PT intervém para turbinar candidatura de Haddad

Após pesquisa Ibope que colocou o ex-ministro Fernando Haddad na lanterna da disputa paulistana, com 3% de intenções de voto contra 31% do ex-governador tucano
José Serra, o PT tomou duas medidas para turbinar a campanha petista. Haddad deve estrelar, ao lado do ex-presidente Lula, a propaganda partidária nacional da próxima semana, enquanto a direção nacional baixa intervenção branca para garantir a coligação com o PSB e facilitar acordo do partido do governador Eduardo Campos (PE) com o PT de São Paulo.

Os petistas perderam tanto o horário local quanto nacional de propaganda partidária porque a Justiça considerou que a então candidata Dilma Rousseff e o partido haviam feito propaganda antecipada em 2010. Com isso, Haddad perdeu a chance de aparecer nas inserções locais neste semestre. Esta semana, o PT obteve o direito a 15 minutos de programa, a partir de terça-feira.

Fernando Haddad

Nesta quinta-feira, Lula e o presidente do PT, o deputado Rui Falcão, reuniram-se com as lideranças do partido para definir a estratégia do programa, já alinhavada no dia anterior, com reunião entre Lula, Haddad e o marqueteiro João Santana. Haddad deve ocupar boa parte das inserções ao lado de Lula, mas o PT não confirma se as peças publicitárias serão gravadas com os dois juntos. Pesquisas do PT reforçam a tese de que a campanha de Haddad decola com seu nome associado a Lula, Dilma e PT.

— Temos indicações bem fundamentadas de que, quando tiver a possibilidade de acesso aos meios eletrônicos de comunicação, o nome de Haddad, associado ao do presidente Lula, da presidente Dilma e do PT, tem potencial significativo e aponta para condições de vitória — disse Falcão nesta quinta-feira, após a reunião da Executiva Nacional.

Na reunião, o partido tomou outra decisão que favorece o apoio do PSB a Haddad. Os petistas decidiram enquadrar dirigentes dos municípios rebeldes, como Duque de Caxias (RJ) e Mossoró (RN).

— Avocamos para o Diretório Nacional (a decisão eleitoral). No momento devido, vamos formalizar a coligação com o PSB.

Segundo Falcão, a medida “não é uma intervenção”. O partido foi mais além. Decidiu mudar a regra para candidaturas em municípios com mais de 200 mil eleitores ou redes de rádio e TV.

— As chapas deverão ser, antes do registro, homologadas pela Executiva Nacional.

A decisão da Executiva precisa ser confirmada pelo Diretório Nacional, que se reúne no dia 18.

— É justamente para que, se você tiver de cumprir o regimento, a tática nacional, não tenha que provocar intervenção.

Os petistas minimizaram o resultado do Ibope:

— Haddad tem amplo potencial de crescimento reconhecido pelos analistas de pesquisas, que creem que as eleições vão ser mais uma vez polarizadas em São Paulo. Nosso candidato não é conhecido por mais de 30% do eleitorado — disse Falcão.

Fonte: Oglobo.globo.com

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