Mariana Carvalho põe trajetória frente às eleições 2012

A candidata a prefeita de Porto Velho pelo PSDB, Mariana Carvalho, de 25 anos, é vereadora, primeira secretária da Mesa Diretora da Câmara Municipal, presidente da ala jovem do seu partido em Rondônia e diretora nacional de articulação parlamentar da Juventude Tucana e coordenadora estadual dos cursos de formação política do Instituto Teotôniio Vilela(IVT), órgão da legenda para estudos e pesquisas.

Cobiçada por todos os candidatos à prefeito, a tucana recebeu convites para ser indicada ao cargo de vice-prefeita em outras chapas, mas optou em disputar uma carreira solo. “Todos os partidos políticos me convidaram para ser vice. Percebi alguma mudança no cenário. Foi quando o PSDB decidiu por candidatura própria”, disse Mariana, que é filha do ex-vice-governador e ex-deputado federal Aparício Carvalho.

Diário: Como começou a carreira política?

Mariana Carvalho: Essa movimentação de políticos dentro de casa me motivou a entrar na política aos 16 anos.

Diário: Como de fato começou a participar da politica?

Mariana Carvalho, candidata a prefeita de Porto Velho pelo PSDB

Mariana: Ao completar 16 anos, percebi que a grande maioria dos meus amigos de escola não tinha interesse de tirar o título de eleitor. Surgiu a idéia de construir um partido de juventudade. Não era tão fácil como imaginava. Foi quando entrei no PSDB e comecei a participar dos movimentos políticos. Cresci acompanhando o trabalho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Comecei dentro do segmento jovem e passei a gostar da política. Fui convidada, na época, pelo então ex-governador Ivo Cassol para fazer parte da ala jovem.  Conheci o Brasil  e participei de vários movimentos e cursos de formação política.

Diário: Como surgiu sua candidatura a vereadora?

Mariana: Surgiu em 2008. Na época, estudava o curso de medicina e direito. Eu não tinha a pretensão de sair candidato. O candidato a prefeito do partido era o ex-deputado federal Hamilton Casara. Naquela época, já existia o convite para ser candidata a vice-prefeita. Na mesma semana, recebi o convite para ser vice de Garçom (atual candidato a prefeito Lindomar Garçom). Eu tinha 21 anos e achava que não era o momento. Tinha que começar de baixo e decidi ser candidata a  vereadora.

Diário: Como foi a emoção ao ser eleita?

Mariana: Foi gratificante. Fui eleita com uma votação expressiva da comunidade dos bairros da Zona Sul e Leste da Capital. Ao longo do meu mandato, sempre trabalhei em benefício dessa população e de outros bairros, com apoio na construção de creches para crianças.

Diário: Como surgiu a candidatura?

Mariana: Não estava na minha mente. No início do ano, recebi vários incentivos por meio de redes sociais e até pesquisas. Não era o momento de decidir sobre o tema, porque estava exercendo apenas a função de vereadora e sem o apoio político do  prefeito da Capital. Cheguei para ser cotada para ser vice de vários partidos políticos, inclusive do PSOL e PSTU.  Todos me procuraram. Todos falavam que eu seria vitoriosa se estivesse no palanque deles. Foi quando percebi algo estranho no processo eleitoral. Foi quando a executiva do PSDB e lideranças partidárias me chamaram para sair candidata.

Diário: Depois da construção de alianças foi definido um vice, que pode ser barrado pelo TRE. Como você vê essa situação?

Mariana: No início das conversas políticas, o PSDB recebeu o apoio do PV e PR e depois do PSD, partido do presidente da Assembleia, deputado Hermínio Coelho. A ideia seria lançar uma candidato a prefeito e desse frentão sairia o vice. Ocorreu que o PV e PR acabaram saindo do frentão. Coube ao PSD indicar o vice-prefeito na chapa, o ex-vereador e ex-chefe da Casa Civil, Guilherme Erse. A situação política do Guilherme compete a justiça avaliar e decidir.

Diário: E as propostas para Porto Velho?

Mariana: Já estamos com o nosso plano de governo definido. É amplo e contempla diversos setores como saúde, educação, trânsito e saneamento básico. Temos a real consciência que os problemas de Porto Velho não são grandes, mas passam por coisas pequenas e que não recebem atenção especial. Saneamento básico e saúde.

Diário: Aquestão do trânsito da Capital, como conduzir?

Mariana: É um caos e o número de acidentes cresceu. 90% dos casos que chegam nas unidades de saúde são atribuídos ao transito. Estive acompanhando de perto o problema dentro do Hospital de Base, onde faço residência médica. A Prefeitura colocou agente de trânsito apenas para multar as pessoas. Precisam ter mudança na sinzaliação, informações, educação de trânsito e a construção de vias alternativas. As obras inacabadas do viadutos, que estão prejudicando o transito.

Diário: O PSDB já elegeu um governador e prefeito em Porto Velho. Está cofiante agora?

Mariana: Espero que essa tradição se mantenha. Temos pessoas com ética e com compromisso para a cidade. O PSDB vai atrair essas pessoas, por estarem formadas. O  PSDB tem a marca de pessoas compromissadas. Cito como exemplo as  administrações de Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR). São municípios que deram boa contribuição para o cidadão.

Diário: Quais as dificuldades enfrentadas na campanha?

Mariana: Não vejo dificuldade. Mas, às vezes, eles achavam que as mulheres não têm pulso. Temos como mostrar o meu potencial. Se eu cheguei até aqui, já provei que tenho o pulso para administrar Porto Velho. Muitas críticas vão surgir. Não vejo problemas. As pessoas sabem do meu caráter e tenho como administrar. As críticas reais não têm como fugir. Todos estão expostos.

Diário: Como você vê Porto Velho no futuro? E o pós-usina?

Mariana: Uma cidade organizada, transformada, pessoas participando do processo eleitoral. O pós-usina é o nosso principal foco. Pessoas do Brasil inteiro vieram para cá acreditando em nosso potencial. Temos que começar a atrair grandes empresas, para dar condições, gerar empregos e condição de vida ao cidadão. Vejo de forma positiva. Agora temos que colher coisas boas, investir na saúde e educação, e fazer com que os prejuízos causado sejam transformados em coisas boas.

Fonte: diariodaamazonia

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