O homem público Artur Virgílio Filho – Por Artur Bisneto

Nasci em 1979, no mês de outubro. Convivi quase oito anos com meu avô, Arthur Virgílio Filho. Não dava para avalia o grande homem que ele era, mas ele me dava segurança e me passava amor. Quando eu o via, a alegria vinha logo.

Minha irmã Nicole, que nasceu em 1985, praticamente não o conheceu. E meus irmãos Juliano e Carol, que vieram bem depois, só sabem dele pelos retratos. Aliás, todos nós quatro só tomamos conhecimento da vida corajosa e decente que ele levou pelas palavras do nosso pai e dos nossos tios. E, claro, pelo que já é registro da história. Meu avô é uma das mais fortes e ilustres personalidades da História do Amazonas, na segunda metade do século passado. Sempre foi homem de fazer suas escolhas com determinação e coragem. Seu temperamento era explosivo, mas não guardava rancor de ninguém. Sabia lutar, perdoar e pedir perdão.

Artur Bisneto - Deputado Estadual e presidente regional do PSDB no Amazonas.

Ouvi algumas gravações de discursos dele. Foi um dos maiores oradores brasileiros do seu tempo. Meu pai sempre me diz que, num comício de rua, ele era inigualável.

Posso dizer, pelas gravações que ouvi, que deve te sido excepcional mesmo, se conseguia ser melhor na rua do que era no Parlamento. Na tribuna, era um leão, dono de voz privilegiada, um vozeirão e seu discurso era culto e coerente sempre.

Tem muita gente que pode falar melhor dessas qualidades todas dele do que eu. Almino Affonso, Arlindo Porto, meu padrinho Bernardo Cabral, as pessoas do seu tempo que, graças a Deus, ainda estão bem vivas.

Quero falar mesmo é do avô que esteve comigo por um tempo tão curto. O amigão que me adorava e que se estivesse vivo até hoje, com 91 anos de idade, me daria à honra e a alegria de cuidar dele, de fazer por ele tudo que ele gostaria de ter feito por mim e pela Nicole, os netos que ele conheceu pela parte do meu pai, e pela Aruza, a neta que minha tia Ana Luiza lhe deu. Meus irmãos caçulas, se o tivessem conhecido, iriam amá-lo infinitamente também.

Os jovens amazonenses se soubessem todos que ele foi o grande criador da UFAM, iriam gostar dele como o grande benfeitor deste estado que ele sempre foi. Quando passo pelo “Campus Universitário Senador Arthur Virgílio Filho”, sinto um orgulho imenso. Fico pensando que ali está um exemplo de vida. Uma vida que valeu a pena. A vida de um grande homem.

Hoje, como parlamentar que já conquistou quatro mandatos eletivos, declaro o meu respeito de homem público pelo notável homem público que ele foi. Como ser humano, tenho a dupla alegria de ser conterrâneo e neto de Arthur Virgílio Filho.

No momento em que registramos 25 anos da morte de Arthur Filho, tudo que desejo aos amazonenses é que mais gente do calibre moral dele apareça, para deixar bem claro que nem tudo na política é sujeira e promiscuidade.

Meu avô merece todas as homenagens do Amazonas, que ele tanto soube honrar.

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