Eduardo Paes é reeleito prefeito do Rio de Janeiro no 1º turno

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), 42, foi reeleito ao cargo com 64,6% dos votos válidos nas eleições deste domingo, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Ele superou os adversários Marcelo Freixo (PSOL), que tinha 28,15% dos votos válidos, Rodrigo Maia (DEM), 2,94%, Otávio Leite (PSDB), 2,47%, Aspásia Camargo (PV), 1,27%, Cyro Garcia (PSTU), 0,39, Fernando Siqueira (PPL), 0,15% Antônio Carlos (PCO), 0,03.

A votação recebida por Paes é recorde na cidade. Com uma megacoligação de 20 partidos, Paes garantiu mais de 16 minutos do tempo de TV, o maior entre os candidatos das capitais. A campanha, porém, é concluída sob investigação do Ministério Público Eleitoral por suposta compra de apoio do PTN.

Ele centrou sua campanha na divulgação de obras no setor de transporte, saúde e educação, prometendo continuá-las no segundo mandato.

Ao longo dos três meses de corrida eleitoral, o peemedebista não teve a vitória ameaçada, segundo as pesquisas de intenção de voto.

Paes terá como desafio no segundo mandato concluir obras viárias já em andamento. Comandará a preparação da cidade para a Olimpíada de 2016, seu último de mandato a frente da cidade.

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FREIXO

Com uma campanha sem recursos e com pouco tempo de TV (1min 22s), Freixo teve uma votação siginificativa e será uma voz forte na oposição ao prefeito. O socialista, porém, encontrou dificuldades em popularizar sua campanha. Obteve os votos principalmente na zona sul, área de eleitores mais ricos e escolarizados.

RODRIGO MAIA

A aliança entre o ex-prefeito César Maia (DEM) e o ex-governador Anthony Garotinho (PR), antigos rivais políticos, não deu resultado. O candidato do DEM apostou a campanha nas zona oeste e norte, áreas mais pobres da cidade. Sem sucesso, recorreu ao discurso evangélico. Garotinho foi usado no programa eleitoral para criticar Paes por se aproximar dos religiosos e, ao mesmo tempo, apoiar políticas para homossexuais.

Nenhum dos artifícios obteve sucesso. A rejeição ao nome de Maia subiu de 30% para 47% ao longo de três meses de campanha.

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