Governador Omar Aziz diz que o “ronda no bairro” é um sucesso e comemora redução da criminalidade em Manaus

Em entrevista exclusiva ao Jornal do Commercio, o Governador do Amazonas, Omar Aziz comemora o sucesso que é o programa ”Ronda no Bairro.” Abaixo a entrevista completa.

Neste aniversário de Manaus, o governo do Estado comemora o que considera um grande presente para a cidade: a redução da criminalidade em taxas expressivas. O número de homicídios caiu 30%, no primeiro semestre. Os índices de assaltos, furtos, e violência doméstica também tiveram reduções nesse patamar. Para o governador Omar Aziz, esses resultados foram alcançados graças a medidas como a reestruturação do sistema e a implantação do programa Ronda no Bairro. O governador ressalta que a “tranquilidade” e a certeza da segurança são fatores difíceis de mensurar, mas que a população de Manaus, e também de alguns municípios do interior, já começam a sentir.

Omar aziz - Governador do Amazonas
Omar aziz – Governador do Amazonas

Em entrevista concedida com exclusividade ao Jornal do Commercio, Omar Aziz também fala dos esforços para fortalecer a Zona Franca de Manaus, ao mesmo tempo em que se busca outros modelos de desenvolvimento.

Jornal do Commercio – Que presente o senhor diria que o governo do Estado oferece a Manaus neste aniversário?

Omar Aziz – Têm algumas coisas que procuramos sempre dar à população: tranquilidade. Um presente bom para a cidade de Manaus é cada vez melhorar a segurança pública, uma família tranquila vive melhor. Qualquer pai e qualquer mãe sempre tem preocupação com a segurança dos filhos e com a sua própria. Os investimentos que estamos fazendo já estão mostrando resultados concretos. Sempre vamos trabalhar cada vez mais, não só para garantir a segurança hoje, mas para assegurar uma segurança permanente para a população da cidade de Manaus.

JC – O principal investimento nesse sentido é o programa Ronda no Bairro. Como está a ampliação do programa?

Omar Aziz – Além da capital, vamos chegar a 14 municípios. Em todos os municípios vamos instalar o programa. Tabatinga, Humaitá, cidades do Médio Solimões; vamos pegar Tefé, teremos Itacoatiara, Manacapuru, Parintins, Lábrea, Boca do Acre, Iranduba, cidades com certo porte que vamos instalar o Ronda no Bairro. O programa é um sucesso em Manaus, com ampla aprovação e apoio da população. A população compreendeu a dinâmica do programa e tem colaborado ativamente.

JC – No que diz respeito à defesa da Zona Franca de Manaus, o que o governo tem feito na busca por alternativas econômicas?

Omar Aziz – Uma de nossas medidas foi a questão do açaí. A partir daí, há uma nova visão daqui para frente. Se você tiver valor agregado, é possível gerar emprego e renda para o interior, mas é preciso ter uma cadeia produtiva. Precisa tirar o produto, manusear o produto, manufaturar para exportar e vender para o mercado brasileiro. Isso pode ser feito, não só com açaí, mas também com outras frutas que temos, e principalmente com o pescado, por meio da piscicultura.

JC – Outras ações como essa estão em negociação?

Omar Aziz – Nós não temos áreas para plantação, visando a produção de grãos, e não vamos desmatar a floresta, então vamos utilizar os poucos locais que temos principalmente para essas ações, usando o extrativismo. Mas não o extrativismo da borracha, esse não existe mais. Não espere que o Amazonas volte a produzir borracha como produziu lá atrás, até porque, hoje, a produção em larga escala feita no Estado de São Paulo, tem uma seringueira ao lado da outra. Aqui você precisa desbravar a floresta para poder tirar. E culturalmente, o povo amazonense não tem essa cultura de tirar o látex, isso foi feito pelos nordestinos, principalmente os soldados da borracha quando vieram para cá.

JC – Na recente visita da Ministra Ideli Salvati a Manaus, o senhor conversou sobre quais questões?

Omar Aziz – Estive com a ministra. Fui buscá-la no aeroporto, visitamos algumas obras e participamos de um encontro com prefeitos no Palácio Rio Negro. Falamos sobre algumas coisas em que se precisa dar celeridade, principalmente a questão dos aeroportos do Amazonas. Há um compromisso da presidente Dilma de construir sete novos aeroportos aqui no Amazonas. Esse foi um compromisso assumido no ano passado.

JC – Como está o andamento desses projetos?

Omar Aziz – Sei muito bem que a intenção da presidente é que se construa. Mas, muitas vezes, o tempo da presidente não é o tempo do ministro, como o tempo do governador não é o tempo do secretário. A gente tem vontade que as coisas aconteçam com rapidez, mas quando chega embaixo, as coisas não andam rapidamente.

JC – Que municípios devem ser contemplados?

 

“Têm algumas coisas que procuramos sempre dar à população: tranquilidade. Um

presente bom para a cidade de Manaus é cada vez melhorar a segurança pública,

uma família tranquila vive melhor. Qualquer pai e qualquer mãe sempre

tem preocupação com a segurança dos filhos e com a sua própria”

Omar Aziz – A presidente tem o compromisso de fazer os aeroportos de Uarini, Pauini, Maraã, Codajás, Nova Olinda do Norte, Amaturá. Além disso, ela se comprometeu em fazer reformas e ampliações para que a gente possa, mais tarde, ter linhas regulares em 18 aeroportos no Amazonas. No total, teremos 25 aeroportos em condições razoáveis de operação no Estado.

JC – Alguns prefeitos têm mostrado preocupação com a questão dos aterros sanitários. Isso foi conversado com a ministra?

Omar Aziz – Conversamos com a ministra e reivindicamos dois problemas que teremos no ano que vem. O primeiro é um termo de ajustamento de conduta que o governo federal tem com todos os municípios em relação aos aterros sanitários. Nem todos os municípios vão ter condições de construir esses aterros até o ano que vem. Muitas prefeituras nem iniciaram o estudo sobre isso. Além do mais, o custo de manter um aterro sanitário é muito alto. As prefeituras não teriam dinheiro no interior para fazer isso. Nem Manaus, que é uma cidade com poder aquisitivo maior e tem uma arrecadação bem melhor, ela tem dificuldades para manter seu aterro sanitário com as normas exigidas, imagine no interior do Estado. Os aterros hoje, são um grande problema no interior.

JC – O que acontece se os municípios não se adequarem?

Omar Aziz – Se não for cumprido (construção dos aterros) até o final de 2014, esses municípios ficam inadimplentes, não podendo fazer convênios e não poderão receber recursos, nem federais nem estaduais. Para o interior, que tem nesses recursos sua maior fonte de renda, seria o caos. Isso tem que ser discutido, não só no Amazonas, mas nos cinco mil e poucos municípios que o Brasil tem.

JC – E o programa Mais Médicos? Como o senhor avalia a participação do Amazonas no programa?

Omar Aziz – O Amazonas foi contemplado com poucos médicos, considerando nossas necessidades, principalmente na atenção básica. Sabemos que há um esforço muito grande da presidente Dilma em trazer novos médicos, mas precisamos que se priorize, cada vez mais, as regiões aqui do Norte. Não estou falando só do Amazonas, mas também do Pará, do Amapá, Roraima, Rondônia, que têm dificuldades.

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