Delúbio foi demitido por faltar 100 meses ao trabalho

Ex-tesoureiro do PT recebeu salários no período entre setembro de 1994 e janeiro de 1998; ele era professor de matemática concursado.

O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, foi exonerado nesta sexta-feira, 3, do cargo de professor de Matemática da rede pública de ensino em Goiânia (GO).

O decreto foi assinado pelo secretário de Educação, Thiago Peixoto, e deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado, na próxima segunda-feira (6).

Delúbio Soares recebeu salários e não trabalhou no período entre setembro de 1994 e janeiro de1998. Foram 100 meses sem bater o ponto, não aparecer nas salas de aula, nem justificar a ausência ao tranbalho. Delúbio era professor de Matemática concursado.

O secretário Thiago Peixoto, um ex-deputado estadual pelo PMDB, não foi localizado para comentar a decisão. O decreto de exoneração deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado, na próxima segunda-feira, 6.

100 dias. Oficialmente, a demissão ocorre dois anos e três meses após o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) ter condenado Delúbio Soares a devolver os R$ 164.695,51 que recebeu do Estado sem trabalhar durante 100 meses. Ou seja, no período entre os meses de setembro de 1994 e janeiro de 1998, e entre fevereiro de 2001 a janeiro de 2005.

A decisão do juiz João Waldeck Félix de Souza, da 2a. Câmara Cível, e foi anunciada no dia 19 de maio de 2010.

Na época, diligências da justiça descobriram que Delúbio Soares faltava nas salas de aula, mas trabalhava diariamente no PT, e até viajava a serviço do partido.

Porém, o status de professor faltoso foi mantido graças à conivência do Sindicato dos Trabalhadores Professores (Sintego), filiado ao PT, onde a presidente do Sindicato na época, Noeme Diná Silva, fazia vistas grossas, mas foi condenada solidariamente, pela Justiça.

De acordo com a decisão judicial, o Sindicato liberava licenças médicas para Delúbio, que era concursado e lotado na Secretaria Estadual de Educação (SEE) de Goiás.

Além do ressarcimento do dinheiro, o ex-tesoureiro do PT foi condenado à perda dos direitos políticos por oito anos, e proibido de celebrar contratos om o Poder Público, ou receber incentivos fiscais e creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de 12 anos.

Fonte: Estadão

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