Sessão que elegeria pastor nos Direitos Humanos é suspensa na Câmara

Marco Feliciano que atacou negros e gays em 2011 é cotado para presidir colegiado.

BRASÍLIA – O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Domingos Dutra (PT-MA), suspendeu nesta quarta-feira, 5, a sessão que deveria eleger o novo presidente da comissão. Indicado pelo PSC para comandar a Comissão, o nome do pastor Marcos Feliciano (SP) enfrenta resistências junto a integrantes da Comissão e de movimentos sociais.

HUMANOS/SESSAO

A sessão foi tumultuada, com bate-boca entre os deputados, vaias e gritos. Feliciano é acusado de racismo e homofobia. “Vou devolver para os líderes e para o presidente da Câmara o abacaxi que criaram. Quem pariu Mateus, que o embale”, disse Domingos Dutra, ao suspender a sessão.

O líder do PSC, deputado André Moura (SE), afirmou que o partido não pretende rever a decisão de ter indicado o nome de Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos. “Em 18 anos, nunca vi uma situação dessas. Não tenho condições de votar nele (Feliciano)”, afirmou o deputado Nilmário Miranda (PT-MG), ex-secretário de Direitos Humanos do governo Lula.

O PSC ficou com a presidência da Comissão depois de acordo de líderes. Antes da votação, o PMDB, o PSDB e o PP cederam suas vagas para o PSC, que ficou com cinco vagas de titular. A bancada evangélica se uniu para apoiar o nome do pastor. “Vim aqui respaldar o nome dele. Ele tem formação humanista e cristã”, disse João Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica, e suplente da Comissão.

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