Papa afirma que Igreja se distanciou dos fiéis

Horas depois da decolagem do avião que levou o papa Francisco de volta ao Vaticano, a Rede Globo e a GloboNews exibiram uma entrevista concedida pelo pontífice. De forma pausada, usando exemplos concretos – como o de uma fiel argentina que explicou seus motivos para tornar-se evangélica – e algumas metáforas, o papa abordou os temas que exigirão atenção quando estiver de volta ao trabalho em Roma.

Brincando com a rivalidade entre brasileiros e argentinos, Francisco resolveu as rivalidades com uma explicação simples: “O papa é argentino. Deus é brasileiro”, disse. Em seguida, os temas foram mais sérios. O pontífice defendeu sua opção por simplicidade afirmando que o luxo e a riqueza dos sacerdotes “ofendem” o coração dos fiéis, e que “Deus está nos pedindo maior simplicidade”.

Papa Francisco
Papa Francisco

O papa também abordou os escândalos financeiros do Vaticano e relacionou os problemas das economias do mundo com uma distorção cultural, culpada por colocar o dinheiro no centro do mundo. Para o papa, os jovens e as crianças, assim como ocorreu com os idosos, estão sendo descartados, vistos como improdutivos. “Sustentar o modelo político mundial”, segundo ele, tem tirado a atenção dos extremos, dos mais pobres, da periferia. Para Francisco, deixou de ser notícia uma criança que morre de fome ou uma pessoa que morre sem atendimento médico. Ao mesmo tempo, os anúncios de que queda nas bolsas do mundo soam como catástrofes. O pontífice concluiu afirmando que é dever das religiões promover uma cultura do encontro.

Evangélicos – Afirmando não conhecer os dados sobre redução do número de católicos no Brasil, Francisco criticou a ausência que se criou em muitas regiões. E formulou a hipótese de que, em muitas áreas, é o pastor evangélico que “alimenta a fé” dos cristãos, apesar de a crença de muitos deles ter se mantido fiel aos valores católicos

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