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Parlamentares tucanos criticam FHC e o próprio PSDB

O clima de insatisfação entre parlamentares tucanos ficou mais evidente após o racha no partido antes do segundo turno da eleição governamental em São Paulo.

O deputado federal Fábio Sousa, do PSDB de Goiás, não gostou da declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no fim de semana.

FHC afirmou que “Bolsonaro vai prejudicar imagem do Brasil no exterior”, conforme noticiou a Renova Mídia.

O parlamentar Fábio Sousa escreveu no Twitter, com ironia:

Segundo O Antagonista, a deputada federal Shéridan Oliveira foi mais uma tucana a fazer duras críticas públicas ao seu partido.

“O PSDB passou 2017 mais preocupado com quem ocuparia a cadeira de presidente do partido do que como o partido ocuparia as eleições”, escreveu a parlamentar no Twitter.

 

Com Informações do Renova Mídia

FHC diz que Joaquim Barbosa não é ‘salvador da pátria’

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta semana que o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, não deve ser visto como um herói salvador. A declaração foi dada em entrevista ao programa Manhattan Connection, da GloboNews.

Segundo FHC, o ministro atuou com perseverança e clareza no julgamento do mensalão, mas não é o salvador da pátria. “Eu acho que as pessoas descreem tanto das instituições que procuram sempre heróis salvadores.”

Para o ex-presidente, o sentimento de que o Brasil precisa ainda de um salvador demonstra que nossa democracia não está consolidada. “Ou então, pior ainda: que no sistema democrático tal como ele é hoje, com tanta descrença entre os eleitores e os que são eleitos, há um tal descrédito das instituições democráticas que se quer alguém que mude tudo. É perigoso, é realmente perigoso”, afirmou.

FHC disse ainda que duvida que o ministro do STF vá participar de uma “aventura” como se candidatar à presidência e que é difícil imaginá-lo na vida partidária. “Ele não tem o traquejo, o treinamento para isso. Uma coisa é você ter uma carreira de juiz. Outra coisa é você liderar um país.”

O ex-presidente afirmou que tem admiração por Joaquim Barbosa mas não crê que ele tenha as características necessárias para conduzir o Brasil de maneira a não provocar grandes crises no país.

RETROSPECTIVA

Convidado a fazer um balanço do ano, FHC disse na entrevista que muita coisa desagradável aconteceu em 2013. “É difícil dizer o que foi pior no Brasil. Para começar, a economia vai balançando numa direção perigosa. Segundo, a violência.”

Questionado sobre quais foram as boas notícias do ano, FHC fez piada. “A boa notícia foi termos sobrevivido a tudo isso. Já estou com 82 anos, a cada ano que passa me dá uma alegria enorme.”

Márcia Ribeiro/ Folhapress
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que o ministro Joaquim Barbosa, do STF, não é salvador da pátria
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou que o ministro Joaquim Barbosa, do STF, não é salvador da pátria

 

É preciso entender, e não desqualificar, disse FHC sobre protestos em SP

Avaliação do ex-presidente se contrapõe ao que disse o governador Geraldo Alckmin na semana passada

SÃO PAULO – Desqualificar os protestos dos jovens em São Paulo e outras capitais “como se fossem ação de baderneiros” constitui, na avaliação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “um grave erro”. Para ele, “dizer que (essas manifestações) são violentas é parcial e não resolve”.

 Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso

A avaliação do ex-presidente se contrapõe ao que havia feito, até o final da semana passada, o governo tucano de Geraldo Alckmin, em São Paulo. A partir desta segunda-feira, 17, o governador recuou, proibiu ações policiais violentas e admitiu dialogar com os manifestantes.

Na análise que fez para o Estado ontem de manhã – antes das manifestações da tarde -, FHC aconselhou: “Justificar a repressão é inútil: não encontra apoio no sentimento da sociedade. Por isso, “é melhor entendê-las”, perceber que essas manifestações “decorrem da carestia, da má qualidade dos serviços públicos, das injustiças, da corrupção”.

Ele recorreu a um dos mais respeitados estudiosos dos problemas contemporâneos, o espanhol Manuel Castells. “Reações em cadeia, utilizando as atuais tecnologias de comunicação, constituem marca registrada das sociedades contemporâneas, como meu velho amigo e colega Manuel Castells mostrou há tantos anos.” Daí a sua conclusão de que desqualificar os protestos não funciona. A saída é entender, não reprimir.

