Grupo do Amazonas é investigado por racismo contra jornalista Maria Júlia Coutinho

Grupo do Amazonas é investigado por racismo contra jornalista Maria Júlia Coutinho

Jornalista Maria Júlia sofreu ataques racistas. Foto: Divulgação
Jornalista Maria Júlia sofreu ataques racistas. Foto: Divulgação

Computadores e aparelhos celulares foram apreendidos, além de 12 suspeitos identificados, entre eles três adolescentes

O Amazonas é um dos estados que entraram na lista do Ministério Público do Estado de São Paulo que deflagrou nesta semana uma operação visando 25 mandados de busca e apreensão. O pedido foi solicitado pela 1ª Promotoria de Justiça Criminal da capital que investiga a postagem de mensagens racistas contra a jornalista Maria Júlia Coutinho, da Rede Globo, ocorridas em julho nas redes sociais.

Além do Amazonas, a operação aconteceu em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco, Santa Catarina e Ceará, com o apoio dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) dos Ministérios Públicos dos setes estados.

Foram apreendidos computadores e aparelhos celulares e identificados 12 suspeitos, entre eles três adolescentes. Em depoimento, alguns dos suspeitos confessaram a autoria das mensagens e apontaram outros envolvidos. A Promotoria apurou que todos os administradores dos grupos de Internet nos quais as mensagens foram postadas são maiores.

A investigação apura a prática dos crimes de racismo, injúria qualificada, organização cibernética e, eventualmente, corrupção de menores. “As pessoas acham que estão navegando em um oceano de impunidade quando estão na internet, mas essa operação demonstra que todos podem ser alcançados pela lei, mesmo quando utilizam perfis falsos”, afirmou o Promotor de Justiça Christano Jorge Santos, que conduz as investigações, ainda não encerradas.

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