Prefeito interino no Ceará desviou R$ 1 milhão em três meses, diz PF

Dinheiro era desviado de verbas públicas federais à prefeitura de Jardim.
Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nesta quinta (3).

O prefeito interino de Jardim João Cláudio, que assumiu a prefeitura da cidade durante três meses de 2011, é suspeito de desviar pelo menos R$ 1 milhão de recursos repassado pelo governo federal para ser investido em educação, de acordo com o delegado da Polícia Federal Francisco Bonfim. O G1 tentou entrar em contato com o ex-prefeito de Jardim, mas as ligações não foram atendidas. Bonfim era presidente da Câmara de Jardim e assumiu a prefeitura da cidade durante três meses após a cassação do prefeito e vice-prefeito eleitos em 2008.

O prefeito interino de Jardim João Cláudio

Segundo a Polícia Federal e a Procuradoria da República no Ceará, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (3), o prefeito interino e ex-secretários da cidades desviaram recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Segundo a Polícia Federal, há suspeita de que o total do valor desviado chegue a R$ 2 milhões.

O delegado Francisco Bonfim diz que já ouviu o suspeito sobre o caso, que negou as acusações de desvio. Bonfim diz ainda que a denúncia do suposto desvio foi feita pelo atual prefeito da cidade.

Além do ex-prefeito, outros quatro ex-secretários são suspeitos de envolvimento no esquema de verbas públicas federais. A Polícia Federal no Ceará realizou na manhã desta quinta-feira a operação “Várzea do Éden”, que cumpriu mandado de busca e apreensão na residência dos suspeitos, além de escritórios de contabilidade em Jardim e Várzea Alegre, cidade da região Sul do Ceará. Na operação, os policiais recolheram computadores e documentos que podem conter provas sobre o esquema de desvio.

O delegado da Polícia Federal diz que os cheques com valores desviado dos recursos públicos eram sacados em escritórios de contabilidade na cidade de Várzea Alegre. Depois, o dinheiro era usada para fins pessoas, segundo a Polícia Federal.

Fonte: G1.globo.com

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