“Quem tem responsabilidade política deve agir, entendendo o porquê desses acontecimentos.” Esse entendimento pressupõe buscar a razão da insatisfação geral com os governos. As manifestações “decorrem de um sentimento difuso de descontentamento e do desejo de um tratamento digno para as pessoas”, concluiu.

‘Só isso não resolve’, afirma Campos sobre estímulo ao consumo

Governador de PE diz que economia enfrenta também problemas de ‘questões internas’; ele citou exemplo de FHC na eleição de 2002

Recife – O governador de Pernambuco e provável candidato do PSB à Presidência em 2014, Eduardo Campos, disse ontem que a política do governo federal de estímulo ao consumo – com a abertura de novas linhas de crédito para compra de eletrodomésticos – “ajuda mais que atrapalha”, mas ainda é insuficiente. “Só isso não resolve.”

Governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB)
Governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB)

Recorrendo ao seu mote, Campos afirmou que os economistas que estão no Ministério da Fazenda “sabem que é preciso mais”. “É preciso alavancar a formação bruta do capital, alavancar investimentos públicos e privados, intensificar exportações para isso melhorar a produtividade, investir em inovação”, disse. “O que acontece é que as políticas na direção do consumo terminam sendo mais rápidas, saem do papel com maior rapidez, quando o investimento, que é o que mais precisamos neste momento, é mais complicado.”

‘Questões internas’. Numa crítica velada ao governo federal, ele disse que “a economia vive circunstâncias próprias de uma crise internacional, mas de questões internas também”. Observou que muitas medidas foram tomadas, mas não surtiram o efeito esperado e todos agora devem ajudar.

FHC. Campos citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como protagonista de “um bom momento da história do País” a ser seguido, ao comentar que “o viés eleitoral acelerado que se vive hoje atrapalha inclusive a juntar forças”.

“Vi durante a campanha de 2002 o presidente Fernando Henrique chamar ao palácio todos os candidatos a presidente da República para discutir a questão do Brasil naquela hora, quando havia uma crise cambial batendo às portas, havia necessidade do Fundo Monetário Internacional (FMI).”

Questionado sobre a declaração do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para quem seria natural a oposição torcer por “uma quedinha” na popularidade da presidente Dilma, Campos declarou: “É importante que a gente aprenda com estes bons momentos da história onde as pessoas podem deixar as ambições de lado e pensar no futuro do País”.

Ele defendeu “uma posição responsável” de governistas e oposicionistas para ajudar a animar a economia . “Quem pensa em ganhar eleição, tem de ganhar pelos méritos e não pelos deméritos de alguém.”

Alckmin diz que irá a convenção do PSDB com FHC e Serra

Reunião no sábado marcará eleição de Aécio Neves como presidente do partido, considerada uma etapa prévia à candidatura ao Planalto em 2014

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quinta-feira, 16, que irá à convenção nacional do partido, no sábado (18) em Brasília, ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-governador José Serra, e que os paulistas estarão “muito bem representados” na nova executiva da sigla. O senador mineiro Aécio Neves, que pretende disputar o Palácio do Planalto em 2014, será eleito presidente nacional do PSDB no evento, em uma etapa para construir a candidatura à Presidência da República.

José Serra e Geraldo Alckmin
José Serra e Geraldo Alckmin

“São Paulo, com certeza, vai estar bem representada na vice-presidência, na secretaria-geral, na secretaria do partido, entre os membros da Executiva. O Brasil é um país continental, são 27 Estados, então você vai procurar compor uma direção nacional, que todas as regiões estejam representadas”, disse o governador após participar de um evento na capital paulista.

Apesar de o nome de Aécio enfrentar resistência de parte do PSDB em São Paulo, principalmente do grupo ligado a Serra, Alckmin fez questão de dizer que o senador é o “nosso” candidato a presidente do PSDB e que ele tem “toda a liderança para comandar o partido”.

Os paulistas devem manter a vice-presidência com o ex-governador Alberto Goldman, um dos tucanos mais próximos de Serra, que tem dito que Aécio ainda precisa construir sua candidatura ao Planalto. O PSDB de São Paulo também espera ocupar a secretaria-geral, cargo responsável por cuidar da máquina partidária propriamente dita. O deputado Mendes Thame é o mais cotado para esse posto.

Ao ser questionado sobre a presença de Serra na convenção de sábado, Alckmin afirmou que o partido está providenciando uma “condução” para que eles e FHC viajem juntos para Brasília.

