Governo anuncia medidas e promete em dois meses “VIRAR A PÁGINA” em Rondônia

Para solucionar o problema da superlotação de pacientes aguardando atendimento de urgência nas unidades de saúde da rede estadual, em especial no Pronto de Socorro João Paulo II, em Porto Velho, o governador Confúcio Moura anunciou nesta segunda-feira (23), durante coletiva à imprensa, um conjunto de medidas que deverá ser implementado com o apoio do governo Federal, por meio do Ministério da Saúde.

O anúncio foi feito com a presença do secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, que coordena a equipe enviada pelo governo Federal no domingo, formada por 11 pessoas, entre técnicos do ministério e representantes dos conselhos de saúde dos Estados (Conass) e municípios (Conasems), para dar apoio as ações do governo estadual.

Entre as medidas imediatas estão contratação de 50 leitos no Hospital Santa Marcelina e mais 100 no Panamericano para onde foram levados os pacientes que aguardavam atendimento deitados em macas ou em colchões no corredor do João Paulo II; mutirão de cirurgias ortopédicas no Hospital de Base, que desta segunda-feira à próxima sexta-feira deverá atender a pelo menos 100 dos 230 pacientes que aguardavam esse procedimento, inclusive 22 levados para o Hospital de Cacoal; e a aprovação pela Assembleia Legislativa de projeto de lei do governo garantindo gratificação por produtividade para os médicos-cirurgiões, que poderão ganhar até R$ 21 mil, somando o salário base com os plantões, e ainda poderão assinar contrato com o município de Porto Velho, atingindo um salário em torno de R$ 35 mil mensais, considerável atrativo para despertar o interesse dos profissionais de outros Estados em atuar em Rondônia.

Além dos 150 leitos particulares, conforme o secretário estadual de Saúde, Gilvan Ramos, até 5 de maio o HB passará a contar com mais 120 leitos e até junho com mais 40. Outros 200 leitos são previstos após a inauguração dos Hospitais do Câncer e Cosme e Damião, esse último infantil.

Outra medida de grande impacto, conforme informou Adriano Massuda, é que o João Paulo II será incluído no programa SOS Emergência, uma determinação do ministro Alexandre Padilha após reunião com o governador, em Brasília, na última semana. Com isso, segundo Massuda, o pronto-socorro passa a ser a 11ª unidade inserida no programa em todo o País e a partir do segundo semestre deste ano receberá R$ 3 milhões para obras de ampliação e estruturação, e R$ 300 mil, mensais, para custeio.

Além das Unidades de Pronto-Atendimento (Upas) em construção na Capital, por iniciativa do Estado e prefeitura, Massuda também anunciou outras cinco para o interior do Estado (Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena), ampliação do Hospital de Cacoal, que conforme o governador deverá oferecer os mesmos serviços de alta complexidade do HB, que também será beneficiado com novos leitos, inclusive de UTIs.

Todas as medidas, Massuda fez questão de destacar que são lideradas pelo governador Confúcio Moura, contando com o apoio do Ministério. Ainda segundo ele, dois técnicos vão permanecer no Estado durante duas semanas acompanhando a elaboração de um plano de urgência.
O governador considera que com essas medidas o atendimento à saúde na rede estadual inicia o processo de resolutividade, começando pelos pontos críticos. Ele confirmou ainda a continuidade do serviço médico em domicílio, que consiste em uma forma de humanização do atendimento, levando-se em conta que a vontade de todo paciente internado é receber alta.

O governador ainda falou da necessidade de ser feito amplo trabalho orientando os pacientes a buscarem o primeiro atendimento nas unidades básicas (municipais) e só com o encaminhamento médico se dirigirem às de média e alta complexidades. “isso evita a superlotação como hoje ocorre no João Paulo II”, citou.

GREVE

Sobre a greve anunciada pelos servidores da saúde para a próxima quinta-feira, o governador afirmou continuar aberto ao diálogo com todas as categorias. Questionado sobre parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) à implantação das Organizações Sociais de Saúde (OSS) no Estado, ele disse tratar-se de uma recomendação normal e que a equipe do Estado dará a resposta a contento, vez que a preocupação do tribunal é ter a certeza de que não serão contratadas empresas que futuramente não atendam satisfatoriamente.

Fonte: Rondoniagora.com

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