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Quem está pagando a viagem de Gleisi a Venezuela, quer saber o Deputado

Deputado federal questiona se a viagem de Gleisi para posse de Maduro na Venezuela seria fruto de caixa dois.

A viagem da presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, a Venezuela, em apoio ao ditador Nicolás Maduro, está sendo alvo de intenso repúdio nas redes sociais.

Após dúvidas serem levantadas sobre de onde estava saindo o dinheiro para o pagamento das despesas de viagem de Gleisi, o PT tentou oferecer uma explicação.

A legenda disse que Gleisi viajou para a posse do ditador Nicolás Maduro com despesas pagas pelos cofres do próprio PT, informa “O Antagonista“.

A explicação do PT não convenceu o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS). Ele disse ao jornal que vai tentar entender melhor essa história.

O parlamentar provocou:

Se o Brasil não reconhece o governo do Maduro, será que ela poderia usar verba pública para ir a esta posse? Em tese, o PT só tem dinheiro de fundo partidário e público. Ou é caixa dois?


Gleisi Hoffmann tenta conter força-tarefa que combate crime organizado

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, apresentou um projeto para sustar o decreto de Michel Temer que cria uma força-tarefa de enfrentamento ao crime organizado.

Um decreto do presidente Michel Temer criou uma força-tarefa com o objetivo de fazer o enfrentamento ao crime organizado no Brasil.

Durante a semana passada, a futura ex-senadora Gleisi Hoffmann apresentou um projeto para sustar o decreto presidencial.

A petista não quer o enfrentamento ao crime organizado. Quer evitar a criação da força-tarefa.

Para a presidente do PT, segundo informações de O Antagonista, o decreto do presidente permite “perseguições a pessoas, coletivos populares organizados e movimentos sociais.”

 

Com Informações do Renova Mídia

Os Pândegos em Brasília – Por Daniel Martins

Esses dias em Brasília os pândegos soltaram a língua para falar besteiras e suas estupidezes para que uma meia dúzia de alienados os sigam e os coloquem no topo de uma possível candidatura em 2018 e outros em um cenário nacional favorável. Mas nem tudo que eles planejaram deu certo.

‘‘Uma eleição sem Lula é fraude.’

A ‘‘amante’’ das planilhas da empreiteira Odebrecht, a senadora paranaense Gleisi Hoffmann diz em seus discursos para inglês ver que a reforma trabalhista tira benefícios dos trabalhadores, diz, que naquela casa (Senado Federal) todos têm um bom salário, bons benefícios e estabilidade no emprego, e às vezes arrota que tem na mesa diretora um pedido dela para baixar o salário dos senadores em 20% mas à mesma não da inicio abrindo mão do próprio salário ou de parte dele, para dá o exemplo, arrota isso para fazer discursos para ingleses e petistas verem e um bando de alienados seguirem dizendo que ela é uma ótima senadora. #SQN.

Mas a ultima ‘‘perola’’ da ‘‘amante’’ ré na Lava-jato junto com o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, foi subir a tribuna nesta quarta-feira para acusar o juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dellagnol de estarem “fazendo um conluio” com o mercado para “ferrar o povo brasileiro”, e usar o processo do ex-presidente Lula, que a presidente do PT ainda o chama de presidente, para “fazer dinheiro” com palestras ao preço de R$ 30 mil a R$ 40 mil.

Mas a petista vai além, em tom ameaçador diz, ‘‘Deixo claro aqui para o Brasil e o mundo que nós não vamos admitir. ‘‘Uma eleição sem Lula é fraude.’’ E alardeia, ‘‘O presidente Lula representa o povo deste país, gostem vocês ou não.’’

Procurado para comentar as acusações da senadora, o Juiz Sérgio Moro afirmou que “não cabe a juiz responder a afirmações de réus por crimes de corrupção.”
Aí vêm as perguntas que não querem calar, quer dizer que um juiz e um procurador não podem fazer palestras?

Sendo as palestras deles com data, horário, valores e locais abertos para todos acessarem as informações?

Sendo os valores dessas palestras entre R$ 30 e 40 mil reais.

Mas Lula pode fazer ‘‘palestras’’ que ninguém sabe ninguém viu?

Não teve data e nem horários marcados para que todos possam ter acesso?