Embora Aécio já tenha sido anunciado como pré-candidato da sigla à Presidência por lideranças do PSDB, Alckmin disse que a escolha do senador para comandar o partido não significa que ele vá ser o candidato do PSDB à Presidência: “Nós temos vários bons candidatos, mas essa decisão deve ser no final do ano”.

 

Fonte: Estadão

FHC contraria Aécio e afirma que ainda ‘é cedo para julgar reeleição’

Senador tucano havia dito em entrevista ao ‘Estado’ que presidentes deveriam ter apenas um mandato único de cinco anos

Beneficiário da emenda que criou a reeleição presidencial em 1997 – e que lhe abriu caminho para continuar no Palácio do Planalto entre 1998 e 2002 – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que não concorda com a tese do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que na semana passada disse ao Estado ser favorável à adoção de um mandato presidencial único de cinco anos.

Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso

“Não é a minha opinião”, afirmou FHC em entrevista publicada ontem pelo Valor Econômico, sobre a ideia de Aécio – que o próprio ex-presidente apontou como seu nome predileto para a disputa presidencial de 2014. Segundo o ex-presidente, “é cedo para julgar (a experiência brasileira), mas há exemplos no mundo todo de que havendo uma interrupção aos quatro anos é razoável”.

Depois de ponderar que tanto Aécio quanto o ex-governador José Serra defendem há tempos o mandato único, FHC prosseguiu: “Quatro anos é muito pouco tempo para você fazer alguma coisa de mais duradouro. Seis anos é razoável, mas pode ser que seja errado para uma pessoa que não esteja fazendo o que o País quer”, disse.

FHC lembrou ainda que “nos EUA (a reeleição) funcionou e mesmo no Brasil mostrou ter certa eficiência”. E completou: “Não vejo razão para ele (Aécio) estar dizendo isso agora”.

Além de Serra e Aécio, o governador Geraldo Alckmin e o presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra, também já disseram ser a favor do fim da reeleição. “Eu sou contra a reeleição. Acho que é uma experiência que deu errado. Penso diferente de Fernando Henrique nessa questão”, afirmou Guerra.

Presidenciável. A diferença de opinião entre Aécio e FHC não impede que o ex-presidente seja o principal defensor no PSDB do nome do senador para a disputa presidencial de 2014. De acordo com tucanos, Fernando Henrique chegou a fazer essa defesa ao próprio Serra ao tentar convencê-lo a apoiar a indicação do senador como candidato. Na conversa, segundo os tucanos, FHC teria lembrado que Serra sempre teve o apoio do partido para suas candidaturas – a presidente, a governador e a prefeito. Desta vez, teria dito o ex-presidente, Serra deveria retribuir a ajuda que recebera do PSDB e garantir a união em torno de Aécio.

Em discurso ontem, no Senado, o vice-presidente da Casa, Jorge Viana (PT-AC), ironizou a opinião de Aécio – defendida também pelo governador Eduardo Campos (PSB-PE), contrária à reeleição. “Hoje, eu vejo o candidato a presidente, meu colega Aécio Neves, o pretenso candidato Eduardo Campos, presidente do PSB, dizendo que querem o fim da reeleição. Eles não se entendem. Talvez estejam mirando 2018. Já estão jogando a toalha sobre 2014”, disse Viana – que, em seguida, elogiou a posição de FHC favorável à reeleição presidencial.

FHC fala em governar ‘sem jeitinho’; Alckmin faz contraponto a gestão Dilma

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso aparece hoje à noite nas inserções a que o PSDB paulista tem direito no rádio e na televisão falando que o seu partido governa “do jeito certo, sem jeitinho”.  ”O jeito certo, não tem jeitinho.Tem trabalho. É jeito do Montoro, do Covas, do Serra e do Geraldo Alckmin, governador que planeja e tem coragem de enfrentar os problemas e faz da honestidade uma marca de seu governo.Está sempre pensando nas pessoas. Trata os idosos com carinho e o respeito que eles merecem. Esse é o jeito do PSDB”, afirmou o tucano.

Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso

FHC fala da criação do PSDB há 25 anos. “O Brasil era bem diferente. Tinha acabado de sair da ditadura. A economia estava arrasada, e a inflação consumia os salário do trabalhador. Era preciso reconstruir o País, mas não de qualquer jeito. Era preciso fazer do jeito certo. Nascia assim o PSDB”, declarou.

O ex-presidente falou também de bandeiras de sua gestão, como o Plano Real e o combate à inflação. “O resultado está aí, nas ruas. Um País com moeda forte, respeitado no mundo”, declarou.

