“Mea-culpa” – Por Rachel Sheherazade

No fim da década de 50, o governo Juscelino Kubitschek trouxe, ao Brasil, a indústria automobilística.

Para os carros, abriu rodovias, aos consumidores, linhas de crédito. Assim, JK forjou o sonho de consumo do brasileiro: o automóvel.

Além de uma inflação sem controle, herdamos, do presidente “milagreiro”, as sementes desta crise de mobilidade urbana que afeta grandes e até pequenas cidades.

É que o trânsito não foi pensado para a coletividade, mas apenas para uma minoria.

Enquanto priorizou-se o transporte individual, ignorou-se o transporte público.

O pior é que insistimos no erro, com incentivos às montadoras, redução de IPI, estímulo ao consumo de automóveis.

Em vez de culpar o cidadão comum pela falta de planejamento do trânsito, penalizá-lo, com impostos, pedágios, restrições…é preciso fazer uma “mea-culpa”, cortar na própria carne e repensar a mobilidade em prol de todos.

 

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