“Nova ótica no trabalho” ou “Empregabilidade” – Por Arthur Bisneto

Na última quarta-feira, 1º de maio, foi comemorado o Dia do Trabalhador em todo o país. A data é uma homenagem aos movimentos trabalhistas do Brasil e do mundo e, em 2013, também comemoramos juntamente com os 70 anos da Consolidação das Leis Trabalhistas brasileiras.

No Amazonas, o nível de empregabilidade estagnou. Nos últimos meses tivemos grandes perdas e não há muitos motivos para comemorarmos. A atitude de setores essenciais para o nível de empregabilidade no Polo Industrial de Manaus (PIM) tem reduzido o número de trabalhadores.

Artur Bisneto - Deputado Estadual  (PSDB-AM)
Artur Bisneto – Deputado Estadual (PSDB-AM)

O que o Estado precisa é cobrar comprometimento dos empresários para aumentar as contratações. Não basta criarmecanismos de inserção do trabalhador, ou aumentar os benefícios fiscais. Isso somente não resolve.

Em outro ponto, acredito que após garantir o percentual de 12% nas operações interestaduais de produtos oriundos da Zona Franca de Manaus (ZFM), o nível de empregabilidade vai melhorar em nosso Estado. Até a votação e sanção do Governo Federal, precisamos ficar atentos. Essa decisão é crucial para o futuro da ZFM.

Após esse resultado, precisamos também inserir a população desempregada no mercado de trabalho e investir na qualificação dos profissionais no Amazonas. Atualmente, mais de 90 mil amazonenses trabalham no Distrito Industrial, no entanto, a maioria atua na linha de produção e montagem. Os altos cargos, de grande escalão, são pouco ocupados por profissionais amazonenses. Precisamos inverter essa situação, investindo na educação e na mão de obra especializada, necessárias para os cargos de chefia. Não é só pela Copa do Mundo que devemos esperar. O PIM é uma grande fonte de emprego e temos que saber aproveitá-lo.

De acordo com os dados do Sistema Nacional de Empregos (Sine-AM), no acumulado do primeiro trimestre deste ano, mais de 25 mil pessoas já foram recolocadas nos três principais setores do mercado de trabalho (indústria, comércio e serviços) por meio do Sistema Nacional de Emprego (Sine-AM). Desse número, apenas 18% (pouco mais de 6,2%) correspondem a pessoas no primeiro emprego.

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