O vídeo é a estreia do novo marqueteiro do partido, Mauricio Queiroz, da White Propaganda. O senador Aécio Neves (MG), presidenciável da legenda, que aparecerá em outras inserções regionais do PSDB pelo País, não está nos filmes do PSDB-SP. De acordo com o partido, nos Estados em que há pré-candidato à reeleição, como no caso de São Paulo, com Alckmin, o tempo na TV foi usado para mostrar as administrações locais.

O governador aparece em outras inserções falando sobre marcas de sua gestão. “São Paulo está fazendo o maior investimento em transporte público da América Latina”, afirma o tucano, que em outro vídeo fala da Rede Hebe Camargo de Combate ao Câncer, criada pelo Estado. “Esse é o nosso trabalho. Agir e inovar o tempo todo para cuidar bem de você”, declarou. Em outra inserção, sobre habitação, Alckmin fala em resolver o “sonho de milhares de famílias”. “Estamos fazendo aqui em São Paulo o maior projeto urbanístico com inclusão social do Brasil”, declarou, num contraponto ao programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida.

 

Blog Julia Duailibi

Alckmin e FHC estrelam comercial do PSDB; Aécio fica fora

O governador paulista, Geraldo Alckmin, será a principal estrela dos programas partidários do PSDB paulista, que vão ao ar no rádio e na televisão a partir de sexta-feira. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também aparecerá nos comerciais de 2,5 minutos, que serão exibidos em todo o Estado, também nos dias 15, 17 e 19.

O senador Aécio Neves (MG), presidenciável do partido, ficará de fora do programa paulista. O PSDB nacional negociou a aparição do senador em alguns programas estaduais, como forma dele se tornar mais conhecido. Em São Paulo, porém,  não houve a formalização de pedido para que Aécio aparecesse na propaganda local. Entre os Estados em que o mineiro aparecerá, estão Rio de Janeiro e Paraíba. Em Minas, seu berço eleitoral, o PSDB perdeu o comercial regional numa ação na Justiça na eleição passada.

O fortalecimento da imagem em São Paulo é um dos passos que Aécio pretende dar na campanha rumo ao Palácio do Planalto. O mineiro veio ao Estado nas últimas duas semanas, participar de eventos ao lado de Alckmin. Também busca a unidade partidária paulista em torno do seu nome. Hoje, a maior parte dos líderes tucanos de São Paulo, como Alckmin, FHC e Aloysio, já aceita o nome do mineiro como candidato a presidente pelo PSDB.

Aécio, no entanto, ficará fora da telinha paulista. Os comerciais que serão exibidos pelo partido abordarão feitos da gestão Alckmin e os 25 anos de aniversário da legenda. Quem os fez foi o publicitário Maurício Queiroz, da White Propaganda, responsável pela campanha do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) em 2010.

Blog Julia Duailibi

Alckmin e FHC estrelam comercial do PSDB; Aécio fica fora

O governador paulista, Geraldo Alckmin, será a principal estrela dos programas partidários do PSDB paulista, que vão ao ar no rádio e na televisão a partir de sexta-feira. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também aparecerá nos comerciais de 2,5 minutos, que serão exibidos em todo o Estado, também nos dias 15, 17 e 19.

O senador Aécio Neves (MG), presidenciável do partido, ficará de fora do programa paulista. O PSDB nacional negociou a aparição do senador em alguns programas estaduais, como forma dele se tornar mais conhecido. Em São Paulo, porém,  não houve a formalização de pedido para que Aécio aparecesse na propaganda local. Entre os Estados em que o mineiro aparecerá, estão Rio de Janeiro e Paraíba. Em Minas, seu berço eleitoral, o PSDB perdeu o comercial regional numa ação na Justiça na eleição passada.

O fortalecimento da imagem em São Paulo é um dos passos que Aécio pretende dar na campanha rumo ao Palácio do Planalto. O mineiro veio ao Estado nas últimas duas semanas, participar de eventos ao lado de Alckmin. Também busca a unidade partidária paulista em torno do seu nome. Hoje, a maior parte dos líderes tucanos de São Paulo, como Alckmin, FHC e Aloysio, já aceita o nome do mineiro como candidato a presidente pelo PSDB.

Aécio, no entanto, ficará fora da telinha paulista. Os comerciais que serão exibidos pelo partido abordarão feitos da gestão Alckmin e os 25 anos de aniversário da legenda. Quem os fez foi o publicitário Maurício Queiroz, da White Propaganda, responsável pela campanha do senador Aloysio Nunes Ferreira (SP) em 2010.

