Grampos da PF revelam que Cachoeira nomeou pessoas para governo do tucano Marconi Perillo

A realidade exposta pelos grampos que jorram do escândalo Carlinhos Cachoeira está cada dia mais inacreditável. As penúltimas escutas vazadas do inquérito da Polícia Federal indicam que o megabicheiro acomodou pessoas na folha salarial do governo tucano de Marconi Perrilo, em Goiás.

Veiculadas em reportagem do repórter Vladimir Netto, as interceptações telefônicas captaram diálogos de Cachoeira com um ex-vereador do PSDB chamado Wladimir Garcez. Coisa de 11 de março de 2011. Num trecho, Garcez diz a Cachoeira:

Josias de Souza - Blogueiro - UOL

“Então, é o seguinte: o governador liberou os negócios dele e eu falei pra ele que nós temos mais quatro pedidos. Esse de Anápolis, ele resolveu que vai lotar nas nomeações. Os de Goiânia, ele vai ver a questão de gerência aqui. Aí, ele tem duas ou três gerências pra vir pra nós, pra gente discutir quem são os nomes.”

E Cachoeira, autoconvertido em chefe de Recursos Humanos da administração Perillo: “Tá, cê põe a Vanessa numa. A Rosana pode ser um salário de R$ 2 mil. A Vanessa é gerência, tá?”

Mais adiante, Garcez contabiliza as nomeações: “Nós estamos com sete pessoa só aqui, né?” Com seu português de matuto, Cachoeira elogia seu lugar-tenente: “Ocê, é o seguinte, Waldimir, ocê é o cara que mais põe gente nesse governo aí!”Wladimir promote mais: “Agora, tem uns carguinhos aí que nós vamo poder atender muita gente.”

Ouvido, Marconi Perillo tomou distância: “Isso é de responsabilidade de quem fez as indicações: os secretários. Os secretários têm liberdade para fazer as escolhas. Eu não vi a reportagem. Vou analisar o conteúdo. Vou verificar se isso realmente tem procedência. Se tiver procedência, nós vamos tomar as medidas cabíveis.”

Desde que estourou o escândalo, Perillo vem adotando a tática de apagar os focos de incêndio à medida que vão aparecendo. Sempre alega não ter nada a ver com as chamas. De labareda em labareda, sua gestão vai sendo carbonizada. Mesmo no PSDB, está difícil encontrar alguém disposto a pôr a mão no fogo pelo governador.

Por Josias de Souza

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