Lúcia Vânia defende mais acessibilidade

A Senadora Lúcia Vânia defende mais acessibilidade urbana para portadores de doenças especiais.

Senadora Lúcia Vânia

A senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO) defendeu mais acessibilidade urbana para portadores de necessidades especiais, em artigo publicado nesta semana no jornal goiano Tribuna do Planalto. Lúcia Vânia salientou que Goiânia figurou como a cidade com a maior frota acessível para deficientes físicos (79%), numa reportagem exibida recentemente pelo programa Fantástico, da rede Globo, sobre as dificuldades que eles enfrentam em capitais brasileiras para pegar ônibus urbanos. A senadora tucana pontuou existirem, no mundo, 500 milhões de deficientes, sendo 25 milhões de brasileiros, ou 14,5% da nossa população, de acordo com o último censo demográfico. “São homens, mulheres, crianças e jovens que não têm assegurados seus direitos mais básicos de ir e vir, de estudar, de se comunicar e de lazer”, enfatizou. Leia aqui a íntegra do artigo da senadora Lúcia Vânia:

Num mundo que se coloca desde a década de 70 do século passado como uma aldeia global, numa visão de Marschal McLuhan, é de extrema importância social e cultural discutir a questão da acessibilidade. Se o mundo se tornou pequeno espacialmente e na sua capacidade de se comunicar, a luta maior que se coloca é para que todos, absolutamente todas as pessoas, tenham os seus direitos de ir e vir e de se comunicar respeitados. A acessibilidade não é, portanto, apenas uma questão física, mas, também, uma questão sensorial e, em última instância, cultural.

Existem hoje, em todo o mundo, cerca de 500 milhões de pessoas com deficiência. De acordo com o último Censo Demográfico, 25 milhões de brasileiros, ou 14,5% da nossa população, têm algum tipo de deficiência.São homens, mulheres, crianças e jovens que, em muitos casos, não têm assegurados os seus direitos mais básicos de ir e vir, de estudar, de se comunicar e de lazer. Se somarmos a estes números os familiares, os amigos e profissionais da área, concluímos que importante parcela da população tem que lidar, e também sofre, com as dificuldades impostas ao deficiente.

O Programa Fantástico, da Rede Globo de televisão, exibiu, há algum tempo, reportagem mostrando as dificuldades que os deficientes enfrentam em capitais brasileiras, para pegar ônibus urbanos. Para minha surpresa a cidade que teve o maior percentual de frota acessível foi Goiânia, com 79%. Legalmente, o artigo 2º da Lei nº 10.098/2000, conceitua acessibilidade como a possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Gramaticalmente, acessibilidade denota a qualidade de ser acessível.Acessível, por sua vez, indica aquilo a que se pode chegar facilmente, ou que fica ao alcance.Historicamente, quando essa questão começou a ser discutida, pensava-se a acessibilidade apenas como superação de barreiras arquitetônicas. Daí falar-se muito, na época, de “eliminação de barreiras”. Contemporaneamente, acessibilidade é mais do que construir rampas.

Rampas são fundamentais, mas significam apenas o primeiro passo.Rampas precisam levar a escolas, centros de saúde, teatros, cinemas, museus, shows etc. Este novo olhar sobre a acessibilidade nos leva a outras esferas do fazer humano: passamos, então, a refletir a acessibilidade na Educação, no Trabalho, no Lazer, na Cultura, no Esporte, na Informação e na Internet. Fazendo coro com a temática da Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, acessibilidade está na moda, conclamo a que acompanhemos esse novo olhar sobre a questão: alcançar acessibilidade significa conseguir equiparação de oportunidades em todas as esferas da vida.

Como pessoas públicas, ou como cidadãos, temos que saber, sobretudo, que as condições adequadas para todos, são relacionadas ao ambiente e não às características da pessoa. Muito além dos aspectos legais, por todos conhecidos, quis chamar a atenção hoje sobre os aspectos sócio culturais e antropológicos. A acessibilidade é um processo, que tem tempos e características diferentes em cada lugar. E neste tempo de segunda década do século XXI, temos novos conceitos, novas tecnologias, novas posturas, que precisam do cuidado de todos.Mudemos, pois, hoje, o nosso olhar sobre a questão. E vejamos a pessoa com deficiência na amplitude da construção de sua cidadania, sejam quais forem as condições de sua inserção na sociedade.

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