Presidente da Assembleia diz que esculhambação do Governo penaliza os moradores do bairro Nacional: Estrada do Belmont

Rondônia – Deputados assumem compromisso de pressionar Governo pelo asfaltamento da Estrada do Belmont…

Hermínio e Moradores
Hermínio e Moradores

Moradores revoltados, comerciantes contabilizando prejuízos, crianças e adultos com problemas de saúde, o transtorno constante do tráfego de caminhões tanques em direção à balsa. Esta é a situação em que se encontra o bairro Nacional em Porto Velho. Nesta quinta-feira (28 de março), o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado Hermínio Coelho (PSD), acompanhado dos deputados Maurão de Carvalho e Jean Oliveira (PSDB), além do vereador Everaldo Fogaça (PTB), esteve reunido com os moradores. A situação de abandono no entendimento do presidente da ALE, é a amostra da esculhambação e da bandalheira que toma conta do Governo Confúcio Moura.

Moradores nervosos e revoltados relataram os dramas vivenciados pelos moradores do bairro Nacional, diante dos problemas advindos com o trânsito constante de caminhões tanques, a precariedade da denominada Estrada do Belmont, único acesso para a balsa. No ato foi apresentado um, documento no qual o Governo Estadual assumia compromisso de concluir os serviços em julho de 2012. De acordo com os moradores, os problemas vêm se agravando anualmente, e quando a comunidade reage protestando contra o abandono do local, a Companhia de Operações Especiais – COE é acionada para bater e prender humildes trabalhadores, cansados de esperar por uma ação concreta do Governo.

Estrada do Belmont
Estrada do Belmont

O presidente da ALE, deputado Hermínio Coelho disse que a “safadeza” é de envergonhar e ao mesmo tempo revoltar a todos, pois enquanto através de propagando diz ter adquirido dez usinas de asfalto, em plena capital e poucos metros da sede do Centro Administrativo, não consegue fazer apenas 6 quilômetros de asfalto. “Este Governo já extrapolou foi além do tolerável, é uma esculhambação total. É muito triste presenciarmos esta situação, com o atoleiro, com o descaso, com os maus tratos a estes moradores, e verificar que o Governo Confúcio Moura não cumpre mesmo acordo. Neste local deve ser feito um asfalto diferenciado para suportar o tráfego de caminhões tanques. Acho que o 5º BEC deveria ser acionado por sua experiência neste tipo de obra, agora se percebe que o Governo vem enrolando e certamente ano que vem vai querer tirar proveito na campanha eleitoral”, ressaltou.

“Quando fui cobrador de ônibus, em 1990, essa estrada era ruim, mas hoje está pior. Aqui não cabe mais enrolação, não cabe mais promessa e adiamento. Isso não é mais um descaso, mas sim uma esculhambação grande. A hora é de agir e o Governo, que assumiu o compromisso com o povo daqui do Nacional de fazer todo o asfalto, não pode continuar indiferente ao sofrimento dessa gente”, desabafou Hermínio.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, deputado Jean Oliveira, disse ser preciso uma ação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental – Sedam no sentido de notificar estas grandes empresas de petróleo, sobre os danos ambientais causados. Disse ele, ser um absurdo a situação da estrada e que o povo precisa readquirir qualidade de vida.  Já o deputado Maurão de Carvalho ao se dirigir ao diretor Operacional do DER, Ubiratan Gomes pediu agilidade na elaboração do projeto de engenharia e posteriormente agilidade também na licitação da obra. Maurão Carvalho disse ser necessário um trabalho paliativo de imediato, para amenizar o sofrimento dos moradores, retirando o barro espalhado na estrada e substituindo por cascalho.

Como o diretor geral do DER não compareceu ao encontro, coube ao diretor de Operações do órgão, Ubiratan Gomes, dar as explicações à comunidade e aos parlamentares. Primeiro ele disse que a responsável pela obra seria a prefeitura, mas o Governo teria assumido o serviço e, inclusive, já teria contratado uma empresa para fazer o projeto completo de asfaltamento dos seis quilômetros da Estrada, ao custo de R$ 500 mil. “Até meados de maio, o projeto estará pronto e poderemos abrir licitação para o asfaltamento, que terá um custo estimado em R$ 20 milhões, já que teremos que fazer remoção de imóveis e isso tem que ser indenizado”, afirmou. Sobre o início das obras propriamente dito, o diretor operacional do DER não soube precisar, pois segundo ele, depende de todo o tramite burocrático do processo licitatório.

Já os moradores, cansados de promessas não cumpridas há anos, não gostaram de mais esse novo prazo. “Sofremos hoje, agora e não podemos mais esperar essa nova promessa, que para nós não passa de balela e ilusão. Queremos é ação e não conversa”, esbravejou o comerciante Rosemar Guimarães, que tem um pequeno restaurante na Estrada do Belmont e enfrenta um grande sufoco com a poeira invadindo seu comércio há 10 anos. A grande revolta dos moradores é que, em junho do ano passado, após mais um protesto de moradores contra o descaso do Estado, o diretor geral do DER, Lúcio Mosquini, assinou com a comunidade um compromisso de asfaltar a via em 45 dias. O documento foi apresentado aos deputados e Hermínio ironizou: “nesse Governo, não vale nada a assinatura desse pessoal. Eles mentem, prometem e não cumprem na maior naturalidade”, reclamou.

“Nove meses após a assinatura do acordo e agora vem com a conversa de que até junho devem licitar a obra? Somente após um protesto aqui da comunidade, é que o Governo se mobilizou, jogando barro sobre o resto de asfalto e os buracos, deixando a lama e a poeira tomando conta de tudo”, denunciou o pastor Rubens George Ramos, da Comunidade Jovens Com Uma Missão (Jocum). O também pastor Hernandes Vieira, que mora às margens da estrada há 10 anos, reclama da dificuldade de se trafegar na esburacada e estreita via. “As empresas que operam ao longo da Estrada, principalmente as de combustível, estacionam as carretas ao longo da Estrada, prejudicando a nós moradores, que ficamos impedidos de trafegar normalmente”, disse.

Deputados e moradores chegaram ao entendimento de que é preciso ampliar as conversações com o Governo e seguir pressionando para que haja celeridade na licitação da obra. “Não vou deixar o Lúcio Mosquini descansar, enquanto ele não mostrar que está de fato comprometido com as necessidades dessa população tão sofrida. E tenho certeza de que nessa missão, conto com o apoio dos colegas deputados presentes aqui e também dos demais”, arrematou o presidente. Ficou acertada uma reunião com Mosquini, na sede do DER, para a próxima segunda-feira (01), com a presença de deputados estaduais e moradores do bairro Nacional.

O presidente da ALE, deputado Hermínio Coelho disse que vai fazer encaminhamento na Assembleia Legislativa para “barrar” todos os projetos envolvendo o DER.  Disse ainda que a Assembleia fez a sua parte aprovando um orçamento para o DER, histórico, jamais registrado desde a criação deste organismo. Destacou ainda que a cobrança pela solução da Estrada do Belmont passará a ser constante, e outros procedimentos poderão ser adotados na busca de uma solução para este caso. “Enquanto vocês estiverem nesse sofrimento, o Governo pode ficar sabendo que nenhum projeto ligado ao DER vai ser apreciado”, completou Hermínio.

 

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