Legislativo quer contrapartida de empresas para justificar nova tarifa

Nesta terça-feira (2), a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Amazonas (CDC-Aleam) cobrou uma contrapartida dos empresários do setor de transporte público para justificar o reajuste da tarifa de ônibus, de R$ 2,75 para R$ 3.
Para a Comissão de Defesa do Consumidor, o transporte de massa necessita de melhorias – foto: Joel Rosa
Para a Comissão de Defesa do Consumidor, o transporte de massa necessita de melhorias – foto: Joel Rosa

Segundo o presidente da CDC-Aleam, Marcos Rotta (PMDB), o município adota há anos a postura de primeiro conceder o aumento da tarifa para só depois cobrar melhorias no sistema de transporte público.

“Para justificar esse reajuste, as empresas deveriam abrir as planilhas de custos, nas quais deveriam constar, entre outras coisas, investimentos na melhoria do transporte ou algo que convencesse a sociedade de que o reajuste é preciso. No entanto, até agora, nada nos foi apresentado que justifique a tarifa de R$ 3”, disse o deputado.
Na avaliação do líder do PMDB na Casa, o que falta neste setor é uma contrapartida de eficiência do sistema.
“A grande maioria da população, com certeza, aceitaria pagar a tarifa de R$ 3 se o sistema fosse eficiente e confortável. No entanto, o cidadão cobra uma contrapartida dos empresários, como paradas de ônibus decentes e um transporte que atenda a demanda e suas necessidades”, afirmou deputado.
Rotta afirmou que, embora saiba que o aumento anual da tarifa de transporte esteja em contrato, acredita que o prefeito de Manaus, com o espírito e a história que tem, não haverá de permitir mais que o poder público municipal fique em ‘posição de decúbito dorsal’ para com as empresas de transporte coletivo.
Segundo o presidente, por conta da precariedade, muitas queixas são registradas na CDC-Aleam contra o serviço de transporte público.
“As reclamações vão desde a inexistência de paradas de ônibus até a falta de respeito com os usuários. O serviço é insatisfatório e necessita de melhorias urgentemente”, concluiu.

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