Investigação da Operação Vegas foi engavetada pela PGR, diz delegado da PF

Delegado prestou depoimento nesta terça

O depoimento do delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques de Souza, responsável pela investigação da Operação Vegas, prestado na tarde dessa terça-feira (8/5) na CPI do Cachoeira, complicou de vez a situação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Nas entrelinhas, o investigador deu um recado claro: a Vegas foi interrompida e engavetada, em setembro de 2009, pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no momento em que se constatou a participação do senador Demóstenes Torres (sem partido) e dos deputados federais Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e Sandes Júnior (PP-GO) na organização criminosa. Após o depoimento, que terminou às 22h40, até mesmo parlamentares que desde o início do escândalo se posicionaram contra a convocação de Gurgel, agora, acreditam que é impossível a comissão não chamá-lo para depor.

Bastante discreto e sem utilizar adjetivos, o delegado da PF comunicou que uma ordem da Justiça Federal de Goiás determinou que a investigação fosse remetida à PGR porque esbarrava em investigados com foro privilegiado. Um mês após encaminhar todo o inquérito à subprocuradora criminal da PGR, Cláudia Sampaio, mulher de Roberto Gurgel, o delegado esteve com ela e recebeu a resposta de que não havia provas contundentes contra os parlamentares. Resultado: o inquérito nem foi devolvido para realização de novas diligências nem seguiu para o Supremo Tribunal Federal (STF) para abertura de investigação em relação aos parlamentares citados.

Fonte: Correiobraziliense.com.br

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