentá-lo e tirar fotos com ele. “Fui parlamentar por grande parte da minha carreira, atuando fortemente aqui em Brasília, e isso fez com que as pessoas me conheçam. Me sinto muito contente de ver essa receptividade”, disse o prefeito.

Governo anuncia R$ 133 bi em concessões de ferrovias e rodovias

Ministro dos Transportes explica que R$ 42 bi serão destinados a duplicação de 7,5 mil km de rodovias; em ferrovias, serão R$ 91 bi para construção 10 mil km de trilhos.

O governo federal anunciou nesta quarta-feira, 15, um pacote de concessões para aquecer a economia e melhorar a infraestrutura do País. Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, o programa terá investimento de R$ 133 bilhões em concessões em rodovias e ferrovias.

Deste total, R$ 79,5 bilhões serão aplicados em cinco anos e R$ 53 bilhões investidos entre o quinto e o 20º ano.

Para as ferrovias, serão R$ 91 bilhões para 10 mil quilômetros, sendo R$ 56 bilhões nos próximos cinco anos e o restante, R$ 35 bilhões, entre o 5º e o 30º ano. Já o investimento em rodovias será de R$ 42 bilhões para duplicação de 7,5 mil quilômetros.

Dilma Rousseff

O ministro afirmou que nove lotes de rodovias serão concedidos à iniciativa privada. Os trechos são: BR 101, na Bahia; BR 262, no Espírito Santo e em Minas; BR 153, em Tocantins e Goiás; BR 050, em Goiás e Minas Gerais; BR 163, no Mato Grosso; BR 163/BR 262/BR 267, no Mato Grosso do Sul; BR 060, no Distrito Federal; BR 153, em Goiás e Minas; BR 262, em Minas; BR 116, em Minas; BR 040, no Distrito Federal e em Goiás e Minas.

O governo quer a duplicação de toda a BR 116 no trecho que passa pelo Estado de Minas Gerais e também no trecho entre Juiz de Fora e Brasília da BR 040. Segundo Passos, obras como construção de contornos, de vias laterais, de travessias terão de ser feitas até o quinto ano após a assinatura do contrato. “Não será um programa que se dilua em 15, 20 anos”, assegurou.

Outros aspecto mencionados pelo ministro é o de que a seleção do vencedor se dará pela menor tarifa de pedágio sem cobrança de ágio. Ele disse que não será cobrada tarifa na área urbana e os concessionários que se responsabilizarem por cada trecho só cobrarão pedágio quando tiverem pelo menos 10% das obras de concessão de suas áreas construídas.

Corredor

Segundo Passos, o governo vai abrir um grande corredor de ferrovias e poderá escoar mais de 5 milhões de toneladas de grãos e minérios. “Vamos fazer uma articulação por meio de ferrovias modernas entre o Nordeste, o Sul e o Sudeste.”

Passos explicou que a Valec, em nome do governo, comprará a capacidade integral de ferrovias em todo o País e fará uma oferta pública dessa capacidade, assegurando o direito de passagem dos trens em todas as malhas, dentro da perspectiva de modicidade tarifária. A Valec, segundo o ministro, venderá parte dessa capacidade aos usuários que quiserem transportar cargas, aos operadores independentes e aos concessionários.

Dos 10 mil quilômetros de ferrovias, 2,6 mil já estão mais avançados em termos de informações e estudos disponíveis, como o Ferroanel São Paulo trechos Norte e Sul, acesso ao Porto de Santos, Lucas do Rio Verde a Uruaçu, Estrela d’Oeste/Panorama/Maracaju e Açailândia/Vila do Conde. Os estudos serão concluídos até dezembro. As audiências públicas serão feitas em janeiro, os editais serão publicados em março, as licitações serão feitas em abril e os contratos serão assinados entre maio e julho.

Os demais segmentos, que configuram 7,4 mil quilômetros, são: Uruaçu/Corinto/Campos, Salvador/Recife, Rio de Janeiro/Campos/Vitória, Belo Horizonte/Salvador, Maracaju/Mafra e São Paulo/Mafra/Rio Grande. Nesses trechos, os estudos serão concluídos até fevereiro, as audiências públicas serão feitas em março, os editais serão publicados em maio, as licitações serão feitas em junho e a assinatura dos contratos será feita entre julho e setembro.

‘Cronograma é do governo’

Passos destacou à presidente Dilma Rousseff que o cronograma de concessões em infraestrutura é do governo, mas que conta também com a participação do setor privado.

Segundo Passos, Dilma tem “noção de urgência” e quer que “as coisas aconteçam logo”. “É importante que se diga: a senhora tem um olho no presente e um olhar muito claro para o futuro. Estamos propondo projetos estruturais de grande importância para o Brasil.”

Nova companhia

Conforme o ministro, ao lado da criação de uma nova companhia para gerir o trem bala, a nova etapa de atuação do governo amplia a escala dos investimentos públicos e privados em infraestrutura. “Falamos em ferrovias e rodovias, destacando a duplicação dos principais eixos rodoviários do País”, disse. “Se precisamos reforçar nossa condição institucional, isso se faz a partir de planejamento e logística”, acrescentou.

O ministro dos Transportes também destacou que as licitações em rodovias e ferrovias contarão com “condições adequadas” de financiamento, de acordo com as necessidades de cada projeto. Segundo ele, os projetos terão juros de TJLP mais uma taxa de até 1,5% e carência para início de pagamento de até três anos. A amortização será feita em até 20 anos, segundo o ministro. “Estes empreendimentos serão desenvolvidos com grau de alavancagem de 65% e 80%”, disse.

150 mil novos empregos

O ministro dos Transporte disse que o programa de investimentos em infraestrutura vai gerar pelo menos 150 mil novos empregos. “Trata-se de uma escala de investimentos muito grande realizada em espaço curto”, disse. “Os empreendimentos terão impacto econômico imediato e muito forte e, além disso, naturalmente esses projetos terão poder de atração de novos empreendimentos.”

 Fonte: Estadão