PEQUENOS GESTOS – Por Artur Neto

Na minha casa, todo mundo separa o lixo. Nada de misturar o que é reciclável com o que não é.

Parece pouco, mas não é. Sobretudo se mais e mais pessoas adquirirem essa consciência.

Os governos (em todos os níveis) deveriam praticar políticas que enveredassem pela preocupação ambiental. Isso vai desde a fiscalização a edifícios, hotéis, condomínios, que teriam de contar com estações de tratamento das águas servidas, até os grandes investimentos, que haveriam de combinar, o mais possível, com o respeito à natureza.

Artur Virgílio Neto é Diplomata e foi líder do PSDB no senado

Uma herança da experiência comunista foram danos ambientais absurdos. Esses países não só não se desenvolveram economicamente como, ainda por cima, comprometeram sem medidas o meio ambiente. A China, que de comunista não tem mais nada, a não ser o fato de viver sob ditadura inclemente, na verdade pratica, com eficiência, um capitalismo de estado. Do ponto de vista ecológico, chega a ser desastrosa. É o maior poluidor do planeta, quando se trata de volume, embora os EUA, per capita, fiquem com esse nada honroso primeiro lugar.

Vejo avanços sim, na perspectiva de atuação dos diversos estados nacionais. A cada dia, maior é a exigência das sociedades e dos cidadãos. Os automóveis são exemplo disso. Os modelos de alta potencialidade poluidora perdem valor. As montadoras partem para novo tipo de concorrência, que é uma produzir mais “verde” que a outra. E por aí vai, de setor em setor da economia.

Chegará um momento em que produtos de exportação sem o chamado selo verde serão vetados na maioria dos países e serão gravados de pesados impostos naqueles que os aceitarem. A humanidade precisa mesmo mostrar que é mais inteligente que os dinossauros. Estes foram dominantes durante tempos e tempos, porém não souberam evitar a própria extinção. O homem tem todos os apetrechos tecnológicos para intervir positivamente sobre o seu destino. Daí o imperativo de adaptar a economia ao entendimento de que o desenvolvimento que interessa é aquele que não ameaça o futuro das próximas gerações.

Os pequenos gestos são a possibilidade nossa de cada dia. Os
grandes gestos devem ser uma exigência das sociedades aos seus governantes.

O mundo do futuro exige que seja assim.

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