Blog Julia Duailibi

Aécio também diz que PSDB pode ‘fazer mais’ pelo País

Geraldo Alckmin, Aécio Neves e FHC - Alckmin pede para Aécio assumir PSDB
Geraldo Alckmin, Aécio Neves e FHC – Alckmin pede para Aécio assumir PSDB

Saudado por uma plateia paulista como o candidato à Presidência da República pelo PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) evitou assumir a disputa, mas respondeu positivamente ao apelo do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e topou assumir a presidência nacional do partido. “Contem comigo de cabeça erguida, como devem andar os tucanos. Dizendo: nós faremos mais”, disse Aécio, em discurso durante congresso tucano, encerrado na noite desta segunda-feira em São Paulo.

O mote “nós faremos mais” utilizado pelo tucano no Congresso do PSDB foi o mesmo utilizado, mais cedo, por sua principal adversária em 2014, a presidente Dilma Rousseff, e pelo virtual presidenciável do PSB, governador Eduardo Campos (PE), que estiveram juntos em um evento no sertão pernambucano. Tanto Dilma quanto Campos também disseram que poderão fazer mais pelo País.

O nome de Aécio será ratificado na convenção nacional do partido, em maio, evento que poderá ser em São Paulo, o maior colégio eleitoral do País. “Ele sai daqui presidente do partido. A expectativa agora é de que a convenção se transforme no lançamento da candidatura de Aécio a presidente”, disse uma liderança do PSDB. Aécio afirmou que reconhece o papel do presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), mas, falando como o futuro ocupante do comando tucano, pediu uma “profissionalização” nas ações do partido. “Vamos nos conectar cada vez mais.”

No entanto, ao ser indagado se aceitaria a candidatura à sucessão de Dilma e após a saudação dos militantes que lotaram a sede do partido em São Paulo, o senador foi mais comedido. Aécio declarou que se sentia honrado e avaliou que primeiro iria seguir os pedidos de Alckmin e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e percorreria o Brasil.

“Nós precisamos percorrer uma longa estrada até 2014. Essa é a hora de o PSDB se mostrar vigoroso”, disse. “A escolha do candidato do PSDB vai ocorrer no amanhecer de 2014, quando vamos estar todos juntos, prontos para enfrentar esse governo que vai estar desgastado, cansado, porque perdeu a capacidade de transformar. E se contenta, hoje, em ter um projeto de poder que é um vale tudo”, completou.

Aécio procurou até mesmo afagar o ex-governador José Serra, principal ausência tucana no encontro. “Sempre haverá um espaço de destaque para o governador Serra.” O senador afirmou ainda que as candidaturas de Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (sem partido) trazem conteúdo e são bem-vindas. “Mas nosso campo é mais confortável, porque sabemos o que queremos: somos oposição à ineficiência, que é a principal marca desse governo.”

FHC aponta ‘usurpação’ de projeto tucano por governos do PT

Ex-presidente participou de evento do PSDB em Belo Horizonte.
Líder do governo diz que aplaude ‘disposição’ de FHC de fazer comparação.

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso disse nesta segunda (25), durante evento do PSDB intitulado “Minas Pensa o Brasil”, em Belo Horizonte, que houve uma “usurpação de projeto” no país.

 Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso

Questionado sobre o projeto tucano para o Brasil, FHC atacou o PT e destacou que o atual governo usurpou projetos do PSDB. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff foi “ingrata” ao dizer que o PT construiu e não herdou nada do PSDB: “O que a gente pode fazer quando a pessoa é ingrata? Nada. Cospe no prato que comeu”.

No último dia 20, na festa de comemoração dos dez anos do PT no governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o PSDB ficou sem discurso e sem propostas porque, no governo, o PT fez “mais e melhor”. No mesmo evento, a presidente Dilma Rousseff disse que os governos petistas não herdaram nada do PSDB. “Nós não herdamos nada […]. Nós construímos”, afirmou na ocasião.

Nesta segunda, FHC declarou que o atual governo é que ficou sem projeto em razão do que chamou de “usurpação” do projeto tucano.

“Quem não tem projeto é o governo. Vocês têm que entender que o que aconteceu no Brasil foi uma usurpação de projeto. Só que, como ele é usurpado, ele é mal feito. Não têm coragem realmente de dizer que vai privatizar. O projeto que eles tinham, eles engavetaram. Eles tinham duas grandes metas: uma ligada ao socialismo, e outra ligada à ética. De socialismo, nunca mais ninguém falou. E, ética, meu Deus. Não sou eu quem vai falar a respeito do que está acontecendo no Brasil. Não têm palavra. Estão tentando utilizar os programas que eram nossos e mudam o nome”, disse.