Mas tem cartas marcadas, só quem sabia disso, eram os pagadores de propina milhionárias, pois na verdade não eram palestras e sim jogada, pois só tem ‘‘palestras’’ onde a empreiteira Odebrecht pisa e manda nas obras e muitas delas financiadas com dinheiro do povo brasileiro.

Senadora, a senhora calada, ainda tá errada, pois o Juiz e o Procurador podem sim palestrar, mas Lula não tem nem condições para isso e nós já sabemos quem são os pagadores de suas ‘‘palestras’’. Poupe-nos de suas falácias.

Vamos deixar a senadora que fala pelos cotovelos de lado e falar do outro pândego que deu um tiro no pé.

 

‘O Brasil está preparado para ter um presidente negro?’

Essa frase saiu da boca de um cara que muito estudou, mas escolheu falar besteira e acabou definitivamente com as poucas chances existentes que ele tinha de chegar à presidência da Republica. Graças a Deus!

Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, o ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa disse que está mais propenso a não ser candidato ao Planalto.

Ainda bem, ele não sabe o tamanho da felicidade que nos deu. Pois só sendo um despreparado, desinformado e desorientado para fazer tal pergunta, se o ex-presidente do STF ficasse calado, ele teria ganhado mais.

Imagina você que Joaquim Barbosa se reuniu recentemente com um grupo de artistas, mas só as peças raras, defensores de tudo que não presta e petistas de plantão. Os cantores Marisa Monte e Caetano Veloso, os atores Lázaro Ramos e Thiago Lacerda, a apresentadora Fernanda Lima e a atriz Fernanda Torres, além de políticos do partido REDE, da ex-ministra petista Marina Silva.

Essa frase que vou usar todos nós conhecemos e ela serve bem para o Joaquim Barbosa. ‘‘Me diga com quem tu andas, que eu direi quem tu és.’’

Pois ele está rodeado de petistas e ex-pestistas e com a pergunta ‘o Brasil está preparado para ter um presidente negro?’ isso mostra que os pensamentos dele é bem esquerdinha e de esquerdinha nós não precisamos mais, afinal, o Brasil já está bem destruído por conta da esquerda que governou para os seus a 13 anos.

 

Por Daniel Martins / Blog do Daniel

Eleições farão Dilma trocar ao menos 12 ministros

Até janeiro, nomes como Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha e pelo menos mais dez sairão para se dedicar à campanha a partir do final do ano

BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff vai realizar sua terceira reforma ministerial entre o fim de dezembro e o início de janeiro. Ao menos 12 dos 39 ministros devem disputar as eleições em 2014 e, com isso, serão obrigados a deixar seus postos.

A intenção da petista é concentrar a saída de todos ao mesmo tempo a fim de realinhar seu primeiro escalão para o ano que vem, quando tentará vencer a sucessão e garantir mais quatro anos de mandato.

A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, já combinou com Dilma que deixará o comando da pasta no começo de janeiro e espera transmitir o bastão a um sucessor ainda na primeira semana de 2014. Voltará para o Senado e se dividirá entre Brasília e viagens para percorrer todo o Paraná, aquecendo sua pré-campanha para governadora.

Apesar da insistência de parte do PT paulista para que deixe o Executivo o quanto antes e percorra São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, é outro que pretende deixar o cargo só nos últimos dias de 2013.

caso de Padilha, espera-se que ainda consiga capitalizar sua imagem de bom gestor da Saúde com o programa Mais Médicos, que, apesar da resistência corporativa da classe, tem grande aceitação por parte da sociedade.

Um colega de Esplanada do petista classifica como”burrice” sair antes, porque assim Padilha ficaria “um ano sendo fritado” pelos adversários, além de não poder capitalizar diretamente o programa federal Mais Médicos.

Palanque. Quem, assim como Gleisi, tem cargo no Congresso provavelmente reassumirá a vaga de deputado ou senador para aproveitar a “vida mais tranquila” e a visibilidade que a tribuna parlamentar oferece.

A maior parte dos ministros do PT ainda condiciona a opção de concorrer a um cargo eletivo no ano que vem à “permissão” da presidente. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, por exemplo, pretende disputar o Senado, mas diz que só sairá com a autorização de sua chefe. Ideli, uma das responsáveis pela articulação política, é questionada por integrantes da base aliada no Congresso.

