O Poder do Pistolão – Por Rachel Sheherazade

Estão em plena campanha para desembargadoras do TJ do Rio e do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, as advogadas Mariana Fux e Leticia Mello, filhas dos ministros do STF, Luiz Fux e Marco Aurélio Melo.

Apesar da pouquíssima experiência na advocacia, com 6 e 5 processos no segundo grau respectivamente, Mariana e Letícia não precisam se preocupar com notável saber jurídico. Chegaram às listas de votação por indicação.

As meninas não têm culpa de sua juventude e de seus currículos inexpressivos. Também não podem ser alijadas da disputa unicamente por sua filiação. Mas, convenhamos, não pega bem o lobby dos ministros em favor das próprias filhas.

Aliás, não é uma prática nova esse “nepotismo” disfarçado.

Filho de juiz é como filho de peixe. Quer ser peixinho também. Se possível, sem concurso, sem prova, sem ilibada reputação, sem saber jurídico, por nomeação mesmo, que é mais fácil.

Há muito impera nos tribunais a politicagem dos outros poderes. Às favas com a meritocracia! No judiciário também vale o QI, a força dos sobrenomes, o poder do pistolão. Na magistratura brasileira, vai além quem tem padrinho. Ou paizinho!

 

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