Léo Pinheiro promete documentos para provar acusações contra Lula

Léo Pinheiro promete documentos para provar acusações contra Lula

MPF incluiu novos documentos em processo que apura se OAS pagou propina ao ex-presidente. Informações foram divulgadas pelo O Globo.

O ex-presidente da OAS Léo Pinheiro promete entregar documentos pessoais que reforçariam a ligação do ex-presidente Lula com o triplex no Guarujá. Os procuradores também estão reunindo outras provas nesta ação.

O Ministério Público Federal incluiu novos documentos no processo que apura se o grupo OAS pagou propina ao ex-presidente Lula, por meio da reserva e reforma do triplex no Guarujá.

A informação foi divulgada neste sábado (22) pelo jornal O Globo, que também revelou que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro vai apresentar documentos que comprovam o que ele disse no depoimento de quinta-feira ao juiz Sérgio Moro.

São informações como registros na agenda de Léo Pinheiro, dos encontros pessoais entre ele e Lula, além de telefonemas e contatos para tratar da reforma no imóvel. No interrogatório, Léo Pinheiro falou sobre a reforma no triplex.

Procurador: Houve um encontro pra aprovação do projeto?
Léo Pinheiro: Houve sim. Na verdade, o presidente e a dona Marisa estiveram no triplex em fevereiro de 2014.

Um relatório do Ministério Público Federal, incluído na ação no último dia 11 de abril, mostra seis viagens, entre 2012 e 2014, de dois carros registrados na empresa de cobrança automática de pedágio em nome do Instituto Lula.

De acordo com o relatório, os percursos começaram em São Bernardo do Campo, onde Lula mora, e tiveram como destino provável o litoral de São Paulo. Em 2014, foram duas viagens – fevereiro e agosto. Nelas, o carro passa por um pedágio da rodovia SP-055, a alguns quilômetros do Condomínio Solaris, onde fica o triplex.

No interrogatório de quinta-feira, Léo Pinheiro falou que esteve no triplex com Lula e a mulher em fevereiro, e em agosto, com dona Marisa Letícia.

Além dos registros nos pedágios, outras provas também já foram juntadas ao processo, entre elas os registros de telefonemas entre Léo Pinheiro e pessoas ligadas ao Instituto Lula.

O relatório mostra que entre 2012 e 2014, foram 192 ligações entre Léo Pínheiro e Paulo Okamoto, presidente do instituto e uma das pessoas mais próximas a Lula. E 31 ligações para Clara Ant, funcionária do instituto. E 24 ligações para José de Filippi, tesoureiro de campanhas de Lula e de Dilma.

Há ainda e-mails do Instituto Lula, que mostram a agenda de encontros do ex-presidente. No dia 3 de junho de 2014, há o registro do horário reservado para Léo Pinheiro, às 17 horas.
Os dois tiveram mais quatro encontros em 2014 registrados na agenda de Lula. O último em 10 de novembro. Quatro dias depois, Léo Pinheiro foi preso.

O Instituto Lula afirmou que o ex-presidente fez palestras para a empresa OAS no exterior. E que telefonemas para diretores do instituto e uma agenda de reuniões não indicam o assunto conversado e não servem como prova. Sobre o deslocamento de carros nos pedágios, o instituto declarou que o documento não quer dizer nada em relação ao triplex.

A defesa de Lula declarou que Léo Pinheiro aceitou fabricar uma mentira para acusar o ex-presidente em troca de uma delação premiada e a possível saída da prisão. A defesa afirmou, ainda, que a versão de Léo Pinheiro é incompatível com depoimentos prestados por 73 testemunhas, inclusive funcionários da OAS. E que a certidão do cartório mostra a OAS como proprietária do imóvel.

José Di Filippi afirmou que manteve, principalmente em 2012, diversas ligações com Léo Pinheiro para tratar de um seminário internacional, quando era vice-presidente de uma comissão da câmara dos deputados.

E que os e-mails e registros na câmara comprovam esse fato. A defesa de Léo Pinheiro não quis comentar.

 

Com Informações do O Globo

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