Fontes do Palácio do Planalto afirmam que a guerra por indicações de substitutos já começou. Em vez de munição pesada, por enquanto a artilharia é lançada em forma de conselhos, sugestões e insinuações de possíveis nomes para preencher a futura vacância.

Senadores são a principal alternativa de Dilma porque apenas um terço deles ficará sem mandato em 2014, os outros dois terços terão poder garantido até 2018.

Para empunhar a caneta considerada mais poderosa de toda a Esplanada, a Casa Civil, já existem ao menos duas alternativas estudadas no Palácio do Planalto: há um movimento dentro do núcleo duro do governo para emplacar a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, como substituta de Gleisi.

Essa seria uma opção mais técnica, que representaria continuidade do estilo de gestão adotada desde o início deste mandato. E, se por um lado significa uma postura de comando mais gerencial, por outro pode custar novamente caro para Dilma emplacar outra ministra sem muito jogo de cintura para dialogar com o Congresso e com a base aliada.

Justamente por isso há os que defendem a nomeação do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que apresenta um perfil totalmente político para a pasta.

Riscos. Além de disputas dentro do próprio PT, o PMDB, partido de maior peso na base aliada, já estuda o cenário de mudanças, mas deixará para indicar nomes às vésperas da troca de titulares “para não corrermos o risco de esvaziar os nomes escolhidos”, explicou o primeiro vice-presidente do partido, o senador Valdir Raupp (RO).

Presidente deverá substituir Ideli Salvatti

A presidente Dilma Rousseff disse a interlocutores que decidiu mudar sua articulação política, mas não fará a troca enquanto for mantida a pressão de aliados, principalmente dos petistas, pela demissão da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

Segundo um conselheiro presidencial, Dilma avalia que Ideli “já deu sua contribuição” e será substituída para aperfeiçoamento da relação com a base aliada.

IDELI / CAFEO interlocutor, que esteve com a petista na semana passada, acrescentou que ela mantém o apoio ao ministro Guido Mantega (Fazenda), apesar do aumento das pressões dentro e fora do governo por sua troca.

Segundo colaboradores da presidente, há no governo expectativa de que a própria Ideli entregue o cargo durante o recesso parlamentar, a partir da semana que vem.

Na quinta, Ideli sofreu um novo golpe: Dilma transferiu para a Casa Civil a tarefa de acompanhar o atendimento das emendas parlamentares.

Com o rearranjo, a ministra da pasta, Gleisi Hoffmann, fica encarregada de cobrar dos demais ministérios a liberação de recursos em atendimento a emendas. E Ideli perde seu principal trunfo para negociação com deputados e senadores.

Contrariada com o esvaziamento, Ideli chegou a manifestar a aliados a disposição de entregar a cadeira na sexta-feira. Mas rendeu-se ao argumento de que não terá para onde ir, já que não tem mandato, e que a transferência é temporária.

Procurada, Ideli disse, por intermédio da assessoria, que “considera fofoca qualquer especulação nesse sentido”.

SOBREVIDA

No sábado, Dilma divulgou uma nota negando a pretensão de fazer sua reforma ministerial. E, ontem, Ideli esteve no Palácio da Alvorada para discutir a pauta para a marcha dos prefeitos.

Embora tenha ganhado uma sobrevida, a ministra continua em situação desconfortável. E a divulgação da nota é encarada como uma senha para que ela tome a iniciativa de pedir demissão.

A presidente já vinha avaliando a hipótese de antecipar sua reforma ministerial, parcelando as substituições antes programadas para o fim do ano ou início de 2014.

Com a divulgação da nota, Dilma sinalizou que não trabalha sob pressão. Na avaliação de ministros, a troca na articulação política tornou-se um caso de “emergência”, diante do clima de rebelião nos partidos governistas, mas a presidente avalia que afastar Ideli nesse ambiente de pressão seria desumano.

A tendência é que a troca na área política atinja, além de Ideli, os líderes do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM).

Segundo petistas, o abatimento da ministra é evidente. Na quinta, em reunião do PT, ela chorou ao descrever o momento político do país.

ECONOMIA

Na área econômica, Dilma tem dito a auxiliares que não pretende ceder às pressões do “mercado” para demitir Mantega. Um ministro diz, em tom irônico, que o mercado “plantou tomate para colher juros altos e acha que o adubo é a saída do Guido”.

