PSDB vai apresentar proposta de reforma política, diz Aécio Neves

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou na tarde desta sexta-feira (5) que o PSDB vai apresentar uma proposta alternativa para a reforma política. Presidente da sigla, ele não disse se a sugestão vai prever plebiscito ou referendo popular.

Aécio Neves - Senador e Presidente Nacional do PSDB
Aécio Neves – Senador e Presidente Nacional do PSDB

“É a nossa responsabilidade. Precisamos mostrar um projeto alternativo a esse que está aí. Farei uma reunião da Executiva na terça-feira, onde vamos apresentar pontos consensuais, convergentes dentro do PSDB. Defenderei o voto distrital misto, fim das coligações proporcionais, cláusula de desempenho para partidos, e defendo um mandato de cinco anos sem reeleição”, disse Aécio, no Rio.

Governador por dois mandatos em Minas Gerais, ele disse que o fim da reeleição permite “atitude mais objetiva”.

“O último ano de um governo, quando candidato a reeleição, de alguma forma há necessidade de composições. Se termina o mandato, abre a possibilidade de ter uma atitude mais objetiva e mais clara.”

Ele afirmou que defende que “financiamento público só tem sentido se houver lista fechada”.

O senador classificou a proposta da presidente Dilma Rousseff de plebiscito sobre a reforma política “pouco generosa para com o Brasil”.

“A reação da presidente da República a todos esses episódios, pouco generosa para com o Brasil. Teve a incapacidade assumir uma responsabilidade sequer. Sempre buscou transferir responsabilidades para governos que governaram há mais de dez anos atrás, como se isso fosse possível, ou para o próprio Congresso Nacional.”

Para o presidente do PSDB, o PT demonstrou que “envelheceu no poder”.

“A resposta da presidente, ao propor uma Constituinte inconstitucional, e depois um plebiscito que o governo sabia, ou tinha obrigação de saber, inviável de ser operacionalizado é uma clara demonstração que envelheceu. Um governo velho falando para um Brasil novo que surge das ruas”, afirmou.

Neves participa de reunião do Instituto Teotônio Vilela do Rio que tem como nova presidente Elena Landau, ex-diretora do BNDES no governo Fernando Henrique Cardoso. O objetivo é discutir projeto de desenvolvimento para o Rio.

O tucano disse que o partido ainda não discute nomes para o governo do Rio. Ele afirmou que não descarta apoio ao vereador César Maia (DEM).

“César Maia é um aliado nosso nessa resistência oposicionista depois que se instalou no Brasil o governo de cooptação. Temos que valorizar aqueles que resistem a essa cooptação.”

 

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