Produção industrial do Amazonas em julho registra maior queda desde 2009

Pesquisa do IBGE aponta queda de 14,9% na produção industrial no AM.
Atividade de equipamentos de transporte registrou maior queda na pesquisa.

A produção industrial do Amazonas teve um recuo de 14,9% em julho de 2012, assinalando a queda mais intensa desde abril de 2009 (-21,4%), sendo as comparações sempre contra igual período do ano anterior. Os dados são de pesquisa industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao mês de julho.

A produção ajustada sazonalmente aparece com um recuo de 5,9% frente ao mês anterior, o que elimina o avanço de 5,6% registrado em junho. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral recuou 1,2% entre os trimestres encerrados em junho e julho e permaneceu em queda, iniciada em setembro de 2011.

Na comparação com julho de 2011, o setor industrial do Amazonas registrou queda de 14,9% em julho de 2012, sendo este o quarto resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto.

Com isso, no índice acumulado dos primeiros sete meses do ano, o setor industrial recuou 7,6% e acentuou o ritmo de queda frente ao fechamento do primeiro semestre do ano (-6,3%), ambas as comparações contra o mesmo período do ano anterior. A taxa anualizada, que é o índice acumulado nos últimos doze meses, recuou 1,1% em julho deste ano, primeiro resultado negativo desde fevereiro de 2010 (-1,9%), e permanece em queda desde o mês de março.

Entre as onze atividades pesquisadas, oito apresentaram redução na produção, com destaque para os impactos negativos vindos de outros equipamentos de transporte (-52,5%), pressionado em grande parte pela concessão de férias coletivas em empresas do setor, material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-16,6%), refino de petróleo e produção de álcool (-73,7%), pela paralisação para manutenção em unidades produtivas do setor, e edição, impressão e reprodução de gravações (-14,1%).

Nesses setores destacaram-se, respectivamente, os recuos na fabricação de motocicletas e suas peças, telefones celulares e televisores, gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis, e DVDs e CDs.

Por outro lado, foram registradas altas nos setores de alimentos e bebidas 8 (10%) e de máquinas e equipamentos (14,7%) impulsionados, segundo o IBGE, pelo avanço na produção de preparações em pó e em xarope para elaboração de bebidas e refrigerantes, no primeiro ramo, e fornos de microondas e aparelhos de ar-condicionado, no segundo.

O indicador acumulado para o período janeiro-julho de 2012 assinalou recuo de 7,6%, com perfil generalizado de taxas negativas, já que nove das 11 atividades apontaram queda na produção. A indústria de outros equipamentos de transporte (-16,6%) exerceu teve a maior queda no resultado global, vindo a seguir os impactos registrados por material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-7,0%), máquinas e equipamentos (-20,4%), edição, impressão e reprodução de gravações (-12,1%) e equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-12,1%).

Nessas atividades tiveram destaque, respectivamente, os recuos na produção de motocicletas e suas peças, telefones celulares, aparelhos de ar-condicionado e fornos de micro-ondas, DVDs e relógios. Por outro lado, os dois ramos que apontaram crescimento na produção foram: alimentos e bebidas (4,1%) e produtos químicos (24,9%), impulsionados pela maior fabricação de preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas e refrigerantes, no primeiro setor, e de oxigênio no segundo.

Fonte: G1.globo.com

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