Gurgel diz que Feliciano não é adequado para presidir comissão de Direitos Humanos

Procurador-geral considera positivo que PSC reveja indicação de deputado para o cargo

BRASÍLIA – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, considerou positiva a possível saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Para o procurador, a trajetória de vida do deputado não recomenda que ele permaneça à frente da comissão. Feliciano já fez declarações que teriam sido consideradas homofóbicas e racistas.

Roberto Gurgel, procurador-geral da República
Roberto Gurgel, procurador-geral da República

– Acho que é um dado positivo, que o próprio partido perceba que há pessoas mais vocacionadas para este trabalho – afirmou Gurgel nesta quarta-feira depois de participar de uma sessão de julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o procurador, a decisão final sobre o assunto é do Congresso Nacional, mas não há dúvida de que Feliciano está no lugar errado.

– Por sua história de vida, por sua trajetória, não está minimamente indicada para presidir uma comissão importantíssima como a Comissão de Direitos Humanos – disse Gurgel.

OAB defende renúncia de Marco Feliciano

O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous considerou nesta quarta-feira “um acinte à população brasileira” a permanência de Feliciano à frente da comissão.

“Está mais do que demonstrada a (justa) rejeição que sofre por parte de todas as entidades e de todos aqueles que têm um mínimo respeito pelos direitos humanos em nosso país”, afirmou Damous em nota.

Damous diz ser imprescindível a indicação de outro nome, com ligação real com o tema, para que a Câmara “volte a ter uma Comissão de Direitos Humanos, que foi extinta com a eleição de Feliciano, em sessão secreta e ilegítima”.

 
Fonte: O Globo

Deixe seu Comentário