Sua parceira é mulher ou menina? Faça o teste! – Por Ruth de Aquino

Este post é uma resposta provocadora ao texto da psicóloga e escritora Mônica El Bayeh, a convidada mais frequente de meu blog. Ontem, ela escreveu “Seu parceiro é homem ou menino? Faça o teste”.

Li, reli, pensei no mundo masculino, no mundo feminino…e em tudo que todos nós, seres humanos, temos vivido, juntos ou separados, ao longo de movimentos feministas e mudanças da sociedade, que incluem hoje as redes sociais, às vezes tão nocivas ao relacionamento a dois.

No post de Mônica, tive a impressão de que “Homem” era uma pessoa legal e que “Menino” era um sacana e aproveitador…No meu post de hoje, talvez vocês tenham a mesma sensação: “Mulher” é uma pessoa legal e “Menina” é uma sacana e manipuladora.

Ruth de Aquino é colunista de ÉPOCA.
Ruth de Aquino é colunista de ÉPOCA.

Na vida real, não é assim. Escrevemos sobre simplificações, para ficar mais fácil enxergar. Claro que, como diz Mônica – ela que conhece muito mais, por profissão, a psique humana – nunca somos apenas homens ou meninos. Nunca somos apenas mulheres ou meninas. A imaturidade nos faz errar muito – para o prejuízo dos outros, mas sobretudo para o prejuízo de nós mesmos. Enfiamos o dedo na tomada e nos machucamos. Mas, se pudermos pensar que não somos vítimas, por ter nascido homem ou mulher, já ajuda…

Se Mônica diz “fuja dos meninos”, eu digo “ame os meninos, quem sabe você é uma menina também”. Há mulheres que se comportam como meninas a vida inteira. Jamais amadurecem, assim como alguns homens. “Ame as meninas e as ajude a se tornar mulheres”. Mulheres bacanas.

Também é uma generalização achar que “maduros” são sempre melhores do que “imaturos”. Há “maduros e maduras” que são amargos, tristes, cínicos e sacanas. E há “imaturos e imaturas” que, são, simplesmente, encantadores e abertos à vida, ingênuos e confiantes.

Se tentássemos nos ajudar a todos mutuamente, sem querer engolir o outro…Porque ser feliz no amor é sorte, mas também compreensão, trabalho cotidiano e dedicação. Lembrei do post da Cláudia Penteado, outra convidada de meu blog: “Reconstruir. Reconstruir. Reconstruir. Só assim o amor dá certo?”. É só assim…

Então, vamos lá: sua parceira é menina ou mulher? Faça o teste! (Mas lembre: não se trata de estimular uma guerra dos sexos. É só um outro ângulo. Para enxergar os estereótipos que cercam todos e todas nós)

1 – Mulher não fica pedindo para casar. Muitas vezes, nem quer casar, mesmo que ele se ajoelhe. Menina quer anel, data, festa, bate pé, chora para casar. Para a menina, isso é “prova de amor”. Mulher aceita um relacionamento inicial sem compromisso, para amadurecer o sentimento. Menina, só com compromisso e exclusividade.

2 – Mulher não acha que homem precisa pagar tudo para elas. Menina não gasta um centavo quando sai junto porque a companhia (dela) já é “um presente” para o homem. Ela ignora que houve uma revolução sexual e que as despesas devem ser divididas, porque homens e mulheres são parceiros.

3 – Mulher não fica controlando para onde o homem olha na rua, ela está ocupada com outras coisas e também enxerga homens interessantes que não são o seu. Menina perscruta até atrás das lentes dos óculos escuros dele para checar se está apreciando alguma outra que não seja ela. Se estiver, pau nele. E o domingo de praia ou passeio fica comprometido com uma DR infindável.

4 – Mulher não fica fazendo fofoquinha nas redes sociais e provocando o homem com insinuações para deixá-lo com ciúme ou medo. Menina passa mil recados pelas redes sociais para que ele se curve a suas carências. Mulher não checa Facebook nem email nem celular dele porque sabe que isso é crime e invasão de privacidade. Menina fuça tudo isso e ainda por cima cobra depois.

5 – Mulher quer um homem. Menina quer príncipe porque se considera princesa. Mulher quer se realizar no seu trabalho e não somente no amor. Menina quer se realizar no amor e ponto, porque é o fim do mundo se o amor não der certo, todo o resto fica comprometido. Mulher quer amar. Menina quer é ser amada. Mulher não sacrifica todos os seus anseios em troca de um casamento. Menina sacrifica e depois cobra.

 

Ruth de Aquino é Jornalista e Colunista de ÉPOCA. @RuthdeAquino

 

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