A avaliação interna é que o ministro da Fazenda ganhou pontos contra as pressões por sua saída depois que a inflação de junho, apesar de ter estourado o teto da meta, veio mais baixa do que o esperado pelo mercado.

Além disso, ele elabora um aperto fiscal, a ser anunciado nesta semana, para auxiliar o Banco Central no combate à inflação e reordenar a política econômica.

Mesmo assim, dentro e fora do Palácio do Planalto já circulam alguns nomes para uma eventual substituição.

Encabeça a lista o ex-secretário-executivo da Fazenda Nelson Barbosa, que deixou o governo por divergências com Mantega e Arno Augustin (secretário do Tesouro).

Na avaliação de assessores, ele é o favorito por não precisar de uma “curva de aprendizagem” e já conhecer como funciona a presidente.

Depois dele, vem o nome de Joaquim Levy, que trabalhou com o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda) durante o governo Lula e hoje está na equipe do Bradesco.

 

Fonte: Folha

Dilma tenta reconstruir elo com os movimentos sociais

Os protestos pelo país não provocaram impacto só na popularidade da presidente Dilma Rousseff. Sua agenda também sofreu uma guinada. Nos últimos dias, ela passou a receber representantes de movimentos sociais que esperavam por uma audiência desde sua posse, em janeiro 2011.

Na lista dos que foram ou serão recebidos estão organizações recentes, como o MPL (Movimento Passe Livre), mas principalmente militantes com relações antigas e desgastadas com o PT, como gays, indígenas, camponeses, feministas e ativistas digitais.

13188432A nova postura já rendeu as primeiras fotos para Dilma e gerou algum noticiário positivo. O histórico de desgastes com vários desses movimentos, porém, sugere que a reaproximação não deverá ser fácil. A lista de embates, reclamações e divergências em políticas públicas é extensa.

Um exemplo é o que ocorre com militantes da luta antimanicomial, setor historicamente ligado ao PT, e ativistas que pedem revisão da política de combate às drogas.

O alvo do segmento é a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil), a quem atribuem a responsabilidade pela adoção de uma política muito conservadora, em diversos aspectos contrária ao que era defendido por petistas no passado.

Esses grupos discordam de dois dos pilares do plano do governo de combate ao crack: as internações compulsórias de dependentes e os repasses de recursos para comunidades terapêuticas religiosas.

Dois eventos são citados como marcos do distanciamento. O primeiro foi o convite que Gleisi fez à psicóloga evangélica Marisa Lobo para o lançamento do programa. Tida como inimiga dos ativistas, Lobo é a formuladora do projeto que permitia a oferta de tratamento para homossexuais, ideia apelidada de “cura gay” derrubada na Câmara.

O segundo foi um e-mail repassado por Gleisi para o ministro Alexandre Padilha (Saúde) pedindo a “flexibilização” na contratação das entidades religiosas, segmento para o qual o governo reservou R$ 100 milhões. A troca de mensagens, que começa com uma cobrança do líder de uma dessas comunidades, foi revelada pelo o jornal “Correio Braziliense” em 2012.

DECEPÇÃO

Entre os gays, os eventos que causaram maior aborrecimento foram os recolhimentos de materiais de orientação após pressão de evangélicos.

O caso mais conhecido foi o do kit de combate à homofobia vetado no Ministério da Educação quando a pasta era dirigida por Fernando Haddad, hoje prefeito de São Paulo. O mais recente foi o do cartaz “Eu sou feliz sendo prostituta”, vetado por Padilha.

Editoria de Arte/folhapress

Ativistas reclamam por mais empenho do governo na aprovação do PL 122, o projeto de lei que criminaliza a homofobia e sofre forte oposição de líderes evangélicos.

Recém-recebido por Dilma, o ativista Toni Reis diz que a presidente se comprometeu “explicitamente” com o combate a todo tipo de discriminação: “Até então, as relações com ela estavam bem nebulosas, para dizer o mínimo”.

Um dos setores com relações mais desgastadas com o governo e o PT é o que reúne indígenas e ambientalistas.

Além de apontarem queda no ritmo de demarcações e congelamento na criação de parques, acusam o governo de falta de diálogo no processo de instalação de hidrelétricas na Amazônia, reclamam da proximidade com ruralistas e fazem críticas à atuação fracassada do governo no combate ao projeto do novo Código Florestal.

