Paulo Bernardo vira alvo dos pterodáctilos da censura e da sujeira financiada por estatais – Por Reinando Azevedo

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que é petista desde 1984, transformou-se num alvo da ala heavy metal do PT. Nos bastidores, também dirigentes de alto coturno, como o presidente do partido, Rui Falcão, expressam a sua insatisfação. Motivo: o ministro não é um entusiasta das teses de controle da mídia. Os petistas, como está consignado em documento oficial, querem ter o poder até sobre o conteúdo das notícias.

Reinaldo Azevedo - Blogueiro e Colunista - VEJA
Reinaldo Azevedo – Blogueiro e Colunista – VEJA

Em entrevista ao Estadão, o ministro afirmou que seu próprio partido está misturando regulação da área de comunicação com investimentos e destacou que “não há e nunca vai haver marco regulatório para jornais e revistas”.

Pra quê!?!?!? Virou alvo dos setores mais radicais, está sendo criticado nos bastidores pela turma de Falcão e se transformou em alvo dos blogs sujos, financiados por estatais, que babam antegozando a possibilidade de um dia poderem censurar o jornalismo, como se faz em Cuba, na Venezuela, no Equador, na Bolívia… Cada um desses excluídos da grande imprensa em razão de seu padrão moral se imagina batendo o chicote nas botas e dando as ordens na Globo, na VEJA, na Folha, no Estadão… Já nãos lhes basta encher as burras de dinheiro fazendo proselitismo partidário, demonizando a oposição e atacando a imprensa livre. Querem mais. Querem é censura. Voltarei ao tema mais tarde.

Nos dois primeiros anos, Dilma não permitiu que os pterodáctilos lançassem dejetos sobre a sua cabeça — embora tenha mantido intocado o sistema de financiamento estatal daquela sujeira. Nos dois anos finais, com ambições de ser reeleita, não parece que vá ceder à voz das trevas nesse particular. “E se for reeleita em 2014, sabendo que não poderá disputar um terceiro mandato?” Ah, bem, aí não sei. Cumpre ficar vigilante caso se reeleja.

Em seu blog, Valter Pomar, da ala esquerda do partido e membro de sua direção nacional, evidencia seu inconformismo: “Se coubesse adotar o termo “incompreensível” utilizado pelo ministro, poderíamos dizer que incompreensível é postergar para um futuro incerto o marco regulatório”.

Os petistas, como se nota, ainda não desistiram. Voltarei ao assunto mais tarde para demonstrar como setores da própria imprensa estão endossando métodos de pressão que um dia poderão resultar no estreitamento da sua liberdade. Aguardem.

Por Reinaldo Azevedo

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