Edir Macedo lidera lista da ‘Forbes’ dos pastores mais ricos do Brasil

Famosa por seus rankings de milionários pelo mundo, a revista norte-americana “Forbes” publicou em seu site reportagem (aqui, em inglês) na qual lista os pastores evangélicos mais ricos do Brasil.

A lista é encabeçada de longe pelo líder da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo, com riqueza estimada em US$ 950 milhões (cerca de R$ 1,9 bilhão) e dono de empresas que incluem, entre outras, a Rede Record, o jornal “Folha Universal” e uma gravadora de música gospel.

A assessoria da Universal diz que o valor é incorreto e que o patrimônio de Macedo não é público. “O patrimônio pessoal do bispo Macedo, como de qualquer cidadão que não exerce atividade como servidor ou agente público, não é questão que mereça publicidade”, afirmou, em nota, a assessoria da igreja.

Os valores citados no site da revista não são oficiais. As estimativas foram baseadas em informações publicadas na imprensa brasileira com dados do Ministério Público e da Polícia Federal.

“A religião sempre foi um negócio lucrativo. E se você for um pregador evangélico brasileiro, as chances de você encontrar uma mina de ouro são bem grandes”, diz trecho da reportagem.

Em segundo na lista de pastores abastados, a ‘Forbes’ coloca o apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus e dissidente da Universal, de onde saiu para fundar a sua própria vertente. Segundo a revista, sua fortuna soma US$ 220 milhões (R$ 450 milhões).

Logo atrás aparece Silas Malafaia (US$ 150 milhões, ou R$ 305 milhões), da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, R.R. Soares (US$ 125 milhões, ou R$ 255 milhões), da Igreja Internacional da Graça de Deus, e o casal Estevam e Sônia Hernandes (US$ 65 milhões, ou R$ 130 milhões), da Renascer em Cristo.

Pastores mais ricos do Brasil

Bispo Edir Macedo, da Igreja Univesal, que lidera a lista de pastores mais ricos do Brasil publicada pela "Forbes". Seu patrimônio é estimado em R$ 1,9 bilhão
Bispo Edir Macedo, da Igreja Univesal, que lidera a lista de pastores mais ricos do Brasil publicada pela “Forbes”. Seu patrimônio é estimado em R$ 1,9 bilhão
O segundo da lista da "Forbes" é Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial. Sua fortuna é estimada em R$ 450 milhões
O segundo da lista da “Forbes” é Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial. Sua fortuna é estimada em R$ 450 milhões
Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, tem patrimônio estimado em R$ 305 milhões. Ele é o terceiro da lista
Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, tem patrimônio estimado em R$ 305 milhões. Ele é o terceiro da lista
O quarto mais rico, segundo a "Forbes", é R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, com patrimônio de R$ 255 milhões
O quarto mais rico, segundo a “Forbes”, é R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, com patrimônio de R$ 255 milhões
O quarto mais rico, segundo a "Forbes", é R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, com patrimônio de R$ 255 milhões
Em quinto vem os bispos Estevam (foto) e Sônia Hernandes, líderes da Renascer em Cristo, com fortuna estimada em R$ 130 milhões
A bispa Sônia Hernandes, da Renascer em Cristo
A bispa Sônia Hernandes, da Renascer em Cristo

A revista destaca ainda o crescimento do número de evangélicos no Brasil — de 15,4% para 22,2% da população em uma década – e a popularização da teologia da prosperidade –movimento que prega o bem-estar material do homem–, adotada pela maior parte das religiões neopetencostais.

Segundo a reportagem, muitos jovens no Brasil sonham em se tornar um pregador evangélico de olho não só no dinheiro que a atividade pode proporcionar, mas também no prestígio. Como exemplo, a ‘Forbes’ le mbra que recentemente o governo concedeu passaportes diplomáticos a líderes evangélicos e que muitos são cortejados por candidatos durante o período eleitoral.

“Como a Bíblia diz, fé move montanhas. E dinheiro também”, conclui a reportagem.

Procurada, a Universal considerou preconceituoso o tom que o texto adota contra as igrejas evangélicas.

Por meio de nota, Malafaia também criticou a reportagem e disse que entrará com medida judicial contra a revista. “Tudo o que tenho de patrimônio pessoal e renda, estão declarados na Receita Federal”, afirmou. Ele nega que os milhões atribuídos a ele pela revista estejam corretos e ainda diz que a reportagem é “safadeza”. Os demais citados na reportagem não retornaram ou não foram encontrados.

 

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