Líder do governo responde
O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou que a fala do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso “confirma aquilo que os candidatos do PSDB tentaram esconder nas últimas eleições”.

Segundo Chinaglia, a gestão FHC foi marcada por um “programa agressivo de privatizações de áreas estratégicas do país”.

Para o líder do governo, as rodovias federais pedagiadas oneram “infinitamente menos” os usuários do que as que existem no resto do país, “especialmente as rodovias estaduais de São Paulo”, estado administrado pelo PSDB.

“Me parece que ele, de certa maneira, está estabelecendo comparações. Aplaudo a disposição dele de retomar a comparação. Com certeza, o povo brasileiro vem comparando as realizações dos governos do PSDB e do PT. Queremos continuar essa comparação”, declarou Chinaglia.

Aécio
FHC voltou a defender o senador Aécio Neves (MG) como candidato do PSDB para as eleições presidenciais de 2014 em razão da necessidade de “renovação”.

“Isso não é uma coisa que signifique que só um possa ser. Tem mais de um que pode ser. Nesse momento, por uma questão de conjuntura, eu acho que a pessoa que tem maiores possibilidades, no meu julgamento, é o senador Aécio Neves”, avaliou.

Para ele, o momento atual é de “renovação”. “Eu acho que a gente tem que estar sempre preparado para ventos novos. Então, eu acho que é uma candidatura mais dinâmica, mais jovem”, disse.

 

* Colaborou Fabiano Costa, do G1, em Brasília

FHC chama de ‘picuinhas’ críticas do PT ao seu governo

[youtube]http://youtu.be/GZf5JmRIvyA[/youtube]

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) rebateu nesta terça-feira (19) as críticas que o PT fará ao seu governo na comemoração de dez anos do partido no poder e de 33 anos de sua fundação.

“A gente deve comemorar a vitória do Brasil, e não ficar o tempo todo olhando para trás. Isso é coisa de criança, parece picuinha”, afirmou o tucano, em vídeo de 48 segundos postado no site “Observador Político”.

Para a festa petista, que acontecerá amanhã em São Paulo com a presença do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, o partido preparou um documento fazendo comparações entre a gestão petista e a administração de FHC (1995-2002).

Nele, o projeto petista é chamado de “glorioso”, enquanto o modelo tucano é classificado de “desastroso”. O texto foi produzido pelo Instituto Lula e Fundação Perseu Abramo e supervisionado pelo presidente da sigla, Rui Falcão.

Segundo FHC, o modo de o PT comemorar é engraçado. “Em vez de ficar satisfeito com o que fez, não. Eles ficam falando o que o outro não fez. Eles pensam que o Brasil começou agora. Não começou”, afirma o tucano.

O tucano defende o legado de seu governo ao dizer que mudou o rumo do país, que, na sua opinião, estava desorganizado.

“Sei reconhecer o que no passado se fez de bom no Brasil. E cada vez que o PT acerta, meu Deus, é bom para o Brasil. O mal é quando ele erra. Quando atrapalha a Petrobras, atrapalha a Eletrobras. Aí, complica”, diz FHC.

Apesar da resposta, o ex-presidente afirma que está maduro para deixar de lado a questão.

“Eles são assim mesmo. O que eu vou fazer? Preferiria que eles fossem mais espontâneos, mais felizes com o que estão fazendo e com o que o Brasil está fazendo. Mas cada um tem seu jeito. Deixa lá.”

 

Fonte: Folha

FHC diz que não se envolverá na campanha de SP

Ex-presidente tucano ironizou seu sucessor dizendo que morder canelas não é ‘apropriado’ para humanos.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ironizou nesta quinta-feira, 28, seu sucessor Luiz Inácio Lula da Silva afirmando que morder canelas não é “apropriado” a seres humanos. Ao declarar seu engajamento na campanha do ex-ministro Fernando Haddad pela prefeitura de São Paulo, Lula declarou que vai “morder a canela dos adversários” para que o petista seja eleito. “Eu não sei morder canela. Não acho apropriado para um ser humano”, disparou FHC, sorrindo, após palestra em Belo Horizonte para empresários do setor de construção.

