Marina não descarta sair candidata à Presidência

Em visita a Manaus para promover o partido político Rede Sustentabilidade, a ex-ministra Marina Silva admitiu a possibilidade de concorrer nas próximas eleições ao cargo de presidente da República. Apesar da expectativa, Marina fala com cautela sobre o assunto e afirma que só discutirá abertamente o assunto ano que vem.

Marina está em campanha para colher assinaturas ao partido – foto: Diego Janatã
Marina está em campanha para colher assinaturas ao partido – foto: Diego Janatã

Marina, que já foi senadora e ministra do Meio Ambiente, passou o último sábado (23) em Manaus se reunindo com simpatizantes e aliados. Na agenda, coletiva de imprensa e almoço com membros da sociedade civil organizada, líderes religiosos e políticos amazonenses, entre os quais o presidente de honra do PSB, Serafim Corrêa, e os deputados estaduais Marcelo Ramos (PSB), Luiz Castro (PPS) e Chico Preto (PSD).

À tarde, realizou uma plenária no auditório da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), no bairro Japiim, Zona Sul.

A ativista Camila Suzan disse que já admirava Marina Silva pela sua trajetória política e que seu interesse em apoiar a criação do novo partido aconteceu por estar decepcionada com a política partidária praticada atualmente no Brasil. A mesma justificativa também foi apresenta pela contadora Geórgia Araujo. “Tenho esperança de mudança. Atualmente não nos sentimos mais motivados em nos envolver com política porque não vislumbramos mudanças. Com o Rede espero que esse cenário mude, sem hierarquia ou níveis”.

O médico Marcus Barros também prestigiou Marina. “A causa é a liderança. Militei com a Marina, que é um nome confiável. A nova maneira de fazer política”.

A advogada Luciana Valente, uma das apoiadoras do Rede no Estado, revela que na última contagem já haviam sido coletadas mais de mil assinaturas, mas ela acredita que será possível reunir mais de 20 mil apoiadores. De acordo com a lei, o prazo para formalização do partido é até outubro. “Vamos massificar a campanha de coleta de assinaturas. Vamos também atingir o interior”, disse.

Também estava prevista uma mobilização para colher assinaturas na praia da Ponta Negra, Zona Oeste, mas o mau tempo cancelou a programação.

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