Relógio Municipal é ‘marco zero’ da revitalização do Centro

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal Extraordinária

para Requalificação do Centro (Semex), iniciou na noite de sábado os

trabalhos de manutenção do Relógio Municipal, localizado na Praça da

Matriz. O monumento histórico, construído nos anos de 1920, passou

por uma lavagem com escovação executada pela equipe da Secretaria

Municipal de Limpeza Pública (Semulsp).

Relógio Municipal de Manaus
Relógio Municipal de Manaus

A lavagem do Relógio se deu logo após a desocupação do seu entorno,

que se encontrava escondido por trás das lonas e toldos de quatro

barracas de alimentação. A retirada dos restaurantes improvisados,

segundo o secretário da Semex, Rafael Assayag, ocorreu após um

diálogo aberto e responsável com os proprietários, que entenderam a

necessidade de recuperar o monumento histórico e, em seguida, foram

realocados provisoriamente em outros espaços da região.

Assayag afirmou que a ação sobre o relógio pode ser considerado, para

essa administração, o “marco zero” do processo de revitalização do

Centro, que há décadas sofre com o abandono. Segundo ele, a lavagem foi

o apenas a primeira ação sobre o relógio, que passará ainda por pintura

que respeitará suas cores originais e ganhará uma nova luminoteca para

valorizar ainda mais sua arquitetura durante a noite.

A prefeitura fará também no entorno do monumento, por meio da

Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas),

o combate às ervas de passarinho sobre as árvores da Praça da Matriz,

e poda para dar mais visibilidade ao legado arquitetônico da praça, sem

prejuízo ao conjunto arbóreo.

“O Relógio Municipal é um dos principais monumentos históricos

de Manaus. É um dos primeiros a ser fotografado pelos turistas que

desembarcam dos transatlânticos atracados no porto da cidade. E é por

ele que a prefeitura inicia simbolicamente a recuperação da sua história,

da nossa identidade”, disse Rafael Assayag.

De acordo com o secretário, o Relógio Municipal está entre outros 17

projetos de reforma e restauro de monumentos públicos, tombados

como patrimônio histórico, apresentados pela prefeitura ao Instituto do

Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no início do mês de

março. Se aprovados os projetos, o Município poderá receber recursos

da ordem de R$ 33 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento 2

(PAC), batizado como PAC Cidades Históricas.

Mas, para Rafael Assayag, essas obras entre outros projetos de

revitalização do Centro, só serão possíveis após a desocupação total

de ruas e calçadas da região. Segundo ele, nas próximas semanas,

a prefeitura apresentará à população o projeto que dará à cidade a

solução de curto, médio e longo prazos. “É uma solução ordeira e pacífica

discutida com os camelôs e suas lideranças, além de empresários e

entusiastas do Centro de Manaus”.

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