A iniciativa recente de reformular os procedimentos para demarcação de terras indígenas é o capítulo mais recente das contrariedades.

O azedume foi sintetizado pelo filósofo Egydio Schwade, do Amazonas, teólogo com décadas de história na sigla: “O PT no poder parece que esqueceu toda a trajetória, as pessoas e a causa que o construíram”, escreveu num artigo replicado entre ambientalistas na internet. “É humilhante ver uma ministra do nosso governo [Gleisi] propor a revisão de terras indígenas”.

O governo quer mudar o processo de demarcação de áreas indígenas para incluir órgãos como o Ministério da Agricultura nas decisões, hoje concentradas na Funai. Os indigenistas temem que isso dê mais força ao agronegócio, que vê nas terras indígenas uma ameaça à sua expansão.

PT tenta atrair PSD no Paraná, mas Sciarra busca candidatura própria

Eduardo Sciarra, líder do PSD na Câmara

O PT trabalha para atrair o PSD para a chapa majoritária no Paraná, encabeçada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann – principal auxiliar da presidente Dilma Rousseff. O alvo da cobiça é o presidente do PSD no Estado e líder da bancada, deputado Eduardo Sciarra, que uma ala petista deseja para a vaga de vice. Mas Sciarra afirma que não foi convidado para a chapa e ressalta que trabalha pela candidatura própria do PSD ao governo.

O PT está isolado no Paraná e busca um aliado de peso para compor a chapa de Gleisi. Lideranças do PMDB local dizem que não há chances de reedição da aliança de 2010, que uniu o partido ao PT e PDT na chapa majoritária. Pelo menos 70% dos diretórios municipais do PMDB defendem a candidatura própria ao governo em 2014. Os mais cotados são os ex-governadores Roberto Requião e Orlando Pessuti. Além disso, aliados tradicionais do PT como PSB e PSC estão com o governador Beto Richa, do PSDB.

É nesse cenário de hegemonia tucana e distanciamento do PMDB que o PT busca a sigla de Gilberto Kassab, a fim de se aproximar do eleitorado conservador – que rejeita a sigla de Gleisi – e ampliar o tempo de televisão.

“Time dos sonhos”

Os rumores sobre Sciarra integrar a chapa de Gleisi Hoffmann aumentaram depois que ele se aproximou da ministra em meio à crise sobre demarcação de terras indígenas. No episodio do Paraná, Sciarra foi uma das vozes ouvidas com atenção pela ministra. Dilma havia pedido à Gleisi que a Casa Civil analisasse a situação. A decisão da ministra foi acionar o Ministério da Justiça para que suspendesse estudos da Fundação Nacional do Índio (Funai) para criação de reservas em áreas de conflitos no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Essa empatia mútua levou o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), a incluir Sciarra no “time dos sonhos” dos petistas no Paraná. Vargas declarou no mês passado que a chapa ideal seria encabeçada por Gleisi, com Sciarra como candidato a vice-governador e o ex-senador Osmar Dias (PDT) na corrida ao Senado.

Candidatura própria

Contudo, Eduardo Sciarra empenha-se em outra direção: lançar candidato próprio do PSD ao governo.

Egresso do PFL e do DEM, Sciarra integra a ala oposicionista do PSD, que rejeita a aliança com o PT. Até agora, 12 diretórios estaduais do PSD já manifestaram apoio à reeleição de Dilma Rousseff – entre eles, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Alagoas, Bahia e Ceará.

No Paraná, entretanto, uma corrente defende o apoio à reeleição do governador Beto Richa. Este também busca o apoio do PSD à sua reeleição. Para isso, indicou o deputado Reinhold Stephanes (PSD) para a chefia da Casa Civil.

Em outra frente, Sciarra percorre o Estado para construir uma candidatura própria. O nome mais cotado é o do empresário Joel Malucelli, fundador da holding que leva o seu nome. Um conglomerado de empresas nas áreas de construção civil, comunicação social, finanças e energia. Em 2010, a construtora JMalucelli doou R$ 500 mil para a campanha do então senador Osmar Dias (PDT) ao governo. Em aliança com o PT, Dias tinha Gleisi Hoffmann candidata ao Senado em sua chapa.

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