Polícia Federal faz buscas na casa da primeira-dama de Minas

Polícia Federal faz buscas na casa da primeira-dama de Minas

Apartamento onde morava Carolina Oliveira, mulher do governador Fernando Pimentel (PT), é um dos alvos dos mandados expedidos na Operação Acrônimo

Carolina Oliveira, esposa do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel do PT(Carlos Alberto/Imprensa MG/Divulgação)
Carolina Oliveira, esposa do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel do PT(Carlos Alberto/Imprensa MG/Divulgação)

A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira, em Brasília, mandado de busca e apreensão em um imóvel que até o ano passado era ocupado por Carolina Oliveira, mulher do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT). A ação policial faz parte dos 75 mandados expedidos para buscas na capital federal durante a Operação Acrônimo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo pessoas ligadas ao ex-governador e à campanha petista ao Palácio Tiradentes.

O empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido operador de campanhas petistas, foi uma das pessoas presas nesta sexta-feira em flagrante pela Polícia Federal. Bené, como é conhecido, já havia sido levado à Polícia Federal em outubro do ano passado após seu avião ser flagrado com mais de 100.000 reais em dinheiro vivo. Desde outubro a PF investigava a origem do dinheiro e, nesta sexta-feira, prendeu Bené, o ex-assessor do Ministério das Cidades Marcier Trombiere, Pedro Augusto de Medeiros, apontado como laranja do esquema, e Victor Nicolato, sócio do empresário.

Nas ações policiais, também houve buscas em um endereço do ex-deputado federal Virgílio Guimarães (PT-MG), aliado do governador Pimentel, e de um dos filhos dele. Ao todo, a PF cumpre 90 mandados de busca em Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

“A investigação iniciou-se em 7 de outubro de 2014 em uma apreensão realizada no aeroporto de Brasília em que se contatou que três pessoas estavam transportando mais de 110 mil reais em espécie. Elas foram conduzidos até a PF, o dinheiro, apreendido e elas ouvidas e liberadas. A partir daí a investigação conseguiu provar o desvio de recursos públicos de contratos do governo federal com sobrepreço e inexecução de contratos”, disse o delegado Dennis Cali. De acordo com o delegado, por enquanto não há investigações contra autoridades com foro, como o governador.

 

Com Informações do Estadão

 

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