Neves e seus desafios afrente do PSDB

Senador mineiro assumirá a presidência nacional do partido no próximo sábado, durante convenção em Brasília, sem o apoio do paulista José Serra; entre seus planos estão inovar e modernizar a administração da legenda e excluir da diretoria pessoas que estão em busca de cargos honoríficos; segundo o colunista Ilimar Franco, o tucano “só quer quem trabalha”; como principal missão, porém, Aécio Neves tem a conquista do apoio de todo o partido para sua candidatura à presidência contra Dilma em 2014.

Aécio NevesO senador tucano Aécio Neves (MG) tem como praticamente certa sua eleição à presidência do PSDB no próximo sábado 18, uma vez que ele não terá concorrentes e precisará de apenas 20% dos votos válidos para que seu nome seja dado como o sucessor do deputado Sérgio Guerra (PE). O anúncio será feito durante convenção do partido em Brasília, para onde a legenda tem a intenção de levar ao menos 1.500 filiados.

A conquista da presidência do partido é uma forma de tornar Aécio mais conhecido para o próximo passo de sua carreira política: se candidatar à presidência da República contra Dilma Rousseff em 2014. E no novo cargo, o senador já faz planos para revolucionar a administração do partido. Na nota “Choque de gestão”, deste domingo, o colunista Ilimar Franco, de O Globo, diz que uma das intenções do tucano é excluir da direção pessoas em busca de cargos honoríficos.

Leia abaixo:

Choque de gestão

O futuro presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), pretende inovar e modernizar a administração do partido. Isso implica em ampliar vagas na Executiva e descentralizar poderes e tarefas. Ele contratou o consultor Caio Marini (Instituto Publix) para esculpir esta reengenharia. Candidato ao Planalto, Aécio quer excluir da direção quem procura cargos honoríficos. Só quer quem trabalha.

A principal tarefa do senador mineiro, no entanto, será conquistar a unidade da legenda, já que assume o comando sem o aval do ex-governador de São Paulo José Serra – que também queria se candidatar à presidência – e outros membros do diretório paulista. Nesta semana, Aécio trabalhará por negociações com líderes e dirigentes regionais, com a ajuda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a fim de compor a nova Executiva da sigla.

Pedido de Serra

A expectativa é que, no último momento, Serra apareça com um pedido, como a indicação do secretário geral da legenda, forma de ser bem representado dentro do PSDB. Uma hipótese é apresentar o nome do senador Aloysio Nunes (SP), aliado de Serra, para suceder o deputado Rodrigo de Castro (MG), defensor de Aécio.

Na bancada do partido na Câmara, o mais cotado é o do ex-líder Bruno Araújo (PE), que circula nos dois ambientes, de Serra e de Aécio. Nada foi decidido, no entanto, e ainda há o receio de que Serra tenha uma surpresa ainda maior, como sua saída do partido, que poderia lhe dar espaço a uma candidatura.

 

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