Ex-Presidente, Fernando Henrique Cardoso

Além de não “morder canelas”, Fernando Henrique disse que não vai se envolver diretamente na campanha do PSDB pela prefeitura paulistana, mas ressaltou que o partido deve fazer uma avaliação cuidadosa da viabilidade de uma chapa puro sangue, encabeçada pelo ex-governador José Serra com o ex-secretário de Cultura Andrea Matarazzo como vice. FHC salientou que a questão da campanha “não é só ganhar” porque há o “problema político” de conseguir apoio na Câmara municipal para conseguir aprovar projetos de interesse do Executivo. “Acho o Andrea uma excelente pessoa. Foi excelente secretário e tem todas as virtudes. Mas o problema é político. Dá para governar depois?”, indagou.

Ele lembrou que, graças ao Plano Real, poderia ter entrado na disputa presidencial sem uma grande aliança e “eventualmente ganhar sozinho”. “Eu não quis isso. Ganho e não governo. Na democracia, você não governa sem apoio”, avaliou. Ele ressaltou, porém, que política é feita “no ferro quente” e, por não estar diretamente envolvido na campanha de Serra, não teria condições de avaliar a melhor possibilidade para a chapa tucana em São Paulo. “Não conheço a situação concreta da Câmara e o cálculo que o (José) Serra e o Geraldo (Alckmin) estão fazendo para ver se dá para ir sozinho ou não. Não é simplesmente porque quer ou não quer (chapa puro sangue)”, observou o ex-presidente.

Presidência

Ao comentar sobre eleições, FHC admitiu que, ao menos por enquanto, “não há muitos nomes” do PSDB em condições de disputar a Presidência em 2014. Ele confirmou a possibilidade de uma candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o que, para o ex-presidente, “depende basicamente dele”. Mas Fernando Henrique salientou que o mineiro precisa “criar condições” para alavancar a própria candidatura. “Candidatura depende da capacidade de despertar interesse dos outros. Ninguém pode ser candidato de si mesmo. O senador Aécio Neves tem qualidades inegáveis. Depende dele criar as condições”, avaliou.

FHC declarou que, nesse caso, o mineiro tem seu apoio, mas com a ressalva de que “política nunca é isso” e que, quando a disputa estiver mais próxima, essas “condições” podem ser criadas por outros integrantes da legenda. “O PSDB deverá ter um candidato. Não há muitos nomes. Não sei qual é a posição do governador de São Paulo, torço para que o Serra seja eleito, mas não sei como vai ser. São os nomes que estão aí. A não ser que apareça outro”, concluiu.

Fonte: Estadão

Sarney promete votar contas pendentes de FHC e Lula

Sem colocar em votação nos últimos nove anos as contas do governo federal, o Senado recebeu nesta terça-feira (19) relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) que faz 25 ressalvas às contas do primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff.

Em audiência com o presidente do TCU, Benjamin Zymler, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), prometeu analisar as contas pendentes. “O presidente se comprometeu a colocar as contas em votação. Nós esperamos isso. É um ato importante do Congresso”, afirmou Zymler.

O Congresso não analisa os relatórios de contas elaborados pelo TCU desde 2002, último ano de governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. De lá para cá, também não analisou nenhuma das contas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A prática se tornou comum aos deputados e senadores, em um gesto criticado pelos ministros do TCU.

“A Constituição do Brasil determina que o tribunal elabore parecer prévio para as contas serem julgadas pelo Congresso. Há um deficit de julgamentos”, disse Zymler.

Para o ministro José Múcio Monteiro, que relatou no TCU as contas de Dilma, a função do tribunal é apenas prepará-las para que o Legislativo faça a sua análise definitiva. “Eu, que passei 20 anos do lado de cá como parlamentar, não sei como justificar. Talvez porque os parlamentares acreditem que o relatório prévio do TCU é o definitivo.”

As contas do primeiro ano de gestão da presidente Dilma foram aprovadas em maio pelo TCU com 25 ressalvas e 40 recomendações ao governo. Múcio apontou em seu relatório problemas como o atraso nas obras para a Copa de 2014 e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Mas afirma que as ressalvas são comuns a todos os governos.

“Essas contas foram aprovadas com ressalvas, como foram todas as outras. Seria ótimo que fôssemos instados pelo governo a responder a algumas questões e estamos abertos a isso.”

O relatório do TCU também apontou que a renúncia fiscal chegou a R$ 187 bilhões, ultrapassando os gastos com Saúde, Educação e Assistência Social. No ano de 2010, o valor de renúncia foi de R$ 144 bilhões e o tribunal já apontava que esses gastos cresciam sem controle adequado.

