Estados da Amazônia buscam união em prol da Ferrovia Transoceânica

Estados da Amazônia buscam união em prol da Ferrovia Transoceânica

Governador de Rondônia defende que Mato Grosso, Acre, Rondônia e Amazonas se unam para agilizar a construção da ferrovia

MANAUS – Os governadores de Mato Grosso, Acre, Rondônia e Amazonas devem assumir o protagonismo do projeto de construção da Ferrovia Transoceânica, também chamada de Transcontinental. A ideia é do governador rondoniense Confúcio Moura, que esteve em Manaus, nesta quarta-feira (1), para alinhar o discurso com o governador amazonense José Melo. “Devemos estar mais perto, com uma ação mais presencial, produzindo leis estaduais facilitadoras e desburocratizantes que venham a estimular a construção desta ferrovia”, explicou.

José Melo e Confúcio MouraA obra não passará pelo Amazonas, mas interessa ao Estado pela possibilidade de escoamento da produção do Polo Industrial de Manaus por meio hidroviário. Confúcio lidera a iniciativa de criação de um comitê técnico para agilizar os estudos jurídicos que antecedem a execução do projeto da Ferrovia Transoceânica. Ele defende que os quatro governadores tenham um discurso comum para facilitar o diálogo com o Governo Federal. “Devemos comungar dos mesmos interesses”, diz. Na última segunda-feira (29) ele visitou o governador do Estado de Mato Grosso, Pedro Taques, para falar sobre o assunto.

“Essa Ferrovia será fundamental para o Amazonas”, destacou José Melo. “Ela ajudará a trazer produtos para o Amazonas e também facilitará o escoamento de produção do Amazonas para outros estados”, acrescentou. Melo acredita que com a obra haverá barateamento de custos de alimentos e insumos no Estado.

A construção da ferrovia – que cruzará os Estados Acre, Rondônia e Mato Grosso – é objeto de termo de cooperação técnica firmado recentemente pela República da China com o governo brasileiro, através do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.

Na opinião de Confúcio, a ferrovia facilitará o escoamento de produção dos estados e incrementará a economia do País. “Com estradas ruins e frete caro a China invade o Brasil com preços mais baratos e quebra nossa indústria. Essa dificuldade brasileira faz gerar emprego em outros países enquanto nosso povo padece”, analisa.

“Tem muita coisa que os governadores podem fazer. Não podemos esperar mais. Devemos preparar nossas leis para não prejudicar o andamento das obras”, acrescenta. Licenças ambientais, preparação de mão de obra, desapropriações e áreas de servidão no caminho da ferrovia são algumas das providências que Moura acredita que os governadores podem agilizar.

A Ferrovia Transoceânica está incluída no Programa de Investimento em Logística (PIL) do governo Federal, e deve custar R$ 40 bilhões, numa extensão de cerca de 3,5 mil quilômetros. A meta é escoar produtos, através do Oceano Pacífico, para os mercados asiáticos.

Com Informações do Portal Amazônia

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