ROMPIMENTO DE ADUTORA

Prefeito vai avaliar quebra de contrato com Manaus Ambiental

O prefeito Arthur Virgílio Neto afirmou que vai avaliar a possibilidade de quebra de
contrato com a concessionária de água Manaus Ambiental. A declaração foi dada na noite
deste sábado, 23, acompanhado do vice-prefeito Hissa Abrahão, no bairro Compensa 2,
zona Oeste, onde ocorreu o rompimento de mais uma adutora.

Rompimento de AdutoraPor volta das 19h, uma adutora rompeu na Rua das Flores, a mesma via onde
aconteceu um rompimento em janeiro. O grande volume de água causou uma enxurrada
que invadiu as casas. No primeiro acidente, 87 imóveis foram afetados e a estimativa da
Defesa Civil é que a quantidade seja a mesma nesta segunda vez.

Arthur disse que está indignado com a situação e que a empresa está prestando um
péssimo serviço. “Vou dar a minha opinião. Esse contrato foi feito para malandro ganhar
dinheiro e não para colocar água na casa da população. Essa cidade que eu herdei é uma
cidade esburacada, complicada, onde parece que aconteceu uma guerra”, afirmou.

O prefeito determinou que, além de pagar os danos materiais de todos os
moradores atingidos, a empresa terá que arcar com indenização por danos morais no valor
de R$ 2 mil a R$ 3 mil para cada família. Os moradores também não pagarão as contas de
água deste mês. “Eu não quero brincadeira com essas pessoas. O que elas disserem que
perderam, a empresa vai ter que pagar. Da primeira vez que ocorreu o rompimento de
adutora, alguns moradores reclamaram que fizeram acordos que não foram cumpridos”,
disse o prefeito.

Uma força-tarefa foi montada pela Prefeitura para agilizar os trabalhos. As
ações envolvem as secretarias municipais de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp),
Infraestrutura e Habitação (Seminf), Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh),
Defesa Civil e Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans).

A secretária da Semasdh, Goreth Garcia, que também esteve no local, disse que as
equipes estão fazendo o cadastro de todas as famílias afetadas para cobrar ressarcimento
da concessionária. “A Manaus Ambiental terá que pagar tudo o que foi destruído. Agora,
tem casos de pessoas com problemas de saúde devido ao ocorrido, passando mal e,
infelizmente, esse tipo de coisa a empresa não vai conseguir pagar”, declarou.

O diretor-presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, justificou que
mais uma vez ocorreu uma queda de energia que prejudicou o abastecimento e fez
com que a adutora não suportasse a pressão e rompesse. “Houve uma queda brusca
de energia que afetou as duas estações de tratamento. Os problemas de energia são
recorrentes, nada suporta um negócio desses. Mas a Manaus Ambiental vai assumir todas
as responsabilidades”

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