De acordo com Múcio, esses recursos renunciados pela arrecadação federal ainda necessitam de análise mais bem elaborada para saber se estão gerando os resultados esperados pelo governo.
Fonte: Folha.com

Com Serra preso a SP, Aécio alça voo

Aconselhado por FHC a ‘esquecer’ o ex-governador paulista, presidenciável mineiro vai iniciar estratégia mais ofensiva contra Planalto.

Bastou o ex-governador José Serra ganhar a prévia do PSDB para prefeito de São Paulo, com perspectiva de vitória que, ao menos em tese, o amarra à Prefeitura pelos próximos quatro anos, para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ocupar o espaço de pré-candidato tucano à Presidência da República em 2014.

Aécio dirigia um Land Rover da Rádio Arco-Íris quando foi parado em blitz no Rio de Janeiro

Aconselhado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a “esquecer o Serra” e viajar pelo Brasil, Aécio marcou o início desta nova fase na quarta-feira, com um discurso de críticas e cobranças duras à presidente Dilma Rousseff.

Ele promete não dar sossego ao Palácio do Planalto, intensificando os ataques mais diretos ao desempenho da presidente. “Estamos fazendo alertas claros. Vamos visitar obras inacabadas e vamos, sim, mensalmente, apresentar um balanço das obras do PAC”, disse o senador, decidido a aumentar a vigilância sobre o governo para apontar casos de má gestão, obras paradas e desperdício do dinheiro público.

O resultado da fiscalização intensa vai virar discurso, mas a plateia de Aécio não se limitará aos senadores. Na semana passada, ele esteve em Rio Branco, no Acre, e a agenda de viagens Brasil afora já inclui visitas a Mato Grosso, Tocantins e Mato Grosso do Sul neste mês, além de um giro pelo Nordeste em maio.

A subida de tom do mineiro na oposição ao Planalto agradou até ao expoente da ala serrista no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), que definiu o discurso como uma “bela tijolada” contra o governo Dilma.

O PT também passou recibo. Nenhum aliado do Planalto contestou as críticas de Aécio. Mas o silêncio dos petistas foi de caso pensado. Eles se recusaram a comentar o discurso do tucano por considerar que não fora o senador, e sim o presidenciável do PSDB, quem subira à tribuna. Os partidários de Dilma se calaram para não amplificar a voz de um possível adversário na corrida presidencial de 2014.

Estratégia. O presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado Marcus Pestana, destaca que Aécio aguardou que Serra definisse seu caminho para se movimentar de forma mais ostensiva como presidenciável. Diz que o senador vai “calibrar” suas manifestações e incursões pelo Brasil e fará um “périplo com foco na temática municipalista”, e não em um eventual programa de candidato a presidente. A ideia é discutir questões locais como infraestrutura urbana, saneamento, moradia e pacto federativo.

“Ele terá prudência no calendário, com o cuidado de não ir tão rápido que pareça provocação, nem tão devagar que pareça covardia”, explica Pestana, certo de que o senador cumprirá seu papel em ritmo crescente, mas dosado e deixando para mais adiante a montagem da tática de campanha.

Os aecistas não cultivam a ilusão de que viagens resolvem o problema da comunicação de um candidato a presidente, mas julgam que elas são positivas porque aumentam o grau de conhecimento junto ao eleitorado. “O desafio da comunicação de massa só se resolve com instrumentos de comunicação de massa. Por isso, não podemos deixar a decisão para 2014”, diz Pestana, defensor de prévia para escolher o candidato ao Planalto no primeiro semestre do ano que vem.

“Em 2013, temos de concentrar os instrumentos do partido, o horário partidário e os comerciais de 30 segundos no rádio e na TV, em uma cara só, seja ela de quem for”, propõe o deputado, ao lembrar que a lista de presidenciáveis do PSDB inclui os governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR), além do líder no Senado Álvaro Dias (PR) e do próprio Aécio.

Para Aécio, o mais importante das visitas aos Estados é começar a costura política das alianças que poderão lhe dar suporte em 2014, sempre investindo em sua rede de relações pessoais, que passa pelo PSB, PMDB, PP e o novo PSD. Não por acaso, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) foi um dos que recepcionaram Aécio em Rio Branco, dias atrás.

O próximo momento decisivo para Aécio será o da sucessão do Congresso, que vai acirrar a tensão entre o PT e o PMDB. Sabedor da insatisfação de peemedebistas com o PT e a presidente, o tucano tem procurado se aproximar de líderes regionais e governadores do partido. Só com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes, foram mais de uma dezena de encontros ao longo do ano passado, boa parte deles em jantares informais, nas residências oficiais de um e outro.