Prefeito visita obra e confirma a entrega do Mercado Adolpho Lisboa para outubro

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, visitou nesta quinta-feira, 27, as obras de restauro do Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Acompanhado do seu secretariado, ele afirmou à imprensa que não haverá nenhum atraso na obra e que o patrimônio histórico será inaugurado no aniversário de Manaus, dia 24 de outubro deste ano.

“Agora é pra valer. Não tem atraso. Vamos devolver para o povo de Manaus um dos mercados mais bonitos do mundo. É um compromisso da empreiteira conosco e nosso com a população”, afirmou Arthur Neto. Ele disse ainda que o mercado deverá ser atração obrigatória para a Copa de 2014. “Esse mercado é um legado do período áureo da borracha no Amazonas e por isso deve ser um ponto de visita obrigatória dos turistas a partir de outubro e especialmente durante a Copa do Mundo”.

Sobre os permissionários, Arthur Neto afirmou que, aqueles que estavam nas bancas antes do início da reforma, em 2006, e que hoje estão em feiras improvisadas ao redor do Mercado Municipal, terão total prioridade. “Os permissionários são, para nós, a prioridade. Eles estão atualmente trabalhando em condições humilhantes. Mas serão eles que voltarão a dar vida para o monumento”, observou.

A Secretaria Municipal Extraordinária para Requalificação do Centro (Semex) informou que o restauro do Mercado Municipal é uma obra orçada em R$ 8,8 milhões. “O pagamento será feito em oito parcelas, até o mês de setembro, quando a obra deverá ser concluída”, disse Rafael Assayag, secretário da Semex.

Apesar da previsão de conclusão para setembro, Rafael Assayag disse que o Mercado Municipal será entregue somente em outubro, após os devidos reparos e a instalação das operações de carne, peixe, frutas, verduras e também dos restaurantes que irão funcionar nas duas torres do pavilhão frontal.

Durante o restauro, que está sendo feito pela Construtora Biapó, a Secretaria do Centro dará todo o apoio necessário à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), na fiscalização dos trabalhos, e à Fundação Municipal de Cultura (ManausCult), responsável pela liberação do recurso do projeto.

O gerente da Biapó em Manaus, engenheiro Paulo Henrique Ahvener, explicou que a empresa foi contratada em 2010, após uma interdição do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan). Os trabalhos voltaram a ser paralisados por falta de pagamento na gestão anterior.

Hoje, segundo Paulo Henrique, o acordo com o prefeito Arthur Neto permite que a construtora cumpra com os prazos. “Agora será necessária efetuar apenas alguns ajustes no projeto original, o que não será empecilho para cumprirmos com o que ficou acordado com a prefeitura”, garantiu.

De acordo o gerente da Biapó, os trabalhos iniciaram com 60 funcionários, mas que até o pico da obra esse número chegará a 200 pessoas. “O trabalho de restauro é delicado. Muito artesanal. Por isso precisamos de mão de obra qualificada para conseguir devolver a originalidade e manter as características originais, preservando a história do monumento”, explicou o Paulo Henrique.

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