Presidenciáveis, Aécio Neves e Eduardo Campos terão encontro em PE

Possíveis adversários no primeiro turno das eleições presidenciais do ano que vem, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE) terão um encontro na próxima semana em Pernambuco.

Aécio deve ter dois dias de compromissos no Estado do pessebista. No domingo (23), vai a Caruaru (138 km do Recife) participar da principal comemoração de São João de Pernambuco. Na segunda-feira (24), almoça com Campos e segue para a Paraíba.

Presidentes nacionais de seus partidos, Aécio e Campos são amigos e costumam manter conversas.

Se oficialmente os partidos estão em lados opostos, na prática, os tucanos veem algumas semelhanças com os socialistas. “No conjunto com o PSDB e outras forças, [é] um aliado na luta para abrir a democracia brasileira”, diz o ex-presidente tucano Sérgio Guerra (PSDB-PE).

Guerra é amigo de Campos e defende a candidatura do governador pernambucano.

“Há espaço para todo mundo, inclusive para Eduardo. É uma candidatura boa para o Nordeste, boa para a democracia e que atinge duramente os projetos governamentais [porque] é uma candidatura que vem da base”, disse Guerra à Folha.

Para o deputado, o PSB lidera um processo de “dissidência” na base do governo federal. “O PSB é um partido que tem luz própria e tem seus próprios anseios. No ambiente brasileiro, ele será, seguramente, um partido de vanguarda da crítica na base”, afirmou Sérgio Guerra.

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DILMA

O ex-presidente do PSDB disse acreditar que a queda de popularidade da presidente Dilma Rousseff se deva a um “esvaziamento gradual do ciclo do PT” no poder.

“Há, de forma gradual, um esvaziamento desse ciclo do PT por causa de vários desacertos, não só na economia, não só com a inflação”, afirmou.

Segundo o tucano, há um “mal-estar” provocado pelo relacionamento da presidente com o Congresso e com os partidos aliados e de oposição.

“[A falta de diálogo] não é apenas com a oposição. É com a sociedade, com os partidos da base do governo, com os partidos que não se colocam nem na oposição nem no governo, a exemplo da Rede [partido em formação pela ex-ministra Marina Silva]”, disse Guerra.

O deputado qualificou Dilma como concentradora e autoritária e afirmou que a presidente “não sabe conduzir”.

“Ela ensaiou algumas mudanças na direção da austeridade, defendeu a liberdade de imprensa, falou de reposicionamento do Brasil no exterior e não fez nada”, disse o tucano.

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